Matthew Maganga

Colaborador do ArchDaily e Assistente Curatorial na Trienal de Arquitetura Sharjah de 2023. Nascido e criado em Dar es Salaam, Tanzânia, vive no Reino Unido. Interessado em habitação, urbanismo, política de terras, patrimônio e como vivemos em nossas cidades.

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Kampala no cenário global: o legado interdisciplinar de Doreen Adengo

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Doreen Adengo, arquiteta ugandense e pioneira, faleceu em 22 de julho deste ano, após lutar contra uma longa doença. Ela fundou o Adengo Architecture, um escritório sediado em sua cidade natal, Kampala. Como designer que estudou nos Estados Unidos, trabalhou em escritórios em Nova York, Washington e Londres, e lecionava na Uganda Martyrs University, seu legado é nada menos que extraordinário. Trata-se de um legado que abrange disciplinas e geografias — mas também profundamente enraizado no contexto da África, de Uganda e de Kampala.

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Interiores brutalistas: por dentro dos edifícios de Belgrado

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Uma cidade de eletrizante diversidade arquitetônica — as estruturas modernistas de Belgrado conferem à capital sérvia um caráter único. O cinza do concreto brutalista de Belgrado é uma das assinaturas arquitetônicas da cidade, manifestando-se tanto em complexas fachadas volumétricas quanto em formas retilíneas monolíticas. No entanto, embora existam inúmeras análises arquitetônicas sobre as qualidades externas das estruturas brutalistas em Belgrado e arredores, o registro fotográfico de seus interiores brutalistas é relativamente escasso — algo que a fotógrafa Inês d’Orey buscou transformar em sua mais recente exposição.

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"Trata-se de simplificar as coisas": Em conversa com Johansen Skovsted Arkitekter

Em uma entrevista recente ao Louisiana Channel, os/as arquitetos/as Sören Johansen e Sebastian Skovsted, sediados/as em Copenhague, compartilham reflexões sobre seu processo de projeto, destacando a importância de criar uma arquitetura que se integre perfeitamente à paisagem, mas que ainda assim se destaque por si só. Ao discutir a natureza minimalista de seus projetos, os/as profissionais evitam rotular o próprio trabalho, afirmando: "Quando se pergunta sobre o minimalismo em nosso trabalho, ou qualquer outro 'ismo', não nos interessa a simplicidade pela simplicidade”.

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Cineasta Gary Hustwit fala sobre por que o design é para todos no podcast Design and the City

No quinto episódio do Design and the City — um podcast da reSITE sobre como tornar as cidades mais habitáveis — o cineasta e artista visual Gary Hustwit foi entrevistado sobre seu processo criativo e evolução, e o que o motiva a fazer filmes que buscam tornar o design mais acessível ao público geral. A entrevista se aprofunda no processo por trás da filmografia de Hustwit, desde documentários como Helvetica, que explora o uso da tipografia nos espaços urbanos, até filmes como Rams, um retrato pessoal e íntimo do influente designer industrial alemão Dieter Rams.

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"As casas são a forma mais prevalente de monumentos": Em conversa com Bjørn Nørgaard

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Em entrevista ao Louisiana Channel, o professor, escultor e artista dinamarquês Bjørn Nørgaard expõe a filosofia que embasa seu trabalho e reflete sobre seus projetos arquitetônicos. No filme, uma coprodução com o Munkeruphus, Nørgaard descreve a forte influência de seu mentor nos anos 1960 — o artista alemão Joseph Beuys — cujas teorias foram fundamentais para sua evolução e ética artística. O conceito de "die soziale Plastik", ou escultura social, viria a moldar a abordagem de Nørgaard em relação à arquitetura e a outras formas de arte — tendo como princípio fundamental a ideia de que todos os aspectos da vida podem ser abordados de maneira criativa.

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O arquiteto Michel Rojkind sobre a responsabilidade social do design

Em um episódio do Design and the City — podcast da reSITE sobre como tornar as cidades mais habitáveis —, o arquiteto mexicano Michel Rojkind fala sobre corrida, sua formação musical e a responsabilidade de profissionais da arquitetura em criar edifícios capazes de “retribuir algo relevante” à comunidade. A entrevista se aprofunda na filosofia de Rojkind de garantir que os debates sobre arquitetura não sejam isolados, mas sim discussões inseridas em um contexto multidisciplinar.

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Os arquitetos Michael Green e Natalie Telewiak sobre a arquitetura da cura

Em um episódio do Design and the City — podcast da reSITE sobre como tornar as cidades mais habitáveis —, a dupla de arquitetura Michael Green e Natalie Telewiak, sediada em Vancouver, defende construções mais sustentáveis no planeta, com destaque especial para um de seus materiais preferidos: a madeira. Na entrevista, a dupla avalia as vantagens e desvantagens da construção em madeira engenheirada (mass timber), da qual são grandes entusiastas, como demonstra o projeto do T3, um edifício de escritórios de sete andares em madeira com certificação LEED Gold em Minneapolis, Minnesota.

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As Histórias Espaciais de Ousmane Sembène

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Ao examinar o universo do cinema africano, há poucos nomes mais proeminentes que o do diretor senegalês Ousmane Sembène. Seus filmes “La Noire de...” e “Mandabi”, lançados em 1966 e 1968, respectivamente, narram histórias evocativas sobre os legados do colonialismo, da identidade e da imigração. Embora essas duas obras apresentem um ritmo mais lento, funcionando como crônicas do cotidiano, elas também oferecem uma valiosa crítica espacial do cenário onde se ambientam, fornecendo um referencial importante para compreender as complexidades da cidade africana pós-colonial e o contraste entre as metrópoles africanas e europeias.

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O significado cultural das estufas: uma identidade complexa

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A estufa é uma tipologia arquitetônica comum, presença constante em diversas cidades, projetada para proteger as plantas das intempéries — seja do calor ou do frio excessivo — ou para prolongar o período de cultivo agrícola. Evidências da existência de estufas sob alguma forma remontam à década de 1450, durante a dinastia Joseon da Coreia, mas foi no século XVIII que a estufa se consolidou como uma tipologia arquitetônica específica. Com os avanços na fabricação do vidro, surgiram as estruturas de grandes vãos e amplamente transparentes que conhecemos hoje. No entanto, sob a intrincada serralheria dessas estruturas metálicas, escondem-se narrativas mais profundas — histórias de dominação, riqueza ilegítima e resistência.

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O Rural vs. O Urbano: A Cidade Pós-colonial de Dakar no Filme Touki Bouki

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Ao mesmo tempo cativante, desconcertante e caótico, Touki Bouki , de Djibril Diop Mambéty, é uma jornada cinematográfica eletrizante. O drama de 1973 — o primeiro longa-metragem do cineasta senegalês — é a narrativa fantástica de um jovem casal em Dakar, ansioso para escapar da capital senegalesa atraído pelo glamour de Paris. Trata-se de uma obra focada em suas personagens sob muitos aspectos, centrada principalmente nas aventuras do casal, mas é também um exame visual sutil do urbanismo de Dakar pós-independência, onde a cidade e sua arquitetura são elementos essenciais em um enredo surreal.

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Brutalismo urbano: o trabalho pioneiro de Renée Gailhoustet em Ivry-sur-Seine

Há alguns meses, a arquiteta francesa Renée Gailhoustet ganhou o Prêmio de Arquitetura da Royal Academy 2022. Como Paris e outras cidades francesas continuam enfrentando desafios habitacionais até hoje, Gailhoustet foi uma escolha oportuna. Seu trabalho nos subúrbios de Paris na década de 1960 continua sendo um exemplo convincente de uma abordagem de habitação social que, ao mesmo tempo, abraça a comunidade e tem uma forma única.

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Zanzibar: os múltiplos significados da luz

A luz é um elemento arquitetônico integral e emotivo. O acesso à luz é tanto aproveitado como limitado na arquitetura. Enquanto habitações tropicais caras celebram vistas ensolaradas com vidraças expansivas, uma ampla gama de galerias de arte rejeita a luz em sua forma natural, eliminando-a em conformidade com os requisitos sensíveis de suas exposições. A luz em um sentido arquitetônico e urbano também é altamente simbólica, evidente nas muitas metrópoles do nosso mundo, mas onde esse simbolismo assume uma dimensão interessante é no arquipélago de Zanzibar.

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Criatividade utilitária: reinventando a tipologia do silo

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Pesados, imponentes e utilitários, os silos são estruturas duráveis, usadas para o armazenamento de produtos a granel. Eles são importantes elementos físicos da indústria agrícola, armazenando grãos, fermentados e outros alimentos. Os volumes altos e tipicamente cilíndricos continuam sendo objeto de fascínio arquitetônico — de símbolos do progresso tecnológico no modernismo do início do século XX, até os tempos contemporâneos, provocando abordagens criativas para a reutilização adaptativa.

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Arquitetura da nuvem: a pegada do data center

No contexto contemporâneo, como já foi dito inúmeras vezes, parece que vivemos no que se chama de uma era digital. Uma pandemia global aumentou a popularidade dos meios digitais de comunicação — como o Microsoft Teams e o Zoom, e o aplicativo de mensagens multiplataforma WhatsApp com mais de 2 bilhões de usuários ativos. Do ponto de vista ambiental, vemos a migração dos negócios para a “nuvem” como uma vitória da sustentabilidade. Em termos simplificados e para citar um exemplo específico, as empresas podem abster-se de armazenar dados em discos rígidos externos, e armazenar seus dados em serviços de hospedagem de arquivos online.

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Esculpindo a terra: land art e o envolvimento com o solo

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Os artistas são frequentemente inspirados pela terra — sejam as interpretações de paisagens americanas do pintor Robert S. Duncanson ou as subversões de William Kentridge das pinturas britânicas da era colonial retratando paisagens africanas. No entanto, alguns artistas preferiram trabalhar diretamente com a terra, criando estruturas que se assentam em paisagens ou esculpindo o próprio solo. Esse estilo de arte — formalmente denominado land art — ganhou destaque nos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970 com a ascensão do movimento ambientalista em meio aos protestos pelos direitos civis e contra a guerra, quando os artistas buscavam se separar do mercado de arte.

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Cor, composição e escala: analisando a fotografia de arquitetura brutalista

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Ora escultural e expressivo, ora monolítico e monótono, o estilo arquitetônico brutalista é igualmente diverso e polêmico. Desde suas origens como subproduto do movimento modernista na década de 1950 até hoje, os edifícios brutalistas continuam sendo um ponto de discussão popular no debate arquitetônico. Uma possível explicação para isso é que estes edifícios brutalistas geralmente são muito fotogênicos; suas texturas e sombras dramáticas criam imagens apelativas.

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Vivendo em espaços pequenos: mobiliário e acessibilidade

O canal do Youtube Never Too Small tem 2,25 milhões de inscritos – uma plataforma que apresenta a manipulação imaginativa do espaço em plantas pequenas. Vídeos de microapartamentos, em Paris, Londres e outras cidades alcançam milhões de visualizações. Claramente há uma demanda por conteúdo voltado para a vida em espaços pequenos, já que uma crise imobiliária global acelerou a queda na disponibilidade de residências acessíveis e maiores em áreas urbanas. Para aproveitar ao máximo o espaço limitado dentro dessa realidade restrita, arquitetos têm projetado plantas com menos de 40 metros quadrados visando criar uma experiência espacial não claustrofóbica.

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A identidade arquitetônica das sedes de governo

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Conhecido como a casa do estado, o palácio presidencial ou uma variedade de outros termos - o edifício que abriga a sede do governo de um país geralmente é bastante impressionante em termos arquitetônicos. Frequentemente opulenta, grandiosa e às vezes imponente, a casa do governo destina-se a funcionar como um marco visual distinto de uma nação - uma extensão da identidade de um país. No continente africano, região que viu uma parte significativa ser colonizada por nações europeias, essa identidade de estado, no sentido arquitetônico, é complexa.

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