Gerbert Rappaport. Diretor. Imagem do filme Cherry Town (Cheryomushki), 1963.
“Flying Panels: How Concrete Panels Changed the World” (Painéis Voadores: Como os Painéis de Concreto Mudaram o Mundo) é a mais recente exposição do ArkDes, com expografia projetada pelo escritório sueco Note Design Studio. A curadoria é assinada conjuntamente por Pedro Ignacio Alonso e Hugo Palmarola, autores da exposição Monolith Controversies, premiada com o Leão de Prata na 14ª Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2014.
A mostra reúne um conjunto de maquetes e materiais — como cartazes, pinturas, filmes, brinquedos, desenhos animados e cenários de ópera — para refletir sobre como os painéis de concreto influenciaram a cultura e ajudaram a construir uma nova sociedade.
Situado em uma localização privilegiada na cidade de Taipé, o valioso e amplo espaço aberto do Laboratório de Cultura Contemporânea de Taiwan (C-LAB) possui grande relevância histórica, tendo abrigado o Instituto de Pesquisa Industrial do Gabinete do Governador-Geral de Taiwan e também o Quartel-General do Comando da Força Aérea, subordinado ao Ministério da Defesa Nacional. Desde que o Ministério da Cultura assumiu suas operações em 2018, o C-LAB transformou-se em um espaço de experimentação artística e cultural. Nele, são iniciadas diversas ações e eventos participativos, além de serem projetadas reflexões e imaginações sobre o espaço urbano contemporâneo e o estilo de vida atual.
Uma onda de prestadores de serviços e clínicas vem utilizando uma identidade de marca atraente e design de interiores para atrair pacientes frustrados com as instituições médicas tradicionais. Mas será que a crescente mercantilização da saúde é a resposta?
Alguns anos atrás, contratei o plano de saúde Oscar. Cofundado em 2012 por Joshua Kushner e com sede em Nova York, era o plano de saúde que a maioria dos meus colegas freelancers usava. Além disso, para quem morava no Brooklyn, como eu na época, era muito fácil visitar o Oscar Center, um espaço de cuidados primários em um loft de galpão que também abrigava escritórios de revistas literárias. Fui fazer um check-up, sentindo-me um pouco tenso, como ocorre em qualquer consulta médica, mas me surpreendi ao abrir a porta e me deparar com um consultório amplo, minimalista, com piso de madeira, cores primárias, divisórias de vidro e espadas-de-são-jorge. Havia até uma sala de ioga decorada com o adesivo de parede “Let the Healing Begin” (Que comece a cura).
Diagrama do Falcon FS 420C da Falcon Lift. Imagem cortesia de Falcon Lift
Para empresas ou locadores proprietários de grandes edifícios, a manutenção predial pode parecer desafiadora, onerosa ou até mesmo supérflua, especialmente quando o funcionamento do edifício parece ocorrer sem problemas. No entanto, uma manutenção predial adequada e consistente é imperativa por diversos motivos. Os edifícios perdem eficiência naturalmente ao longo do tempo devido a fatores como o clima, o uso diário por parte de seus ocupantes, a obsolescência mecânica, entre outros. Se não forem resolvidos, esses problemas podem prejudicar a experiência dos usuários e usuárias, criar ambientes perigosos e insalubres e, inclusive, gerar custos mais altos e imprevistos do que aqueles de uma manutenção regular.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071143/por-que-a-manutencao-predial-e-importanteLilly Cao
Texto fornecido por MasilWIDE. A Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Seul, realizada ao longo de aproximadamente dois meses, encerrou-se com grande sucesso no dia 10 de novembro. Realizada pela primeira vez em 2017 sob o tema "Bens Comuns Iminentes" (Imminent Commons), a Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Seul (doravante Bienal de Seul) reuniu 450 mil pessoas em seu ano de estreia, marcando o início da trajetória do evento. Este ano, a escala ampliada e o crescente interesse do público ficaram evidentes, uma vez que o número de visitantes da primeira edição já havia sido superado em outubro, no auge do evento.
Abrindo as portas de estúdios de arquitetura, Open More Doors é uma série desenvolvida pelo ArchDaily em parceria com o MINI Clubman que, por meio de entrevistas em vídeo cativantes e ensaios fotográficos exclusivos, convida a explorar os bastidores das mentes e dos escritórios de design mais inovadores do mundo.
Este mês, visitamos o escritório de design Heatherwick Studio, com sede em Londres, para conversar sobre sua prática multidisciplinar, seus espaços de trabalho e como materializam a filosofia colaborativa de projeto em seu ambiente de trabalho, integrando equipes e projetos.
A maioria dos/as arquitetos/as concorda que preferiria passar mais tempo projetando e menos tempo gerenciando. A gestão é uma atribuição vital na arquitetura, mas o aumento da eficiência é sempre valioso. Seja coordenando consultores/as ou garantindo que a obra avance conforme os documentos contratuais, os/as arquitetos/as são responsáveis por orquestrar diversas frentes de trabalho ao longo da vida de um projeto. Com um aplicativo como o Archireport, arquitetos/as podem acompanhar seus projetos no escritório ou no canteiro de obras, onde quer que a jornada de trabalho os/as leve.
Kimbell Art Museum / Louis Kahn. Imagem cortesia de Xavier de Jauréguiberry
(Traduzido por Sun Cong) A seção AD Classics apresenta as maiores obras arquitetônicas do passado, aquelas que influenciaram e moldaram a arquitetura de hoje. Ao longo dos 11 anos de história do ArchDaily, apresentamos mais de 200 clássicos e, nesta edição, reunimos as 20 obras mais populares da coluna AD Classics até o momento.
Até 2050, projeta-se que a população mundial ultrapasse os 10 bilhões de pessoas, tornando as cidades superpopulosas um dos desafios mais urgentes da atualidade. A análise de dados, o aprendizado de máquina, a evolução dos transportes e o rápido avanço de novas tecnologias sociais estão transformando progressivamente as necessidades das pessoas e das comunidades. Isso terá um impacto cada vez mais direto sobre a superpopulação e o nosso ambiente construído.
Nos últimos anos, o interesse por um movimento que remonta ao século passado voltou a crescer — uma vertente introduzida inicialmente entre as décadas de 1940 e 1950 por meio das obras de Le Corbusier e de Alison e Peter Smithson. Com estruturas monolíticas, formas modulares e volumetria imponente, o Brutalismo destaca a integridade arquitetônica. Este movimento caracteriza-se marcantemente por superfícies ásperas, brutas e puras que evidenciam a essência dos próprios materiais. Disseminado pelo mundo, profissionais da arquitetura adotaram e desenvolveram suas próprias visões desse movimento moderno, criando variações contextuais.
Em meio ao caos que atualmente assola a cidade de Beirute, voltamos nossa atenção para as joias brutalistas escondidas da capital libanesa. Com o objetivo de lançar luz sobre um movimento muitas vezes negligenciado e esquecido, o arquiteto Hadi Mroue criou uma série de imagens que destacam o brutalismo libanês e sua evolução como parte fundamental do patrimônio moderno do país.
Os centros Maggie's são uma instituição de acolhimento a pessoas com câncer em rápida expansão, para a qual diversos/as renomados/as arquitetos/as e designers projetaram espaços confortáveis e acolhedores.
Após a fundação do primeiro centro Maggie's em Edimburgo, em 1996, com o objetivo de oferecer apoio psicológico e social a pacientes com câncer e seus familiares e cuidadores, uma rede cada vez maior de novos centros foi rapidamente projetada e construída.
No que se refere a edifícios comerciais e industriais que precisam resistir ao teste do tempo, a madeira vem provando ter a resiliência e a resistência necessárias, ao mesmo tempo que oferece vantagens exclusivas em relação ao aço e ao concreto. Em espaços comerciais e de escritórios, a madeira não apenas oferece uma durabilidade notável, mas também introduz um calor estético muito desejado, antes ausente nesses ambientes. Incorporar a madeira engenheirada a esses espaços representa uma espécie de renascimento moderno das antigas estruturas de pilares e vigas de madeira de séculos passados. O que é antigo torna-se novo outra vez, porém com todas as tecnologias de ponta e recursos sustentáveis que se espera das edificações comerciais contemporâneas.
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas" (Urban Interactions), o ArchDaily está colaborando com a curadoria da seção "Eyes of the City" (Olhos da Cidade) na Bienal para estimular uma discussão sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o manifesto de curadoria da seção "Eyes of the City", escrito por Carlo Ratti, Politecnico di Torino e SCUT.
A Arquitetura de Mídia (Media Architecture) é a fusão de novas tecnologias com a forma construída para explorar narrativas e conferir personalidade, engajando as pessoas e criando novos diálogos por meio de uma camada de experiência significativa.
Não se trata de um conceito novo — contar uma história sobre um edifício por meio de sua forma, especialmente por sua fachada, é algo que acompanha a história da humanidade. Basta pensar nos vitrais da Catedral de York, na Basílica de São Marcos em Veneza ou no Templo de Meenakshi em Tamil Nadu. O aspecto fascinante do cenário atual, contudo, são as oportunidades trazidas pela tecnologia para criar novas narrativas e formas inéditas de interação humana.
Após o sucesso do guia original sobre a subestimada arquitetura soviética, o Garage Museum of Contemporary Art publica a versão em inglês de seu aclamado livro: Moscow: A Guide to Soviet Modernist Architecture 1955–1991em um novo formato digitalizado com seis capítulos inéditos.
No final de outubro, o crítico de arquitetura do The Guardian, Oliver Wainwright, relatou que o primeiro sindicato de arquitetura do Reino Unido havia sido fundado. A Section of Architecture Workers (UVW-SAW) é uma divisão do United Voices of the World, um novo modelo de sindicato de base que apoia a expansão dos ideais sindicais para profissões e setores que tradicionalmente não contavam com essa representação. O lançamento da organização, bem como os motivos que o impulsionaram, representam o mais recente capítulo de uma antiga preocupação em relação às condições de trabalho enfrentadas por arquitetos e arquitetas no Reino Unido e em todo o mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1070801/chegou-a-hora-de-os-as-arquitetos-as-se-sindicalizarem-o-reino-unido-diz-que-simNiall Patrick Walsh
Prover habitação de interesse social em escala suficiente tornou-se uma demanda global urgente. Em resposta a esse desafio, arquitetos e arquitetas têm questionado os modelos, as tipologias e os processos tradicionais de viabilização da arquitetura, propondo soluções focadas nas pessoas.
Desta vez, a PLANE-SITE reúne quatro projetos residenciais inovadores que demonstram como as soluções habitacionais podem ser diversificadas e adaptadas a diferentes contextos locais. Desde cidades europeias de densidade crescente a metrópoles asiáticas tropicais em rápida urbanização, estes modelos habitacionais propõem abordagens radicalmente novas que colocam o bem-estar dos moradores no centro do projeto. Em contraposição às teorias de segregação e individualismo de Patrik Schumacher, esses projetos mostram que a habitação deve, fundamentalmente, fomentar a vida comunitária e a interação social. Ao incentivar a integração entre vizinhos, os projetos incorporam espaços de uso compartilhado, público-privados e acessíveis a visitantes, conectando a comunidade interna com o ambiente urbano circundante.
A variedade de sistemas de certificação de edifícios sustentáveis que promovem a saúde e o bem-estar pode ser confusa. Diante de tantas normas, como determinar quais são adequadas para o seu projeto? Como aproveitar as sinergias entre esses sistemas de certificação para escolher os materiais de construção corretos? Ao ampliar seu conhecimento sobre todas as opções disponíveis, você poderá tomar uma decisão mais informada e alcançar os melhores resultados possíveis para a sua edificação. No curso online da AEC Daily, você poderá explorar os créditos de saúde e bem-estar em diferentes sistemas de certificação de edifícios sustentáveis e estudar as diversas opções para criar condições ideais para as pessoas que ocupam as edificações.
De forma muito louvável, o American Institute of Architects (AIA) denunciou recentemente a decisão do governo Trump de se retirar formalmente do Acordo de Paris sobre o Clima. Embora a iniciativa coloque a organização profissional no lado certo da história, é improvável que ela sensibilize as mentes e corações endurecidos em Washington. Obviamente, o poder executivo é pior do que inútil nessa questão: não apenas um obstáculo à mudança, mas uma força malevolente em prol de uma inércia deliberada. É difícil vê-lo como algo diferente de um inimigo do clima.
Em alguns livros teóricos, a arquitetura e o corpo humano são praticamente o mesmo, dependendo um do outro. No entanto, frequentemente é o corpo que passa por adaptações prejudiciais para se ajustar à arquitetura, e não o contrário.
No recém-lançado livro X-Ray Architecture, a historiadora da arquitetura Beatriz Colomina argumenta que as instalações de saúde inspiraram as assinaturas formais mais marcantes da arquitetura moderna.
O movimento de independência da Índia libertou o país de sua relação de dependência, conduzindo-o à autonomia nacional e transformando a percepção global sobre o país. O desenvolvimento nacional impôs uma questão fundamental aos/às arquitetos/as e urbanistas: como enfrentar as disparidades econômicas e ambientais locais e como ajudar a população a compreender o potencial latente na valorização de sua própria cultura e de seus recursos.
Em uma nova e aprofundada entrevista em vídeo para o Louisiana Channel, o arquiteto indiano laureado com o Prêmio Pritzker, Balkrishna Doshi, compartilha sua trajetória profissional, suas crenças e cultura hindus tradicionais, e discute como a Índia, partindo do nada, precisou alcançar um mundo em constante criação.
Flooding at St Mark's Square, Venice. Image 由 Shutterstock
Desde novembro de 2019, Veneza enfrenta as piores inundações do último meio século. Fotos e vídeos da icônica Praça de São Marcos submersa tomaram a internet. Ondas de até dois metros de altura ameaçam monumentos históricos, como a Basílica de São Marcos, causando danos irreversíveis. Embora a cidade lute contra a elevação das águas desde o século V, o atual cenário de aquecimento global reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade das cidades costeiras à elevação do nível do mar e as formas de mitigar seus impactos.
“Uma vista, não uma janela” é o slogan da empresa suíça Sky-Frame. Desde a sua fundação em 2003, Sky-Frame já integrou milhares de projetos em todo o mundo, acumulando prêmios de design e negócios ao longo do caminho por suas janelas de correr sem moldura. Hoje, o portfólio de produtos vai desde as clássicas portas de correr até portas de correr curvas e inclinadas, além de uma porta pivotante. Na série “Living with Sky-Frame”, a marca apresenta projetos reais para ilustrar a experiência espacial e o potencial de contemplação proporcionados pelo uso dos produtos da Sky-Frame.
O Design:ED Podcast oferece um olhar aprofundado sobre o campo da arquitetura sob a perspectiva de profissionais que lideram o setor. Esta série inspiradora proporciona uma visão única sobre a construção de uma carreira de sucesso no design, desde as origens humildes até o reconhecimento global. A cada semana, os/as convidados/as compartilham os altos e baixos de suas trajetórias rumo ao sucesso, servindo de inspiração para o público em todos os níveis do setor. Ouvir suas histórias traz um roteiro valioso para quem busca progredir na carreira e elevar seu trabalho a um novo patamar.
Neste episódio, o apresentador Aaron Prinz conversa com Talmadge Smith, diretor da Page, sobre o processo de projeto da nova torre Fountain Place no centro de Dallas, adjacente ao icônico edifício originalmente projetado por Pei Cobb Freed & Partners. Ele detalha as decisões de projeto da equipe em relação à forma e à cor, e como prestaram homenagem à Fountain Place existente.
(Traduzido por Zhou Xiangfeng) Até o momento, o design da arquitetura espacial tem se concentrado principalmente em projetos de engenharia voltados para estações espaciais orbitais ou missões de exploração a Marte, a grande maioria encomendada por agências governamentais como a ESA europeia ou a NASA norte-americana. Nos últimos anos, no entanto, um público muito mais amplo passou a se interessar pelo tema, incluindo especialistas de diversas áreas, como arquitetos/as e sociólogos/as, além de empresários e investidores (nem todos bem-intencionados). Esses novos atores começam a participar da corrida espacial do século XXI, enfrentando o desafio de projetar ambientes construídos no espaço sideral.
O rápido avanço tecnológico, o crescimento da população global e a crise climática têm nos impelido a refletir sobre como seria a vida fora da Terra. À medida que essa tendência ganha força, surgem oportunidades para romper com paradigmas tradicionais e explorar novas fronteiras (como o projeto NEOM), além de novas organizações dedicadas a apoiar essas pesquisas (como a SATC e o SICSA). Embora o ser humano ainda não tenha pisado em Marte, uma série de projetos contínuos e simulações, como o MARS-ONE e o "Martian City Science" (Martian City Science), já estão em andamento para investigar questões futuras sobre o design, a construção e a habitação de novos territórios humanos no espaço.