
A constante evolução das condições urbanas exige a transformação do ambiente construído, e os retrofits têm sido um mecanismo fundamental para permitir que os edifícios se adaptem e respondam a novas necessidades. Diante das preocupações ambientais globais, os retrofits climáticos tornaram-se uma estratégia popular para modernizar edificações com base na melhoria da eficiência operacional. Planos globais de descarbonização têm inclusive defendido retrofits em escala urbana, como no caso de Londres, para atingir metas municipais. Embora essas intervenções reduzam significativamente o consumo de energia, elas costumam trazer um custo oculto: o carbono incorporado nos materiais de retrofit e o potencial de geração de resíduos no futuro.
Os retrofits prediais costumam focar em duas áreas principais: a envoltória do edifício e os sistemas prediais. Por exemplo, edifícios em climas temperados podem priorizar a redução da perda de calor por meio de isolamento térmico aprimorado, vidros duplos ou triplos e portas isoladas. Essas medidas podem reduzir drasticamente a demanda energética de uma edificação, resultando em menores emissões de carbono operacional e na redução dos custos de aquecimento para as pessoas que as ocupam.








