Kinetic Cities, cortesia de RMA Architects. Imagem cortesia de RMA Architects
Rahul Mehrotra é um urbanista, educador e sócio-fundador do escritório Rahul Mehrotra Architects (RMA Architects), com sedes em Mumbai e Boston. Por toda a Índia, Mehrotra projetou trabalhos que variam de planos diretores a casas de veraneio, fábricas, instituições sociais e edifícios de escritórios. Ao longo de décadas, sua atuação no ativismo urbano culminou na fundação da Architecture Foundation do escritório, que se concentra em criar uma “consciência sobre a arquitetura na Índia” por meio de pesquisas, publicações, exposições e um diálogo público inclusivo em torno da ética e dos valores arquitetônicos.
Projeto Vencedor. Bjerg Arkitektur, Dinamarca. Imagem Cortesia de Geberit
À medida que os espaços residenciais se tornam mais escassos e caros, o design precisa desenvolver estratégias inovadoras que equilibrem funcionalidade e expressão estética, potencializando a criação de espaços menores. Com esse propósito, a Geberit lançou um concurso em seis países europeus – Alemanha, França, Grã-Bretanha, Suíça, República Tcheca e Dinamarca – para reimaginar o banheiro em uma área de 6 m², uma dimensão comum no contexto urbano que, ainda assim, permite diferentes layouts.
Ao apresentarem uma abordagem realista, essas propostas funcionam como um guia sobre como projetar banheiros que otimizem o espaço e, ao mesmo tempo, combinem diferentes produtos, materiais e cores de forma integrada (e criativa).
Às vezes, neste mercado chamado design, basta uma única ideia inteligente para dar o pontapé inicial. Um momento de inspiração — uma lâmpada que se acende, por assim dizer. Um produto que traz algo inovador e oportuno, oferecendo aos clientes algo que eles nem sabiam que precisavam, mas que agora certamente desejam. Isso, no entanto, é apenas o início de uma jornada. Depois que o burburinho inicial passa, como transformar esse produto de sucesso em um negócio robusto, sustentável e com impacto que vá além de sua revolução inicial?
Por ocasião do décimo aniversário do ArchDaily México, o escritório Rojkind Arquitectos + Think Parametric projetaram uma instalação para o evento de celebração realizado no Centro Cultural LAGO/ALGO, localizado na II Seção do Bosque de Chapultepec — um parque urbano de 810 hectares dividido em quatro seções que abrigam alguns dos pontos turísticos mais importantes do México.
Qual é o propósito do planejamento estratégico? Por que nós, como proprietários/as de escritórios, deveríamos nos importar e qual é a função desse esforço? Talvez possamos começar a responder a essa pergunta definindo o que é estratégia. De forma simples, estratégia é um conjunto de ações direcionadas a objetivos que uma empresa pode adotar para obter e sustentar uma vantagem competitiva. Uma vantagem competitiva, no entanto, é sempre relativa. Ela define a melhor maneira de uma empresa criar valor para seus públicos de interesse internos e externos (stakeholders). A relatividade é fundamental. Na prática, na profissão e nos negócios da arquitetura, não existem vantagens absolutas. Para parafrasear Simon Sinek: “Os negócios são um jogo infinito no qual o cenário competitivo está sempre em constante mudança.”
Tempos difíceis unem as pessoas. Nos últimos anos, vimos como o trabalho coletivo pode ser uma força motriz para ajudar as pessoas afetadas por desastres naturais ou causados pela ação humana. Após uma catástrofe ou deslocamento forçado, um ambiente físico seguro costuma ser essencial. Diante disso, a coordenação de esforços torna-se um fator crucial para prestar assistência em momentos de necessidade.
Arquitetos e arquitetas, como especialistas em abrigos, desempenham um papel fundamental na criação de ambientes seguros e adequados, sejam habitações individuais, edifícios públicos, escolas ou acampamentos temporários de emergência. No entanto, como afirma o arquiteto Diébédo Francis Kéré: "Quando você não tem nada e quer convencer a sua comunidade a acreditar em uma ideia, pode acontecer de todos começarem a trabalhar com você, mas é preciso continuar lutando para convencê-los".
Steven Holl costuma ser visto lendo poesia e pintando aquarelas em uma pequena cabana com vista para flores de lótus na beira de um lago em Rhinebeck, Nova York. A cabana fica em uma reserva de 28 acres que Holl comprou em 2014 e que hoje abriga seu escritório permanente, além do ‘T’ Space, uma organização artística sem fins lucrativos que oferece exposições criativas, instalações ambientais e residências de arquitetura. Contornando várias árvores de grande porte e conectando-se por meio de uma passagem a outra cabana existente de 1959, o Arquivo de Arquitetura e Biblioteca de Pesquisa da Fundação Steven Myron Holl, construído in 2019, é a mais recente edificação a ser cuidadosamente inserida na exuberante paisagem.
A escritora Eva Hagberg e eu nos conhecemos há muito tempo. Há bastante tempo, em um ano do qual não me lembro, eu lhe passei uma de suas primeiras pautas para uma revista. Literalmente, dezenas de outras pautas se seguiram. Foi, portanto, com certa expectativa e um pouco de surpresa que recebi seu novo livro When Eero Met His Match: Aline Louchheim Saarinen and the Making of an Architect (Princeton University Press), um texto híbrido intrigante, parte biografia de Aline e Eero, parte memórias das experiências de Hagberg como redatora de design e assessora de imprensa. (Sou brevemente mencionado no livro.) A tese principal do livro é que Aline Saarinen inventou, em grande medida, o papel de assessora de imprensa de arquitetura. Recentemente, fui até o Brooklyn Navy Yard para conversar com Eva, grávida de muitos meses, sobre o que a motivou a escrever seu novo livro, sua estrutura dupla e a ética jornalística de Aline Saarinen.
Apesar de seu acervo deslumbrante de obras-primas, a National Gallery de Londres tem sido assombrada por uma série de intervenções arquitetônicas equivocadas ao longo de seus dois séculos de existência. Apenas uma vez sua liderança tomou uma decisão de fato inspirada e visionária: em meados da década de 1980, a galeria realizou um concurso, vencido pelo escritório Venturi, Rauch and Scott Brown (VRSB), da Filadélfia, para projetar um edifício voltado a coleções especiais.
O anexo foi construído de 1988 a 1991, viabilizado por fundos doados pela família Sainsbury como um presente para a nação, e foi imediatamente aclamado como um dos edifícios mais refinados de seu gênero erguidos no século XX. Desde então, permaneceu querido pelos londrinos e cumpriu exemplarmente o papel de expansão do pouco expressivo edifício clássico de William Wilkins. Especialistas na obra de Robert Venturi, John Rauch e Denise Scott Brown consideram-no uma de suas obras-primas. Pelo visto, a National Gallery tem uma opinião diferente.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134651/em-londres-uma-obra-prima-de-venturi-e-scott-brown-esta-ameacadaMark Alan Hewitt
Com o objetivo de impulsionar a transição sustentável de recursos na indústria da construção, a ETH Zurich, em colaboração com a FenX AG, está utilizando a impressão 3D de espuma (F3DP) para fabricar fôrmas de geometria complexa destinadas à produção de elementos especiais de concreto.
O efeito sonoro de vidro se quebrando é, há muito tempo, um recurso clássico em esquetes de comédia. Sempre que um objeto leve de cena voa para fora da tela ou do palco, ele inevitavelmente estraçalha uma vidraça um instante depois. Hoje em dia, isso ainda é divertido, embora absurdamente inofensivo, mas, em pouco tempo, a ideia de uma bola de futebol chutada por uma criança quebrando a janela de um vizinho causará apenas estranhamento e ceticismo.
Formar-se em arquitetura costuma vir acompanhado da expectativa de trabalhar em um escritório das 9h às 18h. No entanto, a realidade é que muitos/as recém-formados/as estão se aventurando em carreiras diversificadas e explorando campos como fotografia de arquitetura, escrita, renderização, cenografia e gerenciamento de projetos. Neste Editor's Talk, o/a fundador/a e editor/a-chefe do ArchDaily, o/a diretor/a de desenvolvimento de produtos de software, os/as editores/as executivos/as e o/a editor/a de redes sociais compartilham suas experiências de graduação em arquitetura e como acabaram explorando caminhos profissionais diferentes, porém altamente complementares, provando que a prática da arquitetura vai muito além de projetar espaços físicos construídos.
UN-Habitat acaba de lançar o seu Relatório Mundial sobre as Cidades anual durante a décima primeira sessão do Fórum Urbano Mundial, que ocorreu em Katowice, Polônia, de 27 a 30 de junho de 2022. Sob o título “Envisaging the Future of Cities” (Vislumbrando o Futuro das Cidades), a edição de 2022 destaca percepções sobre o futuro do ambiente urbano com base em “tendências, desafios e oportunidades existentes, bem como condições disruptivas, incluindo as valiosas lições da pandemia de COVID-19”. O documento busca, de fato, apresentar caminhos para que as cidades se preparem para desafios futuros e enfrentem as questões atuais.
Diante da previsão de que a população global em áreas urbanas passará de 56% em 2021 para 68% em 2050 — principalmente na África e no Oriente Médio —, a transformação de nossas cidades com vistas a um futuro melhor deve ser um interesse global. Diante da necessidade urgente de “soluções inovadoras para que as áreas urbanas respondam a essa tripla crise de COVID, clima e conflito”, conforme declarado pela Subsecretária-Geral da ONU e Diretora Executiva do ONU-Habitat, Maimunah Mohd Sharif, o Relatório Mundial das Cidades de 2022 clama por um maior compromisso por parte dos governos nacionais, regionais e locais, além de incentivar a adoção contínua de tecnologias inovadoras e conceitos de vida urbana.
Em nossa condição de seres humanos, não podemos viver sem histórias. Precisamos delas para preencher as lacunas que existem em nossa realidade, para viver em nossa imaginação esses milhares de vidas diferentes das nossas e, em alguns casos, impossíveis.
Poderíamos classificar como “boa arquitetura” aquela que tem uma ou várias histórias para nos contar? Aquela que é uma história por si só? Uma pergunta tão subjetiva como essa certamente gera diferentes respostas, mas uma resposta possível é “sim”. E um exemplo disso é o projeto do Túmulo Brion, uma das principais obras-primas do arquiteto veneziano Carlo Scarpa.
Enfrentar as mudanças climáticas é um dos principais desafios contemporâneos. Seu grande impacto sobre a biodiversidade e a disponibilidade de recursos naturais exige a criação de estratégias sustentáveis para reduzir seu impacto no meio ambiente.
O setor da construção civil é atualmente responsável por cerca de 40% das emissões de CO2. Nesse contexto, surge o Projeto CEELA como uma contribuição para a mitigação das mudanças climáticas, a geração de empregos e a redução de problemas sociais relacionados à urbanização. Ao desenvolver edifícios-modelo na Colômbia, no Equador, no México e no Peru, a iniciativa propõe contribuir para o avanço da eficiência energética na América Latina. Para fomentar a difusão do tema, o ArchDaily acompanhou o Curso de Liderança para Edificações Sustentáveis na América Latina, organizado pela Pontifícia Universidade Javeriana, na Colômbia, para dialogar com a organização, participantes e especialistas no assunto.
A edição de 2022 da Shenzhen Fashion Home Design Week (doravante denominada "Semana de Design") chegou ao fim com sucesso. Em meio aos desafios impostos pela pandemia, o ArchDaily, em parceria com a MEFine, apresentou o fórum temático "Um Passo à Frente: Reflexões Contemporâneas sobre o Habitar". Integrado ao "Design Loud" — espaço de debates focado em design e criatividade idealizado pelo Design Dome —, o evento foi concluído com êxito, deixando reflexões marcantes.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134773/forum-archdaily-x-shenzhen-creative-home-design-week-um-passo-a-frente-reflexoes-contemporaneas-sobre-o-habitarDai Le
Impulsionado em grande parte pela migração rural para as cidades e pelo crescimento populacional geral, 68% das pessoas em todo o mundo viverão em áreas urbanas até 2050. Com isso, grande parte da população se beneficiará de um maior acesso a serviços básicos, da proximidade com o transporte público e de melhores oportunidades de educação e emprego. No entanto, a busca por uma vida urbana também leva ao isolamento do ambiente externo — seja uma floresta, um campo ou as montanhas —, o que pode impactar negativamente nossa saúde física e mental. Há muito se comprovou que a exposição à natureza reduz os níveis de estresse, melhora o humor, estimula a produtividade e, acima de tudo, potencializa o bem-estar. Portanto, considerando que costumamos passar cerca de 93% do nosso tempo em espaços fechados (e que a pandemia ampliou essa estatística), hoje, mais do que nunca, buscamos uma conexão com o exterior e todos os seus benefícios inerentes. Assim, os/as arquitetos/as enfrentam o importante desafio de trazer a natureza para o interior, que é justamente onde o design biofílico entra em cena.
Ao toque de um botão, toda a fachada envidraçada afunda magicamente no solo, integrando o interior ao exterior. Esse é o efeito da janela descendente da air-lux, que atua não apenas como uma fachada de vidro, mas como um elemento de destaque durante todo o ano, conectando os ambientes interno e externo. Tanto é assim que a janela descendente foi premiada com o German Design Award 2020 na categoria "Excellent Product Design - Building and Elements".
"Domingos Libro" é apresentado por Carmelo, do Enorme Studio, e se aprofunda em publicações de arquitetura esquecidas, livros e revistas de arquitetura das décadas de 1960, 1970 e 1980, revelando as histórias mais fascinantes por trás delas.
A seleção desta semana de Melhores Projetos de Arquitetura Não Construída destaca propostas vencedoras de concursos enviadas pela comunidade do ArchDaily. De desenvolvimentos urbanos de grande escala a intervenções na paisagem, passando por projetos residenciais, espaços educacionais e edifícios comerciais, esta compilação apresenta uma variedade de abordagens de projeto, programas e escalas. As propostas selecionadas resultam de concursos locais e internacionais, englobando desde conceitos criativos a projetos atualmente em andamento.
As propostas vencedoras de concursos abrangem uma variedade de projetos desenvolvidos tanto por novos escritórios quanto por firmas já consolidadas. Entre os destaques desta semana estão um empreendimento urbano no estilo "cidade dentro da cidade" na Ucrânia, um posto para veículos elétricos (VE) no Canadá que reinterpreta a tipologia tradicional das áreas de serviço de rodovias, um bloco residencial sustentável na Finlândia e uma sede social integrada à paisagem da Nova Zelândia.
O The Second Studio (antigo The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina discutem os trabalhos e estúdios de conclusão de curso (TCC) na graduação em arquitetura, abordando as diferenças entre projetos de tese, projetos finais (capstone) e dissertações; como escolher o tema do trabalho; como optar pelo orientador ou estúdio correto; o valor de realizar um TCC; os desafios específicos desse processo e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134979/the-second-studio-podcast-preparacao-para-o-tcc-de-arquiteturaThe Second Studio Podcast
No conjunto dos diferentes espaços de um projeto de arquitetura, os banheiros costumam ser uma mescla de áreas funcionais e de relaxamento. Sua inserção no projeto exige uma seleção cuidadosa de metais e acessórios, permitindo que profissionais de arquitetura e design explorem diferentes formas, cores e texturas para dialogar com a identidade visual de todo o conjunto. Servindo de inspiração para inúmeros metais sanitários, a coleção TARA da Dornbracht combina formas geométricas com uma modernidade atemporal, expressa por meio de uma linguagem formal clara.
Este ano, a linha TARA celebra seu 30º aniversário. Para comemorar a data, os designers Michael Sieger e seu irmão Christian Sieger relembram o processo de criação da coleção e sua trajetória até se tornar um ícone ao longo dos anos. Hoje, a dupla de designers busca serenidade, simplicidade e sustentabilidade: “Não queremos nos definir por um design extravagante, ou mesmo pelo design em si”. Alinhada às inovações lançadas em 2022, a equipe projetou um conceito único de arquitetura de banho referencial para a coleção.
As práticas de construção em todo o mundo, bem como a especificação e o uso de materiais de construção, vêm sendo identificadas como fatores determinantes no aquecimento global. Estudos mostram que o setor da construção civil desempenhará um papel central para atingir as metas de redução de emissões de CO2 até 2030 estabelecidas na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), bem como a neutralidade de emissões de CO2 (zero líquido) até 2050.
A contribuição do setor da construção para atingir essas metas deve se concentrar na construção sustentável, o que pressupõe estruturas ecoeficientes que consumam menos energia e apresentem uma pegada de carbono reduzida ou mesmo nula.
Edifícios verdes são estruturas que, desde a concepção e construção até a operação, reduzem ou eliminam os impactos negativos no clima e no meio ambiente, preservando recursos naturais preciosos e melhorando a qualidade de vida.
Quando os vencedores do prestigioso Prêmio Aga Khan de Arquitetura são anunciados a cada três anos, a arquitetura celebrada é, sem dúvida, o que há de melhor e mais importante no mundo. Embora os anúncios do ciclo de 2022 estejam iminentes, olhar para trás e analisar os seis projetos laureados em 2019 revela-se uma reflexão valiosa.