Editora de Community & Content no ArchDaily. Bacharel em Arquitetura de Interiores e Mestre em Desenvolvimento de Produtos e Negócios. Nascida e criada em Beirute, Líbano.
EXMURO arts publics e a Ville de Québec inauguraram a 8ª edição do evento anual de arte PASSAGES INSOLITES, um circuito artístico por Quebec que apresenta mais de 20 intervenções urbanas inusitadas de artistas locais e internacionais. O evento acontece de 26 de junho a 11 de outubro de 2021, com foco em reimaginar a malha urbana e transformar a forma como vemos a cidade e seus marcos históricos.
Intitulado "The Green Arch", o pavilhão belga na Expo 2020 Dubai destaca o surgimento de cidades verdes conectadas através de seu conhecimento industrial, tecnológico e científico. O pavilhão, que faz parte do distrito da Mobilidade da exposição, consiste em um monólito floral em forma de arco que combina o "romantismo latino no campo da arte e a precisão técnica anglo-saxônica nos ramos industriais". O pavilhão foi projetado pelos escritórios de arquitetura belgas ASSAR ARCHITECTS e Vincent Callebaut Architectures, e será representado pela BelExpo, um departamento autônomo do Ministério da Economia da Bélgica.
Em um concurso organizado pelo Aeroporto de Shenzhen, Rogers Stirk Harbour + Partners (RSHP) e China Northeast Architectural Design & Research Institute (CNADRI) venceram a competição para projetar o Terminal 4 do Aeroporto Internacional de Bao’an em Shenzhen, na China. O projeto vencedor propõe um novo edifício de 400.000 m² integrado à infraestrutura de transporte existente e a novas conexões, além de criar um espaço que promove a interação e o bem-estar dos passageiros, mantendo um ambiente seguro no cenário pós-pandemia.
"E se o ambiente construído pudesse ser uma solução para a crise climática, em vez de parte do problema? E se os edifícios pudessem agir como árvores – capturando carbono, purificando o ar e regenerando o meio ambiente?" Em resposta a essas questões, Skidmore, Owings & Merrill (SOM) propôs o Urban Sequoia, um conceito arquitetônico inspirado no ecossistema, apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2021 em Glasgow - COP26. O projeto propõe “florestas de edifícios" que sequestram carbono e produzem biomateriais, criando um novo ambiente urbano ecológico e resiliente.
Open House por Framlab. Imagem cortesia de Framlab
O projeto residencial tornou-se um verdadeiro desafio. Seja pela crise habitacional e suas repercussões, pela crescente consciência ambiental ou pelo fato de as pessoas passarem mais tempo dentro de suas moradias, arquitetos e arquitetas agora se concentram no desenvolvimento de projetos que vão além da casa típica e que oferecem respostas a questões como: como profissionais de arquitetura podem oferecer privacidade e conforto aos moradores e, ao mesmo tempo, manter a conexão com o exterior? E de que forma esses espaços podem atender às necessidades espaciais e funcionais de todos os membros da família, especialmente quando as fronteiras entre trabalho, lazer e descanso se tornam difusas?
De um complexo habitacional inspirado em Matrix na Arábia Saudita à primeira estrutura de aço impressa em 3D do mundo para casas modulares na Sardenha, esta seleção de projetos residenciais não construídos demonstra como arquitetos e arquitetas vêm reimaginando a tipologia residencial tradicional, investigando como essas estruturas podem atender aos usuários, ao local e ao meio ambiente. Esta seleção também inclui projetos nos Países Baixos, na Sibéria, na Suécia e na Itália.
The Urban Conga colaborou com o HIVE Public Space e a Long Island City Partnership em uma nova intervenção urbana intitulada "Ribbon", uma instalação vibrante e interativa para que as pessoas se conectem, compartilhem e aprendam sobre as experiências umas das outras em Long Island City, Nova York. Cada unidade inclui peças cinéticas giratórias que refletem o entorno e revelam diferentes notas de amor escritas por residentes locais para a cidade.
Durante sua residência no Civitella Ranieri / WOJR Architecture Prize, Alejandro Haiek revelou imagens de "Industries of Nature", a premiada narrativa artística que explora o contexto e o entorno do castelo de Civitella e observa como a natureza e a indústria trabalham em paralelo para formar a paisagem tradicional da Úmbria. A intervenção foi apresentada não como um objeto de arte, mas como a documentação de uma troca dinâmica entre narrativas, topografias e recursos compartilhados, integrando a comunidade de artistas de Civitella Ranieri a agricultores locais, técnicos em robótica automotiva, engenheiros/as e produtores/as.
O escritório MAD Architects deu início às obras do One River North, um edifício residencial de 16 pavimentos que apresenta uma trilha natural descendente esculpida em sua fachada. O projeto busca "atenuar os limites entre o ambiente construído e o natural" com mais de 1.200 m² de espaços ao ar livre, um espelho d'água e caminhos semelhantes a trilhas que ecoam o relevo diverso do Colorado. A previsão de conclusão da obra é para o final de 2023.
Na 17ª Bienal de Veneza, o Pavilhão da Albânia apresenta, sob o tema "Em nossa casa", o impacto da compreensão das relações de vizinhança no ambiente construído. Com curadoria de uma equipe de quatro profissionais da arquitetura — Fiona Mali, Irola Andoni, Malvina Ferra e Rudina Brecani —, a exposição ocorrerá de 22 de maio a 21 de novembro de 2021 no espaço externo do Arsenale, Pavilhão 2.
Plano Diretor de Davenport. Imagem cortesia de Downtown Davenport Partnership
O escritório WXY Studio firmou uma parceria com a Downtown Davenport Partnership (DDP) para desenvolver o Davenport 30: A Resilient City, um novo plano diretor que visa criar uma cidade sustentável e inclusiva, reconectando seus habitantes aos bairros vizinhos. A proposta do premiado escritório de arquitetura e desenho urbano foca na revitalização do tecido urbano da cidade para transformá-la em um polo de inovação para negócios, entretenimento e lazer, priorizando a saúde da população.
Em nosso mundo cada vez mais urbanizado, tudo e todos adotaram um estilo de vida nômade. Novas restrições ambientais e sociais forçaram as pessoas a adotar um comportamento em constante movimento, a ponto de quase tudo ganhar rodas — até mesmo os edifícios. No entanto, diante da ascensão de debates como “a humanidade está sendo substituída por robôs?” e “a tecnologia está assumindo o controle?”, a mobilidade urbana tem ajudado a garantir o acesso à moradia, à saúde e à educação em locais com condições de extrema vulnerabilidade.
Com o objetivo de lançar luz sobre atividades móveis que prosperam globalmente, o Institut pour la Ville en Mouvement (Instituto da Cidade em Movimento), sediado na França, é uma organização que vem enfrentando os desafios impostos pela mobilidade urbana e contribuindo para o surgimento de soluções inovadoras. Em uma série de vídeos curtos no YouTube (clipes), a organização convidou especialistas das áreas de arquitetura, urbanismo e tecnologia para compartilhar suas perspectivas sobre o futuro da mobilidade urbana.
O ambiente construído no Extremo Oriente asiático vem desafiando paradigmas por meio de empreendimentos urbanos focados nos princípios de sustentabilidade, comunidade e design centrado no usuário. Diante das preocupações com bairros de alta densidade e a degradação de paisagens naturais, profissionais da arquitetura da região compreenderam que projetar para o futuro exige mudar a perspectiva sobre empreendimentos puramente financeiros e de estratégias insustentáveis, substituindo-os por estruturas que priorizam o usuário e o meio ambiente.
De um hotel com vista panorâmica contínua na orla das Filipinas a um memorial emocionante inspirado pela chuva na Coreia do Sul, esta seleção de projetos não construídos demonstra como equipes de arquitetura integraram a cultura, a história e a geografia singular do Extremo Oriente a propostas contemporâneas, resultando em projetos de vanguarda. Esta compilação também inclui projetos na China, no Vietnã, na Indonésia e em Hong Kong.
Intitulado "In Our Home", o pavilhão da Albânia na 17ª Mostra Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia exibe o impacto que a convivência com os vizinhos tem no ambiente construído. Com curadoria de uma equipe de quatro arquitetos/as — Fiona Mali, Irola Andoni, Malvina Ferra e Rudina Brecani —, o pavilhão estará em exibição na Outdoor Arena nº 2 do Arsenale de 22 de maio a 21 de novembro de 2021.
A reabilitação de Porta Volta, realizada pelo escritório Herzog & de Meuron, resgata temas do urbanismo e da arquitetura milaneses que definiram o tecido urbano da cidade ao longo dos anos. O projeto foi desenvolvido a partir de uma profunda análise histórica do local — uma área que remonta ao século XVI e preserva vestígios do período em que os romanos definiram os limites da cidade. O/A fotógrafo/a de arquitetura Bahaa Ghoussainy registrou a estrutura de inspiração lombarda do Herzog & de Meuron, destacando sua releitura modernizada da arquitetura histórica.
O arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels uniu-se aos especialistas em tecnologia imobiliária Nick Chim e Roni Bahar para fundar a Nabr——uma nova empresa de habitação que oferece a residentes apartamentos personalizáveis e sustentáveis em escala, com opção de aquisição de propriedade. A startup de tecnologia imobiliária desenvolveu seu primeiro projeto, o SoFA One, no coração do distrito cultural de South of First Area (SoFA), no Vale do Silício, em San José. Os/as futuros/as moradores/as podem usar a plataforma digital da Nabr para personalizar seu próprio espaço exclusivo, com uma variedade de opções de design e financiamento à disposição.
noa* network of architecture revelou o protótipo de um Centro de Cultura e Comunidade (CeCuCo) que questiona "que forma assume a flexibilidade, como a natureza pode ser integrada ao projeto e até onde vai o papel do/a arquiteto/a, na crença de que um projeto só funciona quando as pessoas o tornam seu". O centro é um projeto de pesquisa que explora como criar espaços flexíveis e multifuncionais sem um contexto fixo, dando à comunidade a oportunidade de decidir, agir e circular no interior da arquitetura.
Pavilhão da Espanha. Imagem Cortesia do Pavilhão da Espanha
Apesar do adiamento de um ano e das rígidas restrições decorrentes da pandemia, a 17ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza chegou ao fim registrando mais de 300 mil visitantes, superando a edição anterior. Com o tema "Como viveremos juntos?", a edição de 2021 do evento reuniu 112 participantes e 60 representações nacionais vindos de 46 países, distribuídos pelos Giardini, pelo Arsenale e pelas ruas de Veneza de 22 de maio a 21 de novembro de 2021. O pavilhão dos Emirados Árabes Unidos, Wetland, com curadoria de Wael Al Awar e Kenichi Teramoto, levou o Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional por apresentar uma alternativa contextual inovadora ao cimento, um dos principais emissores de dióxido de carbono do mundo.