A Barbie™ e a HEWI uniram forças para lançar uma ousada coleção de produtos para banheiros que alia o design atemporal da Bauhaus ao inconfundível universo cor-de-rosa da boneca. Apresentada em 2025, a linha Barbie x HEWI abrange quase 40 produtos para banheiros, de porta-toalhas a barras de apoio articuladas, e foi projetada para ser tanto funcional quanto inclusiva. Focando na individualidade e na acessibilidade, a colaboração reimagina o banheiro como um espaço onde o design se encontra com a diversidade, seja em hotéis boutique, residências particulares ou estabelecimentos de saúde. Ancorada no legado do design alemão da HEWI e na influência cultural global da Barbie, a série convida as pessoas a vivenciarem o "Design com Possibilidades Ilimitadas".
https://www.archdaily.com.br/pt/1142736/forma-funcao-e-um-toque-de-rosa-por-dentro-da-colecao-barbie-x-hewiEirini Ilia
O Museu Judaico de Berlim, projetado por Daniel Libeskind, utiliza a sinestesia para evocar sentimentos de desorientação, perda e memória por meio de uma geometria fragmentada, iluminação contrastante e escolhas de materiais. Inspirado em uma Estrela de Davi despedaçada, o edifício conduz os/as visitantes por corredores inclinados e estreitos, gerando instabilidade e desconforto. A luz, ora filtrada por frestas, ora quase totalmente ausente em certas áreas, reforça a atmosfera opressiva. O concreto aparente, com sua textura fria e rígida, intensifica essa experiência, enquanto o vazio ressoa com ecos e silêncio. No espaço Shalekhet (Folhas Caídas), placas de metal em forma de rostos emitem sons perturbadores ao serem pisadas, criando uma experiência auditiva desconfortável. O museu transcende sua função como espaço expositivo e se torna uma experiência arquitetônica imersiva, na qual luz, som, textura e forma se combinam para transmitir a dor e a memória do Holocausto.
Durante décadas, o ciclo de vida dos edifícios seguiu uma fórmula simples: planejamento, projeto, construção, demolição e, claro, o grande vilão dessa história: o aterro sanitário. Com o tempo, a prática arquitetônica passou a incorporar conceitos como reuso, desmontagem e demolição circular — contudo, frequentemente como elementos secundários, integrantes de uma transição gradual em direção a uma economia circular na construção civil. Mas e se esses princípios deixassem de ser exceções? E se projetássemos ou escolhêssemos cada componente construtivo para manter seu valor e propósito muito além do uso original? A verdade é que existe vida após a demolição. Essa transição — da demolição para práticas focadas em reuso, ressignificação e desmontagem sustentável — está cada vez mais próxima da realidade. Até a chegada de 2030, poderemos remodelar fundamentalmente nossa abordagem sobre os processos, os edifícios e o próprio mercado. À medida que essas mudanças se desdobram, torna-se essencial avaliar como nossas estratégias se alinham às metas e aos desafios em constante evolução relacionados à sustentabilidade — e, evidentemente, às novas oportunidades que surgem com eles.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142725/e-se-cada-tijolo-tivesse-um-futuro-repensando-a-demolicao-e-o-reuso-de-materiais-na-economia-circularEnrique Tovar
Como é possível maximizar a habitabilidade em espaços pequenos? Que decisões projetuais colaboram para a funcionalidade e para a satisfação das necessidades essenciais de seus habitantes? Na última década, a arquitetura em pequena escala ganhou protagonismo na busca por novas maneiras de habitar em conexão com a natureza e com o objetivo de alcançar uma relativa autossuficiência, entre outras razões. De casas mínimas ou casas na árvore a soluções de marcenaria fina e esculturas, o escritório de design português Madeiguincho se dedica ao desenvolvimento de soluções em madeira, buscando promover o conhecimento do trabalho artesanal com esse material como matéria-prima e recurso construtivo.
O Grupo VELUX está lançando o próximo passo de sua agenda de Liderança de Ação como um experimento para explorar como as edificações existentes podem servir melhor tanto às pessoas quanto ao planeta. O experimento se baseia em décadas de projetos de demonstração e pesquisas sobre edifícios saudáveis, incluindo o Living Places, que alcançou uma pegada de carbono ultrabaixa e um clima interno de primeira classe de forma viável e economicamente acessível. Esse próximo passo direciona o foco para as construções existentes, indo além da obra nova em direção à reforma — sob o nome de Re:Living.
O Re:Living é um experimento inovador que busca reimaginar a reforma para além de uma simples atualização técnica, enxergando-a como uma oportunidade holística para melhorar o bem-estar humano, apoiar a biodiversidade e reduzir o impacto ambiental. A iniciativa faz parte do compromisso de longo prazo da VELUX de liderar o setor da construção civil rumo a práticas mais saudáveis e sustentáveis, impulsionada pela convicção de que apenas reduzir danos já não é suficiente.
A arquitetura residencial é uma das categorias mais populares entre o nosso público leitor. Em 2021, publicamos mais de 3.800 projetos de casas em diferentes regiões do mundo, apresentando uma grande variedade de soluções, materiais, contextos, ambientes, escalas e tipologias. O conjunto serve como uma rica fonte de inspiração para quem busca referências para o próprio projeto residencial.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131490/melhores-casas-de-2021Clara Ott
É interessante resumir o que aconteceu em Pamplona há alguns dias, onde se celebrou pela 7ª vez a Bienal de Arquitetura Latino-Americana no Centro Cultural Civican. À primeira vista, também pode parecer curioso que uma cidade espanhola como Pamplona seja a anfitriã de um evento cujo foco principal é a arquitetura latino-americana, que com o passar dos anos desenvolveu uma identidade tão própria e enraizada em seu contexto continental que, atualmente, pode-se pensar que pouco tem a ver com a arquitetura ibérica. No entanto, são dias em que a cidade se orgulha de ser essa ponte entre a América Latina e a Espanha, com a presença de jovens práticas de arquitetura que, com um ar de frescor e motivação, chegam para apresentar seu trabalho repleto de potencial e ideias promissoras para o futuro da cena arquitetônica latino-americana.
Via Wikimedia. Autor: Alejandro Núñez. Licenciado sob CC BY-SA 4.0
O Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio, em colaboração com a Construtora Presidente Riesco, assinou um convênio histórico para dar início aos trabalhos de valorização e recuperação dos vestígios do Bloco 14, onde será implantado o museu em questão. O projeto prevê manter a altura original do conjunto de 10,62 m, contando ainda com uma área de até 800 m². Este será acompanhado, de igual modo, por uma proposta paisagística que será executada dentro dos 1.000 m² de área de preservação no entorno, no setor leste da cidade de Santiago.
Simples na forma, mas complexa na substância, “O que é arquitetura?” continua sendo uma questão existencial para estudantes de arquitetura e jovens profissionais. Na tentativa de definir essa interrogação em constante mudança e expor as diferentes visões existentes, a série de entrevistas: WIA – What is architecture? propõe quatro perguntas diretas a nomes de destaque no pensamento e projeto de arquitetura de relevância mundial. Buscando revelar suas opiniões sobre o que é a arquitetura e o que ela pode fazer, esses vídeos curtos trazem respostas para: “O que é arquitetura? O que a arquitetura pode fazer? Qual é o seu posicionamento arquitetônico? e Qual é o seu método de projeto?”.
O ArchDaily colaborou com o WIA para publicar semanalmente quatro dessas conversas e convidar você a aceitar o desafio de responder a essas perguntas. Este segundo artigo da série destaca as ideias e visões de Odile Decq, do Studio Decq; Kjetil Thorsen, do Snøhetta; Florencia Pita & Jackilin Hah Bloom, do Pita & Bloom, um coletivo de projeto arquitetônico sediado em Los Angeles; e Jeffrey Kipnis, nome de destaque na crítica e teoria da arquitetura norte-americana.
A equipe da Cazú Zegers Arquitectura compartilha conosco o novo registro de suas três obras chilenas: Casa Ye, Casa Llu e Casa del Fuego. Capturadas pelas lentes da ClaraFilms, as produções buscaram incorporar a dimensão humana e mostrar como os espaços são vivenciados com o passar do tempo.
Clara Larraín, integrante da equipe, escreveu o texto a seguir, acompanhando a visão da arquiteta para sintetizar de forma poética o sentido desses três vídeos:
Localizado na Av. Leandro N. Alem, 852, na Cidade Autônoma de Buenos Aires, o Mercado de los Carruajes abrigava a “Cochera Garaje Presidencial” e funcionava como local de guarda e manutenção de carruagens. Com o passar do tempo, o edifício passou a ser utilizado para a frota de veículos da Presidência da Nação. Após uma série de intervenções e ampliações, desde 2017 o edifício de patrimônio histórico começou seu processo de reconversão, encontrando-se atualmente finalizado e em fase de acabamentos. Uma proposta de mercado gourmet com boxes de alimentação, venda de produtos, lojas comerciais e um terraço para eventos ainda aguarda ansiosamente sua inauguração, que foi adiada devido à pandemia.
O México é um país localizado na América do Norte, situado entre o Oceano Pacífico e o Golfo do México. Com uma área de 1.964.375 km², possui uma transbordante e riquíssima diversidade cultural que se estende para além das fronteiras nacionais. Isso se evidencia nos 3.141 km de fronteira com os Estados Unidos, que vão do Golfo do México ao Oceano Pacífico, abrangendo territórios situados em uma faixa de 100 km de largura de cada lado do limite internacional — o que inclui 48 condados em 4 estados norte-americanos e 94 municípios em estados mexicanos.
“O que é arquitetura?” Esta pergunta, de formulação simples mas com uma essência complexa, continua a ser uma indagação existencial para muitos estudantes e jovens arquitetos/as. Para definir esse questionamento em constante mutação e revelar diferentes perspectivas, a série de entrevistas WIA – What is Architecture? propõe quatro perguntas diretas a alguns dos principais arquitetos/as e pensadores/as do mundo. Os vídeos curtos buscam revelar as visões desses profissionais sobre o que é a arquitetura e o que ela é capaz de realizar, respondendo às seguintes questões: “O que é arquitetura? O que a arquitetura pode fazer? Como você se posiciona no campo da arquitetura? Qual é o seu método de projeto?”
Casa Unifamiliar / Indievisual AG. Imagem cortesia de Prodema
Diversos profissionais e teóricos da arquitetura moderna priorizavam amplas plantas livres, grandes panos de vidro e, por meio de ambos os recursos, uma conexão desimpedida com a natureza. Para tanto, muitos edifícios modernistas icônicos utilizavam coberturas em balanço que se estendiam além das peles de vidro, incluindo a Casa Farnsworth, de Mies van der Rohe, e a Case Study House #22, de Pierre Koenig. No entanto, nos anos que se seguiram à popularização dessa tendência, surgiu um desafio aparentemente de nicho, mas bastante complexo: a continuidade dos forros de madeira.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131429/a-tendencia-de-forros-continuos-de-madeira-aconchego-e-textura-em-ambientes-internos-e-externosLilly Cao
Embora seja verdade que a obra do arquiteto mexicano Luis Barragán é mundialmente reconhecida e estudada devido ao inestimável compromisso com a arquitetura de seu tempo e de seu contexto — mas, sobretudo, erguida sobre bases profundamente harmônicas e poéticas que se conectam com uma busca muito pessoal em uma "solidão cósmica, com o México como a morada temporária que aceita amorosamente", como descreveu o Júri do Prêmio Pritzker ao premiá-lo em 1980 —, até recentemente (e antes mesmo do lançamento do site da Barragan Foundation) era um tanto difícil compreender o espectro completo que Barragán representa dentro da história da arquitetura, já que algumas de suas obras permaneceram privadas (ou de difícil acesso) por muitos anos.
A escala define a experiência espacial. De um único cômodo ou espaço a masterplans inteiros e desenhos urbanos, transitar entre diferentes escalas mostra como designers aproximam ou afastam seu olhar. Trabalhando em diversos programas e contextos pelo mundo, arquitetos e arquitetas exploram o potencial da escala para moldar a experiência humana. No caso de projetos não construídos, essas propostas combinam conceitos de estrutura, materialidade e forma para redefinir tipologias e o futuro dos ambientes urbanos.
A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos foca em diversas escalas de edificação. Provenientes de uma variedade de escritórios e contextos locais, os projetos representam propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily. Eles apresentam abordagens distintas para projetar em diferentes escalas, desde a dimensão de um único cômodo até um arranha-céu. A seleção inclui desde um museu de transporte de toras em Oslo e um centro de saúde no Havaí até um laboratório em Shenzhen e um arranha-céu na Costa Rica.
A cada ano, a equipe de curadoria do ArchDaily publica milhares de novos projetos de arquitetura. Com base nessa experiência, sabemos que ninguém constrói sozinho e que essas obras não teriam sido possíveis sem a colaboração de diversos/as outros/as profissionais, cujo envolvimento é tão decisivo quanto o dos/as próprios/as arquitetos/as e designers.
O escritório ODA acaba de lançar seu projeto mais recente, uma visão urbana para o futuro das ruas de Nova York. O projeto, intitulado Beyond the street- Reimagining the flower district, propõe transformar a quadra urbana de fora para dentro, alterando a experiência de pedestres e introduzindo novas mudanças de zoneamento que concederiam aos/às proprietários/as de lotes direitos aéreos ou créditos fiscais em troca da cessão de seus pátios internos para serem transformados em espaços público-privados.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Eran Chen, sócio/a-fundador/a e diretor/a executivo/a do ODA, sobre a proposta singular do escritório que busca melhorar o nosso ambiente urbano. Confira a entrevista e assista ao vídeo explicativo do ODA.
Parque Little Island en Nueva York de Heatherwick Studio. Fotografía: Victor Torres. Image Cortesía de CityMakers Barcelona
Citymakers está trabalhando em parceria com o ArchDaily para publicar uma série de artigos, conversas e entrevistas com diferentes agentes da coprodução da cidade, que estão por trás do Citymakers Barcelona Lab 2021, programa que retornará a Barcelona entre os dias 8 e 12 de novembro de 2021.
CityMakers é a plataforma global de especialistas em boas práticas de coprodução urbana que busca conectar co-produtores e co-produtoras de cidades a líderes influentes de diferentes partes do mundo, para que inspirem uns aos outros e promovam a transformação em suas cidades.
Nesta contribuição, Albert Santasusagna del Riu – IdRA – Barcelona Water Research Institute, apresenta o seu artigo "Rumo a uma globalização das paisagens da água? O contexto é importante!".
Os espaços liminares estão por toda parte — seja no sentido literal, seja como um tema de grande interesse no Reddit e em outras plataformas de compartilhamento de imagens. A publicação de fotos de espaços vazios e deteriorados, acompanhada por lembranças coletivas de experiências de infância, tem se tornado uma atividade bastante popular ultimamente. Em algum momento do passado, os espaços retratados nessas imagens inquietantes pareceram uma boa ideia, uma solução útil para abrigar multidões em trânsito ou em atividades comerciais. A arquitetura também desenvolveu termos específicos para essas áreas, definindo-as por meio de teorias que explicavam seu papel em nossa cultura. Neste vídeo, docente de arquitetura Stewart Hicks apresenta como os/as arquitetos/as pensam os espaços liminares, o que os constitui, por que existem e por que alguns/as arquitetos/as e artistas ainda trabalham para produzir esse efeito.
A tipologia dos edifícios de escritórios vem evoluindo em direção a projetos mais fluidos, espacialmente diversos e flexíveis, a fim de acomodar as necessidades das novas gerações de profissionais e dos novos modelos de negócios. A seleção com curadoria desta semana de arquitetura não construída foca em projetos de escritórios e edifícios comerciais e administrativos enviados pela comunidade do ArchDaily, mostrando como profissionais da arquitetura em todo o mundo visualizam os ambientes de trabalho e sua contribuição para o ambiente urbano.
Desde o retrofit de um edifício de escritórios desatualizado em Londres até um projeto comercial e administrativo moldado como um passeio arquitetônico no Irã, passando pelo jogo de cheios e vazios em um edifício corporativo na Turquia, os projetos a seguir apresentam algumas das ideias que moldam a tipologia de escritórios. Essas preocupações incluem a necessidade de atualizar o parque edificado existente, uma maior conexão entre áreas internas e externas ou o distanciamento da planta de escritório genérica.
De forma simples, mas de substância complexa, "o que é arquitetura?" continua sendo uma questão instigante para muitos estudantes de arquitetura e jovens profissionais da área. Com o objetivo de definir essa questão em constante evolução e apresentar diferentes pontos de vista, a série especial WIA – What is architecture? adota o formato de curtas-metragens de entrevistas para propor quatro perguntas diretas a arquitetos/as e teóricos/as de destaque global: "O que é arquitetura? O que a arquitetura pode fazer? Qual é o seu posicionamento em relação à arquitetura? Qual é o seu método de projeto?", revelando suas visões sobre a essência e o potencial da disciplina.
Em uma colaboração entre o ArchDaily e a WIA, publicamos quatro vídeos curtos por semana, convidando o público a aceitar o desafio de responder a essas mesmas perguntas. Este artigo destaca as reflexões e visões sobre essas quatro questões trazidas por Odile Decq (Studio Decq), Kjetil Thorsen (Snøhetta), Florencia Pita e Jackilin Hah Bloom (do escritório de arquitetura Pita & Bloom, de Los Angeles) e pelo crítico e teórico de arquitetura norte-americano Jeffrey Kipnis.