Com previsão de inauguração para 2020, o escritório Benoy divulgou seu projeto para um edifício acadêmico central em Jidá, na Arábia Saudita. O espaço abrigará a Global Business School, um polo educacional que atrairá estudantes de negócios locais e internacionais por meio de programas de educação executiva em colaboração com o Program on Negotiation da Harvard Law School (Universidade de Harvard, EUA), o SC Johnson College of Business da Cornell University (EUA) e a Imperial College Business School (Reino Unido).
Mesmo com o avanço da tecnologia — que torna obsoletos muitos dos antigos métodos construtivos — certas técnicas tradicionais e ofícios artesanais continuam a cativar nossa imaginação por sua engenhosidade simples e eficácia incontestável. Embora utilizado há milênios, o processo de transformar temporariamente peças rígidas de madeira em elementos altamente flexíveis, maleáveis e torcíveis continua sendo um truque clássico da marcenaria, capaz de produzir transformações fantásticas e formas esculturais a partir do mais natural dos materiais.
Nos dez anos desde o lançamento do nosso site, o ArchDaily se tornou o site de arquitetura mais visitado do mundo; trata-se hoje de um projeto com alcance e escala muito maiores do que a própria equipe fundadora do site poderia ter previsto. Graças a leitores e leitoras, colaboradores e colaboradoras, e à nossa liderança, a versão inicial do site (sediada no Chile e conhecida como Plataforma Arquitectura) evoluiu para uma rede global de mídia de arquitetura que inclui o site em inglês que você está lendo agora, além de sites parceiros específicos para cada região e idioma no Brasil, na China, na Colômbia, no México e no Peru.
A história do crescimento do ArchDaily é um dos muitos tópicos abordados em uma nova entrevista de 114 minutos com o cofundador do ArchDaily, David Basulto, no episódio desta semana do podcast Midnight Charette. Apresentado por David Lee e Marina Bourderonnet, o podcast traz debates semanais sobre temas atuais de design e entrevistas com personalidades da comunidade de arquitetura. Na conversa com Basulto, o bate-papo vai desde a história da nossa empresa e curiosidades dos bastidores sobre o funcionamento do site (você sabia que o nosso sistema de gerenciamento de conteúdo personalizado foi batizado em homenagem ao projetista da bíblica Torre de Babel?) até reflexões sobre como arquitetos e arquitetas moldarão nossas futuras cidades e de que formas a coleta e a análise de dados podem influenciar os projetos do amanhã.
Soluções do passado muitas vezes podem oferecer respostas práticas para os problemas do futuro, como demonstra o escritório de design e pesquisa londrino Space Popular com seu conceito "Timber Hearth". Trata-se de um sistema construtivo que utiliza a pré-fabricação para ajudar construtores/as autônomos/as no estilo "faça você mesmo" (DIY) a erguerem suas próprias moradias sem a necessidade de recorrer a mão de obra profissional ou especializada. Apresentado como parte da exposição “Plots Prints Projections” na Bienal de Veneza de 2018, o conceito se inspira na antiga tradição da lareira (o centro do lar) para explicar como um sistema projetado em torno de um núcleo fabricado industrialmente pode criar novas oportunidades para o futuro da construção residencial.
Construído antes dos Jogos Olímpicos de Verão de 1988, o Estádio Olímpico de Seul, localizado no distrito de Songpa, na capital sul-coreana, continua sendo uma instituição ativa e valorizada. Projetado por Kim Swoo-geun, o estádio representa um marco na história moderna do país, servindo como palco para grandes shows e como a casa do clube de futebol Seoul E-Land FC.
Embora a estrutura original do Estádio Olímpico permaneça visualmente intacta, a Associação Nacional de Planejamento Urbano da Coreia promoveu, no primeiro semestre deste ano, um concurso para o novo projeto do Complexo Esportivo de Jamsil, que abrange diversas instalações esportivas e edifícios adjacentes ao estádio, totalizando uma área de quase 160.000 metros quadrados. Após o encerramento do prazo no início deste mês, o júri anunciou o consórcio formado pelo escritório NOW Architects, em colaboração com a NBBJ e a SAMOO, como o vencedor do concurso.
Arena das Dunas, Brasil por Populous. Imagem cortesia de Populous
Sendo um setor formado por profissionais da criação, o mercado do design é constantemente repensado e remodelado por processos de reinvenção e experimentação. Raramente contentes com as inovações de ontem — seja em softwares de modelagem ou em materiais de construção —, profissionais da arquitetura buscam naturalmente caminhos estratégicos para obter o máximo de vantagem tanto na obra quanto nos negócios. Adotando justamente essa abordagem criativa diante do desafio de aprimorar arenas esportivas no curto intervalo entre as temporadas dos times, a Populous, líder de mercado em arquitetura esportiva sediada em Kansas City, Populous lançou recentemente um serviço autônomo. A iniciativa aproveita as vantagens de eficiência do modelo design-build (projeto e construção integrados) para simplificar e ampliar o processo de modernização de estádios, sem causar qualquer impacto na experiência dos torcedores.
Como proposta para o concurso do The Arbour — um novo edifício acadêmico para o campus do George Brown College na orla do Lago Ontário, em Toronto —, o escritório Provencher_Roy, sediado em Montreal, revelou seu projeto de um edifício adaptável em madeira engenheirada capaz de crescer e se transformar com o tempo.
Utilizando um sistema estrutural de treliças alternadas que divide o edifício em células modulares com 8,4 metros de altura, 17,4 metros de largura e 40 metros de comprimento, a equipe de projeto explica que os elementos programáticos sobrepostos podem ser reorganizados conforme a necessidade. Desse modo, salas de aula e auditórios com pé-direito duplo podem ser convertidos em quadras de basquete ou escritórios integrados sem pilares por meio do rearranjo das lajes de madeira laminada cruzada (CLT), modificáveis sem comprometer o restante da estrutura.
Vizinho à Grand Central Station, o edifício de escritórios da Company no número 335 da Madison Avenue conta com uma das localizações mais cobiçadas de Midtown Manhattan. Responsável pela reforma completa do átrio e dos pavimentos de escritórios do edifício, o escritório nova-iorquino SHoP Architects revelou uma série de renderizações internas que mostram seus planos para o espaço corporativo de fácil acesso.
A equipe global de arquitetura da Benoy anunciou o projeto do Hangzhou Canal Art Center — um novo polo sustentável para eventos culturais locais e exposições de arte. Localizado no distrito de Gongshu, uma área em revitalização em Hangzhou, na China, o centro de arte ocupará o antigo terreno de uma usina termoelétrica.
Por que nos lembramos de edifícios, lugares e experiências? Mesmo um local visitado na infância pode evocar emoções que nos impactam por meio das memórias que gera. Angela Brooks e Larry Scarpa explicam que o trabalho do escritório Brooks + Scarpa Architects busca deixar uma impressão duradoura, mesmo a partir de um breve encontro. “Tentamos deixar algo para trás”, diz Scarpa, “algo enraizado na memória das pessoas, que permaneça com elas.”
Agraciado pelo júri deste ano com o Leão de Ouro de melhor participação nacional, o Pavilhão Suíço desafia ativamente a representação convencional ao explorar um ponto de contato específico entre arquitetura e sociedade: a visita residencial.
À medida que os carros autônomos começam a circular por nossas ruas e as empresas de tecnologia expandem sua influência muito além das telas de nossos computadores e smartphones, uma nova geração de profissionais de arquitetura assume o desafio de imaginar como empregar a tecnologia de amanhã de maneiras que possam aprimorar e fazer avançar o ambiente construído. Com o transporte autônomo, a realidade virtual e aumentada e a inteligência artificial prometendo ferramentas sem precedentes para revolucionar a infraestrutura humana em um futuro que já não parece tão distante, as capacidades atuais de coleta e análise de dados já transformaram nossa habilidade de compreender tendências em uma escala antes inimaginável.
Tirando o máximo proveito das capacidades da ciência de dados moderna e da tecnologia robótica semiautomatizada atualmente implantada em ambientes industriais pelo mundo, o estudante de mestrado Stanislas Chaillou, da Harvard GSD, imagina como as novas tecnologias de hoje poderiam ajudar a realizar a antiga ambição arquitetônica de criar edifícios flexíveis, capazes de se adaptar a usos variáveis.
Devido à sua natureza barulhenta, ousada e noturna, os shows de rock costumam ser realizados em bares escuros e casas noturnas projetadas para resistir à agitação de fãs e de artistas que quebram guitarras. No entanto, à medida que bandas e artistas conquistam seu público, acabam migrando de porões úmidos de cerveja para teatros prestigiados, anfiteatros ao ar livre, arenas e estádios. Tanto para artistas quanto para fãs de música, tocar ou assistir a um show em um espaço como o Carnegie Hall, o Royal Albert Hall, o Madison Square Garden ou o Red Rocks Amphitheatre, no Colorado, pode ser uma oportunidade memorável e única na vida, que une o poder sublime que a grande música e a arquitetura podem evocar. Por mais raras que sejam essas oportunidades, um grupo exclusivo de nomes icônicos da música conseguiu alcançar um patamar de prestígio ainda maior ao organizar apresentações únicas em meio aos sítios históricos mais valiosos da humanidade — da Acrópole e antigas cidades maias ao Coliseu e à Torre Eiffel.
Embora esses shows especiais tenham proporcionado a fãs a chance de vivenciar a história da música de perto, muitos também foram cercados de polêmica, à medida que autoridades locais e residentes manifestaram preocupação com possíveis danos aos locais ou com o uso comercial inadequado de patrimônios culturais tão valiosos. Apesar dessas preocupações legítimas e muitas vezes justificadas, esses oito sítios icônicos sediaram alguns dos shows mais ambiciosos da história da música popular:
O arquiteto Kerem Piker, do escritório Kerem Piker Mimarlık, assina a curadoria do Pavilhão da Turquia deste ano, intitulado Vardiya (O Turno), em parceria com a equipe de curadoria associada, composta por Cansu Cürgen, Yelta Köm, Nizam Onur Sönmez, Yağız Söylev e Erdem Tüzün. Coordenado pela Fundação de Istambul para a Cultura e as Artes (İKSV) e instalado na Sale d’Armi, no Arsenale, o pavilhão funciona como um espaço de encontro, diálogo e compartilhamento de ideias, contando com uma série de videoinstalações projetadas em telas de tecido drapeado, além de uma área de palestras e reuniões concebida para acolher 122 estudantes de arquitetura de todo o mundo, que participarão de workshops, debates e palestras de destaque no local.
Como parte da segunda Trienal de Arte e Arquitetura de Bruges, o protótipo de pavilhão do escritório Marc Fornes / THEVERYMANY, intitulado nonLin/Lin, foi retirado do depósito e exposto ao público pela primeira vez. Encomendado e exibido pela primeira vez em 2011 pelo FRAC Centre em Orleans, na França, o trabalho explora a ascensão da geração de formas computacionais. A obra passará o verão instalada na nave do Grootseminarie, uma abadia cisterciense do século XVII que abriga uma exposição com curadoria de Abdelkader Damani intitulada Liquid Architectures.
Oito locais da lista de monitoramento de 2018 (World Monuments Watch), do World Monuments Fund, receberam US$ 1 milhão em financiamento da American Express para apoiar iniciativas urgentes de preservação e restauração. Os locais foram selecionados com base em sua vulnerabilidade a ameaças específicas, como desastres naturais, mudanças climáticas ou dinâmicas sociais, como a urbanização, que os deixaram negligenciados.
Neste período de férias, uma nova turma de aspirantes à arquitetura se prepara para iniciar sua trajetória no design em escolas de arquitetura pelo mundo todo. Ingressar em um ambiente de ateliê pela primeira vez traz um conjunto empolgante de novos desafios criativos; contudo, esse fascinante universo da arquitetura muitas vezes pode ser difícil de prever para quem ainda vai começar a jornada, fazendo com que os/as novos/as estudantes se sintam despreparados/as e ansiosos/as no primeiro dia de aula.
As escolas de arquitetura e os/as estudantes que as frequentam mantêm uma relação particularmente única e interessante entre edifício e usuário. Os/as estudantes de arquitetura valorizam os edifícios de suas escolas não apenas por oferecerem o valioso espaço de trabalho necessário para o desenvolvimento de projetos de ateliê, mas também como um exemplo e modelo de edifício em uso. Por serem os locais onde se aprende pela primeira vez a ler e compreender a arquitetura, as escolas de design tornam-se ferramentas pedagógicas em escala real que ajudam os/as novos/as designers a compreender a estrutura, os detalhes, o comportamento e a interação dos materiais, além de muitos outros conceitos fundamentais da disciplina. Embora o escrutínio de estudantes e do corpo docente possa ser exaustivo, arquitetos/as assumiram o desafio de criar obras de arquitetura envolventes que não apenas atendem às necessidades específicas de uma escola, mas também assumem o papel pedagógico de educar pelo exemplo.