Breidablikk Gården / Asplan Viak e revestimento de fachada por SolarLab. Imagem cortesia de SolarLab
Painéis solares costumam ser tratados como equipamentos adicionados a um edifício. Mas o que acontece quando eles passam a integrar a própria arquitetura? Uma vez incorporada ao envelope, a tecnologia fotovoltaica pode gerar energia e, ao mesmo tempo, influenciar a forma, a construção e o desempenho ambiental da edificação.
Oslo, Noruega. Foto por Collection Maykova, via Shutterstock
Oslo é a capital e maior cidade da Noruega, servindo como o centro político, econômico e cultural do país. Situada na cabeceira do Fiorde de Oslo e cercada por colinas florestais, abriga cerca de 700.000 pessoas em sua área urbana, com mais de um milhão de habitantes em sua região metropolitana. Fundada há cerca de mil anos, Oslo tem uma longa história como entreposto comercial e sede administrativa. No entanto, grande parte de seu caráter moderno foi moldada depois que um grande incêndio no século XVII levou a uma reconstrução completa sob o domínio dinamarquês, época em que foi temporariamente rebatizada de Cristiania. Hoje, a cidade figura constantemente entre as mais habitáveis do mundo, valorizada por sua harmonia entre a vida urbana e o fácil acesso à natureza.
A Trienal de Arquitetura de Oslo de 2026 acontecerá de 17 de setembro a 1º de outubro na Igreja de Sofienberg, em Oslo, reunindo mais de 30 projetos internacionais de arquitetura sob o questionamento "E se a natureza vier em primeiro lugar?". Em sua nona edição, a Trienal adotará o formato de um festival de duas semanas, combinando uma exposição com conferências, seminários, oficinas, exibições de filmes e caminhadas guiadas. Com curadoria de Line Ramstad, a programação examinará como colocar a natureza como ponto de partida das decisões arquitetônicas pode influenciar o que é construído, preservado, transformado ou deixado intocado.
Na Noruega, as Igrejas Medievais, conhecidas como "StavKirker" (em norueguês, Stav é o termo para um tipo de coluna em madeira e Kirker significa igreja), destacam-se como construções emblemáticas. Elas surgiram no século XI após a conversão ao Cristianismo e refletem a maestria norueguesa na carpintaria naval, herdada dos vikings, transformando a construção em madeira ao inovar nas técnicas construtivas de madeira e transformando estes edifícios em composições esteticamente relevantes.
Distrito de Inovação da Cidade de Ho Chi Minh / Sasaki. Imagem cortesia de Sasaki
À medida que a tecnologia e a infraestrutura evoluem rapidamente, uma palavra da moda se mostra presente nas conversas de diversas indústrias: inovação. Uma palavra que é mais relevante ainda diante de desafios futuros, como mudanças climáticas, desigualdade e crises econômicas. Como resultado do crescente interesse nesses conceitos, surgiram em todo o mundo hubs de inovação, com o objetivo de fomentar economias criativas e colaborativas para promover mudanças rápidas. Mas, afinal o que são distritos de inovação e como eles influenciam o ambiente construído?
O escritório norueguês Powerhouse, em colaboração com KIMA arkitektur, venceu um concurso para a transformação e expansão de um dos edifícios históricos mais emblemáticos no coração do Landbrukskvartalet. Conhecida como o distrito agrícola, a antiga área de cultivo e indústria no centro de Oslo está prestes a passar por um processo de requalificação urbana para se tornar um bairro dinâmico e vibrante.
Cortesia de 180 Degrees Design Studio | The Fabric
À medida que o panorama da arquitetura e do desenvolvimento urbano se adapta ao clima contemporâneo, a noção tradicional de construção tem sido significativamente modificada e ajustada. Em especial, princípios de reutilização, reciclagem, reuso adaptativo e o potencial de transformar estruturas existentes em algo mais significativo e sustentável têm ganhado bastante força. Ao observar esta seleção de projetos não construídos, torna-se possível explorar uma nova maneira de encarar os edifícios e o patrimônio, de forma consideravelmente mais sensível ao ambiente construído.
The Farmhouse / Studio Precht. Imagem cortesia de Precht
A madeira, um material de construção milenar, deixou uma marca significativa na evolução da arquitetura. Estruturas como casas geminadas e antigas catedrais têm testemunhado o uso criativo da madeira como principal material construtivo. Com o avanço da tecnologia e o crescimento vertical das paisagens urbanas, a madeira emergiu como uma forte concorrente do aço e do concreto no projeto de arranha-céus.
Recentes avanços na engenharia, na ciência dos materiais e nas técnicas de construção abriram portas para uma nova era de experimentação, permitindo a construção de arranha-céus de madeira em todo o mundo. Eles representam uma mudança em relação aos métodos tradicionais de construção, combinando funcionalidade com a preocupação com o meio ambiente. A madeira, como material, com sua resistência mecânica e ao fogo, é uma esperança para uma indústria em busca de um futuro mais sustentável.
O concurso para o novo Teatro Griegkvartalet em Bergen, Noruega, selecionou recentemente cinco equipes finalistas. A expectativa é que o projeto se torne um centro cultural de prestígio no país, abrigando expressões multidisciplinares de arte, como ópera, teatro musical, balé, dança e concertos, além de conferências e outros eventos. A competição enfatiza a importância da relação com o meio ambiente, com o espaço urbano, a eficiência energética e a viabilidade econômica.