O episódio de estreia da série do podcast Room For Dreams, produzida em colaboração com a INDX|GLOBAL, apresenta um painel de discussão envolvente focado em materializar o futuro sob a perspectiva da arquitetura indiana e do design. Gravada ao vivo na Milan Design Week 2026 e moderada por Claire Broadka, do designboom, a conversa reúne três nomes visionários da arquitetura: Rachna Agarwal, responsável pelo Studio IAAD e Zoera; Vaibhav Dimri, sócio-fundador da Anagram Architects; e Dinesh Panwar, da Urbanscape Architects.
Como um direito humano fundamental, a inclusão exige que todas as pessoas — independentemente de sua origem, habilidades ou circunstâncias — sejam reconhecidas e respeitadas, com igual acesso aos mesmos recursos e oportunidades. Para muitas pessoas com deficiência e seus cuidadores e cuidadoras, os banheiros acessíveis ainda deixam de oferecer o que há de mais essencial: um local seguro, privado e digno para a troca assistida. Embora muitas instalações cumpram as normas de acessibilidade da ADA e do ICC, os layouts de banheiros convencionais frequentemente não acomodam usuários e usuárias que necessitam de mais espaço, tempo e apoio de assistência. Essa lacuna tem contribuído para a crescente adoção de trocadores para adultos, instalações que expandem a acessibilidade para além dos requisitos convencionais de banheiros e respondem a necessidades que os equipamentos padrão não conseguem atender.
Bread & Heart Festival 2026. Imagem cortesia de Bread & Heart Festival
Algo tem acontecido em Tirana para o qual o mundo da arquitetura ainda não encontrou uma linguagem adequada. Em questão de poucos anos, uma cidade com menos de um milhão de habitantes, em um dos países menos conhecidos da Europa, tornou-se o cenário de uma extraordinária concentração de ambição arquitetônica — um lugar onde escritórios que raramente trabalham na mesma cidade, quanto mais na mesma década, estão construindo simultaneamente, e onde as questões que preocupam a arquitetura contemporânea parecem surgir com uma urgência incomum.
A segunda edição do Bread & Heart Festival, realizada em Tirana de 3 a 5 de junho, reuniu mais de duzentos/as arquitetos/as, urbanistas, incorporadores/as e profissionais de toda a Europa, Américas, Ásia e outras regiões para discutir as "Paisagens de Abundância" (Landscapes of Abundance), um tema estruturado em torno da premissa curatorial de passar do retrato à paisagem, do edifício individual ao território como um todo. O público reunido ali seria difícil de replicar em qualquer outro momento do calendário da arquitetura: Francis Kéré, Jeanne Gang, Sumayya Vally, Pierre de Meuron, Bjarke Ingels, Reinier de Graaf, Stefano Boeri, Kersten Geers, Benedetta Tagliabue, Ma Yansong, entre outros/as.
Soporte oculto para vigas - CBH. Image Cortesía de Simpson Strong Tie
No campo da arquitetura, a madeira foi um dos primeiros materiais utilizados pelos seres humanos na construção, evoluindo e enfrentando diversos desafios ao longo dos anos. Desde a incorporação de novas tecnologias nos processos de produção industrial até técnicas e materiais ancestrais reinterpretados de forma contemporânea, a construção em madeira continua despertando interesse entre profissionais de arquitetura e design. Para além de sua versatilidade, resistência, aparência e sustentabilidade, a madeira laminada cruzada, conhecida como CLT, apresenta um cenário promissor para o futuro da indústria.
Após duas semanas empolgantes de indicações, o público do ArchDaily avaliou 455 projetos e selecionou os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China. Profissionais da arquitetura e entusiastas participaram do processo de indicação, escolhendo projetos que exemplificam o que significa impulsionar a arquitetura rumo ao futuro. Estes finalistas são as obras que mais inspiraram o público do ArchDaily, revelando também o rumo ascendente da arquitetura chinesa.
Entre os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China 2026, observa-se um deslocamento gradual de foco: de edifícios públicos de grande escala para a revitalização rural, espaços públicos comunitários, a exploração de novas tipologias escolares e espaços internos de pequena escala. Há uma atenção cada vez maior voltada às necessidades individuais e às experiências de vivência, bem como aos espaços circundantes. Também podemos notar como diferentes escritórios respondem às demandas das cidades e de seus usuários e usuárias durante este período de transição no mercado imobiliário.
Antes de apresentarmos a lista de finalistas, gostaríamos de destacar os valores que norteiam este prêmio. Sendo a maior plataforma de arquitetura do mundo, temos plena consciência de nossa responsabilidade perante a profissão e o avanço da arquitetura como disciplina. Como nossa missão está diretamente ligada à arquitetura do futuro — inspirando e educando as pessoas que desenharão o tecido urbano do amanhã —, a confiança que nosso público deposita em nós para traduzir as tendências arquitetônicas de todas as partes do mundo gera desafios que assumimos com entusiasmo. O prêmio Building of the Year, com sua votação democrática e processo centrado nas pessoas, constitui um dos pilares fundamentais da nossa resposta a esses desafios, com o objetivo de romper hierarquias consagradas e barreiras geográficas. Apresentamos a seguir os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China 2026. O período de votação acontece de 8 a 15 de abril de 2026, encerrando-se às 23h59 (horário de Pequim). Os projetos vencedores serão anunciados em 16 de abril de 2026. Clique aqui para ver todos os detalhes e saber como votar.
Em cidades de todo o mundo, a arquitetura se desdobra continuamente na escala das pessoas e das comunidades — não apenas por meio de novos edifícios, reformas ou obras monumentais. Os "terceiros espaços" são especialmente reveladores. Considere o universo culinário à beira da calçada: a forma como sentar-se, servir e permanecer ocupa o limite da rua frequentemente revela os códigos culturais e os hábitos espaciais de uma cidade. Que formas de alimentação e habitação surgiram em resposta ao clima local, às regulamentações e aos costumes sociais — e como elas evoluíram ao longo do tempo?
Em partes da Europa, por exemplo, o al fresco na Itália e o en terrasse na França denominam formas culturalmente específicas de comer em público, trazendo a refeição para o campo urbano — em sintonia com o clima, o ar livre e a sociabilidade passiva de observar quem passa. Desde a COVID-19, Nova York expandiu de forma semelhante as refeições ao ar livre, refletindo um desejo impulsionado pela comunidade de interagir com a paisagem da rua enquanto se come — um "terceiro lugar" cotidiano, ao nível da rua, inserido em uma metrópole densa.
Lançada em setembro de 2024, a série Redescobrindo o Modernismo na África somou-se a um interesse global crescente sobre o tema. Anteriormente sub-representada nos debates arquitetônicos, a produção de arquitetos/as e pesquisadores/as no continente e no exterior tem se dedicado a contar a história dessas obras modernas de alta qualidade. Esses edifícios representam o esforço de projetistas em criar uma arquitetura adaptada ao contexto local a partir de conceitos e tecnologias globais, coincidindo com grandes transformações políticas à medida que a maioria dos países africanos conquistava sua independência.
Nicolás Valencia conversa com a arquiteta chilena Macarena Cortés, autora de Turismo y Arquitectura Moderna en Chile, um olhar sobre a arquitetura que permitió tornar o Chile um país turístico desde meados dos años trinta por meio da publicidade ferroviária.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093960/hoteis-balnearios-e-trens-a-arquitetura-do-turismo-do-seculo-xx-com-macarena-cortesArchDaily Team
Preservar edifícios históricos exige responder simultaneamente a demandas técnicas, ambientais e regulatórias, mantendo a continuidade material, cultural e simbólica do que já existe. À medida que se consolida o entendimento de que o edifício mais sustentável é aquele que já está de pé, e de que a preservação envolve também o saber construtivo, as tradições materiais e as redes sociais de onde surgiram, essas mesmas edificações são cada vez mais confrontadas com parâmetros contemporâneos rigorosos. Eficiência energética, segurança, redução de emissões de carbono e conformidade normativa tornaram-se referências incontornáveis, colocando a arquitetura diante de uma tensão central: como atualizar o que já existe sem romper a continuidade que sustenta seu valor patrimonial.
Representação artística do sobrevoo lunar da Orion. Imagem via NASA sob licença CC BY-NC-ND 2.0
Era julho de 1969 e os habitantes do planeta Terra estavam prestes a presenciar um momento histórico para a humanidade: a primeira vez que um ser humano pisaria na superfície da Lua a bordo da missão Apollo 11. Após esse marco, a NASA pousou na superfície lunar mais cinco vezes, sendo a última com a Apollo 17, em 1972. Desde então, a humanidade não tentou retornar à Lua — até este ano de 2026, quando lançará a nave espacial Orion como parte da Missão Artemis II. Com lançamento planejado entre fevereiro e abril de 2026, a Orion ainda não levará pessoas para pousar na Lua; em vez disso, fará um voo de sobrevoo para testar softwares e sistemas. Esse teste servirá de base para um pouso humano real no Polo Sul da Lua como parte da Artemis III, previsto para ocorrer entre 2027 e 2028, inaugurando, em última análise, uma nova era no projeto arquitetônico extraterrestre.
Durante grande parte do século XX, a cultura arquitetônica foi moldada pela busca da leveza. Estruturas de aço e peles de vidro reduziram o envelope edificado a uma fina camada que separa o interior do exterior, enquanto as fachadas se tornaram superfícies lisas e contínuas onde as janelas eram recortadas como aberturas precisas em um plano abstrato. No entanto, durante séculos, os edifícios foram concebidos como corpos de massa; as paredes possuíam profundidade, as janelas eram recuadas em alvenarias espessas e o espaço era frequentemente vivenciado como algo esculpido a partir da solidez da construção. Nos últimos anos, diversos projetos contemporâneos parecem revisitar essa antiga lógica espacial, reintroduzindo a espessura como uma condição arquitetônica por meio de aberturas profundas, volumes monolíticos e envelopes pesados.
Essa transição não implica uma rejeição das tecnologias construtivas modernas, tampouco representa um retorno nostálgico a formas históricas. Em vez disso, reflete um interesse renovado na relação fundamental entre material, massa e vazio. Ao reintroduzir a espessura no vocabulário arquitetônico, essas obras reconectam a prática contemporânea a tradições consagradas em que o espaço era indissociável do peso e da profundidade da construção.
A morte é uma certeza, mas sua arquitetura nunca foi estável. Cada época e cultura inventou uma maneira diferente de situar os mortos no mundo (perto ou longe, visíveis ou resguardados, monumentais ou quase anônimos), e essas escolhas sempre carregaram um peso social e político. É nos cemitérios que esse peso se torna legível no espaço, transformando crenças e regulamentações em limites, trajetórias e nomes.
Nesse sentido, o cemitério se comporta como um exercício de fazer cidade. Ele exige acessos, limites e uma ordem interna capaz de crescer sem perder a clareza. Depende tanto do manejo do solo e da água quanto do simbolismo, e tanto da administração quanto da forma. Contudo, o seu verdadeiro desafio arquitetônico é tornar legível um território vasto e em constante evolução, preservando ao mesmo tempo a intimidade da visita. Os nomes precisam ser localizáveis; os percursos devem permanecer claros; as árvores crescem, os caminhos mudam, as pedras sofrem a ação do tempo, os registros se acumulam. O que parece estático é, na prática, um sistema vivo projetado para ser usado e revisitado muito tempo após a dor inicial do luto ter passado.
Ao explorar a arte da robótica na construção, os avanços nas tecnologias arquitetônicas moldam cada vez mais múltiplos aspectos da vida humana. De braços robóticos e drones a robôs que se movem por grandes superfícies e até robôs de impressão 3D, seu uso na construção civil acelera a pesquisa e o desenvolvimento de novos métodos de trabalho, além da experimentação estrutural e material. Em colaboração com múltiplas disciplinas e abrangendo diversas facetas da arquitetura, o papel dos robôs no cenário contemporâneo demonstra um potencial que vai muito além da mera automação de processos ou da redução de tempos e custos de construção. Isso levanta a questão: estamos criando arquitetura para servir à tecnologia, ou tecnologia para servir à arquitetura?
Cientificamente, o vidro é definido como um sólido amorfo, o que significa que seus átomos não estão dispostos em uma estrutura cristalina regular. É por isso que o material é frequentemente descrito como um "líquido congelado no tempo". Essa configuração estrutural explica uma de suas qualidades mais marcantes: a transparência. Sem uma rede cristalina capaz de dispersar a luz, a radiação atravessa o material com pouca interferência. Embora muitas vezes pareça delicada, essa mesma estrutura também permite que o vidro alcance um desempenho mecânico significativo. Por meio de processos industriais como têmpera, laminação e revestimentos especializados, o material pode atingir altos níveis de resistência, segurança e desempenho ambiental.
Conceito: Viver e Trabalhar na Lua. Imagem cortesia da NASA
Após o retorno da Artemis II à Terra, a NASA revelou um novo plano em fases para estabelecer uma base lunar. Embora a maior parte da atenção da mídia tenha se voltado para foguetes, orçamentos e competição geopolítica, uma questão mais sutil pairava em segundo plano para profissionais de arquitetura: como um ser humano pode realmente viver na superfície da Lua e por quanto tempo? O estabelecimento de uma presença humana permanente na Lua marca uma mudança fundamental na exploração espacial que exige um novo paradigma arquitetônico. Em sua apresentação, representantes da NASA sugeriram que a estratégia deixará de lado ambientes altamente restritos e dependentes de veículos em direção a estruturas autônomas, adaptáveis ao local e, eventualmente, permanentemente habitáveis.
A Buildner também anunciou os resultados do Buildner's Unbuilt Award 2025, a segunda edição do concurso que celebra projetos de arquitetura ainda não realizados. Com um expressivo fundo de prêmios de 100.000 EUR, a iniciativa oferece uma vitrine global para que arquitetos/as e designers apresentem suas propostas não construídas mais instigantes, sejam elas conceituais, publicadas, inéditas ou totalmente desenvolvidas.
Quando coberturas se articulam, paredes deslizam e estruturas inteiras respondem a seus/suas ocupantes, algo extraordinário acontece: os espaços arquitetônicos tornam-se componentes ativos dos rituais cotidianos. Esses momentos de abertura, fechamento, deslocamento e transposição espacial ancoram os edifícios no momento presente e exigem um engajamento ativo dos/as usuários/as. A arquitetura deixa de ser apenas um objeto ou monumento para se transformar em uma coreografia de participação.
"Quero começar agradecendo à própria arquitetura." Com essas palavras, o arquiteto chileno Smiljan Radić, o 55º laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura, abriu seu discurso de aceitação na Cidade do México. Ao refletir sobre o que chama de "distrações", ele agradeceu pelos muitos encontros que o acompanharam ao longo de sua vida e prática profissional: da arte, cidades, materiais, estruturas e composições a paisagens, poesia, natureza, formas, histórias e memórias. Ele falou sobre o que, dentro de tudo isso, o instigou e sobre as marcas deixadas em sua imaginação arquitetônica.
Da luz negra em Chandigarh e do interior de San Salvatore em Rialto aos amontoados de pedra na ilha croata de Brač; das colunas caídas do Templo de Poseidon e dos vilarejos abandonados espalhados pelo Chile a People Meet in Architecture, a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2010 de Kazuyo Sejima, o circo itinerante chileno e o silêncio da água nas cisternas de Santa Sofia, seu discurso se desdobrou como um tributo a momentos, encontros e distrações. Uma colagem de memórias e impressões que, juntas, moldaram o arquiteto que ele se tornou.
Sediado na Cidade do México, o Estudio Ome, fundado por Susana Rojas Saviñón e Hortense Blanchard, é um escritório de arquitetura e paisagismo que atua em florestas, terrenos vulcânicos, fragmentos urbanos e antigos sítios industriais. Vencedor do prêmio ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o estúdio desenvolve projetos a partir da observação contínua das condições ecológicas e territoriais, em que as decisões de projeto decorrem diretamente do comportamento do solo, da água, da vegetação e do relevo.
Cada projeto começa com encontros sucessivos. O primeiro contato com o terreno se dá por meio de caminhadas e da observação prolongada, permitindo que os padrões de drenagem, a erosão e as variações sazonais se tornem legíveis antes de qualquer medição formal. Essas visitas constituem a base para interpretar tanto as camadas visíveis quanto as subterrâneas — a hidrologia e as transformações históricas que continuam a exercer influência sobre a superfície.
O que torna um lar resiliente? Eventos climáticos extremos estão se tornando cada vez mais frequentes em todo o mundo. De apagões, furacões e terremotos a incêndios florestais, enchentes e secas, o mundo passa por um processo de transformação e adaptação que exige a colaboração entre diversas disciplinas. O papel da arquitetura no ambiente construído reflete uma oportunidade de repensar o desempenho das habitações sob condições ambientais em constante mudança — e não apenas antecipando o inesperado. Projetar visando à resiliência significa pensar de forma holística, considerando escolhas de materiais, sistemas de energia, paisagismo e detalhes construtivos que prevejam interrupções e ajudem as residências a se recuperarem rapidamente. Envolve a criação de uma arquitetura que evolui junto com o meio ambiente, que vale a pena ser preservada e que perdura por anos e gerações.
Contexto Urbano Europeu. Imagem Cortesia de ReGreeneration
O projeto ReGreeneration, uma iniciativa do programa Horizon Europe liderada pela Inetum e apoiada pelo C40 Cities, pela ARUP, pela Placemaking Europe, entre outros parceiros, atua como uma colaboração ativa entre governos locais, empresas privadas, academia e organizações da sociedade civil na interseção entre regeneração urbana, espaços públicos verdes e desenho em escala de bairro. Sua premissa aborda como as cidades europeias são construídas e mantidas, e de que forma vivenciam as mudanças climáticas, defendendo que os centros urbanos precisam mudar estruturalmente para continuarem habitáveis diante das crescentes pressões climáticas.
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O Shou Sugi Ban é uma técnica tradicional japonesa de preservação de madeira que consiste na carbonização da superfície para a criação de uma camada protetora. Embora suas origens estejam enraizadas na durabilidade prática, o método foi amplamente adaptado ao ambiente construído moderno, definindo uma estética singular e marcante. Trata-se de um material contraditório: ao mesmo tempo que se impõe visualmente por seus tons escuros, ele também se apropria de seu entorno natural e o complementa, permitindo que as casas se insiram discretamente na paisagem.
O acabamento carbonizado das 22 residências selecionadas no Canadá e nos Estados Unidos serve como um fio condutor para lidar com climas extremos. De margens de lagos úmidas a florestas densas, a pele carbonizada atua como um escudo resistente contra as mais diversas intempéries. Indo além da mera proteção, estas casas demonstram como a textura do material se transforma sob a exposição à luz, passando de um tom fosco e plano na sombra para uma superfície cintilante, salpicada de prata, sob o sol direto. Os projetos também evidenciam a capacidade da técnica de definir volumes arquitetônicos, utilizando o revestimento escuro para criar silhuetas monolíticas precisas ou para destacar os vazios na volumetria do edifício, como recuos de entrada e terraços protegidos.