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Flexibilidade, luminosidade e independência: Soluções em vidro para o design do espaço interior

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No contexto do design contemporâneo, as divisórias de vidro ganharam espaço no mundo do design de interiores graças à sua versatilidade em combinar elegância, funcionalidade, luminosidade e amplitude de maneira harmoniosa. Uma de suas principais vantagens é a transparência, refletida na capacidade de criar divisões espaciais sem obstruir a luz natural, proporcionando uma sensação de abertura e conectividade entre as áreas — o que é especialmente benéfico em espaços reduzidos, onde a luminosidade pode fazer toda a diferença no ambiente interno.

Por sua vez, os métodos construtivos também são simplificados pela instalação limpa e rápida de painéis e portas de vidro, bem como por suas múltiplas opções de fixação, adaptando-se às condições estruturais e às etapas da obra. Além disso, embora a transparência seja uma característica de destaque, as divisórias de vidro também podem incorporar recursos para garantir a privacidade quando necessário, utilizando diferentes tipos de vidros com aplicação de impressão digital, serigrafia ou acabamento jateado.

As 50 melhores casas de 2023

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A equipe de curadoria do ArchDaily se esforça diariamente para apresentar a nossos leitores e leitoras os projetos mais significativos, inspiradores e inovadores, zelando, ao mesmo tempo, pela representatividade da arquitetura mundial.

Como parte de nossa retrospectiva Resumo do Ano 2023 no ArchDaily, revisitamos e refletimos sobre o que foi publicado durante este ano. A arquitetura residencial continua sendo uma das categorias mais visitadas em termos de obras construídas, despertando grande interesse em nossos usuários e usuárias de todo o mundo. Por essa razão, selecionamos as 50 melhores casas publicadas este ano no ArchDaily em espanhol, que trazem um recorte da forma e do caráter da arquitetura residencial hispano-americana.

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Em Varsóvia, uma resposta arquitetônica projetada por estudantes a tempos sombrios

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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

À medida que este ano sangrento se aproxima do fim, em um momento no qual a mensagem de “Paz na Terra” parece totalmente silenciosa, cabe perguntar: qual é o poder da arquitetura? Como ela pode responder à violência contra pessoas inocentes, cujas vidas foram viradas de cabeça para baixo? Como a arquitetura reage a uma crueldade avassaladora? O que ela tem a dizer? Será que ela pode despertar consciências?

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The Second Studio Podcast: A melhor forma de contratar um(a) empreiteiro(a), pré-construção e outros métodos

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O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais criativos em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.

Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios são entrevistas, enquanto outros trazem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações descontraídas sobre a vida cotidiana e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.

Esta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, discutem as diferentes maneiras de se contratar um/a empreiteiro/a, bem como os prós e contras de cada método: Acordo Negociado, Licitação Competitiva, Design-Build e Pré-Construção. A dupla aborda os processos, o papel do/a arquiteto/a ao longo do caminho, o controle de custos do projeto e muito mais.

Depósito de Design: 30 projetos que exploram diversas soluções de armazenamento

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Com a ascensão das casas compactas e das cidades densas, fomos forçados a abrir mão de uma quantidade significativa de espaço de armazenamento. Ironicamente, nossos hábitos de consumo não mudaram e, com poucos metros quadrados à disposição, arquitetos/as e designers tiveram que desenvolver soluções de armazenamento eficientes para aproveitar ao máximo o espaço limitado. Por outro lado, para quem tem a sorte de ocupar um espaço amplo e desobstruído com um orçamento generoso, as possibilidades de design são infinitas. Neste artigo, analisamos como profissionais da arquitetura e do design encontraram maneiras criativas de guardar pertences em espaços com diferentes funções, escalas e restrições espaciais, variando de armários completamente invisíveis a peças centrais escultóricas.

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O retorno da banheira: tipologias tradicionais no design de banheiros contemporâneos

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Embora constituam um espaço essencial e integrante da arquitetura residencial, a ampla variedade de possibilidades projetuais para os banheiros frequentemente acabou negligenciada em prol da praticidade. Historicamente concebido sob a premissa da privacidade, o banheiro contemporâneo vem sendo reimaginado para proporcionar uma maior sensação de abertura e conforto — e encontrar um equilíbrio delicado entre privacidade e exposição é algo facilitado por objetos de design como a banheira.

Trabalho em Xangai | DUTS Design contrata Arquiteto/a de Projeto / Designer de Interiores (Líder de Criação) / Designer Visual Multimídia / Estagiário/a (recrutamento contínuo)

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O Biodomo de Montreal: de Velódromo Olímpico a um Espaço para a Vida

A história dos Jogos Olímpicos, embora celebrada pelos feitos esportivos, é constantemente marcada por desafios de infraestrutura. Em diversas cidades-sede, de Atenas a Rio e Pequim, repetem-se os mesmos problemas: grandes estouros de orçamento e a complexa questão do legado. Surge, então, a grande pergunta: qual é o melhor uso de longo prazo para instalações construídas especificamente para o evento? Os Jogos de Montreal, em 1976, não fugiram a esse padrão após a construção de um Parque Olímpico criticado pelos custos excessivos e pela dívida gerada por obras especializadas. No pós-Jogos, estruturas como o Velódromo de Montreal corriam o risco de se tornar um peso financeiro. No entanto, a cidade reagiu de forma proativa ao propor a transformação do edifício em um ativo cívico dinâmico, hoje reconhecido internacionalmente como um exemplo bem-sucedido de reutilização de instalações olímpicas.

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A arquitetura do mofo: o que os edifícios não podem controlar

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A arquitetura contemporânea aprendeu a celebrar a matéria viva. Painéis de micélio, sistemas de algas, paredes vivas — a vida agora é bem-vinda nos edifícios, sob a ótica da inovação. No entanto, a mesma disciplina que celebra esses organismos trata o mofo como contaminação. Ambos são biológicos. Ambos respondem à umidade, à temperatura e às condições dos materiais. A diferença não é científica; diz respeito a quais formas de vida a arquitetura está disposta a aceitar e quais prefere eliminar.

O mofo não se limita a edifícios abandonados ou interiores mal conservados. Ele surge em residências, escolas, escritórios, estruturas históricas e novas construções, nos mais diversos climas e contextos. Isso torna difícil ignorá-lo como um problema menor ou isolado. Se o mofo continua voltando, o que ele nos diz sobre os ambientes que os edifícios criam?

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6 escolas que definiram seus próprios estilos arquitetônicos

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O ensino de arquitetura sempre foi fundamentalmente influenciado pelos estilos populares de cada época, mas essa relação também flui na direção oposta. Afinal, todos os estilos precisam surgir em algum lugar, e escolas revolucionárias ao longo dos séculos funcionaram como influenciadoras e geradoras de seus próprios movimentos arquitetônicos. Essas escolas, progressistas em seus tempos, costumam ser fundadas por mentes experimentais descontentes, em busca de algo que não era oferecido anteriormente nem na produção nem no ensino da arquitetura. Em vez disso, trilham seu próprio caminho e levam seus estudantes consigo. À medida que esses/as estudantes se formam e seguem para a prática profissional ou se tornam docentes, a influência da escola se propaga e um novo movimento nasce.

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Descobrindo refúgios remotos: 20 projetos que revelam o apelo de hospedagens em meio à natureza

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Atualmente, a população vive em cidades grandes, vibrantes e, por vezes, caóticas. Por isso, ao escolher um lugar para descansar das responsabilidades e da rotina diária, as opções mais procuradas envolvem a fuga para cenários naturais, como florestas remotas, selvas tropicais ou praias intocadas. Para quem busca se desconectar completamente da vida urbana sem deixar de manter uma forte conexão com a natureza, hotéis de pequena escala, cabanas e refúgios são excelentes opções. Seja uma casa de veraneio privada ou um hotel de cabanas, essas acomodações são projetadas para fazer de seu entorno natural o seu maior atrativo, permitindo que as edificações se integrem perfeitamente à paisagem.

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Guia da seção "Olhos da Cidade" da UABB 2019

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No dia 20 de dezembro de 2019, a coletiva de imprensa de abertura da oitava edição da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Duas Cidades de Shenzhen e Hong Kong (Shenzhen) (doravante denominada “UABB”) foi realizada no Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano de Shenzhen (MOCAPE), anunciando o início oficial do evento deste ano.

Com o tema “Interação Urbana” (Urban Interactions), esta edição da UABB tem como curadores-gerais o arquiteto e diretor do Senseable City Lab do MIT, Carlo Ratti, o membro da Academia Chinesa de Engenharia, Meng Jianmin, e o renomado curador e crítico de arte, Fabio Cavallucci. O Laboratório Conjunto de Turim-Sul da China (Universidade de Tecnologia de Turim e Universidade de Tecnologia do Sul da China) atua como curador acadêmico. A exposição foi inaugurada em 21 de dezembro de 2019 nos locais principais — a Estação de Trem de Alta Velocidade de Futian e o Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano de Shenzhen — abrindo oficialmente ao público em 22 de dezembro. Paralelamente, nove subexposições espalhadas pelos distritos de Shenzhen funcionarão em sinergia com o espaço principal, estabelecendo uma rede orgânica de interação por toda a cidade.

A mostra divide-se em duas seções: “Olhos da Cidade” (Eyes of the City) e “Ascensão Urbana” (Ascending City), investigando por diferentes prismas a evolução da relação entre o espaço urbano e a inovação tecnológica. O espaço principal abriga mais de 140 obras, reunindo mais de 280 participantes de 24 países e regiões, incluindo escritórios e profissionais renomados internacional e nacionalmente, como MVRDV, Liam Young, Stefano Boeri, Sou Fujimoto, Thomas Heatherwick, Ryoji Ikeda, além de Wang Shu, Yung Ho Chang, Dominique Perrault, Philip F. Yuan, Liu Cixin, os acadêmicos Cui Kai e Wang Jianguo, entre outros arquitetos/as, artistas e instituições.

Dando nova vida a uma evocativa mina de sal: uma jornada paisagística com o Snøhetta na YACademy

Diluindo os limites entre a superfície e o subsolo, The In-between Scape e Transitorre reimaginam de forma audaciosa a Mina de Sal de Petralia Soprana como um ponto de encontro de contrastes — onde a educação se funde com o lazer, a natureza com a arquitetura, e os/as visitantes tornam-se parte da história. Esses projetos visionários, nascidos do programa Architecture for Landscape da YACademy, utilizam formas ousadas e materiais inovadores para instaurar um diálogo entre as pessoas e o lugar, transformando a mina em uma experiência imersiva e profundamente conectada. Com base em uma década de experiência em intervenções de projeto em sítios naturais extraordinários, o programa oferece uma jornada educacional única voltada para uma arquitetura significativa e orientada pelo contexto.

Ao longo do curso, a Yacademy busca capacitar profissionais do design para intervir em contextos naturais surpreendentes e monumentais. Por meio de um programa abrangente de palestras ministradas por arquitetos/as de renome, visitas técnicas exclusivas, workshops práticos e revisões de projetos, os/as profissionais tornam-se cada vez mais capazes de reconectar a ação humana ao ambiente natural, inspirando-se na paisagem para conceber arquiteturas excepcionais, sustentáveis e impactantes. Além disso, o programa assegura um estágio em um escritório de arquitetura de grande prestígio.

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Cortesia de Yacademy

Vozes do ArchDaily: Christele Harrouk

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A trajetória de Christele Harrouk na arquitetura foi moldada pelo ambiente complexo e em constante mutação de sua criação no Líbano — um lugar marcado por contradições, transformações e resiliência. Embora seu ingresso na área não tenha sido planejado, a disciplina logo se tornou uma lente profunda pela qual ela compreende o mundo e suas complexidades. Ao aliar sua paixão pela escrita à sua experiência em arquitetura e desenho urbano, Christele descobriu uma voz única na interseção desses campos, adotando o trabalho editorial como uma plataforma poderosa para influenciar o discurso e amplificar narrativas diversas.

Como editora-chefe do ArchDaily, Christele está profundamente comprometida em moldar o discurso arquitetônico por meio de uma curadoria criteriosa. Ela busca projetos e histórias que dialoguem profundamente com o contexto, a cultura e as realidades sociais — priorizando aqueles que vão além de apresentar a arquitetura como mera forma ou função. Para ela, o real valor reside em conteúdos que desafiam as narrativas dominantes, amplificam vozes marginalizadas e fomentam debates críticos em comunidades globais. 

Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China

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O papel do/a arquiteto/a tradicionalmente tem sido relativamente bem definido: projetar um edifício, dirigir o projeto, coordenar a logística e orientar a construção até a sua conclusão. À medida que campos especializados proliferaram, em paralelo a uma economia social em rápida mutação, a prática da arquitetura se diversificou, abrindo múltiplos caminhos para que arquitetos e arquitetas contribuam com a sociedade.

Desde a década de 1980, uma das mudanças mais consistentes talvez tenha sido a separação entre o/a "arquiteto/a de concepção" e o/a "arquiteto/a técnico/a responsável". Onde antes um único escritório conduzia o projeto do conceito à conclusão, a internacionalização — somada ao trabalho transfronteiriço, regimes de licenciamento, modelos de contratação e estruturas de responsabilidade civil — incentivou essa divisão. As equipes de projeto definem cada vez mais a direção conceitual e esquemática, para então transferir o desenvolvimento do projeto a arquitetos/as técnicos/as locais para detalhamento técnico, aprovações e execução em canteiro. Esse modelo apresenta vantagens claras — especialização mais refinada, eficiência e, frequentemente, maior rentabilidade (ou serviços oferecidos a custos reduzidos) —, mas também segmenta a profissão e pode distanciar a autoria da execução física.

Qual seria, então, a próxima mudança e que novas sinergias poderiam redefinir o papel do/a arquiteto/a? De que maneira os/as arquitetos/as devem se adaptar ao clima profissional em transformação? Uma trajetória promissora é a transição de objetos singulares e permanentes para um processo contínuo de placemaking — programas iterativos e específicos para cada contexto que prototipam, testam e refinam ideias espaciais em espaço público. Em vez de produzir uma única obra icônica e de grande escala que define um local por décadas, esse modelo privilegia ciclos de criação, uso, avaliação e ajuste na escala comunitária.

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Para além do currículo: o ensino de arquitetura e a defesa da profissão

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Discussões federais recentes nos Estados Unidos sobre a reclassificação da arquitetura como uma graduação que não confere mais habilitação profissional intensificaram a necessidade de articular o propósito e a estrutura dos programas credenciados. Esse cenário político gerou um momento no qual a coerência interna dos currículos de arquitetura se cruza com questões mais amplas de bem-estar público, responsabilidade técnica e os deveres éticos que definem a competência profissional. O ensino de arquitetura nos Estados Unidos exige uma análise que reconheça sua lógica pedagógica interna e as pressões externas que moldam sua recepção contemporânea.

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Osaka: Ambiguidade arquitetônica no tecido urbano

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"Se os edifícios pudessem falar", como certa vez ponderou um/a cineasta, então a paisagem urbana de Osaka poderia soar barulhenta, vibrante e com algumas arestas por aparar — e, ainda assim, de algum modo, harmoniosamente composta. Assim como a própria cidade, o cenário arquitetônico reflete o caráter singular de Osaka: estruturado em camadas, dinâmico e repleto de uma energia caótica. Com uma população de 2,7 milhões de habitantes e em constante crescimento, esse denso centro urbano continua a evoluir de maneira idiossincrática.

Playgrounds inclusivos: todos os corpos podem brincar por meio da arquitetura

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O brincar vai além de sua dimensão recreativa, configurando-se como um ato social que estimula as crianças a aprender, interagir, criar e se relacionar com seu contexto espacial. Como aponta Johan Huizinga em Homo Ludens, o brincar é um elemento fundamental da cultura, no qual as crianças criam laços e exploram formas de coexistência. Quando a arquitetura dos espaços de lazer exclui determinados corpos ou modos de participação, a experiência coletiva fragmenta-se e perde parte de seu sentido. Projetar sob a perspectiva da inclusão significa, portanto, reconhecer que o verdadeiro valor do brincar reside em seu potencial de ser compartilhado por todas as pessoas.

Navegando pela Milan Design Week 2025: Principais locais, eventos e instalações arquitetônicas para vivenciar

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A Milan Design Week 2025 é um dos eventos mais importantes do mundo do design, ocorrendo de 8 a 13 de abril. Seguindo a tradição dos anos anteriores, a cidade de Milão abrigará uma variedade de exposições, instalações e debates em seus diversos distritos, cada um oferecendo uma atmosfera única e um foco temático próprio. Paralelamente ao consagrado Salone del Mobile 2025, no amplo centro de exposições Rho Fiera, haverá inúmeras atividades e iniciativas coordenadas sob a agenda do Fuorisalone. Este artigo serve como um guia para navegar pelos diversos eventos, destacando os principais locais e instalações, desde a grande feira até os vibrantes distritos de design e espaços singulares, como pátios históricos e áreas industriais revitalizadas.

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De fábricas a futuros: reuso adaptativo na cidade pós-industrial

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Em cidades de todo o mundo, as relíquias da produção industrial tornaram-se laboratórios de uma nova condição urbana. Galpões, usinas e estaleiros, outrora símbolos do trabalho e do progresso, hoje se erguem como vastas cascas vazias, à espera de serem reimaginados. Em vez de apagar essas estruturas, arquitetos e arquitetas estão encontrando maneiras criativas de adaptá-las às necessidades contemporâneas, transformando espaços de manufatura em locais de cultura, educação e vida comunitária.

Essa mudança reflete uma transformação mais ampla nas prioridades arquitetônicas: construir menos e reutilizar mais. A prática do reuso adaptativo responde simultaneamente à urgência ambiental e à necessidade de continuidade cultural nos ambientes urbanos.

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A praça do mercado como núcleo cívico: 5 projetos que exploram abordagens contemporâneas para o projeto de mercados no México

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A arquitetura de mercados contemporânea no México frequentemente se inspira em seus precedentes pré-hispânicos. O Mercado de Tlatelolco na antiga Tenochtitlan, por exemplo, caracterizava-se por uma grande praça aberta pavimentada com pedras e "ruas" demarcadas, divididas em seções para mercadorias específicas, servindo como um importante ponto de encontro para o intercâmbio social e econômico. De modo semelhante, a tradição dos Tianguis, uma tipologia de mercado efêmero integrada à ampla tradição mesoamericana, também organizava barracas em corredores dentro de uma praça pública, refletindo os princípios de organização observados em Tlatelolco. Esses modelos históricos estabeleceram as bases para a tradição dos mercados públicos no México e em países da América Central, onde o espaço público se funde ao arranjo estruturado do comércio. Hoje, embora muitos dos espaços comerciais do México — com destaque para a Central de Abasto na Cidade do México e outros mercados tradicionais como Jamaica, Merced e San Juan — tenham adotado um caráter permanente no atendimento às suas comunidades, os tianguis mantêm sua forte presença na sociedade mexicana.

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Rolar e passear: como as redes sociais estão reescrevendo o turismo cultural arquitetônico

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Historicamente — a exemplo de outras formas culturais — a arquitetura tem sido documentada, compartilhada e promovida principalmente pela mídia impressa. Livros, periódicos e revistas veiculavam os argumentos e as imagens da disciplina e, como a prática arquitetônica depende fortemente da comunicação visual, os periódicos impressos criavam uma ponte entre as publicações acadêmicas e as revistas comerciais. Ao longo das décadas do pós-guerra, volumes belamente produzidos estabeleciam um ponto de vista coletivo, sinalizando o que o campo profissional amplamente considerava digno de discussão ou exemplar.

Nos principais centros culturais, um punhado de publicações moldava esse discurso: suas perspectivas eram tipicamente sofisticadas, profissionais e cuidadosamente editadas — sintetizando uma produção global difusa em uma pequena constelação de projetos notáveis. É indiscutível que o sistema privilegiava certas práticas e geografias, mas ele também ampliava o alcance da arquitetura para públicos mais amplos. Os edifícios começaram a se fixar no imaginário popular; o turismo cultural — viagens realizadas expressamente para vivenciar a arquitetura — deixou de ser uma raridade para se tornar um ritual.

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Fachada cerâmica sob medida da Faveker traz personalidade e eficiência à nova Escola Secundária de Muskiz

O novo edifício da Escola Secundária de Muskiz (Biscaia), projetado pelo escritório BAT Architecture, tornou-se um símbolo de referência em arquitetura sustentável para centros educacionais. Projetado de acordo com os critérios Passivhaus e construído com madeira laminada cruzada (CLT), o projeto alia inovação e conforto ao cuidado ambiental.

Nessa equação, a fachada ventilada cerâmica da Faveker, projetada sob medida tendo como base seu sistema GA16, desempenha um papel fundamental. Essa pele cerâmica precisa e luminosa melhora a eficiência energética do edifício e confere-lhe uma personalidade arquitetônica única que se harmoniza com o entorno natural.

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© Aitor Estévez
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Ponte entre passado e futuro: a paisagem cultural em expansão do Uzbequistão

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O patrimônio arquitetônico e artístico do Uzbequistão reflete uma história multifacetada, moldada por séculos de intercâmbio cultural ao longo da Rota da Seda. Dos conjuntos monumentais de Samarcanda e Bucara às instituições científicas e educacionais da era timúrida, a arquitetura tem sido, há muito tempo, um vetor de identidade e conhecimento em toda a região. No século XX, Tashkent emergiu como um novo laboratório urbano, onde os ideais modernistas se encontraram com as tradições artesanais locais e o pragmatismo ambiental. A reconstrução da cidade após o terremoto de 1966 tornou-se um momento decisivo, fundindo o urbanismo soviético com a estética regional para produzir uma expressão de modernidade tipicamente central-asiática, que traduziu a continuidade cultural em concreto, vidro e luz.

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