
Um material de construção raramente começa sua trajetória no momento em que a arquitetura o encontra. Quando o concreto chega ao canteiro de obras, seu calcário já foi extraído, processado e transformado. A madeira chega muito depois da floresta. O vidro surge desconectado da areia da qual foi feito. No momento em que os materiais entram na construção, grande parte da paisagem e da indústria que os produziu já desapareceu de vista.
Por toda a Índia e na região SWANA (Sudoeste Asiático e Norte da África), outra cadeia de suprimentos de materiais começa a se tornar visível. Cascas de arroz, fibras de coco, bagaço de cana-de-açúcar e resíduos de tamareiras, outrora tratados como sobras agrícolas, entram cada vez mais na arquitetura como isolamento, painéis compostos, chapas de fibra e substitutos do cimento. Engenhos de arroz, plantações de coco, usinas de açúcar e fazendas de tâmaras tornam-se, progressivamente, parte da cadeia de suprimentos da arquitetura.





































