Ankitha Gattupalli

Arquiteta e escritora indiana engajada na interseção entre espaços, ecologias e comunidades.

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Branded Residences: combinando hospitalidade de luxo com arquitetura residencial

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As paisagens urbanas metropolitanas trazem consigo o apelo da sofisticação, do luxo e da exclusividade. Seus horizontes cintilantes e sua energia vibrante atraem, anualmente, milhares de turistas e residentes em busca de experiências sofisticadas. Para atender a esse mercado, diversas marcas de renome e empresas do setor imobiliário se uniram para oferecer "branded residences" – uma tipologia moderna que transforma o viver com serviços de hotel em um privilégio cotidiano.

A origem do conceito de branded residences remonta a quase um século, mais precisamente a 1927, quando o Sherry-Netherland Hotel and Apartments, em Nova York, uniu forças ao famoso restaurante Sherry's. Na última década, essa tendência registrou um crescimento de 230%, com mais de 580 empreendimentos de 133 marcas diferentes, totalizando quase 100.000 unidades residenciais implantadas em todo o mundo. O motor dessa demanda vai além da estética e da imponência arquitetônica. Serviços e comodidades de padrão internacional, como spas, academias, cinemas privativos e serviços de concierge oferecidos por condomínios residenciais de luxo, reforçam uma sensação de exclusividade e indulgência.

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Lições de Los Angeles: O caminho dos Estados Unidos para regulamentar as unidades habitacionais acessórias

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Cidades nos Estados Unidos estão adotando as Unidades Habitacionais Acessórias (ADUs, na sigla em inglês) para enfrentar a crise habitacional que afeta o país. Frequentemente construídas em lotes de residências unifamiliares já existentes, as ADUs oferecem uma alternativa acessível para aumentar a oferta de moradia em bairros consolidados. Contudo, assim como ocorre com qualquer novo desenvolvimento habitacional, uma regulamentação eficaz é fundamental para que haja uma ampla adoção. Los Angeles despontou como um laboratório urbano no uso de ADUs para mitigar seu déficit habitacional, oferecendo lições valiosas para outras cidades. A experiência do município evidencia os desafios de se estabelecer uma regulamentação, ao mesmo tempo em que promove os benefícios dessas unidades como uma solução de moradia acessível.

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Investir em bem-estar: como espaços de trabalho saudáveis impulsionam a produtividade e o lucro

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Para além da estética, o design dos nossos locais de trabalho afeta diretamente a nossa saúde. Estudos revelam uma relação direta entre a má qualidade da iluminação e o acesso limitado a vistas externas com o aumento de licenças médicas. Políticas de ambientes livres de fumo têm se mostrado comprovadamente eficazes, reduzindo a prevalência do tabagismo em 3,8% e diminuindo o consumo diário de tabaco em expressivos 3,1 cigarros por fumante ativo/a. Os ambientes de trabalho podem promover o bem-estar ou ser prejudiciais a ele. O design consciente de escritórios é capaz de integrar aspectos de saúde aos espaços para cultivar o bem-estar físico, mental e social.

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Neurociência e Arquitetura: Projetando para a Experiência Humana

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Projetar para a experiência humana tem estado no centro das intenções e motivações por trás do trabalho de arquitetos/as. Embora os processos tradicionais se mostrem benéficos, o setor busca superar limites para encontrar oportunidades de colaboração com outras áreas do design e de outros campos do conhecimento. Novas abordagens têm surgido a partir de colaborações entre arquitetos/as e designers de serviço, ou mesmo psicólogos/as, para criar espaços mais centrados nas pessoas. Uma nova interseção vem chamando a atenção de profissionais, impulsionada em especial por uma recente instalação sobre neuroarquitetura no Salone del Mobile. O ArchDaily detalha o escopo e o potencial dessa nova disciplina com Federica Sanchez, arquiteta e pesquisadora de neurociência no escritório italiano Lombardini22, responsável pela reestruturação do Salone.

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O custo oculto de carbono dos retrofits climáticos

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A constante evolução das condições urbanas exige a transformação do ambiente construído, e os retrofits têm sido um mecanismo fundamental para permitir que os edifícios se adaptem e respondam a novas necessidades. Diante das preocupações ambientais globais, os retrofits climáticos tornaram-se uma estratégia popular para modernizar edificações com base na melhoria da eficiência operacional. Planos globais de descarbonização têm inclusive defendido retrofits em escala urbana, como no caso de Londres, para atingir metas municipais. Embora essas intervenções reduzam significativamente o consumo de energia, elas costumam trazer um custo oculto: o carbono incorporado nos materiais de retrofit e o potencial de geração de resíduos no futuro.

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Design Passivo e Ilhas de Calor Urbanas: Estratégias dos Emirados Árabes Unidos e da Índia

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À medida que as temperaturas globais se elevam, os impactos das ilhas de calor urbano — outrora consideradas uma ameaça invisível — tornam-se cada vez mais pronunciados e perigosos. A despeito dessa ameaça crescente, o espaço público, que constitui cerca de 30% das cidades, oferece um imenso potencial para proporcionar alívio contra o calor sufocante e introduzir novas oportunidades para fortalecer os esforços de resiliência urbana. Diante do aumento das temperaturas globais, cidades em regiões como os Emirados Árabes Unidos e a Índia enfrentam desafios sem precedentes para manter seus espaços urbanos habitáveis.

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O renascimento da terracota na arquitetura de Nova York: 4 projetos contemporâneos no skyline da cidade

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O horizonte de Nova York narra a longa relação da região com a inovação e o estilo arquitetônico. Entre os diversos materiais que revestem o ambiente construído da cidade, a terracota assume uma relevância singular. Esse material à base de argila foi um elemento marcante em edifícios do final do século XIX até a década de 1920 e, após um breve hiato, experimenta uma retomada no design contemporâneo. Esse resgate presta homenagem ao patrimônio arquitetônico da "Grande Maçã", ao mesmo tempo que lidera um movimento em prol de materiais sustentáveis na metrópole.

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Construindo melhor com dados: o papel das bibliotecas de materiais na arquitetura sustentável

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Durante décadas, a indústria da construção seguiu um ritmo familiar: o projeto vinha primeiro, os materiais vinham depois. A necessidade urgente de edifícios sustentáveis quebrou essa rotina. A seleção de materiais já não é uma consideração tardia, mas sim uma decisão crítica tomada logo no início, com potencial para reduzir drasticamente a pegada ambiental de um projeto. Essa mudança é ainda mais crucial diante do apetite da indústria da construção por matérias-primas — impressionantes 3 bilhões de toneladas extraídas anualmente. Para navegar por esse novo cenário, as bibliotecas de materiais digitais e as avaliações orientadas por dados surgem como ferramentas poderosas, criando uma cultura na qual a materialidade assume o papel central para moldar um ambiente construído mais sustentável.

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Vida urbana nos Estados Unidos: como empreendimentos residenciais exclusivos estão redefinindo a casa própria

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Novos empreendimentos, empresas e startups do setor imobiliário estão transformando as percepções e necessidades em torno da casa própria e das experiências de locação. Em uma sociedade na qual a propriedade imobiliária é associada ao sucesso pessoal, as inovações no mercado de aluguel residencial buscam aumentar a atratividade da locação. As mudanças nas demandas dos consumidores estão impulsionando uma tendência de modelos de moradia exclusivos e focados na comunidade. Essa transição está redefinindo a forma como as pessoas enxergam seus espaços de convivência, interagem com suas comunidades e percebem o valor de seus lares.

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Modernismo regional em Bangladesh: a arquitetura de Muzharul Islam

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Para o subcontinente indiano, meados do século XX marcaram um período de transformação, repleto de turbulências e esperança. Ao se libertarem de um século de domínio britânico, a Índia e os recém-formados Paquistão e Bangladesh apegaram-se a uma visão otimista de uma sociedade transformada. A recente independência abriu caminho para que o movimento modernista internacional projetasse uma nova identidade para as nações. Na vanguarda desse movimento em Bangladesh estava o arquiteto Muzharul Islam, cujo trabalho continua a influenciar a arquitetura contemporânea do país.

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Barreiras ao BIM: Por que a cultura da construção na Índia retarda a adoção de tecnologia

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Apontado como a nova era da construção, o Building Information Modeling (BIM) conquistou a atenção global com sua promessa de coordenação fluida, orçamentos reduzidos e novos patamares de eficiência. No entanto, no cenário da construção civil na Índia, a adoção dessa tecnologia revela uma história mais complexa, marcada por barreiras culturais e limitações técnicas.

"A maior barreira não é a tecnologia, mas sim a cultura de planejamento", explica Rahul Bahl, Diretor Executivo da Krishna Buildestates Pvt Ltd, destacando o que talvez seja o desafio mais fundamental do BIM na Índia. "O BIM exige que cada detalhe seja definido antes do início da construção, desde a localização dos interruptores elétricos até os acabamentos finais. Na Índia, costumamos iniciar as obras apenas com a estrutura bruta resolvida e passamos os meses seguintes aplicando engenharia de valor ao longo do processo."

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A Cidade como Interface: Como as Cidades Legíveis Repensam o Wayfinding Através do Design de UX

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Disciplinas de design, como o de experiência do usuário (UX), evoluíram para se destacar na criação de experiências que tornam as interfaces digitais navegáveis. Elas alcançam esse objetivo por meio de uma compreensão profunda das necessidades do público usuário e pelo mapeamento de suas jornadas com atenção meticulosa aos detalhes. A cidade representa uma interface física vivenciada por uma diversidade de público — habitantes, turistas, pessoas de várias idades e gêneros, cada qual experimentando-a de forma única. Em uma época em que as interfaces digitais são projetadas para proporcionar experiências fluidas e sem atrito, por que muitas cidades continuam difíceis de navegar?

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Arquitetura biofílica sem plantas: design invisível para o bem-estar

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Compreensivelmente, o termo "biofilia" evoca imagens de edifícios tomados por vegetação e integrados a paisagens naturais. No discurso arquitetônico moderno, o conceito passou a ser associado à incorporação de vegetação aos ambientes construídos; no entanto, tais aplicações representam apenas uma fração do verdadeiro escopo do design biofílico. Sem dúvida, a natureza desempenha um papel central no design biofílico. Contudo, sua influência se estende a estratégias frequentemente negligenciadas que envolvem a configuração espacial e os padrões ambientais. A biofilia "invisível" frequentemente resulta em impactos positivos na saúde de quem ocupa o espaço, atuando de maneira profunda sob a superfície.

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Co-projetando com a natureza: como as comunidades estão se tornando guardiãs da biodiversidade urbana

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O desfiladeiro de concreto da Degraves Street, em Melbourne, já foi um corredor de serviço árido e funcionalmente obscuro. Hoje, a ruela estreita pulsa com vida que vai muito além de seus famosos cafés. Gramíneas nativas caem em cascata de floreiras cuidadosamente posicionadas, enquanto pequenos arbustos criam microclimas refrescantes. Desafiando os modelos tradicionais de design ecológico, as abordagens à biodiversidade lideradas pela comunidade convidam a uma reimaginação de como arquitetos/as, urbanistas e comunidades colaboram para desenvolver futuros urbanos biodiversos.

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Construir de Forma Apropriada: Brinda Somaya sobre Conectar Gerações da Arquitetura Indiana

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A trajetória de Somaya na arquitetura atravessou as eras do pós-colonialismo à globalização na Índia, conectando gerações de práxis. Ao longo desses períodos, ela manteve um conjunto de valores fundamentais. "Sempre tive clareza sobre minha sensibilidade projetual, que não se trata de estilo ou de impressionar as pessoas. Minha abordagem se concentra na geografia do local, na etnia e na cultura das pessoas que usarão o edifício", compartilha ela em conversa com o ArchDaily. Seus projetos são marcados por um espírito de celebração — do artesanato, da história, da cultura, do clima e da paisagem.

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Segurança desde o Projeto: Como arquitetos/as e a ciência forense repensam a segurança em diferentes escalas

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"A praça pública e a infraestrutura cívica são a linha de frente contra esse tipo de ataque", proclamou o/a então presidente do American Institute of Architects, Thomas Vonier. As décadas decorridas desde o 11 de setembro e a violência em massa pressionaram as cidades, tanto nos Estados Unidos quanto globalmente, a reconsiderar o significado de "segurança". Trata-se de barreiras, balizadores e vigilância? Ou de confiança, visibilidade, evidências e resiliência? Diversos projetos enfrentam essas questões em diferentes escalas para demonstrar como a arquitetura e o pensamento forense podem, coletivamente, proteger as comunidades e a vida cívica.

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Do protótipo ao progresso: como modelos de habitação sustentável em pequena escala estão moldando o nosso futuro

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O desenvolvimento imobiliário tradicional segue um modelo arriscado: projetar, construir em escala real e torcer para que tudo funcione como planejado. Os protótipos de habitação sustentável invertem essa lógica ao criarem microversões funcionais de visões mais amplas. Essa abordagem metódica permite que profissionais de design experimentem novos materiais, tecnologias e sistemas sem os enormes riscos financeiros e ambientais associados ao desenvolvimento em escala real. Protótipos de edifícios sustentáveis funcionam como laboratórios compactos onde teorias podem ser testadas antes de uma implementação mais ampla.

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O legado colonial do concreto no Sul Global

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Torres de concreto dominam a silhueta das cidades asiáticas e africanas — edifícios imponentes que personificam o desenvolvimento. Com acesso às ferramentas e materiais da modernidade industrial, o Sul Global entra no cenário mundial exibindo sua prosperidade. No entanto, no âmago de ambições crescentes, esse material construtivo evoca legados coloniais e economias extrativistas que geram desequilíbrios de poder na esfera geopolítica. A crise climática no horizonte apenas intensifica a complexa relação entre materiais de construção, demandas de sustentabilidade e a soberania de muitos países.

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