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Acústica Interna: Técnicas Eficazes de Mitigação de Ruído na Arquitetura

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O ambiente interno é o foco deste segundo artigo sobre projetar considerando o ruído para melhorar o bem-estar. Segundo diversos estudos recentes, o ruído nas cidades tornou-se uma ameaça crescente à saúde. O ruído ambiental — ou seja, aquele proveniente do tráfego, de atividades industriais ou de música amplificada que atinge os espaços internos — não é apenas um incômodo. Ele está associado a doenças cardiovasculares, diabetes, demência e problemas de saúde mental. À medida que o mundo se urbaniza, mais pessoas ficam expostas a níveis excessivos de ruído. Em habitações de média e alta densidade, em edifícios de escritórios e em escolas, a poluição sonora pode emanar tanto de fontes internas quanto externas.

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Espaços de Resiliência e Cultura de Celebração no Rio de Janeiro

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O Rio de Janeiro, frequentemente chamado de "Cidade Maravilhosa", é uma tapeçaria vibrante tecida por diversos fios culturais, históricos e sociais. Sua história começa com os povos indígenas Tupi, Puri, Botocudo e Maxakalí, que originalmente habitavam a região. O nome da cidade deve-se aos exploradores portugueses que chegaram à Baía de Guanabara em 1º de janeiro de 1502 e, acreditando erroneamente que se tratava da foz de um rio, batizaram a região.

Aproveitando a luz vertical: estratégias para profundidade espacial e conforto

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A arquitetura vai além de sua função fundamental de definir espaços e proporcionar proteção; ela molda a experiência do/a usuário/a, influenciando sensações de conforto, amplitude e bem-estar. Entre os muitos elementos que compõem uma edificação, as aberturas desempenham um papel crucial na conexão entre interior e exterior, equilibrando privacidade e transparência, além de permitir a entrada de luz natural e ventilação. Em especial, a luz natural transforma ambientes, define atmosferas e realça detalhes arquitetônicos, tornando os espaços mais dinâmicos e convidativos.

Arquitetura para um mundo em transformação: reflexões da Bienal de Versalhes 2025

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A Bienal de Arquitetura e Paisagismo de Versalhes de 2025 (BAP! 2025) reúne líderes globais de pensamento em arquitetura para discutir o papel fundamental que a disciplina desempenha no enfrentamento das mudanças climáticas, na sustentabilidade e nas demandas urbanas em constante evolução. Por meio de uma série de entrevistas aprofundadas com curadores/as, arquitetos/as e designers de Paris, Cidade do México e Espanha, o evento oferece uma plataforma para diversas perspectivas sobre como a arquitetura pode responder aos desafios contemporâneos.

A curadoria de Sana Frini e Philippe Rahm lidera a apresentação de uma exposição que explora como a arquitetura pode se adaptar às mudanças ambientais previstas para o futuro próximo. De práticas sustentáveis à integração de contextos culturais, as conversas registradas nestas entrevistas destacam abordagens inovadoras para a criação de espaços que não são apenas funcionais, mas profundamente sensíveis às transformações climáticas e às demandas da sociedade.

Mais do que cinza: 15 projetos que exploram o concreto pigmentado vermelho

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O concreto é frequentemente visto como o material da modernidade, definido por sua resistência estrutural, acabamento bruto e inconfundível tom cinza. Tornou-se a paleta padrão da arquitetura do século XX, um símbolo de funcionalidade e permanência. No entanto, o concreto não está limitado a essa identidade cromática. Sua cor é subproduto do cimento, dos agregados e da composição química utilizados em sua mistura, podendo ser intencionalmente alterada por meio da pigmentação. Entre as muitas tonalidades exploradas, o vermelho se destaca — não apenas por sua intensidade visual, mas por sua capacidade de enraizar os edifícios em seu lugar, evocar referências culturais e imbuir a arquitetura de uma presença material ao mesmo tempo elemental e expressiva.

A pigmentação do concreto envolve a adição de corantes de base mineral — geralmente óxidos de ferro — durante o processo de mistura. Diferentemente de tintas ou revestimentos aplicados à superfície, esses pigmentos são integrados diretamente à massa do concreto, garantindo que a cor permeie o material e permaneça estável ao longo do tempo. Os pigmentos vermelhos, em particular, são frequentemente derivados do óxido de ferro (Fe₂O₃), um composto natural encontrado na argila, na hematita e em outros minerais ricos em ferro. Sua tonalidade terrosa e profunda conecta a construção contemporânea a técnicas ancestrais — das argamassas pozolânicas romanas às construções de terra vermelha da África Ocidental e da América do Sul.

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Artesanato Híbrido: 5 passarelas que reimaginam materiais naturais pela Ásia

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Transcendendo o papel de mera infraestrutura, as pontes há muito servem como potentes manifestações arquitetônicas. Esse potencial expressivo está sendo explorado agora com vigor renovado em todo o Sudeste Asiático, onde um número crescente de arquitetos e arquitetas está reavaliando os materiais tradicionais. Ao priorizar a madeira e o bambu, esses/as profissionais criam estruturas singulares que integram o artesanato local às demandas contemporâneas, resultando em marcos urbanos que são, ao mesmo tempo, funcionais e profundamente enraizados em suas paisagens.

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Masterplan do Gonio Yachts & Marina, desenvolvido por Spectrum Architecture, transformará a costa da Geórgia no Mar Negro

Spectrum Architecture, em colaboração com SOG e F&M, apresenta o masterplan para o Gonio Yachts and Marina — um importante empreendimento à beira-mar na costa do Mar Negro, projetado para oferecer infraestrutura residencial e hoteleira de alto padrão para mais de 30.000 pessoas.

O projeto faz parte do expressivo investimento da EMAAR no setor imobiliário da Geórgia sob a marca Eagle Hills, que planeja desenvolver dois megaprojetos em Tbilisi e Batumi. O investimento total supera US$ 6,5 bilhões e visa atrair US$ 10 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, gerar 30.000 empregos em diversos setores e receber 350.000 visitantes anualmente.

O/A Arquiteto/a como Escritor/a: Expandindo a Disciplina para Além dos Edifícios

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A arquitetura sempre foi muito mais do que tijolo e argamassa. Ela se constrói igualmente por meio de palavras, ideias e narrativas. Dos tratados antigos aos manifestos radicais, dos manuais técnicos aos ensaios poéticos, a palavra escrita tem servido como uma ferramenta espacial, pedagógica e política no campo profissional. A escrita molda a forma como a arquitetura é concebida, comunicada e criticada — muitas vezes muito antes, ou mesmo na ausência, de uma construção física.

Historicamente, figuras como Vitrúvio, Alberti e Palladio utilizaram a escrita para codificar princípios, projetar ideais e legitimar a arquitetura como disciplina. No período moderno, Le Corbusier, Adolf Loos e Lina Bo Bardi escreveram prolificamente para expandir o escopo da arquitetura para além da forma e da função, frequentemente utilizando publicações como ferramentas de persuasão e experimentação. O período do pós-guerra deu origem a novas estratégias editoriais, patentes nos manifestos do Archizoom e do Superstudio, e nas publicações polêmicas de Delirious New York e Oppositions, nas quais a escrita servia tanto como crítica quanto como projeto.

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Litorais elementais na Ásia-Pacífico: o concreto redefine a casa de praia

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Morar à beira-mar é, há muito tempo, um desejo marcante — atraído pela promessa de uma natureza amena, privacidade e acesso imediato à água. Historicamente, as casas de praia tendiam a ser rústicas e despojadas: em parte porque a infraestrutura em locais remotos e o transporte de materiais eram difíceis, e em parte porque seu charme residia em estar mais próximo dos elementos — de forma mais simples, rústica e direta.

Por conta disso, muitas das primeiras casas de praia foram construídas em madeira. O material oferecia vantagens claras: era leve, adaptável, de rápido manuseio e podia ser montado com o mínimo de maquinário pesado. Embora a madeira sofra com a ação do tempo e apresente baixa resistência à umidade carregada de sal, a madeira para uso externo carrega um caráter bruto e natural que reforçava o apelo do ideal da casa de praia.

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Viver Juntos: 8 projetos conceituais que repensam a habitação coletiva em locais de Teerã a Tirana

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A vida coletiva continua a ser um tema central no discurso habitacional contemporâneo, estendendo-se para além das questões de densidade ou tipologia para abranger preocupações mais amplas sobre o uso do solo, a coesão social e a identidade espacial. Esta seleção de projetos conceituais não construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, explora o potencial dos ambientes de vida compartilhada, não apenas como soluções habitacionais funcionais, mas como estruturas para interação, integração ambiental e continuidade cultural. Seja em contextos urbanos ou remotos, as propostas refletem um interesse crescente em repensar como o espaço doméstico pode apoiar tanto a privacidade individual quanto a vida comunitária.

Arquitetura de jardins de infância: espaços imaginativos que moldam a infância e a criatividade

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A arquitetura de escolas de educação infantil há muito se destaca como um campo onde o design e a imaginação convergem. Ao contrário da maioria das tipologias de edifícios, esses espaços são concebidos não apenas para abrigar e funcionar, mas para moldar as primeiras experiências de curiosidade, brincadeira e interação social. Ao longo da história, o design de escolas infantis evoluiu junto com as mudanças pedagógicas, passando de primórdios modestos e utilitários para ambientes altamente intencionais que estimulam tanto o aprendizado quanto o encantamento. Nesse contexto, a arquitetura torna-se mais do que um pano de fundo — ela se transforma em um/a educador/a silencioso/a, capaz de nutrir o desenvolvimento emocional, cognitivo e físico.

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Entre reutilização e novas formas de trabalhar: lições dos vencedores latino-americanos do Design Awards 2025 da Shaw Contract

Um prêmio de arquitetura atua como um dispositivo de legitimação, capaz de indicar quais abordagens, materiais e estratégias começam a ocupar uma posição central no discurso disciplinar. Ao reunir projetos com programas, escalas e condicionantes distintos, essas iniciativas tornam visíveis prioridades e direções emergentes no campo. Nesse sentido, o Design Awards da Shaw Contract consolidou-se como uma plataforma global de reconhecimento no design de interiores e como um termômetro das transformações que atravessam a disciplina, ao promover uma reflexão sobre o papel do design na construção de ambientes mais responsáveis, inclusivos e sustentáveis.

Ateliês de Artistas e Espaços de Trabalho Criativo: 8 Projetos Latino-Americanos que Integram Trabalho, Moradia e Espaços de Exposição

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Nos últimos anos, o trabalho remoto tornou-se cada vez mais comum, criando a necessidade de espaços domésticos que acomodem tanto a vida profissional quanto a pessoal. Isso se aplica especialmente a artistas, para quem a integração entre moradia e espaços de trabalho é essencial. Muitas vezes, esses locais também precisam funcionar como áreas de exposição para a produção artística, como pinturas, esculturas, cerâmicas e outras criações.

Essa fusão entre ambientes de trabalho e de moradia tem influenciado as tendências de arquitetura e design de interiores, priorizando a flexibilidade, a multifuncionalidade e uma estética que estimule tanto a criatividade quanto o conforto. Plantas livres, móveis modulares e soluções de iluminação adaptáveis tornaram-se elementos fundamentais em projetos que buscam harmonizar o cotidiano pessoal e profissional de forma fluida.

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Elevando-se: Condições ambientais para a elevação de fundações arquitetônicas

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A decisão de elevar uma edificação do solo é uma manobra técnica que exige planejamento substancial, expertise e consideração minuciosa. Trata-se de uma resposta arquitetônica deliberada às forças e fragilidades do local. Planícies de inundação, áreas úmidas e o degelo da tundra compartilham um elemento em comum: profissionais de arquitetura reconciliam riscos e vulnerabilidades por meio de estruturas elevadas. Nesse sentido, trata-se de uma resposta espacial e de uma necessidade estrutural.

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Design Interdisciplinar: Graduados(as) do SCI-Arc unindo arquitetura e arte

Ex-alunos e ex-alunas do SCI-Arc continuam a deixar uma marca indelével no panorama global do design, liderando novas abordagens em arquitetura, tecnologia e práticas interdisciplinares. Com uma reputação consolidada no fomento à experimentação radical, a instituição formou profissionais cujos trabalhos desafiam convenções e redefinem as possibilidades espaciais. As conquistas recentes de seus diplomados e diplomadas destacam o papel do SCI-Arc na formação da próxima geração de arquitetos, arquitetas e pensadores criativos.

Por que o Prêmio Pritzker 2025 importa: Liu Jiakun e a mudança rumo a uma arquitetura socialmente responsável

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Durante quase duas décadas, cidades de todo o mundo abraçaram o fenômeno da "starchitecture" — edifícios futuristas e impactantes projetados por arquitetos/as de renome global. Na China, essa tendência foi particularmente forte, à medida que a rápida urbanização impulsionou a construção de megaestruturas icônicas, como o Galaxy SOHO de Zaha Hadid, a Sede da CCTV do OMA e o Estádio Ninho de Pássaro do Herzog & de Meuron em Pequim. Na época de suas construções, todas essas obras foram celebradas como símbolos de progresso e ambição global. Contudo, a arquitetura global vem passando por uma transição em direção a uma abordagem mais centrada no ser humano e orientada pelo contexto, com a China despontando como uma das principais protagonistas dessa transformação. Este ano, o Prêmio Pritzker de 2025 concedido a Liu Jiakun consolida ainda mais essa mudança de rumo.

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Reimaginando a coexistência urbano-rural através da IA: em conversa com Francisco Escapil

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Que estruturas e infraestruturas mantêm os vínculos e relações entre o campo e a cidade? Como a arquitetura e as tecnologias emergentes manterão ou não essa coexistência de ambos os mundos no futuro? A redução da pegada ecológica, o impacto das mudanças climáticas, a descentralização das grandes cidades, a segurança alimentar e demais problemáticas contemporâneas interpelam profissionais de arquitetura e urbanismo em nível global sob o principal objetivo comum de melhorar a qualidade de vida da população e alcançar o bem-estar físico, mental e emocional no ambiente construído e natural.

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Uma crise em desdobramento com uma perspectiva esperançosa: Destaques dos projetos expostos na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025

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Sob a curadoria de Carlo Ratti, a 19ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza aprofunda-se no tema "Intelligens. Natural. Artificial. Coletivo", com o objetivo explícito de transformar a cidade de Veneza em um "Laboratório Vivo". Além das 65 participações nacionais e de uma ampla gama de eventos educacionais e colaterais, a exposição apresenta projetos independentes que respondem diretamente ao tema central. Com a maior parte das obras exposta no histórico edifício Corderie, que se estende ao longo do lado sul do Arsenale, o evento oferece uma exploração dinâmica de ideias arquitetônicas emergentes e estratégias urbanas.

Uma crise em desdobramento com uma perspectiva esperançosa: Destaques dos projetos expostos na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - Image 1 of 4Uma crise em desdobramento com uma perspectiva esperançosa: Destaques dos projetos expostos na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - Image 2 of 4Uma crise em desdobramento com uma perspectiva esperançosa: Destaques dos projetos expostos na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - Image 3 of 4Uma crise em desdobramento com uma perspectiva esperançosa: Destaques dos projetos expostos na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - Image 4 of 4Uma crise em desdobramento com uma perspectiva esperançosa: Destaques dos projetos expostos na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - Mais Imagens+ 41

As cidades precisam de cuidado, não de perfeição: repensando como construímos o futuro urbano

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Como se manifesta o otimismo em cidades que já não podem contar com a perfeição como sua ambição máxima? Em todo o mundo, os ambientes urbanos carregam o peso de pressões sobrepostas: instabilidade climática, desigualdade espacial, fragmentação política, desconfiança pública e desinvestimento crônico em infraestrutura. Essas realidades tornam a ideia de uma cidade ideal cada vez mais distante da experiência vivida. Ainda assim, a esperança de construir sistemas melhores persiste. Embora as visões utópicas possam parecer uma fuga das crescentes complexidades do mundo moderno, o maior desafio para o urbanismo contemporâneo é confrontar essas complexidades, em vez de evitá-las.

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Design Interdisciplinar: Graduados(as) da SCI-Arc Unem Arquitetura e Arte

Os/As egressos/as do SCI-Arc continuam a deixar uma marca indelével no cenário global do design, abrindo caminhos para novas abordagens na arquitetura, na tecnologia e nas práticas interdisciplinares. Com a reputação de fomentar a experimentação radical, a escola formou diplomados/as cujos trabalhos desafiam convenções e redefinem as possibilidades espaciais. As conquistas recentes desses/as ex-alunos/as destacam o papel do SCI-Arc na formação da próxima geração de arquitetos/as e pensadores/as criativos/as.

Design voltado para as redes sociais: a arquitetura está se adaptando às tendências virais e aos algoritmos?

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"Eu vi no Instagram!" Esta é uma frase recorrente em vários contextos, desde a recomendação do restaurante mais recente até o hotel mais badalado da cidade. A janela para observar e nos expor ao mundo exterior agora cabe na tela de nossos smartphones. Isso não significa necessariamente que tudo seja um cenário desolador. Ainda assim, reflete o fato de que somos constantemente inundados por dados e informações segmentados por algoritmos, tudo em um formato extremamente fácil de consumir. No mundo atual, bastam alguns segundos para se ter uma impressão duradoura de um edifício e de sua atmosfera — e essas primeiras impressões importam mais do que costumamos perceber.

Formando uma identidade própria: como o brutalismo moldou o ensino de arquitetura nos EUA

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Em meados do século XIX, as universidades norte-americanas começaram a distinguir formalmente a arquitetura da engenharia civil e das ciências aplicadas. A arquitetura emergia como uma disciplina definida tanto pela competência técnica quanto pela investigação conceitual, pela imaginação espacial e pelo papel cultural ativo. À medida que essa identidade disciplinar evoluía nas décadas do pós-guerra, sua expressão construída se consolidou na linguagem arquitetônica emergente do Brutalisme.

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O silêncio também é importante: a acústica como infraestrutura cultural

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Em 1952, o compositor norte-americano John Cage apresentou pela primeira vez sua obra revolucionária "4'33''". Nela, a orquestra não emite nenhum som intencional durante quatro minutos e trinta e três segundos. Em vez disso, o que se ouve são respirações, movimentos e ruídos sutis que normalmente passariam despercebidos, mas que ali se tornam parte da própria composição. Com essa obra, Cage revelou que o silêncio absoluto não existe. Sempre há som, mesmo quando não planejado.

Da mesma forma, cada espaço arquitetônico possui sua própria paisagem sonora. O som se propaga, reflete, reverbera e se dissipa de acordo com os materiais, volumes e superfícies que encontra. Paredes rígidas e pés-direitos altos podem amplificar os ecos, ao passo que tecidos e painéis porosos os suavizam. A acústica, portanto, não é meramente uma preocupação técnica, mas uma forma de escuta materializada — uma ciência que opera no limite entre a percepção e a emoção. Por essa razão, trata-se de um campo complexo. Cada tipologia, seja um museu, templo, estúdio ou teatro, tem sua própria lógica sonora, e a compreensão dessas nuances é essencial para criar espaços que acolham o som, a voz e o silêncio com igual precisão.

Vozes do ArchDaily: Eduardo Souza

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Baseado em Florianópolis, Brasil, Eduardo Souza traz uma perspectiva refinada para a arquitetura, moldada por seu envolvimento de longa data com design, pesquisa e prática editorial. Tendo crescido em um ambiente profundamente conectado à arquitetura — seu pai é engenheiro civil e professor —, Eduardo desenvolveu desde cedo um fascínio pela criatividade, pelo fazer artesanal e pelo pensamento espacial. Essa base o levou naturalmente a cursar arquitetura e, mais tarde, a explorar o campo editorial, onde a escrita e a curadoria se tornaram extensões de sua paixão pela arquitetura.

Eduardo juntou-se ao ArchDaily como tradutor em seus primeiros anos e, progressivamente, assumiu diversas funções editoriais, desenvolvendo um profundo interesse pela interseção entre materiais, tecnologias e sistemas construtivos. Seu trabalho editorial concentra-se em revelar inovações que desafiam os modos tradicionais de se fazer arquitetura, enfatizando a coerência entre conceito, execução e contexto. Ele dedica atenção especial a práticas sustentáveis, como a circularidade, o uso de materiais locais e as reinterpretações vernáculas que respondem aos desafios ambientais e culturais de hoje.

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