James Wormald

Escritor e jornalista, especializado em design de produtos, interiores e arquitetura.

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O que é mobiliário de bistrô?

Uma atração familiar em cidades mais populosas, diz-se que os bistrôs nasceram em Paris, onde moradores/as empreendedores/as montavam barracas improvisadas em frente às suas casas, vendendo suas sobras de produtos para ganhar uma renda extra. O que começou como uma atividade secundária despretensiosa transformou-se nos restaurantes e cafés acolhedores e aconchegantes que conhecemos hoje como bistrôs. Com espaço interno mínimo em suas instalações de pequena escala, esses estabelecimentos gastronômicos de dimensões reduzidas frequentemente dão continuidade à tradição de seus antecessores, dispondo mesas e cadeiras ao ar livre.

Lutando pela sobrevivência nos meses incertos da pandemia, pequenos estabelecimentos de hospitalidade e gastronomia aproveitaram o momento em que as grandes cidades flexibilizaram suas regras para refeições ao ar livre. Por toda parte, de pizzarias voltadas para praças no Porto a sanduicherias em becos de paralelepípedos em Edimburgo, delimitou-se o pouco espaço disponível com o máximo de mesas e cadeiras possível. Ao mesmo tempo em que viabilizava refeições seguras ao ar livre, o mobiliário também servia para atrair clientes — assim que isso passou a ser permitido.

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19 Soluções criativas para criar espaços internos de armazenamento

Ao transformar as áreas não utilizadas escondidas no telhado, pode-se acrescentar quartos extras, salas de jogos ou simplesmente obter um espaço de armazenamento mais acessível, sem a necessidade de mudança de residência ou de aprovação de projeto. Com mais partes de nossas vidas ocorrendo agora sob nossos próprios telhados, a demanda por espaço adicional proporcionado por uma conversão de sótão está mais alta do que nunca.

Sem a capacidade de alterar a inclinação do telhado, entretanto, as áreas de baixa altura de um sótão frequentemente permanecem inutilizáveis, e o espaço utilizável resultante é restrito pela altura mínima das funções que podem ser acomodadas. Ao posicionar características e atividades de baixa altura nestes cantos e recantos, os sótãos podem aproveitar ao máximo o espaço disponível.

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Microescritórios para pequenas empresas modernas

O espaço de escritório tradicional do século XX, com suas enormes estantes de arquivos, impressoras industriais e salas de reuniões de alta capacidade, já não é a única forma de fazer negócios. Com tecnologias como armazenamento em nuvem, videoconferência e inteligência artificial simplificando nossas vidas profissionais, tudo o que realmente precisamos é de uma superfície plana e a senha do wifi.

Num cenário comercial onde até as maiores empresas dedicam tanta atenção às suas contas de mídia social quanto ao valor de suas ações, nunca foi tão fácil para pequenos negócios competirem. No entanto, encontrar um espaço de escritório adequado para empresas com apenas alguns funcionários pode ser desafiador. Estes quatro locais de trabalho de pequena escala demonstram como, ao manter as coisas pequenas, é possível fazer mais com muito menos.

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Como criar um interior aconchegante e pronto para o inverno

Reduzir a nossa temperatura corporal e o metabolismo para preservar alimentos e energia durante uma onda de frio não é (ainda) uma habilidade que a humanidade tenha aprendido. A hibernação humana, no entanto, ainda é uma reação muito real e natural à vida em climas sazonais. Com o início dos meses de inverno, começamos a cochilar mais, desejar alimentos mais ricos em gordura, ansiar pela companhia de outras pessoas e, acima de tudo, preparar ninhos acolhedores para nos aconchegarmos. Para desfrutar ativamente dos períodos frios, úmidos e escuros do ano, em vez de apenas esperar pelo retorno do sol, apresentamos a seguir algumas maneiras práticas de garantir que nossos lares permaneçam aconchegantes.

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O que é um vomitório? 25 exemplos modernos de gestão eficiente de fluxo em edifícios e espaços públicos

O vomitório e sua finalidade constituem um dos equívocos mais comuns da história da arquitetura. Diz-se que o vomitório era uma sala adjacente aos banquetes romanos, onde os/as convidados/as podiam purgar socialmente o conteúdo de seus estômagos antes de retornar à festa com capacidade renovada. Embora essa teoria não seja inteiramente fictícia — já que se sabe que os romanos de fato praticavam a regurgitação habitual, possivelmente como um sinal de extrema riqueza —, não há motivos para acreditar que existisse um espaço específico dedicado a essa prática.

O uso original do termo "vomitório" — derivado da mesma raiz latina "vomere" (vomitar) — refere-se, na verdade, a um espaço que permite a um grande edifício esvaziar rapidamente seu conteúdo. Um vomitório, portanto, nada mais é do que um corredor. Trata-se, especificamente, de um corredor amplo e arterial que conduz a — ou provém de — um espaço público de grande capacidade, como um teatro, arena ou estádio, projetado com o objetivo de permitir que o maior número possível de pessoas entre ou saia do local o mais rápido possível. Um vomitório bem projetado, por exemplo, é essencial para procedimentos eficientes de evacuação de emergência. No entanto, mesmo no cotidiano, a capacidade de deslocar grandes volumes de público agiliza a rotatividade do espaço e proporciona uma experiência coletiva mais agradável.

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Como alcançar um alto nível de funcionalidade com sistemas de escadas internas

Escondido à vista de todos, logo acima de nossas cabeças, há cerca de 50 a 150 cm de espaço desperdiçado que passa despercebido e sem uso. Esses locais de difícil acesso no topo de guarda-roupas, armários de cozinha e estantes de livros costumam ser reservados apenas para objetos raramente usados, deixados para acumular poeira e serem esquecidos. No entanto, ao ajudar ambientes com pé-direito alto a aproveitar ao máximo sua altura adicional, as escadas internas permitem que os espaços de armazenamento atinjam seu potencial máximo, garantindo ao mesmo tempo que permaneçam seguros, confortáveis e de fácil acesso para todas as pessoas.

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Principais lições do projeto de escolas contemporâneas: 37 espaços de aprendizagem ao redor do mundo

O papel da escola é preparar as crianças para a vida. No entanto, em um mundo que se transforma de maneira cada vez mais acelerada, as instituições de ensino precisam se adaptar com a mesma rapidez. Inclusões recentes nos currículos escolares refletem as complexidades da vida moderna, trazendo temas como crises ambientais, injustiças sociais e os perigos das redes sociais para o centro do debate pedagógico.

Embora se costume dizer que as transformações de longo prazo começam na base, mudar nunca é fácil, independentemente de onde o processo se inicie. Por exemplo, aponta-se que currículos focados em questões ambientais têm provocado casos crescentes de ecoansiedade em crianças — um dos fatores por trás de outra crise atual, a da saúde mental infantojuvenil.

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Cinco casas de vidro à beira d'água

Como um dos quatro elementos essenciais que sustentam a vida neste planeta, a água é crucial para a sobrevivência de todas as espécies. Assim como os animais selvagens têm uma afinidade pelos corpos d'água, nós, humanos, também nos atraímos por eles.

Embora nossos portos, lagos e vias navegáveis não desempenhem mais o papel de centros internacionais de transporte e áreas de alimentação como no passado, a melhoria na qualidade do ar, o clima mais ameno e o aumento no relaxamento e na atenção plena proporcionados pela presença de água fresca ou corrente significam que espaços como bares na orla de um rio, hotéis à beira-mar e casas diante de lagos estão entre os mais populares de suas categorias.

As residências a seguir demonstram como corpos d'água próximos podem ser mais bem aproveitados com uma arquitetura e design excepcionais.

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Design de produto da Era Espacial no século XX e além

Desde que a humanidade olhou para o céu pela primeira vez, sempre houve o questionamento sobre o que existe lá fora. A partir de 1923, quando Edwin Hubble descobriu galáxias além da nossa, a busca e a obsessão por compreender o cosmos cresceram quase tão rápido quanto o próprio universo.

Com o avanço da tecnologia ao longo do século XX, percebeu-se que o "espaço" é, na verdade, preenchido por uma imensa variedade de galáxias, gases e estrelas cada vez mais coloridos. E as principais mentes do design de produto do mundo estavam atentas a isso.

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Design de cafeterias: criando interiores ricos e equilibrados

A 23,5 graus ao norte e 23,5 graus ao sul da linha do Equador, respectivamente, situam-se os trópicos de Câncer e Capricórnio. A faixa de cerca de 4.800 quilômetros de largura entre eles, que envolve a Terra, é carinhosamente conhecida como o "cinturão do café". As condições climáticas tropicais e subtropicais dentro desse cinturão, bem como a alta porcentagem de terras localizadas a mais de 1.000 metros acima do nível do mar, criam as condições perfeitas para o desenvolvimento do cafeeiro.

Nessas regiões das Américas Central e do Sul, África e Ásia, o café é uma das principais exportações nacionais, tornando-se parte fundamental de muitas identidades locais. Assim, os interiores das cafeterias nativas desses países conseguem ser tão ricos e bem equilibrados quanto os grãos ali cultivados. Para quem vive no cinturão do café, a bebida é mais do que apenas um hábito diário: trata-se, literalmente, de uma fonte de sustento e vida. E, nesses estabelecimentos, o café é tratado com essa exata relevância.

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33 casas com múltiplos pavimentos integrados por uma planta aberta vertical

Há mais de meio século, a planta livre permanece na vanguarda da arquitetura de interiores, sendo a escolha frequente tanto em construções novas quanto em reformas de clientes que optam por integrar ambientes e suas funções para trazer mais harmonia e conectividade aos seus lares. Assim, mesmo com rotinas cada vez mais atribuladas, as famílias podiam cozinhar, conversar, estudar e relaxar juntas, tudo ao mesmo tempo.

No entanto, por obrigar os/as usuários/as a compartilharem o mesmo espaço com ruídos, odores e atmosferas conflitantes, muitas pessoas vêm se afastando da planta livre tradicional, abrindo espaço para novos conceitos que vêm ganhando força, como o broken plan (ou planta compartimentada). Por outro lado, um caminho evolutivo alternativo para a planta livre é a expansão vertical. Combinada a espaços de convivência com pé-direito duplo, triplo ou até mesmo mais altos, a planta livre ganha o respiro de que precisa, mantendo-se conectada ao restante da casa.

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Linguagem de design aberta em restaurantes com cozinha aberta

Diz-se que o que se vê é o que se leva. As técnicas de preparo simplificadas e os equipamentos utilizados em redes de fast-food, por exemplo, ficam totalmente visíveis para os clientes na fila de espera. Contudo, esse conceito de projetar ambientes de hospitalidade abertos e transparentes ao menos oferece honestidade ao público, pois, embora os ingredientes mais frescos e as técnicas de alta gastronomia não estejam presentes, a gordura e a sujeira antes associadas a esse tipo de estabelecimento também não estão.

Ao comparar essa realidade com a de estabelecimentos mais sofisticados, que mantêm a cacofonia de uma cozinha comercial oculta aos olhos do público durante o serviço, passa-se a questionar o que mais poderia estar escondido. Ao adotar o mesmo conceito de cozinha aberta, cozinhas profissionais que contam com chefs talentosos/as e ingredientes de alta qualidade conseguem provar seu valor.

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Luz baixa: banheiros com iluminação indireta ou reduzida

Sinônimos de "escuro" são associados a uma atmosfera de negatividade. Palavras como tristeza e escuridão estão longe da leveza e do ar dos projetos de interiores apresentados por revistas ou influenciadores. Mas para muitas pessoas que buscam tranquilidade no banheiro, a iluminação de baixa intensidade oferecer conforto. 

Muitos de nós tendemos a fechar os olhos enquanto procuramos paz e atenção plena. Ao desligar o sentido da visão, podemos nos refugiar em nós mesmos e focar em nosso próprio autocuidado. Os quatro banheiros pouco iluminados apresentados a seguir fazem uso da ideia de escuridão pacífica para criar espaços tranquilos com iluminação suave e baixa, materiais naturais e superfícies escuras.

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Refúgios em ilhas desertas: retiros e resorts cercados de água por todos os lados

Ao projetar e construir um refúgio paradisíaco em uma ilha, existem certas comodidades essenciais esperadas até mesmo por visitantes que buscam uma experiência mais essencial para encontrar paz e conforto em um ambiente inacessível — como alimentação, abrigo, água potável e um meio de contato com o continente. No entanto, viabilizar isso exige um equilíbrio delicado: tornar habitáveis e acolhedores esses locais que estão entre os menos visitados da Terra, sem destruir sua integridade ou serenidade no processo.

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Interiores inspirados nas fachadas dos edifícios

A prioridade quando se trata do material de superfície externa de um prédio é a durabilidade. Tendo que literalmente resistir aos danos causados pela água da chuva, vento, luz solar, variações de temperatura e muitas outras condições climáticas, exigimos muito deles. Por outro lado, nos interiores protegidos, as superfícies tendem a priorizar o acabamento — com cores, padrões e texturas características de materiais como tintas, azulejos cerâmicos ou painéis de madeira.

Tradicionalmente, esses dois mundos, exterior e interior, nunca precisaram se encontrar. Requisitos opostos, pensava-se, exigem soluções opostas. Mas à medida que nossos ambientes externos e internos continuam a se fundir em uma única tipologia de espaço habitável, cada vez mais projetos, de escalas variadas, comerciais e privados, estão buscando inspiração no design de superfícies do mundo exterior. Trazendo os materiais, temas e a história das fachadas para o interior.

Padrões e texturas de madeira em casas brasileiras

O Brasil produz cerca de 150 milhões de metros cúbicos de madeira por ano. Devido à ampla variedade de espécies de árvores no país, os designers que buscam materiais naturais e de origem local têm diversas opções à disposição. Por esse motivo, não é surpresa que a madeira seja um elemento comum em casas tradicionais e contemporâneas do Brasil, sendo usada tanto na construção como na criação de superfícies decorativas.

A beleza dos padrões de fibras da madeira, combinada com paletas de cores quentes, ricas e variadas, faz com que a madeira seja um material muito procurado para compor espaços interiores, ao mesmo tempo em que oferece a resistência e estabilidade necessárias para pisos e estruturas. Sua coloração natural e apelo estético permitem uma abordagem simples e minimalista, conferindo aos espaços uma sensação atemporal.

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Como utilizar produtos e materiais alternativos para reduzir a pegada de carbono de um projeto

Trabalhar sob as restrições de uma pegada de carbono limitada pode ser uma das partes mais difíceis — mas também mais gratificantes — do papel do/a arquiteto/a contemporâneo/a. Seja para atender ao relatório de sustentabilidade de uma grande corporação multinacional, obter a certificação LEED ou equivalente para uma incorporadora comercial, ou construir uma casa ecológica para um/a cliente particular consciente do clima — ou mesmo alguém que apenas deseja gastar menos com energia —, é fundamental manter-se atualizado/a com as mais recentes práticas e materiais de construção de baixo carbono e neutros em carbono.

Seja analisando a fase estrutural inicial de um projeto, seus acabamentos de alto padrão ou pensando de forma mais holística em todo o seu ciclo de vida, há grandes avanços a serem conquistados com substitutos e alternativas sustentáveis aos materiais e técnicas tradicionais.

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Como usar a agricultura vertical para uma vida sustentável

Crescendo tanto em tamanho quanto em número, as cidades em todo o mundo estão experimentando uma expansão acelerada. Com áreas verdes sendo regularmente perdidas para a urbanização ou seus efeitos — como o aumento do nível do mar ou desastres ambientais — e populações em expansão trazendo mais bocas para alimentar, as indústrias agrícolas estão em crise. Visto por muitos como solução, a agricultura vertical é a prática de empilhar camadas de cultivos uns sobre os outros, usando a mais recente tecnologia de design e engenharia para produzir mais em menos espaço.

A agricultura tradicional horizontal, no entanto, faz mais pelo meio ambiente do que simplesmente cultivar nossa comida. Os espaços verdes ao ar livre muitas vezes servem como habitats naturais, filtragem do ar e controle de temperatura para a área circundante. Ao levar o conceito de agricultura vertical para o mundo da arquitetura, podemos trazer toda a bondade da fazenda diretamente para nossa porta.