Susanna Moreira

Arquiteta e Urbanista e Curadora de Projetos do ArchDaily Brasil. Em busca de atravessamentos entre arquitetura, arte e cidades.

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Lina Bo Bardi e o Fazer Popular: Artesanato e Acessibilidade no Design

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Em uma era em que a fabricação digital e a automação se fazem cada vez mais presentes na prática arquitetônica, o ofício manual é frequentemente visto como um artigo de luxo — restrito a projetos de alto padrão, cujos clientes podem arcar com prazos estendidos e processos colaborativos que exigem diálogos constantes com artesãos. Esse cenário poderia soar contraditório há algumas décadas, quando Lina Bo Bardi denunciava que um processo de "desculturação" estava em curso e que se fazia urgente um balanço da civilização brasileira "popular" para enfrentar universalismos totalizantes e o folklore — este último visto por ela como um instrumento de alienação do Estado para neutralizar o caráter subversivo e transformador da cultura popular:

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Microecossistemas: A resposta da Coreia do Sul ao morar de uso misto em alta densidade

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Com mais de 80% de sua população vivendo em centros urbanos e uma densidade nacional que supera 500 pessoas por quilômetro quadrado — chegando a mais de 15.000 em Seul —, a Coreia do Sul enfrenta uma disputa acirrada por terras aproveitáveis. Diante disso, a arquitetura contemporânea sul-coreana oferece exemplos contundentes de intervenções de uso misto que lidam com lotes urbanos estreitos para articular engajamento público e utilidade de alta eficiência. Ao sobrepor verticalmente programas distintos, integrando centros de arte pública, sedes corporativas e polos comerciais a funções residenciais e outras atividades, esses empreendimentos multifacetados transformam restrições espaciais em interfaces urbanas dinâmicas.

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Arquivando a Tecnosfera: Como a arquitetura dos museus medeia os sistemas criados pelo ser humano

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Longe da percepção do espaço expositivo como um lugar estéril, intocável e quase sagrado, o museu de tecnologia contemporâneo surge como um participante performativo nos sistemas que busca documentar. A arquitetura dessas instituições tornou-se cada vez mais fluida e audaciosa, muitas vezes refletindo a velocidade e a complexidade dos sistemas que abriga. Essas instituições operam como mediadoras entre os domínios humano, ecológico e tecnológico, transformando-se de depósitos enciclopédicos em motores educacionais ativos. Ao espacializarem dados científicos complexos por meio de salas imersivas, essas estruturas tornam as redes tecnológicas do nosso mundo acessíveis, envolventes e tangíveis.

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Hipostilo: Interpretações Contemporâneas de um Conceito Antigo

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Muitos edifícios religiosos do antigo Egito, da Grécia e do Islã compartilham uma característica comum conhecida como hipostilo. Definido como fileiras de colunas que sustentam uma cobertura, essa solução se desenvolveu em diferentes culturas e períodos históricos, o que explica a variedade de materiais, formas, tamanhos e distâncias entre as colunas encontrados pelo mundo. Exemplos célebres do uso desse conceito são a Grande Sala Hipóstila (c. 1290–1224 a.C.), parte do Complexo de Templos de Karnak e um dos monumentos mais visitados do Antigo Egito, e as Mesquitas Hipóstilas de Madeira da Anatólia Medieval (c. século XIII e meados do século XIV), Patrimônio Mundial localizado na atual Turquia.

Na arquitetura contemporânea, é possível encontrar diversos exemplos de como esse conceito vem sendo resgatado. Enquanto alguns projetos utilizam a ideia para fazer referência a arquiteturas vernáculas que correspondem ao mesmo programa e uso do edifício proposto — como é o caso de algumas mesquitas —, outros se apoiam na abstração do termo por meio de uma interpretação que destaca os pilares e sua organização na proposição do espaço. Em todos eles, contudo, fica claro que a relação entre a inspiração hipóstila e a arquitetura modular é estreita, praticamente intrínseca.

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Compartilhando a mesa: 9 projetos que apresentam designs inovadores de mesas coletivas

Os seres humanos são seres sociais. A interação entre as pessoas é uma parte essencial da experiência humana e contribui para o desenvolvimento da sociedade como um todo. Embora a arquitetura desempenhe um papel importante na promoção de espaços de encontro, troca e socialização, o mobiliário pode ser uma ferramenta estratégica para alcançar esse objetivo.

Ao navegar por nossa biblioteca de projetos, é possível encontrar diversos exemplos de cafés e espaços públicos onde as mesas coletivas se tornam o elemento central para proporcionar um local de encontro. Em muitos desses projetos, o desenho sinuoso das mesas, com saliências e reentrâncias, viabiliza não apenas diversas configurações de cadeiras para diferentes tamanhos de grupos, mas também variados usos para as próprias mesas — ora funcionando como floreiras, ora como escorregadores ou extensões de uma bancada de trabalho.

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Prolongando coberturas do Brasil à Índia: elementos paralelos de projeto residencial em 10 projetos

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Não é de surpreender que conceitos arquitetônicos já viajassem pelo mundo muito antes da disseminação de informações pela internet. Se, por um lado, muitas regiões compartilham certos acontecimentos históricos e, consequentemente, referências (como a colonização e os movimentos de independência ou mudanças de regimes políticos em meados do século XX), por outro, algumas podem simplesmente ter desenvolvido soluções paralelas diante de condições climáticas e disponibilidade de materiais semelhantes. Além disso, com a disseminação de uma pedagogia arquitetônica mais uniforme adquirida em estudos no exterior, seguida pelo boom da internet, era natural que encontrássemos projetos quase gêmeos em todos os cantos do mundo. Embora eles possam parecer quase idênticos sob certos ângulos, podem carregar camadas e histórias distintas. Por outro lado, também podem revelar o mesmo raciocínio e premissas compartilhados por seus pares do outro lado do oceano.

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Unindo disciplinas, conectando cidades: a abordagem interdisciplinar da mobilidade urbana em Portugal

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A graduação em arquitetura pode até oferecer um currículo vasto, mas muitas das competências necessárias para desenvolver um projeto estão fora dessa disciplina. Isso é especialmente evidente em projetos em escala urbana, que demandam conhecimentos especializados em áreas como estudos de tráfego, cálculo estrutural, paisagismo e previsão de instalações técnicas. Muitas vezes consideradas "complementares", essas especialidades são, na verdade, fundamentais para a concepção global do projeto.

Em um país como Portugal, de território relativamente pequeno, mas geograficamente diverso, o desafio de conectar diferentes partes do território – seja para atravessar um rio ou ligar diferentes níveis de uma cidade – é constante. As maiores áreas metropolitanas do país, como Lisboa e Porto, compartilham uma geografia acidentada de vales e colinas íngremes. Essas características impulsionaram o desenvolvimento de elevadores e funiculares, como o Elevador de Santa Justa e o Ascensor da Bica em Lisboa, e o Funicular dos Guindais no Porto. Hoje, além de melhorarem a mobilidade urbana, essas estruturas se tornaram marcos turísticos.

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Projetando com crianças: 5 projetos participativos que empoderam o público jovem

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Um bom design deve se adaptar às necessidades de quem o utiliza, e o design participativo busca reduzir a distância entre os/as arquitetos/as e as pessoas para as quais o projeto é concebido. Nesse sentido, projetos para crianças que as acolhem como protagonistas no processo de desenvolvimento demonstram como o potencial da escuta ativa e do codesign se reflete em espaços adaptados a uma escala menor e a um público em fase de aprendizado intenso.

Sejam jardins de infância, escolas, centros comunitários ou espaços públicos, os projetos participativos com crianças mostram como o processo de projeto pode ser uma troca enriquecedora para ambos os lados. Por um lado, as crianças aprendem sobre materiais, escalas, tomada de decisões e desenvolvem a consciência espacial. Por outro lado, os/as profissionais de arquitetura responsáveis por concretizar os desejos e necessidades desse público jovem podem exercitar a sensibilidade e a imaginação, reconhecendo uma visão de mundo diferente, focada na descoberta. Tudo isso se torna possível por meio da escuta e do diálogo aberto entre diferentes faixas etárias.

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Cruzando Hemisférios: Telhados de Palha da América à Ásia

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A cobertura de palha é uma técnica construtiva tradicional que vem sendo reinterpretada de diversas maneiras em projetos contemporâneos, permitindo que seu valor continue a perdurar ao longo do tempo. Além de ser uma técnica cultural e historicamente valiosa, dada a sua presença na humanidade há séculos, ela também apresenta uma série de outras vantagens construtivas, como seu grande valor ambiental por se tratar de um material renovável e acessível.

A técnica consiste no agrupamento, entrelaçamento e sobreposição de vegetação seca, criando superfícies leves, de baixo custo e execução relativamente simples, que proporcionam excelente isolamento térmico e acústico. Ademais, a flexibilidade é uma das características mais marcantes dessa técnica, sendo particularmente popular em aplicações de cobertura. 

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Além do jantar privado: explorando a mesa comunitária como infraestrutura do espaço público

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O hábito de sentar-se à mesa e compartilhar um momento específico com outras pessoas está presente há séculos nas mais diversas culturas. O Simpósio Grego, o Convivium Romano, os banquetes e festivais medievais e os salões parisienses são apenas alguns exemplos de como esse costume foi construído historicamente e tem sido relevante em negociações sociais e políticas, discussões intelectuais e debates filosóficos.

A comensalidade frequentemente serve como um ritual de socialização, negociação e celebração de eventos importantes. Em muitas culturas de língua espanhola, o período após a refeição em que toda a família permanece sentada conversando é tão marcante que existe uma palavra específica para isso: sobremesa — traduzida literalmente como "sobre a mesa" (embora, em espanhol, refira-se mais precisamente à conversa pós-refeição). No entanto, apesar de frequentemente associada ao ato de compartilhar uma refeição, a mesa pode ser considerada uma plataforma flexível, aberta a inúmeras possibilidades de apropriação e interação.

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Da tradição ao morar moderno: a versatilidade e a elegância da madeira em 12 interiores japoneses

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A arquitetura japonesa contemporânea continua a demonstrar como adaptar as necessidades em constante evolução de seus/suas moradores/as a uma rica tradição construtiva e a um legado artesanal. A madeira sempre foi a alma da arquitetura japonesa. Em muitos projetos residenciais recentes, esse material transcende sua função estrutural para se tornar o principal acabamento de diversas superfícies — de pisos e forros a mobiliários e elementos arquitetônicos. Esses ambientes alcançam um delicado equilíbrio entre elegância e aconchego.

O uso de acabamentos naturais, sem pintura, destaca a honestidade intrínseca da madeira, ao mesmo tempo em que celebra o caráter único de cada peça, seus veios naturais e a diversidade da composição geral. Enquanto algumas casas apresentam madeiras escuras e sóbrias para criar uma atmosfera acolhedora e robusta, outras utilizam espécies mais claras, como o pinus, para promover uma sensação de luminosidade, amplitude e leveza. Essa versatilidade comprova que a madeira pode se adaptar a qualquer estética, do rústico ao ultraminimalista.

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Arquivo: Desconstrução e Reutilização de Materiais para uma Arquitetura Circular

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A indústria da construção civil enfrenta hoje um paradoxo inevitável: a necessidade urgente de soluções sustentáveis para o futuro das cidades colide com o esgotamento do próprio termo "sustentabilidade", muitas vezes reduzido a um selo comercial vazio. Nesse cenário, a Arquivo – uma das iniciativas vencedoras do ArchDaily's 2025 Next Practices Award – surge como uma facilitadora e mediadora entre diferentes agentes da construção civil por meio do desmonte – ou melhor, da desconstrução – e do reuso de componentes construtivos. Etimologicamente, se "construção" deriva do latim construere (amontoar, reunir), o prefixo "des-" impõe uma inversão conceitual: não se trata de destruir, mas de desmontar com inteligência para compreender a lógica das partes.

Enquanto as práticas convencionais de demolição geram um enorme volume de resíduos e alto consumo energético, a Arquivo propõe o reuso como uma alternativa viável para a economia circular. A empresa atua na lacuna entre o descarte e a nova construção, guiada por uma premissa clara: "O reuso só se realiza plenamente quando o material ganha uma nova vida."

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A Tela Cromática: 10 quadras vibrantes que ativam o espaço comunitário

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Diferentemente da maioria dos esportes populares, a origem do basquete tem um ano e um criador precisos: foi inventado em 1891, nos Estados Unidos, pelo instrutor de educação física canadense James Naismith como um esporte praticado em ambientes fechados para os atletas do Springfield College durante o inverno, logo após o fim da temporada de futebol americano. A modalidade expandiu-se rapidamente para além das fronteiras dos EUA, sendo incluída nos Jogos Olímpicos em 1936 e alcançando popularidade internacional após a Segunda Guerra Mundial. À medida que o basquete se popularizava, ele também deixava o ambiente controlado dos ginásios para ocupar os mais diversos locais: playgrounds, praças públicas, pátios escolares, acessos de veículos e quintais transformaram-se em quadras informais de lazer e convivência comunitária, reforçando o papel da atividade física como catalisadora da interação social e da regeneração de bairros.

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Entre o sítio e o ofício: quatro projetos de messina | rivas em Cunha

O município de Cunha, localizado no estado de São Paulo, é uma região conhecida por sua paisagem interiorana, terreno montanhoso e, especialmente, uma grande produção de cerâmicas de renome nacional. É nesse contexto que o escritório messina | rivas vem atuando desde 2017, com um conjunto de projetos localizados em uma fazenda. Seu trabalho, que integra design e construção de forma indissociável, resulta em intervenções que revelam uma abordagem sensível às condições preexistentes e ao ambiente ao seu redor.

A relação entre o escritório, liderado pelos arquitetos Francisco Rivas e Rodrigo Messina, e o local começou com uma pequena reforma de uma casa de hóspedes para receber amigos. O projeto resultou na transformação de dois quartos existentes em suítes e na criação de uma cozinha externa. Desde então, as demandas crescentes e a necessidade de adaptar os edifícios existentes impulsionaram o design de outros projetos distribuídos pelo mesmo local.

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Do objeto à cidade, em busca de poéticas possíveis: entrevista com [entre escalas]

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O escritório [entre escalas], fundado pela arquiteta Marina Canhadas em 2018, nasce da interseção entre prática profissional, pesquisa acadêmica e experiências internacionais. Com uma trajetória marcada por concursos, colaborações e passagens por escritórios no Brasil e no México, Marina consolidou uma abordagem que valoriza a atenção ao contexto e à história das edificações, especialmente em projetos que lidam com preexistências, uma das principais frentes do escritório.

A atuação do [entre escalas] se destaca pela sensibilidade com que lida com o tempo e a memória dos edifícios. Reformas em sobrados antigos, como a Casa Saracura e a Casa Apiacás, revelam uma espécie de arqueologia arquitetônica que busca resgatar técnicas, materiais e até mesmo fluxos naturais originais, reinterpretando tais elementos a partir de novas possibilidades de uso e conexão com o entorno. O gesto de remover camadas — físicas e simbólicas — é visto como uma forma de revelar histórias ocultas e conectar passado e futuro.

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As 50 melhores casas de 2024

A cada ano, a equipe de Curadoria de Projetos do ArchDaily rememora a vasta gama de obras publicadas ao longo desse período, apresentando retrospectivas que permitem não apenas identificar tendências e variações na produção arquitetônica, mas também reconhecer de que forma impactam a nossa audiência. No ArchDaily Brasil, a seleção anual de melhores casas – que ano após ano, segue permanecendo como nossa categoria de projeto mais popular – representa uma amostra das variadas soluções, estratégias, técnicas e materiais encontrados na arquitetura residencial dos países de língua portuguesa.

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As 50 melhores casas de 2023

A equipe de curadores do ArchDaily se esforça diariamente para apresentar aos nossos leitores os projetos mais significativos, inspiradores e inovadores a fim de expandir o conhecimento e repertório de estudantes, arquitetos e arquitetas do mundo todo. De pequenas reformas até projetos criados do zero, a arquitetura residencial está presente no cotidiano da maioria dos escritórios e, ano após ano, podemos observar o interesse que a tipologia desperta no público: a categoria é a mais popular entre a nossa audiência.

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Os melhores desenhos de arquitetura de 2023

Com a chegada do fim de mais um ano, a equipe de curadores do ArchDaily tem o prazer de apresentar a seleção dos melhores desenhos arquitetônicos publicados ao longo de 2023, sem os quais o entendimento dos projetos certamente não seria o mesmo.

A representação gráfica desempenha um papel fundamental tanto no processo projetual - desde os primeiros croquis até os mínimos detalhes construtivos - como na apresentação do projeto a um público mais amplo. Assim, durante o processo de seleção, pudemos observar um rico e variado conjunto de desenhos que fizeram parte das mais de quatro mil publicações de projetos neste ano e, entre eles, tivemos a difícil tarefa de chegar aos mais representativos e inspiradores.

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