Arquitetura do Uganda

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Arquitetura como tradução: o africanofuturismo no folclore, no cinema e na arte especulativa

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"Tome seus supressores de sonhos." A frase de abertura em Pumzi, de Wanuri Kahiū, direcionada à protagonista Asha, impõe a ordem de romper laços com futuros esperançosos e memórias ancestrais em passados compartilhados para forçar seu foco no presente perpétuo da heterotopia de um enclave da Comunidade Maitu. A vista aérea de Maitu revela uma estrutura estéril, semelhante a um drone, com uma esfera panóptica no centro, onde o comportamento humano normal é medicalizado. O layout é construído em torno de sistemas de reciclagem de circuito fechado tão eficientes quanto um organismo autossustentável, projetados para escapar do ambiente tóxico de uma Terra doente, onde cada cano e corredor é planejado para coletar excreções humanas para a geração de água, absorvendo, assim, os papéis tanto da natureza quanto do Estado. A arquitetura da comunidade traduz perfeitamente a mensagem do filme por meio de sua fisicalidade.

Construído para Excluir: Violência Colonial e Ecologias Urbanas na África

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A violência colonial nas cidades africanas transbordou das dimensões políticas para a esfera espacial. Ela se infunde em malhas urbanas, sistemas de posse da terra, infraestrutura de drenagem e zonas residenciais que continuam a estruturar a desigualdade e o deslocamento na atualidade. Kinshasa, Cartum e Kampala carregam, cada uma, essa sobrevida em sua morfologia urbana, agindo simultaneamente como artefatos históricos e estruturas ativas; isso molda quem tem acesso a serviços, quem ocupa áreas inundáveis e catalisa uma profunda instabilidade climática que empurra esse aparato para dimensões inteiramente novas — incluindo as geológicas.

Arquitetura como Construção Nacional: Modernismo e Independência na África

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Este artigo faz parte de "Thresholds", uma edição especial impressa desenvolvida por Cobe Notes x ArchDaily.

Lançada em setembro de 2024, a série Rediscovering Modernism in Africa somou-se a um crescente interesse global por este tema. Antes sub-representado nos debates arquitetônicos, o trabalho de profissionais da arquitetura e da pesquisa, tanto no continente quanto no exterior, vem revelando a história dessas obras modernas de alta qualidade. Tais edificações refletem o esforço de projetistas em conceber uma arquitetura adaptada ao contexto local a partir de conceitos e tecnologias globais, coincidindo com as profundas transformações políticas decorrentes da independência da maioria dos países africanos.

As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen

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Símbolos do desenvolvimento tecnológico e da densidade urbana, os edifícios em altura, tal qual conhecemos hoje, surgiram no final do século XIX, principalmente nos Estados Unidos, como resposta ao crescimento acelerado do comércio urbano e à necessidade de expandir as cidades sem ocupar mais território. O termo arranha-céu, por exemplo, foi cunhado na década de 1880 e originalmente se referia a edifícios com cerca de 10 a 20 pavimentos — uma altura impressionante para a época.

Jornadas espirituais: arquitetura religiosa no sul global

A arquitetura religiosa sempre teve um poder único para transcender o reino físico, transportando os visitantes para uma jornada espiritual. Em muitos sistemas de crença, ela funciona como um espaço entre o terreno e o divino universal. Essa experiência projetada muitas vezes pode ser facilitada por meio de diferentes escolhas, onde a luz, a forma, a materialidade e a circulação desempenham papéis essenciais. Além disso, a arquitetura e o design têm um profundo impacto na experiência espiritual vivenciada por cada indivíduo.

Repensando o papel das pequenas madeireiras informais na África tropical

A África tropical abriga vastas florestas que se estendem por 3,6 milhões de quilômetros quadrados nas regiões Ocidental, Oriental e Central do continente. Essas florestas desempenham um papel crucial, fornecendo madeira para os setores de móveis, combustíveis e indústrias de papel. No entanto, a madeira ainda não faz parte da arquitetura contemporânea dessas regiões. Embora o gosto arquitetônico seja um fator, a principal razão para essa ausência está relacionada à incapacidade das indústrias madeireiras em atender aos requisitos de disponibilidade, acessibilidade, apelo estético, durabilidade e desempenho climático e estrutural da madeira. A indústria madeireira na África tropical é composta principalmente por operações informais e de pequena escala, focando principalmente no corte de toras, em vez de refinar a madeira para uso em projetos arquitetônicos ou estruturais. Apesar disso, o grande número de empresas informais na região apresenta uma oportunidade para remodelar a indústria e aproveitar os recursos florestais locais na construção de edifícios em madeira.

A Bienal de Design de Londres recebe proojetos de Foster + Partners, PLP e Hassell

A Bienal de Design de Londres foi inaugurada em 1º de junho de 2023, na Somerset House, reunindo participantes de todo o mundo para celebrar novas formas de cooperação internacional por meio da arquitetura. A bienal, agora em sua quarta edição, apresenta mais de 40 instalações focadas no tema O Jogo Global: Remapeando Colaborações, definido pelo Nieuwe Instituut, sob liderança de Aric Chen, responsável pela direção artística desta edição. Além dos participantes nacionais, a exposição Eureka apresentará trabalhos interdisciplinares dos principais centros de pesquisa do Reino Unido.

Criando para a contemplação: minimalismo e ornamento no Serpentine Pavilion de Theaster Gates

Há algumas semanas, a edição deste ano do Serpentine Pavilion foi aberta ao público. Projetada pelo artista Theaster Gates, de Chicago, esta é uma obra evocativa, sua forma cilíndrica faz referência aos fornos americanos e ingleses e as casas de adobe Musgum encontradas em Camarões.

Arquiteturas improvisadas: o cenário das alturas

As cidades estão crescendo, e crescendo para cima. Isso está longe de ser um fenômeno contemporâneo apenas, claro, e por mais de um século, os arranha-céus têm sido uma parte integral dos cenários urbanos por todo o mundo. Esse crescimento urbano engloba uma rede complexa de processos – avanços em conexões de transporte, urbanização e migração, para mencionar alguns deles. O crescimento, no entanto, é muito frequentemente associado a um fracasso governamental em atender todas as demandas da população urbana. Assentamentos informais são nascidos disso: pessoas encontrando seu espaço por si próprias para viver em meio à falta de apoio do Estado.

A Casa de Jajja: casas auto-construídas para mulheres em Uganda

Este artigo é uma colaboração do Colectivo RE e foi publicado originalmente em 02 de agosto de 2020, na segunda edição de Huevo de Pato, uma publicação que tem por objetivo compartilhar reflexões e experiências como estratégia para a democratização do saber e do fazer.