Acessibilidade e mobilidade são dois termos que quando analisados sob a óptica da disciplina da arquitetura, evocam dois universos opostos. De um lado, a flexibilidade das redes de transporte; a abrangência dos sistemas de circulação; e o desempenho técnico e eficiência deste conjunto de elementos. Por outro lado, acessibilidade e mobilidade também significam a capacidade de um projeto em promover uma maior variedade de narrativas socioeconômicas; sua adaptabilidade quanto a oscilações de programa e função dos edifícios; e a resiliência para manter-los úteis e produtivos entre as constantes flutuações das dinâmicas sócio-econômicas de uma cidade.
Na maioria das vezes, a borracha não é considerada um material de construção convencional - pelo menos não na mesma extensão que materiais como madeira, concreto ou vidro. Mas a borracha é comumente usada em interiores para pisos de cores ou brilho extraordinários, e ainda mais inesperadamente para fachadas com aspectos exclusivos ou efeitos de acolchoamento. Essa funcionalidade é motivada por vantagens exclusivas, como suavidade, elasticidade, durabilidade e consistência de cores.
No imaginário popular, cortiços eram o que existia de pior como moradia nas cidades brasileiras. Enraizado na nossa cultura e registrado no clássico de Aluísio Azevedo, cortiços eram moradias insalubres e dilapidadas, onde doenças se proliferavam, onde habitava a escória da sociedade e onde proprietários exploravam os moradores com aluguéis abusivos.
O ciclo de vendas na indústria de materiais de construção permaneceu estático nos últimos 25 anos, nos quais cada empresa avalia seu desempenho de acordo com o número de leads que gera e quantos deles são convertidos em vendas.
O Construye Solar 2019 exibirá em Santiago oito habitações sociais sustentáveis, projetadas e construídas por universidades de todo o Chile. A ideia, explicam os organizadores, é "impulsionar a inovação na construção de habitações sociais, lidando com as dificuldades inerentes de realizar inovação sustentável com um orçamento reduzido".
https://www.archdaily.com.br/pt/1121004/as-equipes-universitarias-do-construye-solar-2019-apresentam-suas-inovacoesArchDaily Team
A revolução digital, sobreposta aos desafios ambientais, econômicos e sociais de nosso mundo atual, exige que a arquitetura reveja muitas de suas tradições e bases sobre as quais vem operando nas últimas décadas e séculos.
Desenho, combinado à ciência, é a ferramenta dos profissionais da arquitetura para revolucionar e inovar no campo disciplinar, buscando, assim, um impacto positivo no ambiente construído.
Os forros oferecem uma oportunidade para design criativo e integração técnica. Eles desempenham um papel fundamental na criação de espaços interiores e agregam valor somando conforto por meio de acústica, acabamentos e outras soluções integradas às intenções do projeto. Do projeto estrutural ao conforto geral do espaço, são um aspecto fundamental de qualquer projeto arquitetônico.
Edifício da CCTV em Pequim, China. Um enorme balanço estrutural, a dezenas de metros do solo, exigiu pensar no projeto como simbiose entre arquitetura e engenharia. Foto de Photo credit: rudenoon on Visual hunt / CC BY-NC-ND
Comece imaginando uma composição de elementos tendenciosamente verticais. Entre eles, figuras ovóides flutuam entrelaçadas. Condensando tal esquizofrenia (in)formal, tem-se um envoltório cúbico translúcido fatiado horizontalmente em seis partes iguais. Um icônico sistema de coordenadas cartesianas contaminado por bolhas amorfas.
Desenhos de escalas humanas podem ser vistos como uma assinatura arquitetônica. Estas representações do ser humano não só trazem escala e compreensão para um desenho, mas eles também oferecem um vislumbre da personalidade do arquiteto. Alguns arquitetos automaticamente buscam desenhar pessoas realistas, anatomicamente corretas, enquanto outros tem interpretações mais abstratas do corpo humano. Mas o que exatamente essas preferências dizem sobre seu ilustrador? Leia mais para descobrir:
Em 1964, a Law Tower na Universidade de Boston foi inaugurada, logo desagradando estudantes e professores. O edifício, projetado por Josep Lluís Sert, era pouco acolhedor e resistente a modificações. Em uma tentativa de corrigir esses problemas, o escritório de Boston Bruner/Cott reformou e ampliou a torre em 2015. Cortesia Richard Mandelkorn
Por meio de seus projetos para campi universitários, Sert deixou um impressionante legado construído na região de Boston. Contudo, seus edifícios exigiram um período de adaptação por parte do público.
Em retrospecto, parece um tanto peculiar que um arquiteto catalão com inclinação por edifícios de concreto e toques vibrantes de cor — ele gostava de dizer que “é bom ver um papagaio contra um elefante” — tenha exercido tamanha influência sobre a tradicional elite de Boston e a vizinha Cambridge. Era meados do século XX, e ele era Josep Lluís Sert, nascido em Barcelona, grande devoto de Le Corbusier e diretor da Harvard University Graduate School of Design (GSD) de 1953 a 1969.
Você já atravessou a rua por estar com medo hoje? Enquanto mulher, qual o seu maior medo ao andar na rua? Como você se sentiria mais segura? Foi com o objetivo de refletir como podemos planejar cidades mais igualitárias para todos que o escritório amb ateliê, em parceria com as arquitetas Fernanda Linero e Beatriz Teixeira, promoveram essa ação em diferentes bairros de Curitiba. O projeto ci.da.de; substantivo feminino integra a 3ª Mostra Bienal de Arquitetura para Curitiba.
Enquanto a Califórnia avança na sustentabilidade, a Estação Espacial Von Braun está dando passos consideravelmente grandes para a humanidade. Explorar o grande desconhecido não precisa significar abandonar o nosso planeta — pode significar exatamente o oposto. De fato, essa estação espacial pode ser o nosso passo mais monumental em direção a um futuro sustentável.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071448/sustentabilidade-no-espaco-o-que-as-normas-de-construcao-sustentavel-da-california-e-a-estacao-espacial-von-braun-tem-em-comumSienna Mae Heath
O podcast da Architecture Academy é uma nova produção voltada aos campos da arquitetura e do design, com foco em ideias e educação. A equipe acredita que, por meio da educação e de debates qualificados, é possível aprimorar a forma como projetamos edifícios e cidades. A Architecture Academy acaba de lançar sua primeira série de episódios, conversando com especialistas de todo o mundo sobre temas como estética, bem-estar, educação, sustentabilidade, arquitetura vernácula e habitação.
Neste episódio, a Architecture Academy conversa amplamente com o vencedor do Prêmio Pritzker, Richard Rogers, sobre temas que vão desde cidades compactas e sociedades equitativas até colaboração e espaços públicos.
As ruínas se definem como estruturas, resquícios de arquitetura ou construções que, por diversos motivos (como desastres naturais, guerras, despovoamento, abandono e falta de manutenção), se perderam parcial ou totalmente. Elas se manifestam como a presença material e tangível de um tempo passado, representando o paradigma histórico no qual foram concebidas e construídas. Seu atrativo reside na capacidade de congelar no presente um plano temporal diferente da realidade, sendo compreendidas como a condensação dos ideais, interesses, aspirações, questionamentos e problemáticas de uma época concreta. Por esse motivo, apresentamos a seguir uma seleção de 10 sítios arqueológicos e ruínas que você pode visitar na Argentina.
Graças à internet, a busca por recursos de pesquisa não está mais limitada a bibliotecas próximas. Com efeito, muitas bibliotecas e revistas de renome mundial estão agora trabalhando para digitalizar partes importantes de suas coleções, ao mesmo tempo em que diversas organizações digitais têm surgido com a missão de melhorar o acesso a informação. Para ajudar a identificar alguns dos mais úteis, preparamos uma lista de 17 sites gratuitos que oferecem artigos acadêmicos, publicações, fotos, vídeos e muito mais.
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Cortesia de Richard John Seymour & 3RW Arkitekter
As diversas atividades humanas ao longo das últimas décadas têm cobrado um preço alto do meio ambiente. Pessoas de todas as nacionalidades, interesses e trajetórias profissionais têm buscado meios para curar as paisagens feridas e lançar luz sobre a crise ambiental.
Dirigido pelo cineasta indicado ao BAFTA Richard John Seymour e produzido pelo escritório de design norueguês3RW arkitekter, Landscape Healing é um documentário cinematográfico que acompanha a jornada de um grupo diverso de pessoas que vem estabelecendo um novo paradigma para o maior desafio da humanidade: a renaturalização de nosso planeta a um nível sustentável.
O ambiente afeta o comportamento, assim como o comportamento afeta o ambiente. Essa é uma das principais proposições da psicologia ambiental, área que estuda a inter-relação entre o comportamento humano e o ambiente que o circunda, seja ele construído ou natural. Se o ambiente tem o poder de influenciar nossas escolhas e hábitos, então é possível planejá-lo para que incentive escolhas mais sustentáveis. E as ruas completas oferecem uma forma de fazer isso.
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Urban Interactions", o ArchDaily está trabalhando com os curadores da seção "Eyes of the City" na Bienal para estimular uma discussão sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o manifesto curatorial da seção “Eyes of the City” escrito por Carlo Ratti, pelo Politecnico di Torino e pela SCUT.
Atualmente, exige-se dos materiais um papel mais ativo na sociedade digital.
Eles podem ser customizados até suas propriedades moleculares, e essa capacidade tem um impacto enorme em campos científicos correlatos, mas seu significado também precisa ser interpretado graças ao nosso "capital semântico", como disse Luciano Floridi.
Não podemos reduzir os materiais às suas propriedades e desempenhos, uma vez que, como seres humanos, nós os usamos para interpretar o mundo; eles constituem nossa cultura material em constante transformação para encontrar um equilíbrio entre a natureza e o ambiente construído.
Cortesia de The Monacelli Press/Brady Stewart Studio Inc
Embora o público frequentemente condene os processos de renovação urbana, para a cidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, sua revitalização alcançou o status de "renaissance" (renascimento). Em seu volume mais recente, intitulado Imagining the Modern: Architecture and Urbanism of Pittsburgh Renaissance, os/as editores/as Chris Grimley, Michael Kubo e Rami el Samahy investigam as razões por trás desse aclamado renascimento urbano.
No ano de 2014 um grupo de amigos de Cidade Juárez, Chihuahua, inquietos por fomentar o processo de resiliência e recuperação de sua cidade, se uniu para dialogar e sugerir ideias para recuperar ruas, praças e parques através de projetos sócio-culturais e intervenções urbanas no espaço público. Foi assim que surgiu Nómada Laboratorio Urbano. Cidade Juárez é uma urbe industrial situada na fronteira norte com os Estados Unidos, especificamente com a cidade de El Paso, Texas. Ao longo dos anos, a cidade foi economicamente dominada pela indústria maquiladora e um dia foi considerada uma das cidades mais violentas do mundo graças à onda de delitos que se instaurou entre 2008 e 2012.
Como parte de uma iniciativa que consiste em intervir em edifícios antigos ou em fase de estrutura, a guadalajara90210 apresenta El Castillo de los Ladrillos Rotos, uma instalação que conta com a participação de artistas de diferentes disciplinas, como arquitetura, arte contemporânea e design industrial. O espaço expositivo situa-se em um edifício localizado no número 15 da Calle Zamora, no bairro Condesa, composto por 6 casas tombadas de dois pavimentos, com data provável de construção entre 1930 e 1935, onde se destacam a arquitetura art déco, bem como a escala e a integração com o traçado urbano que começavam a se desenvolver no bairro no século XX.
O debate sobre a matéria e a forma como ela concebe os espaços que abrigam toda a dimensão social é o cerne do discurso arquitetônico. Apesar do arquiteto definir um conceito, partido e obedecer a um programa que pode influenciar até mesmo a vivência urbana, no fundo são o cotidiano e o próprio repertório cultural individual que ditará como se vivencia cada lugar. A compreensão de que existem diversas camadas na sociedade capazes de construir muros invisíveis que dissolvem a poética arquitetônica e desabrocham em outros assuntos inevitáveis para compreender a cadeia na qual estamos inseridos é uma das reflexões propostas pela Nova República, projeto realizado pelo antropólogo Hélio Menezes e os arquitetos do Wolff Architects, baseados na Cidade do Cabo, África do Sul, para a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.
Com um programa baseado em cinco pilares - educação, saúde, cultura, lazer e assistência -, o SESC (Serviço Social do Comércio) é uma instituição brasileira privada que desde 1946 atua na oferta e criação de edifícios voltados prioritariamente para o bem-estar social de seus empregados e familiares, no entanto, aberto à comunidade em geral. Com programas complexos, que ofertam espaços de educação, alimentação, odontologia, assistência médica, biblioteca, áreas de exibição e apresentações artísticas, esportes, recreações, entre outros, tem cada um de seus projetos desenvolvidos por uma gama de arquitetos, desde icônico SESC Pompéia projetado por Lina Bo bardi, até o recente SESC Guarulhos, projetado por Dal Pian Arquitetos. Pensando nisso, realizamos um compilado dos projetos já publicados no Archdaily Brasil. Veja a seguir!
Apresentado na recente edição da Feria del Diseño 2019 em Medellín, o Iku Hábitat é um sistema arquitetônico de construção modular desenvolvido na Colômbia que busca agilizar os processos construtivos por meio de componentes projetados e pré-fabricados montados com parafusos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1120751/iku-habitat-uma-casa-modular-na-colombia-montada-com-parafusosArchDaily Team