A habitação social traz muitos estigmas injustos consigo. Embora muitos projetos comecem bem com sessões de fotos brilhantes de inaugurações, as câmeras acabam indo embora, o investimento tende a secar e a manutenção é cortada. A falta de espaços verdes adequados segue, devido à baixa manutenção. Eventualmente o resultado são comunidades esquecidas e isoladas que se transformam em guetos.
Embora facilmente culpada, a arquitetura de blocos elevados de moradia social não é a causa do problema, mas pode ser parte da solução. Construir para cima em vez de para fora ainda oferece uma rota sensata através das crises habitacionais e sociais atuais - compartilhando espaço e recursos.
Além disso, esses quatro projetos de toda a Europa mostram que integrar empreendimentos de habitação social em torno de pátios acessíveis e espaços verdes sustentáveis ajuda a atrair comunidades e mante-las juntas.
Sempre me considerei sortudo por ter crescido fora da cidade, onde minhas vivências ecolares aconteciam no campo e não na rua. No entanto, para muitas crianças, a vida escolar moderna não é tão próxima da natureza.
As cidades superpopulosas continuam se expandindo, o que significa que mais escolas estão sofrendo com as limitações apresentadas pela arquitetura urbana, incluindo poluição sonora, do ar e da luz, falta de espaço (especialmente espaço verde), orçamentos restritivos e legislação de construção resistentes à mudança.
Com soluções de design inovadoras, essas quatro escolas urbanas mostram para o resto da classe como trabalhar e fornecer espaços verdes de qualidade através de suas respostas arquitetônicas.
A Teoria da Relatividade de Einstein introduz o conceito de que o tempo, como o conhecemos, não é tão estável e confiável como parece. Como característica definidora que é referência em toda a história da humanidade, a falibilidade do tempo é uma perspectiva confusa. Quinze minutos, por exemplo, parecem uma eternidade enquanto se espera em uma fila, e ainda assim, os trezentos mil anos de história humana parecem ser poucos minutos na vida da Terra.
Então, quando falamos em "salvar o planeta" ao desacelerar e reverter a crise climática, o que realmente queremos dizer é prolongar nossa própria existência nele. Porque não importa o que façamos, essa massa rochosa que chamamos de casa continuará seguindo seu curso no Sistema Solar por mais alguns bilhões de anos. Com efeito, a humanidade em si é apenas uma instalação temporária.
As quatro instalações apresentadas a seguir investigam nossa relação humana com o tempo e como isso afeta nossas vidas na Terra.
Boa comunicação é a chave para construir e manter relacionamentos de trabalho, sejam eles pessoais, românticos, empresariais ou políticos. A importância da comunicação e do respeito pelos vizinhos é uma lição que tem sido enfatizada em muitos textos e ensinamentos de todas as religiões e culturas por milênios, possivelmente dando início à civilização.
Algumas economias estão ansiosas para gritar do alto de seus telhados verdes sobre o ambientalismo, oportunidades de investimento atraentes e cena arquitetônica em ascensão. Também para manter viva a história e a cultura de seu passado e construir ambientes socialmente ativos.
Esses quatro projetos da Ásia Oriental e Europa convidam visual e simbolicamente os hóspedes para ver como eles operam, construindo relacionamentos positivos com os moradores do prédio e da cidade, e visitantes de outros lugares.
O fundador da SpaceX e fã de ficção científica, Elon Musk, está tentando tornar o sonho das viagens espaciais uma realidade científica. "A fim de salvaguardar a existência da humanidade", explica ele, "precisamos nos tornar uma civilização multiplanetária." Musk diz que está focado em garantir a construção de um segundo lar em outro lugar no espaço, e está de olho em Marte. E ele não está sozinho, claro. O recém-lançado Moon to Mars Architecture Concept Review da NASA é um “estudo das ferramentas e das operações necessárias para missões humanas à Lua e Marte”, que pode levar a descobertas científicas de longo prazo e, finalmente, à ocupação de outros lugares do espaço.
Mas há um longo caminho a ser percorrido antes de chegarmos lá – e não apenas os 60 milhões de quilômetros (distância média até Marte). O maior desafio para a habitação e eventual colonização de Marte é a própria humanidade e nossa indecisão. Muitos de nós questionamos por que deveríamos investir tanto de nossa energia – tanto esforço quanto recursos – em tal tarefa, quando há muitos assuntos mais urgentes para resolver aqui na Terra?
Mudanças são difíceis. Especialmente quando são impostas a você. Mas mudanças também podem ser boas. Os primeiros meses depois que um filho sai de casa — mais alguns meses de apreensão antecipada — são os mais difíceis de suportar. Apesar do orgulho sentido por suas conquistas e das esperanças para um futuro brilhante, o sentimento agridoce é reforçado pelo vazio do espaço que eles deixam para trás.
Assim como muitos futuros pais entram em um período repentino de "aninhamento" antes da chegada da criança — limpando, organizando e adaptando a casa para o bebê — aqueles que estão no final do ciclo de criação dos filhos experimentam um sentimento oposto de tristeza quando os filhos deixam o lar. Sentimentos de vazio, solidão e falta de propósito, ao se deparar com o silêncio arrepiante de um quarto estranhamente arrumado, são acompanhados pela ansiedade sobre como lidarão com o mundo e pela perda da identidade como pais.
Ao longo da última década a civilização humana tornou-se tão consciente que foi criado até mesmo um novo termo em inglês para ela, "woke" (desperta). E embora esse despertar recém-descoberto derive da busca por destacar o inerente anteriormente ignorado por muitas injustiças e comportamentos raciais, sociais e políticos em nossas vidas, durante o movimento inicial #blacklivesmatter e em tempos mais recentes passou a representar a convocação de todas as formas de injustiça.
O propósito da arquitetura, como afirma o livro The ArchDaily Guide to Good Architecture [O Guia ArchDaily para uma Boa Arquitetura] é 'dar forma aos lugares onde vivemos'. O primeiro capítulo do livro, 'Boa arquitetura é atenciosa' sugere que, para melhorar a qualidade de vida proporcionada por espaços projetados pelo homem, precisamos empregar uma abordagem humana e empática.
O principal objetivo de bares, pubs e restaurantes é proporcionar aos clientes – tanto individuais quanto em grupo – um ambiente e uma atmosfera onde possam aliviar as tensões do dia ou da semana, seja com uma bebida tranquila em um canto reservado, seja em grupos maiores e mais sociáveis.
Mesmo antes de a pandemia trazer horários de fechamento mais rígidos, o avanço da TV sob demanda e dos serviços de entrega de comida já fazia com que ficar em casa – com o abraço acolhedor do travesseiro a poucos passos de distância – se tornasse uma escolha cada vez mais popular. Diante disso, não surpreende o surgimento crescente de estabelecimentos que oferecem um entretenimento mais ativo do que apenas uma noite de trívia ou salas de karaokê.
Apresentamos a seguir cinco exemplos de bares e restaurantes projetados para quem gosta de jogar.
A biofilia nos espaços de escritório não é uma tendência passageira. Pelo contrário, representa uma grande mudança na forma como projetamos e construímos nossos espaços corporativos e ambientes de trabalho, abrangendo desde gigantes multinacionais da indústria até as menores startups. Mas esse universo de espaços de trabalho empáticos e focados no bem-estar ainda tem muito a ser explorado.
No universo da arquitetura contemporânea e das tendências de design, o tema da biofilia está se espalhando de forma implacável por plantas baixas, mood boards e interiores finalizados, como manteiga em um pão quente. Assim, falar de espaços ao ar livre com materiais naturais, ar puro, luz natural e vistas amplas pode parecer um disco riscado, mas às vezes tudo o que se quer é continuar apertando o "repetir". Afinal, assim como a manteiga no pão quente, o que é bom nunca é demais.
Estes espaços de banho se abrem, tanto figurada quanto literalmente, para o ambiente externo em uma variedade de climas ao redor do mundo, sem esquecer seu propósito principal: proporcionar um santuário de calmaria e conforto em um mundo estressante.
A luz do sol tem sido parte integrante da vida desde que o sol e a terra começaram sua dança. O bem-estar proporcionado pela luz natural é um tema recorrente na cultura humana, percorrendo a música popular, a moda, a fotografia e até os nossos ambientes mais luxuosos.
Mas o desejo de nossos corpos pela luz solar é mais do que apenas um sentimento. Pesquisas científicas provaram que ela ajuda nosso corpo a produzir mais melatonina, que ajuda a dormir e reduz o estresse, que a vitamina D melhora a imunidade e fortalece os ossos, e a serotonina combate a depressão. Além de nos ajudar a levar vidas mais saudáveis e felizes, as pesquisas sugerem que o sol também nos ajuda a viver durante mais tempo.
Quando um país se torna conhecido por sua exportação mais famosa, ambos podem passar a ser sinônimos de qualidade. Combinações como o vinho francês, o mármore italiano e a engenharia alemã são exemplos do selo de excelência proporcionado simplesmente pelo berço geográfico de um produto. Embora as exportações mais famosas e apaixonantes de Portugal pudessem ser igualmente a cortiça, o futebol ou os doces conventuais à base de ovos, há muito mais na cultura e na economia portuguesas do que jogadores vaidosos e pastéis de nata.
Se a relação da cultura portuguesa com a cerâmica é conhecida pelos pratos, tigelas e jarros de padrões característicos que milhões de turistas tentam manter intactos na viagem de volta para casa, poucos pagariam a taxa de bagagem extra por 50 m² de revestimentos cerâmicos. No entanto, o clima agradável do país, aliado a uma tradição artesanal e à resistência natural, durabilidade e pigmentação da argila portuguesa, faz com que as fachadas cerâmicas de alta qualidade sejam uma característica marcante da arquitetura portuguesa. Além disso, o material é exportado para o mundo todo, tanto para superfícies externas quanto internas.
Apaixonar-se é fácil. Quando os olhos se encontram em um showroom lotado, a beleza dos pés esbeltos de um sofá, o tecido macio e as curvas convidativas são como um canto de sereia, cegando você para a verdade. Então, seis ou oito semanas depois, a verdade aparece.
Não há nada melhor depois de um dia difícil do que se sentar em um sofá confortável. Na verdade, também não há nada melhor depois de um dia tranquilo. Mas, e se aquele sofá pelo qual você se apaixonou não for tão bom de se sentar quando você chegar em casa?
Para evitar as dores do relacionamento (no pescoço e nas costas) e garantir compatibilidade a longo prazo, aqui estão algumas regras para selecionar o sofá certo.
A regra mais importante para um backsplash de cozinha é fazer jus ao seu nome. O frontão da bancada está ali para proteger as paredes e o armário inferior de manchas, respingos e infiltrações, mas ele também representa uma saída criativa para designers de cozinha e arquitetos de interiores.
Ao adicionar cor, padrões e texturas, o backsplash da cozinha pode se tornar um elemento marcante em contraste com a monotonia da paleta de cores da cozinha.
Aqui estão alguns materiais e técnicas que ajudam a manter as cozinhas protegidas sem abrir mão da criatividade.
A arquitetura tradicional do passado às vezes pode parecer muito distante dos ambientes modernos e integrados que desfrutamos hoje. No entanto, embora algumas tipologias de salas da alta sociedade, aparentemente obsoletas — como salas de visitas, salas de estar formais e salas de fumo ainda existam sob outros nomes — como salas íntimas, refúgios e "man caves", para citar alguns —, outras complexidades arquitetônicas raramente são replicadas.
Escadas de serviço, copas de lavagem de louça e salas de secagem, por exemplo, já foram indispensáveis para o funcionamento de imóveis de certo porte e prestígio. Porém, assim como um suéter de lã lavado acidentalmente no ciclo errado, a tecnologia reduziu drasticamente o tamanho das áreas de serviço ao longo do último século. Casas pequenas, como o Apartamento Sob o Céu do Barão em São Paulo, por exemplo, hoje conseguem substituir lavanderias e despensas separadas por cozinhas com área de refeições integradas, que incorporam pequenos eletrodomésticos de lavar e secar ao layout aberto, liberando mais espaço para o convívio.
Não importa quão longa, distante ou revigorante seja uma viagem, um dos momentos mais relaxantes de qualquer período de férias é a volta para casa. Aquele instante em que cada músculo do corpo relaxa ao nos sentarmos em nossa própria poltrona, acolhidos pelo conforto de um lar que nem sabíamos que estávamos sentindo falta.
Com a ascensão do Airbnb e de outras plataformas de hospedagem semelhantes — que oferecem casas de verdade (ou pelo menos espaços cheios de personalidade decorados como tal) para viajantes em busca de um conforto mais familiar —, hoteleiros/as, designers e arquitetos/as estão atentos a essa tendência e implementando recursos que transformam o quarto de hotel em um segundo lar.
Ir a uma agência bancária de rua para descontar um cheque, sacar dinheiro ou mesmo abrir uma conta são tarefas que ficaram no passado. Com quase todos os serviços financeiros agora disponíveis on-line e as transações digitais conquistando uma fatia de mercado cada vez maior (passando de 28% para 41% entre 2019 e 2022), cada vez mais agências físicas estão fechando suas portas.
No entanto, a complexidade dos mundos da tecnologia e das finanças continua a gerar confusão e receio em muitos clientes — o que talvez explique por que a presença acolhedora de uma agência física, com pessoas reais, ainda tenha espaço. Esses novos interiores de agências bancárias remetem a um tempo nostálgico em que sabíamos o nome do gerente local, mas agora trabalham em conjunto com a tecnologia para oferecer serviços financeiros híbridos e um atendimento mais personalizado, em ambientes confortáveis e acolhedores.
Melhor para a visão, melhor para os olhos, melhor para a saúde e melhor para o humor, a luz natural é compreensivelmente o método de iluminação preferido da maioria, mas é um recurso incontrolável. Pode ser expandido com janelas maiores, plantas livres e superfícies reflexivas ou em tons claros, mas, em última instância, dependendo da época do ano, não atingimos níveis satisfatórios de iluminação nos interiores.
No entanto, nem tudo é desgraça e melancolia. Conceitos de iluminação bem pensados podem transformar completamente um ambiente interno. Esta casa no Japão, por exemplo, destaca suas características arquitetônicas com iluminação oculta, conferindo à elas vida noturna, enquanto este cinema de pequena escala também usa faixas de iluminação indireta para definir graficamente seu interior.