1. ArchDaily
  2. Artigos

Artigos

Leveza Transparente: Quando a Arquitetura Pneumática se Conecta com o Meio Ambiente

Acesso exclusivo | 

Em Seis propostas para o próximo milênio, Italo Calvino explora a leveza sob uma perspectiva literária e argumenta: "À leveza se opõe o peso. Retirar peso produz leveza; ela é um valor, não um defeito." Apoiando-se na mitologia grega, ele reflete sobre um dos feitos de Perseu após decapitar a terrível Górgona Medusa sem ser transformado em pedra. Auxiliado pelos deuses Hades, Hermes e Atena, Perseu voa com suas sandálias aladas e usa um escudo de bronze como espelho para refletir a imagem dela. Apoiando-se, como muitos arquitetos e arquitetas, naquilo que há de mais leve — o vento e as nuvens —, ele também fixa o olhar no que se revela por meio de uma visão indireta: uma imagem refletida no espelho.

Historicamente, a transparência foi naturalizada como uma condição inerente à arquitetura moderna. Com a transição das pesadas paredes portantes para os fechamentos leves em vidro, este material foi introduzido na disciplina, diluindo as fronteiras entre os espaços internos e externos. Em relação à arquitetura inflável, a transparência vincula-se à leveza e à impermanência, deixando rastros temporários nas paisagens que habita. Ao utilizar tecidos ou plásticos como principais materiais e o ar como sistema estrutural, a busca pela leveza no ambiente construído agora reconhece mais de uma única atmosfera de aplicação.

Leveza Transparente: Quando a Arquitetura Pneumática se Conecta com o Meio Ambiente - 1 的图像 4Leveza Transparente: Quando a Arquitetura Pneumática se Conecta com o Meio Ambiente - 2 的图像 4Leveza Transparente: Quando a Arquitetura Pneumática se Conecta com o Meio Ambiente - 3 的图像 4Leveza Transparente: Quando a Arquitetura Pneumática se Conecta com o Meio Ambiente - 4 的图像 4Leveza Transparente: Quando a Arquitetura Pneumática se Conecta com o Meio Ambiente - Mais Imagens+ 15

Frágil por Design: Como os edifícios podem ser projetados para durar mais que seu propósito original?

Após explorarmos a adaptabilidade em escala urbana, direcionamos agora o foco para o edifício em si — e, fundamentalmente, para a prática profissional. Como arquitetos/as, incorporadores/as e consultores/as podem consolidar a adaptabilidade como um resultado mensurável e convencional? Essa questão estará em pauta na Adaptable Building Conference (ABC) no dia 22 de janeiro, no Nieuwe Instituut, em Roterdã, onde arquitetos/as, engenheiros/as, formuladores/as de políticas e lideranças do setor debaterão o potencial dos edifícios adaptáveis — e como viabilizá-los em larga escala.

Tuwaiq Sculpture 2026 transforma Riade em uma plataforma de arte pública

Acesso exclusivo | 

Durante séculos, a escultura esteve associada à materialização de valores religiosos, à celebração de conquistas heroicas ou à consolidação do poder político. Hoje, ela também atua como um instrumento crítico e um mediador urbano. Muitas obras contemporâneas questionam o presente, desafiam a escala, dialogam com o movimento e a circulação, e reconfiguram a percepção do espaço público. A escultura já não é concebida como um objeto isolado, mas como parte de processos mais amplos de transformação urbana.

Riad, a capital da Arábia Saudita, exemplifica uma cidade em processo de intensa expansão e reestruturação. Sobretudo no âmbito da agenda Vision 2030, o município tem investido na qualificação dos espaços públicos, na diversificação de sua paisagem cultural e na consolidação de uma identidade urbana que alia tradição, infraestrutura e projeção global. Nesse contexto, a produção cultural desempenha um papel estruturante, contribuindo para redefinir a experiência urbana cotidiana e expandir as referências simbólicas da cidade.

Futuros Importados: A arquitetura global moldando a transformação urbana da Albânia

Acesso exclusivo | 

Nos últimos anos, a Albânia passou por uma rápida e visível transformação, despontando como um dos ambientes urbanos mais dinâmicos do Sudeste Europeu. Esse crescimento se reflete não apenas na expansão de seu tecido construído, mas também na escala e na ambição de novas intervenções arquitetônicas que buscam redefinir a imagem do país. Ao longo de seu território, uma série de grandes empreendimentos, instituições culturais e projetos de infraestrutura vêm sendo implantados como parte de um esforço mais amplo para reposicionar a Albânia e sua capital, Tirana, em redes regionais e internacionais.

Um número significativo dessas intervenções está sendo projetado por escritórios de arquitetura de reconhecimento internacional, cuja presença se tornou uma característica definidora da atual fase de desenvolvimento da cidade. Em vez de se apoiar primordialmente em processos incrementais ou de base local, a transformação de Tirana é cada vez mais moldada por visões de autoria externa que introduzem novas linguagens formais, tipologias e estratégias urbanas. Esses projetos frequentemente operam como objetos singulares ou fragmentos em grande escala, contribuindo para uma paisagem na qual a cidade é montada a partir de gestos distintos e altamente visíveis.

Futuros Importados: A arquitetura global moldando a transformação urbana da Albânia - Image 1 of 4Futuros Importados: A arquitetura global moldando a transformação urbana da Albânia - Image 2 of 4Futuros Importados: A arquitetura global moldando a transformação urbana da Albânia - Image 3 of 4Futuros Importados: A arquitetura global moldando a transformação urbana da Albânia - Image 4 of 4Futuros Importados: A arquitetura global moldando a transformação urbana da Albânia - Mais Imagens+ 26

Arquivando a Tecnosfera: Como a arquitetura dos museus medeia os sistemas criados pelo ser humano

Acesso exclusivo | 

Longe da percepção do espaço expositivo como um lugar estéril, intocável e quase sagrado, o museu de tecnologia contemporâneo surge como um participante performativo nos sistemas que busca documentar. A arquitetura dessas instituições tornou-se cada vez mais fluida e audaciosa, muitas vezes refletindo a velocidade e a complexidade dos sistemas que abriga. Essas instituições operam como mediadoras entre os domínios humano, ecológico e tecnológico, transformando-se de depósitos enciclopédicos em motores educacionais ativos. Ao espacializarem dados científicos complexos por meio de salas imersivas, essas estruturas tornam as redes tecnológicas do nosso mundo acessíveis, envolventes e tangíveis.

Arquivando a Tecnosfera: Como a arquitetura dos museus medeia os sistemas criados pelo ser humano - Imagen 1 de 4Arquivando a Tecnosfera: Como a arquitetura dos museus medeia os sistemas criados pelo ser humano - Imagen 2 de 4Arquivando a Tecnosfera: Como a arquitetura dos museus medeia os sistemas criados pelo ser humano - Imagen 3 de 4Arquivando a Tecnosfera: Como a arquitetura dos museus medeia os sistemas criados pelo ser humano - Imagen 4 de 4Arquivando a Tecnosfera: Como a arquitetura dos museus medeia os sistemas criados pelo ser humano - Mais Imagens+ 4

The Line em uma encruzilhada: Revisitando a visão de NEOM para uma cidade utópica

Acesso exclusivo | 

Em 2023, o/a editor(a)-chefe do ArchDaily conversou com Tarek Qaddumi, Diretor Executivo de Design do The Line na NEOM, no encerramento da Exposição do The Line em Riade. Qaddumi descreveu uma cidade tridimensional em camadas, organizada em torno da ideia de uma "esfera de acesso de cinco minutos": comunidades voltadas para pedestres empilhadas verticalmente, conectadas por trens de alta velocidade, livres de carros e da infraestrutura viária convencional, e projetadas para coexistir de forma simbiótica com a paisagem natural do entorno. Tratava-se de uma visão instigante que, no contexto daquele momento, mostrava-se ao mesmo tempo plausível e atraente. Para arquitetos/as e pensadores/as urbanos/as que enfrentam os fracassos do urbanismo do século XX, as ideias propostas mereciam atenção e planejamento.

The Line em uma encruzilhada: Revisitando a visão de NEOM para uma cidade utópica - Imagen 1 de 4The Line em uma encruzilhada: Revisitando a visão de NEOM para uma cidade utópica - Imagen 2 de 4The Line em uma encruzilhada: Revisitando a visão de NEOM para uma cidade utópica - Imagen 3 de 4The Line em uma encruzilhada: Revisitando a visão de NEOM para uma cidade utópica - Imagen 4 de 4The Line em uma encruzilhada: Revisitando a visão de NEOM para uma cidade utópica - Mais Imagens+ 5

Tornando a infraestrutura visível: quando os sistemas se tornam arquitetura

Acesso exclusivo | 

Durante séculos, a infraestrutura de grande escala operou em segundo plano. Portos, usinas e instalações de energia localizavam-se nos limites das cidades, projetados primordialmente com foco na eficiência e raramente considerados parte da vida cívica. Embora sua função fosse indispensável, sua presença arquitetônica permanecia secundária. Essas estruturas sustentavam o crescimento urbano e o intercâmbio global ao mesmo tempo em que mantinham um distanciamento espacial da experiência urbana cotidiana.

Hoje, esse cenário está mudando gradualmente. À medida que o comércio global se intensifica e os sistemas de energia expandem sua complexidade, os edifícios que coordenam e abrigam essas redes ganham visibilidade na paisagem urbana. Em vez de permanecerem como receptáculos neutros para operações técnicas, eles passam a afirmar uma identidade espacial. A infraestrutura já não é apenas operacional; torna-se cada vez mais institucional, simbólica e urbana. A arquitetura que dá suporte a esses sistemas agora participa ativamente da projeção da imagem das próprias cidades.

Tornando a infraestrutura visível: quando os sistemas se tornam arquitetura - Imagen 1 de 4Tornando a infraestrutura visível: quando os sistemas se tornam arquitetura - Imagen 2 de 4Tornando a infraestrutura visível: quando os sistemas se tornam arquitetura - Imagen 3 de 4Tornando a infraestrutura visível: quando os sistemas se tornam arquitetura - Imagen 4 de 4Tornando a infraestrutura visível: quando os sistemas se tornam arquitetura - Mais Imagens+ 6

Projetar para a obsolescência em uma era de atualizações perpétuas

Acesso exclusivo | 

No século XIX, redes ferroviárias inteiras tornaram-se obsoletas quase da noite para o dia, não por deterioração física, mas devido a mudanças nos padrões técnicos que as sustentavam. A expansão das ferrovias pela Europa e América do Norte adotou diferentes bitolas (a distância transversal entre os trilhos) e, à medida que um padrão dominante surgia gradualmente, essas infraestruturas tornaram-se incompatíveis entre si. Isso exigiu adaptações em larga escala, conversões ou mesmo reconstruções completas, no episódio que ficou conhecido como a "Guerra das Bitolas".

Com a adoção em massa das redes de telecomunicações no século XX, cidades do mundo todo construíram grandes edifícios de centrais telefônicas, repletos de equipamentos eletromecânicos responsáveis pelo roteamento de chamadas entre regiões. Essas estruturas eram elementos de infraestrutura altamente especializados, que frequentemente ocupavam quarteirões inteiros e se organizavam em torno de maquinários técnicos de grande escala. Com a transição para as tecnologias de comutação digital e, posteriormente, a ampla adoção da telefonia móvel, grande parte desse equipamento tornou-se obsoleta em poucas décadas. Os próprios edifícios muitas vezes permaneciam estruturalmente íntegros, mas os sistemas que haviam sido projetados para suportar já tinham evoluído além deles.

Projetar para a obsolescência em uma era de atualizações perpétuas - Image 1 of 4Projetar para a obsolescência em uma era de atualizações perpétuas - Image 2 of 4Projetar para a obsolescência em uma era de atualizações perpétuas - Image 3 of 4Projetar para a obsolescência em uma era de atualizações perpétuas - Image 4 of 4Projetar para a obsolescência em uma era de atualizações perpétuas - Mais Imagens+ 3

Luz que vem de cima: medindo e projetando a iluminação natural sob coberturas inclinadas

Acesso exclusivo | 

Se pedirmos a uma criança para desenhar uma casa, quase certamente surgirá uma silhueta triangular, com dois planos inclinados se encontrando em uma cumeeira. Poucas formas arquitetônicas são tão universalmente reconhecidas quanto a casa de telhado inclinado. Sob uma perspectiva semiótica, essa imagem elementar funciona como um signo condensado de abrigo que, em apenas alguns traços, sintetiza proteção, interioridade e pertencimento. O que hoje lemos como um símbolo universal, no entanto, surgiu de uma necessidade concreta. Dos chalés alpinos que escoam a neve às telhas mediterrâneas que atenuam o calor do verão, a inclinação respondeu a desafios climáticos e construtivos muito antes de se tornar um código estético.

Embora a arquitetura moderna tenha privilegiado planos horizontais e plantas ortogonais, o telhado inclinado exige que o projeto seja concebido em corte. Sua inclinação permite o aproveitamento eficiente do volume sob a cobertura e introduz variações de altura, compressão e expansão espacial. Quando aberturas são incorporadas a esse plano, essa condição se intensifica. Diferente das janelas verticais, que captam luz lateral, as aberturas na cobertura recebem uma porção maior do céu visível e uma luminância significativamente superior à do horizonte, oferecendo até três vezes mais luz do que o envidraçamento vertical em dias nublados.

Gateway na Órbita Lunar: Estendendo a Arquitetura para Além da Terra

Acesso exclusivo | 

O conceito de tecnosfera fornece uma estrutura para compreender a escala do impacto humano na Terra. O termo foi cunhado por Peter K. Haff e é definido como a rede global de artefatos criados pelo ser humano: uma camada física de infraestrutura, edifícios, veículos e maquinários que funciona paralelamente à biosfera e à atmosfera. Atualmente estimada em 30 trilhões de toneladas, essa massa construída pela humanidade é dominada pelo ambiente construído. Nesse contexto, a arquitetura atua como a principal interface, moldando a forma como a tecnologia interage com as ecologias locais. Contudo, ao que tudo indica, em breve a tecnosfera não estará mais limitada à superfície terrestre. Por meio do programa Artemis da NASA, essa rede de massa artificial está se expandindo para além da atmosfera da Terra, buscando estabelecer uma nova infraestrutura orbital que representa a primeira extensão permanente desse sistema criado pela humanidade fora do nosso planeta.

Gateway na Órbita Lunar: Estendendo a Arquitetura para Além da Terra - 1 的图像 4Gateway na Órbita Lunar: Estendendo a Arquitetura para Além da Terra - 2 的图像 4Gateway na Órbita Lunar: Estendendo a Arquitetura para Além da Terra - 3 的图像 4Gateway na Órbita Lunar: Estendendo a Arquitetura para Além da Terra - 4 的图像 4Gateway na Órbita Lunar: Estendendo a Arquitetura para Além da Terra - Mais Imagens+ 3

Última oportunidade para escolher os finalistas do Prêmio Obra do Ano 2026

Acesso exclusivo | 

A apenas cinco dias do anúncio dos finalistas do Prêmio Obra do Ano 2026, ainda há tempo para escolher seus projetos favoritos do ano. O maior prêmio de arquitetura do mundo hispânico, decidido por sua comunidade, o Obra do Ano tem como objetivo reconhecer os projetos arquitetônicos mais influentes publicados a cada ano no ArchDaily em Espanhol.

No dia 8 de abril, serão revelados os 15 finalistas, escolhidos pela comunidade do ArchDaily ao longo destas duas semanas de indicações. Ao indicar projetos, cada leitor e leitora passa a integrar um júri global e imparcial, dando visibilidade ao melhor da arquitetura nos países de língua espanhola.

Residência Van Wassenhove: Vivendo a continuidade radical de Juliaan Lampens

Acesso exclusivo | 

A história da arquitetura frequentemente avança por meio de gestos icônicos ou avanços tecnológicos; no entanto, certas obras permanecem influentes precisamente por resistirem ao espetáculo. Construída entre 1972 e 1974 em Sint-Martens-Latem, na Bélgica, a Residência Van Wassenhove destaca-se como um desses projetos silenciosos, mas decisivos. Concebida como um volume único e contínuo de concreto implantado em uma paisagem arborizada, a casa desafia as ideias convencionais de conforto doméstico, privacidade e hierarquia espacial. Sua presença é direta e intransigente, evitando, contudo, a monumentalidade, posicionando-se, em vez disso, como uma estrutura vivenciada, moldada por rituais cotidianos e pela habitação de longo prazo.

A casa foi projetada por Juliaan Lampens, uma figura que atuou em grande parte à margem das narrativas arquitetônicas dominantes de sua época. Trabalhando principalmente em Flanders e frequentemente em encomendas privadas, Lampens desenvolveu uma obra centrada na redução espacial radical, na honestidade material e em uma abordagem quase ética da construção. A Residência Van Wassenhove é frequentemente descrita como sua obra mais completa, não por introduzir novas ideias, mas por consolidar muitos dos princípios que perpassam consistentemente sua carreira.

Residência Van Wassenhove: Vivendo a continuidade radical de Juliaan Lampens - Image 6 of 4Residência Van Wassenhove: Vivendo a continuidade radical de Juliaan Lampens - Image 1 of 4Residência Van Wassenhove: Vivendo a continuidade radical de Juliaan Lampens - Image 3 of 4Residência Van Wassenhove: Vivendo a continuidade radical de Juliaan Lampens - Image 2 of 4Residência Van Wassenhove: Vivendo a continuidade radical de Juliaan Lampens - Mais Imagens+ 2

O concreto está arruinando a promessa da madeira engenheirada?

Acesso exclusivo | 

A madeira engenheirada deixou de ser um nicho experimental para se tornar parte central do debate contemporâneo sobre construção sustentável. A combinação de menor carbono incorporado, sistemas pré-fabricados e cronogramas de obra mais rápidos ajudou a posicionar soluções como CLT (madeira laminada cruzada) e DLT (madeira cavilhada) como alternativas viáveis ao concreto e ao aço em edifícios residenciais, escritórios, escolas e equipamentos públicos em todo o mundo. A isso somam-se a previsibilidade dos processos construtivos e as qualidades ambientais associadas à madeira, frequentemente vinculadas ao conforto de quem utiliza o espaço e à experiência espacial.

Justiça na Mobilidade: Equidade Urbana em uma Era de Inovação

Acesso exclusivo | 

Toda cidade abriga dois sistemas de transporte. Um deles é a rede visível de ruas, ferrovias, calçadas e rotas de ônibus mapeada nos documentos de planejamento urbano. O outro é a geografia invisível de privilégio e exclusão nela incorporada: os bairros que receberam rodovias em vez de parques, as comunidades cujas linhas de ônibus foram cortadas, as calçadas que terminam abruptamente no limite de um distrito. Durante muitos anos, profissionais do ambiente construído trataram a infraestrutura como um desafio técnico. A justiça de mobilidade insiste que se trata, fundamentalmente, de um desafio político.

Justiça na Mobilidade: Equidade Urbana em uma Era de Inovação - Imagen 1 de 4Justiça na Mobilidade: Equidade Urbana em uma Era de Inovação - Imagen 2 de 4Justiça na Mobilidade: Equidade Urbana em uma Era de Inovação - Imagen 3 de 4Justiça na Mobilidade: Equidade Urbana em uma Era de Inovação - Imagen 4 de 4Justiça na Mobilidade: Equidade Urbana em uma Era de Inovação - Mais Imagens+ 25

Por que a continuidade da informação importa na arquitetura contemporânea

Acesso exclusivo | 

Ao contrário de muitas outras atividades que hoje ocorrem inteiramente em ambientes digitais, o resultado final do trabalho na indústria de arquitetura, engenharia e construção não permanece em uma tela. Arquivos se tornam edifícios, modelos se transformam em estruturas e as decisões tomadas durante o processo de projeto acabam moldando ruas, bairros e cidades inteiras. Um edifício costuma durar décadas, às vezes séculos, e os impactos das escolhas feitas durante seu desenvolvimento estendem-se muito além do momento da entrega, influenciando o cotidiano de milhares de pessoas.

Um coração que pulsa e sangra: corpos, ruas e as políticas de cuidado em Bogotá

Acesso exclusivo | 

É época de chuvas, mas o temporal desta manhã pouco afeta o ritmo ao longo da La Carrera Séptima. Ciclistas e pedestres desviam de comerciantes ambulantes com seus carrinhos de abacates, doces de gengibre e capinhas de celular. Carrinhos de brinquedo, lâmpadas e joias de miçangas feitas à mão brilham com as gotas de chuva, organizados meticulosamente sobre lonas que demarcam os territórios dos/as vendedores/as. Policiais se aproximam de um/a catador/a que recolhe garrafas; um/a turista pechincha o preço de uma jaqueta; duas mulheres se encontram no meio da rua, abraçando-se enquanto seus casacos ficam pesados sob a chuva.

La Séptima, ou a Sétima Avenida de Bogotá, é a via mais emblemática de Bogotá, percorrida por mais de dois milhões de pessoas todos os dias. Ao longo desta única via — que é em parte mercado, rota de protesto e polo de transportes — a história de Bogotá se desenrola. Por quase um ano, acompanhei seus ritmos como pedestre, usuário/a do transporte, habitante e pesquisador/a. Em todos esses momentos e em suas encarnações históricas, uma imagem persistiu: a rua é um corpo vivo. Ela é imaginada como a espinha dorsal de Bogotá, sua artéria vital, seu coração. Sangra, carrega cicatrizes e exige cuidados.

Diagnosticando a Desordem

Sobrevidas Agrícolas: Quando os Resíduos se Tornam Arquitetura

Acesso exclusivo | 

Um material de construção raramente começa sua trajetória no momento em que a arquitetura o encontra. Quando o concreto chega ao canteiro de obras, seu calcário já foi extraído, processado e transformado. A madeira chega muito depois da floresta. O vidro surge desconectado da areia da qual foi feito. No momento em que os materiais entram na construção, grande parte da paisagem e da indústria que os produziu já desapareceu de vista.

Por toda a Índia e na região SWANA (Sudoeste Asiático e Norte da África), outra cadeia de suprimentos de materiais começa a se tornar visível. Cascas de arroz, fibras de coco, bagaço de cana-de-açúcar e resíduos de tamareiras, outrora tratados como sobras agrícolas, entram cada vez mais na arquitetura como isolamento, painéis compostos, chapas de fibra e substitutos do cimento. Engenhos de arroz, plantações de coco, usinas de açúcar e fazendas de tâmaras tornam-se, progressivamente, parte da cadeia de suprimentos da arquitetura.

Sobrevidas Agrícolas: Quando os Resíduos se Tornam Arquitetura - 1 的图像 4Sobrevidas Agrícolas: Quando os Resíduos se Tornam Arquitetura - 2 的图像 4Sobrevidas Agrícolas: Quando os Resíduos se Tornam Arquitetura - 3 的图像 4Sobrevidas Agrícolas: Quando os Resíduos se Tornam Arquitetura - 4 的图像 4Sobrevidas Agrícolas: Quando os Resíduos se Tornam Arquitetura - Mais Imagens+ 7

O que acontece quando a energia solar é tratada como material de construção?

 | Em colaboração
Áudio disponível

À medida que a responsabilidade ambiental se consolida na cultura de projeto, o envelope do edifício passa a ser reconsiderado não apenas como uma pele protetora, mas como uma superfície ativa de produção de energia. Tratar a tecnologia solar como um material, e não como um mero acessório, reformula a maneira como a arquitetura é concebida e detalhada. Cor, textura, ritmo e montagem tornam-se indissociáveis do desempenho. A tecnologia fotovoltaica integrada a edifícios (BIPV) opera justamente nessa definição ampliada de materialidade. Ao integrar a tecnologia solar em fachadas e fachadas ventiladas desde as etapas iniciais de um projeto, arquitetos e arquitetas podem reduzir redundâncias, alinhar metas energéticas às intenções de projeto e repensar a composição dos envelopes. No entanto, traduzir essa ambição em sistemas construtivos viáveis exige precisão técnica e inteligência executiva.

O que acontece quando a energia solar é tratada como material de construção? - Imagem 1 de 4O que acontece quando a energia solar é tratada como material de construção? - Imagem 2 de 4O que acontece quando a energia solar é tratada como material de construção? - Imagem 3 de 4O que acontece quando a energia solar é tratada como material de construção? - Imagem 4 de 4O que acontece quando a energia solar é tratada como material de construção? - Mais Imagens+ 14

O trabalho curatorial como construção da cidade: Marisa Yiu, do Design Trust, reflete sobre exposições e agência espacial

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

Em Hong Kong, onde a arquitetura é frequentemente impulsionada pela lógica imobiliária, pela infraestrutura e pelo desenvolvimento acelerado, o espaço para a experimentação cívica em escala humana pode ser surpreendentemente limitado. É aí que o Design Trust se destaca. Como uma plataforma de fomento e viabilização de projetos, a organização apoia intervenções espaciais que transitam entre arquitetura, pesquisa e programação pública — um trabalho que costuma ser modesto, coletivo ou incerto demais para se encaixar nos fluxos convencionais entre cliente e arquiteto/a.

No centro desse trabalho está Marisa Yiu, cuja liderança posiciona o Design Trust tanto como agente viabilizador quanto como ator cultural. Por meio de iniciativas como o Micro-Parks Hong Kong, além de exposições e programas públicos, a organização trata o discurso e a prototipagem como formas de agência espacial, conectando designers, comunidades, instituições e debates sobre políticas públicas, ao mesmo tempo em que coloca em primeiro plano questões de gestão, manutenção e a "sobrevida" do espaço público.

O trabalho curatorial como construção da cidade: Marisa Yiu, do Design Trust, reflete sobre exposições e agência espacial - Imagen 1 de 4O trabalho curatorial como construção da cidade: Marisa Yiu, do Design Trust, reflete sobre exposições e agência espacial - Imagen 2 de 4O trabalho curatorial como construção da cidade: Marisa Yiu, do Design Trust, reflete sobre exposições e agência espacial - Imagen 3 de 4O trabalho curatorial como construção da cidade: Marisa Yiu, do Design Trust, reflete sobre exposições e agência espacial - Imagen 4 de 4O trabalho curatorial como construção da cidade: Marisa Yiu, do Design Trust, reflete sobre exposições e agência espacial - Mais Imagens+ 19

Prêmio Europeu de Habitação Coletiva abre inscrições para sua segunda edição

Áudio disponível

A habitação coletiva é uma marca registrada da Europa. Em sua segunda edição, a premiação busca projetos que evidenciem seu impacto social e os marcos regulatórios e de políticas públicas que os viabilizam. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 30 de abril.

A modernidade pós-industrial gerou uma ampla gama de modelos de habitação coletiva que deixaram uma marca duradoura nas cidades europeias e na história da arquitetura: desde os Hofs de Viena e a Weissenhofsiedlung até a Unité d'habitation de Le Corbusier e as obras apresentadas na Interbau de Berlim.

Os excessos do movimento moderno projetaram uma longa sombra sobre a habitação social — um estigma que a pós-modernidade não foi capaz de dissipar. Contudo, desde a virada do milênio, novas formas de habitação coletiva têm ressurgido, reconectando-se com os ideais do Estado de bem-estar social diante das pressões da urbanização, das tensões do mercado imobiliário e da urgência ecológica.

Obra do Ano 2026: Começa a premiação da melhor arquitetura do mundo hispânico

Áudio disponível

A arquitetura da América Latina e da Espanha é testemunho da riqueza e diversidade de culturas, tradições, necessidades e soluções que definem esses territórios. Com mais de 700 projetos construídos em países de língua espanhola publicados no ArchDaily em Español, chegou o momento de explorar, debater e escolher os favoritos para o prêmio Obra do Ano 2026.

Em sua décima sétima edição, o Obra do Ano reafirma seu lugar como o maior prêmio de arquitetura do mundo hispânico, decidido por sua comunidade. A partir de hoje, 24 de março, as leitoras e os leitores assumem a responsabilidade de escolher as melhores obras arquitetônicas de 2025.

Durante as próximas três semanas, a inteligência coletiva de nossa comunidade percorrerá centenas de projetos construídos em países de língua espanhola: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

Semeando o futuro e redefinindo o impacto da arquitetura

 | Em colaboração
Áudio disponível

O que importa mais: olhar para o passado ou para o futuro? Reconhecer trajetórias consolidadas ou fomentar caminhos ainda em construção? Talvez esta não seja uma pergunta com resposta única. Tradicionalmente, os prêmios de arquitetura funcionam como dispositivos de consagração, reconhecendo obras concluídas, carreiras consolidadas e soluções já testadas, na maioria das vezes sob uma perspectiva retrospectiva. Mas o que aconteceria se o reconhecimento deixasse de ser um fim em si mesmo e passasse a funcionar como um agente catalisador, investindo menos no que já foi feito e mais no que está por vir?

Como a arquitetura está aprendendo a gerar sua própria energia

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

Além de ser uma fonte de vida, a força do sol na arquitetura está há muito tempo atrelada à necessidade da humanidade de aproveitá-la e controlá-la como um recurso vital. Desde a antiguidade, a energia solar tem sido utilizada para medir o tempo, apoiar o plantio e a colheita, e oferecer proteção contra o calor e o frio. Hoje, a radiação solar desempenha um papel significativo no consumo global de energia. Soluções arquitetônicas baseadas em materiais, tecnologias e análises ambientais são desenvolvidas a partir da compreensão da capacidade da energia solar de transformar o ambiente interno das edificações. Mas como as edificações podem ser transformadas em fontes de energia limpa?

Como a arquitetura está aprendendo a gerar sua própria energia - Imagen 1 de 4Como a arquitetura está aprendendo a gerar sua própria energia - Imagen 2 de 4Como a arquitetura está aprendendo a gerar sua própria energia - Imagen 3 de 4Como a arquitetura está aprendendo a gerar sua própria energia - Imagen 4 de 4Como a arquitetura está aprendendo a gerar sua própria energia - Mais Imagens+ 12

Como os projetos vencedores do concurso Concrete Pavilion da Buildner estão repensando o material mais comum da arquitetura

Áudio disponível

Buildner anunciou os resultados do seu concurso, o Concrete Pavilion. Como parte da série Material Studies da Buildner, a competição convidou arquitetos/as e designers a explorarem o potencial arquitetônico do concreto por meio do projeto de um pavilhão experimental. O desafio era reconsiderar o material para além de seu uso convencional, investigando suas possibilidades espaciais, estruturais e sensoriais.

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.