
Profissionais de arquitetura hoje atuam em múltiplos universos: desde o design de mobiliário, paisagismo e quadras urbanas até a criação de cenários cinematográficos, fotografias e vídeos. Restauram e realizam o retrofit de edifícios antigos em vez de construir do zero, ao mesmo tempo em que escrevem, pesquisam e publicam. Alguns/as projetam espaços virtuais para videogames ou especulam sobre habitats no espaço sideral e subaquáticos. Outros/as se engajam diretamente com a sociedade por meio da política, do ativismo ou de projetos comunitários. Muitos/as experimentam com a biologia, testam novos materiais e assumem o papel de cientistas. Ao descolonizar narrativas antigas e descarbonizar a indústria da construção, e ao entrelaçar paixões pessoais com desafios sociais e ambientais urgentes, esses/as profissionais expandem o escopo da profissão e tensionam seus limites.
Diante de tantas transformações na profissão, especialmente nos últimos anos, cabe perguntar: como o papel do/a arquiteto/a está evoluindo em resposta às crises globais e às mudanças nas necessidades da sociedade? De que maneiras a interdisciplinaridade pode expandir o escopo e o impacto da prática arquitetônica? E quais habilidades que vão além do projeto tradicional estão se tornando essenciais para esses/as profissionais no mundo de hoje?




























