O escritório Estudio AMA, com sedes na Cidade do México e em Guadalajara, estreia com o projeto “Riviera Ka’an Residencias”, localizado em Xpu Ha, uma localidade no estado de Quintana Roo, México, situada ao sul de Playa del Carmen e ao norte de Tulum, na costa do Mar do Caribe. O Estudio AMA apresenta-se como um espaço criativo que abrange todas as vertentes do design: arquitetura, interiores, design gráfico e arte.
O Lago Tonle Sap é uma parte do sistema hídrico interno do Camboja que está conectado às florestas alagadas que purificam a água e protegem as comunidades de tempestades, um benefício importante, uma vez que as alterações climáticas tornam as condições meteorológicas extremas mais frequentes. Todo ano, de junho a novembro, o delta do Mekong invade o lago Tonle Sap, criando variações de até 10 metros na profundidade da água. Isso resulta no alagamento de edifícios em terra durante a estação chuvosa, que são então reformados e ocupados novamente após a recuada da água.
Os Clássicos da Arquitetura apresentados no ArchDaily servem como arquivos fundamentais de prodígios arquitetônicos, oferecendo uma janela para o passado. Esses marcos revelam nossa sabedoria coletiva de projeto e inovação em escala global, enriquecendo nosso conhecimento sobre a disciplina. De fato, ao reconhecer e valorizar os diferentes estilos, funções e narrativas incorporados a essas estruturas, nossa visão sobre a arquitetura e seu impacto mundial torna-se ainda mais abrangente.
As ondas de calor, cada vez mais frequentes e intensas devido às mudanças climáticas, representam um desafio crítico para o desenho dos espaços urbanos. As altas temperaturas exacerbam problemas de saúde pública, aumentam o consumo de energia e diminuem a qualidade de vida nas cidades. Para mitigar esses efeitos, é essencial que os espaços urbanos adotem estratégias para promover a resiliência e não apenas reproduzam formatos que não levam em conta o estresse térmico à qual muitos estão sendo submetidos.
Há tempos entende-se os benefícios dos espaços verdes urbanos, do contato com a natureza, com a água, com a terra, das vantagens relacionadas a saúde e ao bem-estar da população que convive com parques nos arredores de suas casas. Uma questão ainda mais reforçada depois do pânico instaurado durante o período da pandemia de Covid-19. No entanto, o momento atual traz à tona novamente o impacto dos modelos urbanos na vida contemporânea que lida agora com temperaturas extremas nunca antes vistas.
Mesquita Mohammed Abdulkhaliq Gargash, Dubai, 2021. Imagem: Gerry O´Leary
Há e sempre existiram mulheres arquitetas, planejadoras e políticas urbanas inspiradoras, mas em todo o mundo, as profissões de ambiente construído – e em particular seus escalões superiores – permanecem fortemente dominadas por homens, mais do que outras esferas, como educação ou saúde.
Hoje, 64% dos arquitetos formados no Brasil são mulheres. Na Engenharia, houve um aumento de 42% no número de mulheres registradas no CREA desde 2016. Mas, onde estão esses reflexos na sociedade brasileira? No mundo o processo é mais lento. Temos apenas 40% de mulheres arquitetas e pouquíssimas nos papéis de líderes.
As escadarias desempenham um papel importante nos trânsitos e deslocamentos dentro das cidades, podendo moldar a forma como as comunidades interagem e se movem em seus ambientes urbanos. Muitas vezes despercebidas em meio à paisagem, elas são testemunhas importantes da história, conectores fundamentais, e mais do que simples elementos arquitetônicos, elas são espaços onde o ritmo da vida urbana se desenrola. Entre os prédios, morros, ladeiras e ruas movimentadas, as escadarias se revelam como palcos de deslocamentos, de encontros e desencontros, onde o tecido da cidade se entrelaça às histórias contadas a cada degrau.
Situação em Rio Branco, capital do Acre. Foto: Pedro Devani | Secom
Diante da previsão de chuvas fortes nas regiões onde moram, 64% dos brasileiros sentem medo. Para 76% das pessoas, as cidades não estão preparadas para enfrentar chuvas fortes, tempestades ou alagamentos. Os dados fazem parte de uma pesquisa inédita realizada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em cooperação com a UNESCO no Brasil e o apoio da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (ANAMMA ) e da Aliança Bioconexão Urbana. O resultado completo do estudo será apresentado no dia 2 de dezembro durante a 28a Conferência de Mudanças Climáticas da ONU, a COP 28, que acontece em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Arquitetura, cidade e ativismo são as palavras que definem o Taller ACÁ, uma prática emergente dirigida por Jorge Villatoro e Hans Schwarz na Cidade da Guatemala. Entre seus projetos estão a A Pequena Casa Quinn e o Centro Comunitário Plantando Sementes, que recentemente foram selecionados como os vencedores do Prêmio Danta na Bienal de Arquitetura da Guatemala 2023. Na conversa que apresentamos a seguir, Villatoro e Schwarz nos contam em detalhes sobre suas inspirações, processos de trabalho e futuras projeções sobre a arquitetura, tanto no país como na América Central.
Neste episódio do Arquicast, uma conversa com as arquitetas Liz Valente e Larissa Fioravante, revisitando o tema dos ambientes de trabalho em arquitetura, trouxe um novo ponto de vista para algumas discussões abordadas no episódio 214. O impulso para esta “parte 2” veio dos provocativos comentários da audiência que incitaram uma reflexão mais profunda e diversa sobre o cotidiano da profissão. Os participantes compartilharam suas trajetórias pessoais, marcadas por estágios, experiência em escritórios, em sala de aula e até mesmo em empreendimentos pessoais.
Comunidades locais vão além de simples conjuntos de edificações e infraestrutura. Elas carregam consigo um caráter arquitetônico distinto, refletindo sua história, cultura e valores. Nossa revisão anual aprofunda-se nas narrativas mais marcantes que exploram a identidade arquitetônica de diversas comunidades locais.
Essas histórias abordam uma variedade de temas, desde territórios geográficos singulares, assentamentos culturais, marcos icônicos até colaboração comunitária e planejamento urbano socioecológico. Através dessas narrativas, desvendamos as fascinantes histórias por trás das construções e espaços públicos que dão forma a cidades e vilarejos específicos.
Quando se trata de arquitetura contemporânea portuguesa, frequentemente a primeira associação se faz pelo caminho da tradição. A relevância histórica do programa, a importância das tipologias para os nativos, os modos de construir. As correspondências não são infundadas, mas tampouco são restritivas, e o pequeno país tem um grande nome que prova isso: Álvaro Siza Vieira.
Siza é o maior representante da arquitetura de Portugal, e motivos não faltam. Não apenas por ser o primeiro arquiteto português a receber um Pritzker (1992), ou pela premiação do Leão de Ouro na Bienal de Veneza (2012), ou pela extensa e prolífica carreira, mas sobretudo pela atitude ao mesmo tempo particular e universal em relação à arquitetura. A atuação em território nacional e internacional explicita uma característica que muito possivelmente é de sua índole: a de ser muitos em um único, à maneira de seu conterrâneo Fernando Pessoa.
Com a promessa de dias cada vez mais quentes, o ar condicionado se torna ainda mais requisitado pelas pessoas. Compreendemos que este se tornou um equipamento quase que inevitável na contemporaneidade. Além de buscar por opções que sejam mais energeticamente eficientes, que seria o mínimo diante da atual crise climática que vivenciamos, como arquitetos e designers também devemos questionar como podemos integrar o dispositivo aos cômodos de uma maneira que não chame tanta atenção e mantenha a sua principal função: resfriar o ambiente. Assim, reunimos algumas dicas sobre como esconder o ar condicionado e manter uma composição harmoniosa no espaço.
Quando o assunto é mudanças climáticas, as manchetes às vezes parecem contraditórias. Em um dia, lemos sobre incêndios florestais catastróficos causando estragos pelo mundo; no dia seguinte, temos um artigo otimista sobre o rápido avanço da energia solar e eólica. Juntas, essas narrativas podem dificultar a compreensão do panorama geral da ação climática. Os países estão de fato implementando soluções efetivas se as emissões de gases do efeito estufa (GEE) continuam aumentando? Em que áreas o mundo tem progredido o suficiente para superar a crise climática e quais são as lacunas? Que medidas específicas são necessárias para entrarmos no rumo certo?
https://www.archdaily.com.br/pt/1010199/o-que-o-mundo-ainda-pode-fazer-para-manter-o-aquecimento-global-abaixo-de-15-degrees-cWRI Brasil
Assim como muitos outros dos países, a Índia enfrenta uma crise habitacional constante. Como a nação é a mais populosa do mundo, com uma projeção de crescimento da população urbana de 410 milhões em 2014 para 814 milhões até 2050, a situação é urgente. A paisagem construída indiana apresenta maiores complexidades devido a uma abordagem de mercado abrangente e à necessidade de habitação socialmente relevante. Olhando para o futuro, como a Índia pretende atender às necessidades da sua população em expansão para abrigar os próximos milhões de habitantes urbanos?
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da sexta temporada, Sara conversa com os arquitetos Susana Leite e Luís Barbosa e Silva, do escritório Arquitectos Aliados, sobre o projeto para o Hotel Apartamento e Sala Espetáculos - M.OU.CO. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
Projetada pela Powerhouse Company, a Baan Tower começou a ser construída no bairro remodelado de Baan, em Roterdã, Países Baixos. A torre residencial pretende oferecer uma arquitetura sustentável focada no bem-estar dos moradores, dizem os idealizadores. Após a conclusão, o arranha-céu abrigará 427 apartamentos disponíveis para aluguel. Sete anos após o início do projeto, a proposta recentemente recebeu a licença de construção e a expectativa é que seja finalizado até 2026.
Anne Lacaton and Jean-Philippe Vassal. Image Courtesy of Philippe Ruault
O Museu Sir John Soane anunciou o escritório francês Lacaton & Vassal como vencedor da Medalha Soane 2023. O prêmio reconhece o trabalho do escritório ao longo de mais de três décadas. Por meio de uma abordagem de projeto honesta, o escritório se tornou conhecido pelo aproveitamento eficiente de materiais e estruturas existentes, priorizando as necessidades dos moradores e das comunidades locais. Por essas mesmas qualidades, o escritório foi também reconhecido com o Prêmio Pritzker 2021.
A água é essencial para todas as formas de vida na Terra, desempenhando um papel crucial na manutenção dos processos biológicos, na sobrevivência dos ecossistemas e no apoio ao bem-estar dos seres humanos. Além disso, a água – em muitas culturas – é associada à rituais e cerimônias assumindo as mais variadas simbologias.
A Pantone acaba de anunciar "Peach Fuzz" ou PANTONE 13-1023, como a cor do ano de 2024. Conhecida por seus padrões de cores e soluções digitais no âmbito do design, a Pantone anunciou a cor com o objetivo de avançar em direção à empatia e compreensão. Um tom entre o rosa e o laranja, Peach Fuzz é suave e convidativo e oferece "ternura comunicando uma mensagem de cuidado, comunidade e colaboração".
Em 2013, Ahmedabad lançou o primeiro Plano de Ação contra o Calor entre as cidades do Sul da Ásia, mas enfrenta temperaturas cada vez mais altas e possui poucos dados para embasar políticas locais. Foto: WRI
2023 registrou recordes de temperatura em todo o mundo. Pessoas de diferentes regiões do planeta já enfrentam ondas de calor históricas, incêndios florestais e secas com apenas 1,1°C de aquecimento em relação aos níveis pré-industriais. Com as políticas atuais, que colocam o mundo a caminho de um cenário de 2,5°C a 2,9°C de aquecimento até 2100, o calor sufocante que sentimos este ano é apenas uma pequena amostra do futuro que temos pela frente.
Transformando um modelo de massa conceitual em BIM com os fluxos de trabalho automatizados do Snaptrude. Imagem cortesia de Snaptrude
No dinâmico mundo do projeto e da construção, as ferramentas à disposição de arquitetos e arquitetas permaneceram praticamente as mesmas por décadas. Com base em uma compreensão profunda de como esses(as) profissionais projetam, o Snaptrude surge como uma ferramenta colaborativa de projeto de edificações em 3D. A plataforma incorpora modelagem paramétrica inteligente, informações de construção em tempo real, colaboração simplificada e oferece forte interoperabilidade com outras ferramentas BIM, como o Revit.
A seguir, analisamos seus diversos recursos para demonstrar como o Snaptrude capacita o processo de projeto, tornando-o mais rápido, inteligente e colaborativo.
Madagascar é um país insular na costa sudeste da África que, apesar de sua vegetação exuberante e de sua fauna e flora singulares, enfrenta desafios ambientais formidáveis, desde a elevação do nível do mar até a exploração desmedida de recursos naturais. Joan Razafimaharo é uma arquiteta profundamente envolvida com sustentabilidade, mudanças climáticas e esforços de adaptação em Madagascar e em toda a região do Oceano Índico. Razafimaharo também é uma das apenas cerca de sessenta arquitetas e arquitetos no país, atendendo a uma população de 28 milhões de habitantes.
Recentemente, conversei com ela sobre ativismo ambiental diante das mudanças climáticas, a contenção da exploração de recursos naturais, o papel de arquitetos e arquitetas em sociedades com escassez de recursos, e o empoderamento de mulheres em áreas isoladas. A entrevista, realizada originalmente em francês, foi traduzida e editada para fins de extensão e clareza.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138578/como-madagascar-esta-enfrentando-as-mudancas-climaticasMathias Agbo, Jr.
Após edições bem-sucedidas em Chicago e Nova Orleans, a terceira edição do fórum de sustentabilidade urbana “Shaping the City” foi realizada em Veneza nos dias 24 e 25 de novembro. Organizado pelo Centro Cultural Europeu, o fórum ocorreu paralelamente à Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023, intitulada “Time Space Existence”. O evento, sediado no Palazzo Michiel del Brusà, em Cannaregio, reuniu urbanistas, arquitetos/as, acadêmicos/as e figuras políticas de todo o mundo. Entre as participações de destaque esteve o arquiteto japonês Kengo Kuma, um dos especialistas convidados, que explorou a interseção entre a natureza e o ambiente construído na arquitetura japonesa.
Ao longo de dois dias, o fórum abordou temas cruciais como educação, bens comuns urbanos, deslocamentos populacionais, integração da natureza e o futuro das mídias de arquitetura. Christele Harrouk, editora-chefe do ArchDaily, também participou de um dos painéis de debate. Diretamente de Veneza, a equipe do ArchDaily conversou com Kengo Kuma sobre sua abordagem singular no design inspirado na natureza e integrado ao contexto local.
Imagens divulgadas pelo BIG mostram o One High Line próximo da conclusão. Localizado na "Architecture Row", em Nova York, o conjunto de torres torcidas marca o horizonte do Rio Hudson junto de vizinhos como o edifício IAC de Frank Gehry, o Museu de Arte Americana de Renzo Piano e The Chelsea Nouvel ("100 Eleventh Avenue") de Jean Nouvel, juntamente com futuros projetos de Thomas Heatherwick e outros arquitetos renomados. As duas torres projetadas pelo BIG criam um pátio central que ativa o espaço público com instalações comerciais e de varejo. A parte externa das torres e boa parte dos interiores estão concluídos, e o pátio deverá ser finalizado no início de 2024.