Matthew Maganga

Colaborador do ArchDaily e Assistente Curatorial na Trienal de Arquitetura Sharjah de 2023. Nascido e criado em Dar es Salaam, Tanzânia, vive no Reino Unido. Interessado em habitação, urbanismo, política de terras, patrimônio e como vivemos em nossas cidades.

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Mikkel Frost: Eu não penso enquanto desenho; o pensamento precede o traço.

O arquiteto dinamarquês Mikkel Frost, em entrevista ao Louisiana Channel, fala sobre como visualiza suas ideias e expressa seus conceitos arquitetônicos por meio de caneta, nanquim e aquarela. Ao contrário de outros profissionais da arquitetura que "desenham para pensar", Frost afirma que seu processo com o desenho à mão é diferente: ele está "imprimindo" imagens que já existem em sua mente. "Minha linha de pensamento está muitos passos à frente do meu desenho; basicamente, estou apenas imprimindo uma lousa mental", explica.

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A estética da automação: analisando uma habitação de baixo custo impressa em 3D

A viabilidade da impressão em 3D na arquitetura - passou por uma mudança sísmica nos últimos anos. Geralmente rebaixados a protótipos ou modelos conceituais, os projetos de construção impressos em 3D estão cada vez mais atualizados com os projetos físicos. Em 2013, a WinSun, uma empresa chinesa - conseguiu imprimir 10 casas em um período de 24 horas, tornando-se uma das primeiras empresas a obter esse resultado ao usar a tecnologia de impressão 3D. Mais recentemente, em 2018, uma família na França tornou-se a primeira no mundo a morar em uma casa impressa em 3D. A cidade de Dubai também pretende que um quarto de seus prédios sejam impressos até 2025. Esses exemplos indicam a ascensão dessa tecnologia e com o passar dos anos, é possível que a automação na fabricação de edifícios seja uniforme e mais integrada ao processo de construção.

“Muitos(as) arquitetos(as) pensam enquanto desenham. Eu não faço isso”: Em conversa com Mikkel Frost

Em entrevista ao Louisiana Channel, o arquiteto dinamarquês Mikkel Frost fala sobre como visualiza suas ideias e representa seus conceitos arquitetônicos por meio de caneta, tinta e aquarela. Frost vê sua relação com o desenho de forma diferente de outros arquitetos e arquitetas, que "pensam enquanto desenham". Ele, por outro lado, "imprime" a imagem que já tem em mente, explicando: "Estou muitos passos à frente do que desenho, basicamente imprimindo o quadro branco que está na minha mente."

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Um ato de equilíbrio: como o turismo de arquitetura pode ser mais sustentável

O universo das viagens é multifacetado. Há os deslocamentos diários para o trabalho ou para o estudo, trajetos rotineiros realizados durante a semana, geralmente dentro dos limites de uma cidade. Há também as viagens mais longas, que costumam envolver embarcar em um avião para visitar um lugar mais distante de onde o/a viajante costuma residir. Embora muitas vezes tenham fins profissionais, para quem tem recursos financeiros essas jornadas são motivadas pelo aprendizado e pelo lazer — momentos em que o/a viajante assume o papel de “turista”.

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O potencial dos arquitetos como empreendedores

No mundo globalizado de hoje, a arquitetura parece se reinventar a cada dia. Novas e inovadoras tecnologias aplicadas à construção civil estão transformando a prática da arquitetura a uma velocidade jamais vista. Ainda assim, de certa forma, grande parte dos profissionais da indústria da construção civil estão muito defasados em relação aos métodos e ferramentas utilizados em seus processos de projeto. Acontece que, toda mudança demanda tempo, energia e dinheiro — e muitos arquitetos e arquitetas dependem de seus honorários para administrar e manter seus escritórios de arquitetura. Como consequência da popularização de novas start-ups no setor da tecnologia e o aumento da competitividade no mercado de trabalho em uma economia cada dia mais globalizada, arquitetos e arquitetas estão procurando reinventar-se a todo momento, optando principalmente por ampliar seu campo de atuação e firmando-se como uns dos profissionais mais empreendedores disponíveis no mercado de trabalho.

“Ao entrar na arquitetura, você entra em outro mundo” em conversa com Kengo Kuma

Em entrevista ao Louisiana Channel, o icônico arquiteto japonês Kengo Kuma discute as diversas influências que moldaram seu trabalho — e também analisa o impacto que a atual pandemia teve no campo da arquitetura. Na conversa, Kuma descreve a forte influência de sua infância em sua trajetória profissional. Ter crescido em uma pequena casa de madeira nos anos 1950 — originalmente construída em 1942 — viria a orientar sua predileção por utilizar madeira em seus projetos. Kuma também menciona o arquiteto japonês Kenzu Tange como uma de suas principais inspirações e cita o Ginásio Nacional de Yoyogi — construído para as Olimpíadas de Verão de 1964 em Tóquio — como uma obra que o influenciou a seguir a carreira na arquitetura.

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O arquiteto Michel Rojkind sobre a responsabilidade social do design

Em um episódio do Design and the City — podcast da reSITE sobre como tornar as cidades mais habitáveis —, o arquiteto mexicano Michel Rojkind fala sobre corrida, sua formação musical e a responsabilidade de profissionais da arquitetura em criar edifícios capazes de “retribuir algo relevante” à comunidade. A entrevista se aprofunda na filosofia de Rojkind de garantir que os debates sobre arquitetura não sejam isolados, mas sim discussões inseridas em um contexto multidisciplinar.

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Um país dividido: segregação e desigualdade urbana na África do Sul

A África do Sul é um país dinâmico e em constante evolução - que nos últimos anos viu o surgimento de marcos que alcançaram reconhecimento global. Na Cidade do Cabo, há a exclusiva fachada do Zeitz Museum of Contemporary Art Africa do Heatherwick Studio. Em Cabo Ocidental há a cobertura de concreto solta da Capela Bosjes, projetada por Steyn Studio. E, em um projeto revelado apenas no ano passado, está a Biblioteca Presidencial Thabo Mbeki em Joanesburgo, inspirada em um celeiro, projetada pelo vencedor da Medalha de Ouro Real RIBA em 2021, Sir David Adjaye.

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A relação entre a arqueologia e a arquitetura

Em sua essência, a arquitetura é uma profissão interdisciplinar. Desde engenheiros estruturais a agrimensores, um projeto de arquitetura desenvolve-se com a colaboração de indivíduos de diversas áreas de trabalho. Uma conexão muitas vezes esquecida é o elo entre os campos da arquitetura e da arqueologia, que, de várias maneiras, têm muito em comum. Numa época de maior consciência sobre as questões de sustentabilidade e patrimônio, a expertise presente no campo da arqueologia desempenha um papel vital na preservação de marcos arquitetônicos de importância histórica. Essa experiência também pode desempenhar um papel significativo na criação de intervenções arquitetônicas sensíveis, adequadas ao seu contexto, contemporâneas em seu projeto, ao mesmo tempo, em que respondem a precedentes históricos.

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"As casas são a forma mais prevalente de monumentos": Em conversa com Bjørn Nørgaard

Em entrevista ao Louisiana Channel, o professor, escultor e artista dinamarquês Bjørn Nørgaard expõe a filosofia que embasa seu trabalho e reflete sobre seus projetos arquitetônicos. No filme, uma coprodução com o Munkeruphus, Nørgaard descreve a forte influência de seu mentor nos anos 1960 — o artista alemão Joseph Beuys — cujas teorias foram fundamentais para sua evolução e ética artística. O conceito de "die soziale Plastik", ou escultura social, viria a moldar a abordagem de Nørgaard em relação à arquitetura e a outras formas de arte — tendo como princípio fundamental a ideia de que todos os aspectos da vida podem ser abordados de maneira criativa.

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O grande legado modernista na Tanzânia

O movimento moderno ainda hoje é um assunto que desperta as mais diversas e controversas reações. O mesmo acontece quando falamos do legado da arquitetura moderna. Acontece que não existe apenas um único legado, mas uma série de legados que varia de acordo com a localização geográfica, com o clima, o contexto político, social e econômico de cada país ou região. Embora a gênese do modernismo na arquitetura tenha se dado na Europa e nos Estados Unidos—onde encontram-se alguns dos seus mais representativos exemplares—, para além do mundo ocidental a chamada “arquitetura moderna” foi sendo moldada por arquitetos e arquitetas de acordo com as necessidades de cada contexto específico. No Sri Lanka, por exemplo, o arquiteto Geoffrey Bawa ajudou a cunhar o termo “Modernismo Tropical”, desenvolvendo uma arquitetura sensível e profundamente enraizadas na paisagem. Também podemos encontrar outros surpreendentes edifícios modernistas na Tanzânia, frutos da vasta e consistente obra construída de dois de seus mais importantes arquitetos: Anthony Almeida e Beda Amuli.

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A estranheza das renderizações arquitetônicas “imperfeitamente perfeitas”

Há pouco mais de 50 anos, em 1970 mais especificamente, um roboticista japonês chamado Masahiro Mori cunhava um importante conceito ou hipótese no campo da estética, robótica e computação gráfica: Uncanny Valley—traduzido para o português como Vale da Estranheza. Naquela época, as renderizações arquitetônicas, ou melhor, colagens e fotomontagens, ainda eram feitas com o emprego de métodos analógicos. Uma década depois, o surgimento dos primeiros computadores pessoais e a popularização dos programas CAD impulsionaram uma ampla adoção de métodos digitais para a elaboração de imagens ilustrativas de projetos de arquitetura. Quase quarenta anos depois, as renderizações arquitetônicas evoluíram a tal ponto que é quase impossível distinguir um render de uma fotografia. Resultado direto do desenvolvimento de novas tecnologias, da utilização de softwares cada vez mais sofisticados e computadores cada dia mais rápidos e eficientes, os limites entre representação e realidade parecem se desmanchar no ar. A sutileza desta suspicaz semelhança, e o desconforto que ela provoca, é a nossa porta de entrada para o misterioso Vale da Estranheza de Mori.

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Arquitetura de interiores e a busca pelo bem-estar: projetando espaços de ensino

A pandemia, que a mais de um ano nos acompanha, marcou uma profunda ruptura nas rotinas diárias de milhões de pessoas ao redor do mundo. Obrigados ao confinamento doméstico prolongado e em muitos casos, a uma mudança definitiva para o modo de trabalho remoto, a separação entre o espaço da vida cotidiana e o escritório improvisado tornou-se extremamente turva. Neste contexto, alguns dos tópicos mais discutidos ao longo deste último ano foram a criação espaços de trabalho flexíveis em ambientes domésticos e se os próprios edifícios de escritórios são um modelo ultrapassado e que já não mais servem ao nosso atual modo de vida. Embora tenhamos discutidos amplamente uma série de assuntos relacionados à pandemia, no entanto, pouco tem se falado sobre o impacto da corrente situação no dia a dia das nossas crianças, especialmente daquelas em idade escolar.

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Cineasta Gary Hustwit fala sobre por que o design é para todos no podcast Design and the City

No quinto episódio do Design and the City — um podcast da reSITE sobre como tornar as cidades mais habitáveis — o cineasta e artista visual Gary Hustwit foi entrevistado sobre seu processo criativo e evolução, e o que o motiva a fazer filmes que buscam tornar o design mais acessível ao público geral. A entrevista se aprofunda no processo por trás da filmografia de Hustwit, desde documentários como Helvetica, que explora o uso da tipografia nos espaços urbanos, até filmes como Rams, um retrato pessoal e íntimo do influente designer industrial alemão Dieter Rams.

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"Sustentabilidade é sinônimo de beleza": em conversa com Anna Heringer

Em conversa com o Louisiana Channel, a arquiteta alemã Anna Heringer descreve a forma como trabalha e sua abordagem multidisciplinar à prática arquitetônica. Crescendo em uma pequena cidade na fronteira austro-bávara próxima de Salzburg, Heringer passou um ano morando e trabalhando em Bangladesh aos 19 anos, um lugar que agora abriga a maioria dos projetos de seu escritório. Heringer se descreve como uma mistura de coisas, além de ser arquiteta, afirma ser uma ativista e uma desenvolvedora - usando sua criatividade para explorar ideias em uma variedade de formas e mídias.

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Revelando as joias escondidas do brutalismo em Madri

A cidade de Madri pode ser vista como um reflexo de todos os estilos arquitetônicos encontrados no continente europeu. Edifícios renascentistas do século XVI e construções barrocas do século XVIII coexistem em harmonia com linguagens mais modernas, como o Art Déco ou a arquitetura contemporânea expressiva dos últimos anos. Escritórios icônicos de arquitetura contemporânea, como Herzog & de Meuron e Rogers Stirk Harbour + Partners, com projetos como a Sede do BBVA e o Terminal do Aeroporto de Madri-Barajas, também desempenharam um papel fundamental na definição da identidade arquitetônica de Madri, resultando em uma cidade com paisagens urbanas extremamente variadas e distintas.

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"Trata-se de simplificar as coisas": Em conversa com Johansen Skovsted Arkitekter

Em uma entrevista recente ao Louisiana Channel, os/as arquitetos/as Sören Johansen e Sebastian Skovsted, sediados/as em Copenhague, compartilham reflexões sobre seu processo de projeto, destacando a importância de criar uma arquitetura que se integre perfeitamente à paisagem, mas que ainda assim se destaque por si só. Ao discutir a natureza minimalista de seus projetos, os/as profissionais evitam rotular o próprio trabalho, afirmando: "Quando se pergunta sobre o minimalismo em nosso trabalho, ou qualquer outro 'ismo', não nos interessa a simplicidade pela simplicidade”.

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Stockton: High Street será demolida para dar lugar a parque à beira-rio

Um amplo projeto de regeneração urbana está planejado para a cidade de Stockton, no Reino Unido. Com um orçamento de 37 milhões de libras, a proposta — elaborada pelo escritório Ryder Architecture e apoiada pelo Conselho Municipal de Stockton — vai demolir metade da principal rua comercial no centro de Stockton para dar lugar a um parque linear à beira-rio.

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