A Rotatória Aebayah projetada pelo ARCHMA Studio. Imagem cortesia de Mujassam Wattan
As cidades são ambientes vibrantes onde a arquitetura, os espaços públicos e a arte se entrelaçam para moldar a experiência humana. Esculturas e marcos urbanos são componentes essenciais do desenho urbano, pois criam conexões culturais e aprimoram tanto a funcionalidade quanto a estética. Essas intervenções definem a identidade de uma cidade, ao mesmo tempo em que estimulam a interação comunitária e o orgulho cívico.
Em Al Khobar, na Arábia Saudita, a arte pública tem desempenhado um papel transformador na reconfiguração da paisagem urbana, com projetos como Alarda, Alkhobar Memory, a Rotatória Aebayah e a Rotatória Albairaq. Essas iniciativas, muitas das quais impulsionadas pelo concurso Mujassam Wattan (MW Award), destacam o profundo impacto da integração da arte ao desenho urbano.
A identidade de uma região está profundamente vinculada aos seus espaços comunitários. Esses locais — sejam parques, praças públicas ou centros comunitários — refletem a cultura, a história e os valores das pessoas que os frequentam. Eles não apenas preservam a identidade regional, mas também moldam ativamente a interação das comunidades com o seu entorno, promovendo uma relação dinâmica entre as pessoas e o lugar. Mais do que simples localizações físicas, os espaços comunitários funcionam como polos sociais vitais que fomentam o engajamento, a expressão cultural e o sentimento de pertencimento. Esses ambientes simbolizam uma identidade e um propósito compartilhados.
No cenário em constante evolução da arquitetura e do desenho urbano, os envelopes bioclimáticos e biogênicos apresentam uma visão instigante para as cidades do futuro. A Dra. Arta Yazdanseta, Doutora em Design com foco em energia e ambientes, investiga a interseção entre projeto, desempenho predial e ecologia biofísica vegetal. Com foco nos envelopes bioclimáticos e biogênicos, a Dra. Yazdanseta examina como essas tipologias podem aprimorar os sistemas socionaturais ao potencializar sua capacidade de auto-organização. A trajetória acadêmica da Dra. Yazdanseta inclui a obtenção dos títulos de Doutora em Design e Mestra em Design em Energia e Ambientes pela Harvard Graduate School of Design.
Suas contribuições como pesquisadora no Harvard Center for Green Buildings and Cities incluem o desenvolvimento de estratégias de design ambiental e análises de desempenho para o projeto de retrofit de baixo carbono HouseZero. Nesta entrevista, a Dra. Yazdanseta explora o conceito de envelopes bioclimáticos e sua interação com os princípios do projeto arquitetônico passivo. Com o potencial de revolucionar os ambientes urbanos, a conversa traz reflexões sobre suas pesquisas, os benefícios dos materiais de origem vegetal e o futuro da arquitetura sustentável, enfatizando a conexão fundamental entre a saúde humana e a ambiental.
Cortesia de SCHOOL OF ARCHITECTURE AND URBAN PLANNING, NANJING UNIVERSITY
Ler um livro é frequentemente visto como uma atividade individual; no entanto, na era digital, as bibliotecas evoluíram para oferecer muito mais do que o mero empréstimo de livros. As bibliotecas públicas se transformaram em centros comunitários contemporâneos, proporcionando diversas oportunidades de engajamento social ao mesmo tempo em que ocupam um espaço urbano mínimo. Ao enfatizar a importância de construir um senso de coletividade, essas instituições priorizam conectar pessoas com interesses em comum.
Diante de uma grande escassez de moradia em nível global e de um crescimento acelerado das cidades, o fenômeno residencial do co-living se expande para consolidar uma vida em comunidade onde a socialização constitui um de seus preceitos fundamentais, por meio do compartilhamento de recursos, valores, interesses e até mesmo experiências que consolidam novas formas de habitar. Embora os edifícios de co-living também envolvam a concepção de espaços de individualidade, essa nova forma de domesticidade comunitária se apresenta como uma alternativa viável para diferentes usuários/as — não apenas estudantes ou jovens adultos, mas também idosos —, pois favorece o aproveitamento dos espaços e a interação entre diferentes gerações.
Escolher o método correto para a instalação de painéis decorativos internos pode ser a diferença entre um processo impecável e uma tarefa excessivamente demorada. No cenário atual do design, os painéis de parede são amplamente valorizados por seu poder de transformação — conferindo profundidade, textura e personalidade a qualquer ambiente. Esses painéis carregam uma rica história, evoluindo ao longo dos séculos para refletir o espírito de cada época: da opulência dos entalhes renascentistas à elegância refinada da boiserie rococó, com cada estilo definido pela maestria artesanal de seu tempo.
No entanto, quando se trata de instalar esses painéis, os/as profissionais de design e arquitetura de hoje têm à disposição um verdadeiro arsenal de técnicas. Cada método apresenta suas próprias vantagens, sejam elas tradicionais ou de última geração, e a escolha da abordagem correta envolve tanto questões estéticas quanto práticas. Neste guia, analisaremos detalhadamente a gama de métodos disponíveis, desde as fixações clássicas até as inovações modernas — cada um pronto para ajudar a dar vida à visão do projeto.
A relação entre o ser humano e a máquina é, há muito tempo, complexa e cheia de nuances, especialmente para artesãos e artesãs contemporâneos. Embora as máquinas sejam frequentemente vistas como ferramentas capazes de aumentar a produtividade, a comparação entre as mãos humanas e a eficiência mecânica pode ser enganosa. Com sua capacidade de realizar tarefas de forma precisa e incansável, as máquinas podem acabar ofuscando as qualidades únicas que definem o fazer artesanal humano.
Diferentemente das máquinas, os seres humanos são inerentemente imperfeitos, e é justamente essa imperfeição que fomenta a criatividade e a autoexpressão. Ao repetir uma tarefa manualmente, as pessoas o fazem seguindo um ritmo, guiadas por uma consciência e uma compreensão que transcendem a mera repetição mecânica. Esse ritmo não é apenas um padrão físico, mas sim o reflexo da unidade entre mente, mão e olhar—uma conexão que as máquinas são incapazes de replicar. O ato de fazer, com todas as suas sutis variações e imperfeições, é o que confere significado e valor ao trabalho humano.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140304/roboceramic-humanos-vs-maquinas-ou-humanos-com-maquinasDinorah M. Schulte
A Catedral de Notre-Dame foi reaberta em 7 de dezembro de 2024, recebendo visitantes pela primeira vez desde o incêndio de 2019. A restauração da Catedral de Notre-Dame foi um empreendimento monumental, liderado pelo arquiteto-chefe Philippe Villeneuve, com a assistência de Rémi Fromont e Pascal Prunet. O projeto envolveu aproximadamente 2.000 artesãos e artesãs, 250 empresas e cerca de 900 milhões de dólares, demonstrando a escala imensa e a complexidade dos trabalhos executados sob um prazo apertado. Apesar do marco histórico da reabertura antes do fim do ano, as obras de restauração ainda não foram concluídas, estando programadas para continuar até 2026.
Na arquitetura, a forma como comunicamos nossas ideias é tão importante quanto os espaços que projetamos. No entanto, como podemos transmitir esses pensamentos de maneira mais eficaz? Embora as palavras tenham sua força, os recursos visuais são indispensáveis. Assim como uma partitura musical dá forma a uma melodia, os desenhos transformam conceitos abstratos em formas tangíveis, funcionando como uma linguagem comum para arquitetos/as e designers. Eles facilitam a compreensão e o refinamento dos conceitos de projeto, especialmente em uma era digital em que a precisão da comunicação gráfica é essencial para traduzir a experiência do espaço. Sob essa perspectiva, o Architecture Candy explora a representação gráfica na arquitetura para otimizar e aprimorar a comunicação visual no dinâmico campo profissional da área, que depende cada vez mais de fluxos de trabalho e ferramentas digitais avançadas. O estúdio busca ser uma referência para elevar o nível das propostas com clareza, combinando design e storytelling para traduzir conceitos complexos por meio de uma linguagem minimalista.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140268/conceito-storytelling-e-visualizacao-o-poder-da-comunicacao-grafica-na-arquiteturaEnrique Tovar
A inteligência artificial (IA) está reconfigurando o cenário arquitetônico, oferecendo ferramentas que potencializam a criatividade, otimizam fluxos de trabalho e redefinem os processos de projeto. Desde o auxílio no planejamento urbano até a conceituação de residências e criação de visualizações, a IA abre novas possibilidades para arquitetos/as, designers e até mesmo pessoas leigas. No entanto, à medida que os resultados gerados por IA se tornam mais frequentes, surgem preocupações quanto à possibilidade de gerar projetos com aparência genérica ou ao desaparecimento de habilidades tradicionais de projeto. Esses desafios nos levam a examinar criticamente como a IA complementa a criatividade humana e as implicações éticas em torno da autoria, originalidade e direitos de propriedade intelectual nesta era digital em rápida evolução.
Para quem busca o visual refinado do vidro com baixo teor de ferro, o vidro Guardian CrystalClear™ oferece uma opção avançada para diversas aplicações arquitetônicas. Combinando uma clareza aprimorada e uma neutralidade de cor que superam o vidro incolor padrão a um preço mais acessível do que o do vidro convencional com baixo teor de ferro, esse substrato foi desenvolvido para atender tanto a requisitos estéticos quanto funcionais no projeto.
As transações de direitos sobre o espaço aéreo tornaram-se fundamentais no desenvolvimento urbano, permitindo que as cidades cresçam verticalmente ao mesmo tempo em que preservam recursos de solo limitados. Tipicamente definidos como o direito de usar ou vender o espaço acima de uma propriedade, esses direitos permitem que proprietários/as de imóveis transfiram o coeficiente de aproveitamento (FAR) não utilizado para lotes vizinhos, gerando maior densidade e oportunidades de ganho financeiro. Contudo, essa definição pode variar de acordo com a localidade e a região, uma vez que cada país interpreta de maneira distinta os direitos sobre o espaço aéreo e a capacidade de construí-lo ou transferi-lo. À medida que os centros urbanos enfrentam pressões crescentes devido à escassez de terras e ao crescimento populacional, esses direitos continuam a oferecer uma solução criativa que fomenta a inovação arquitetônica e a eficiência econômica.
Nicolás Valencia conversa esta semana no podcast TERRAZA com o sociólogo chileno e acadêmico da Universidade San Sebastián Ricardo Greene, editor do histórico livro "Ciudad Fritanga", publicado pela Editorial Bifurcaciones em 2014.
Em "Ciudad Fritanga", estão reunidas 34 crônicas sobre cidades chilenas não metropolitanas como Arica, Talca e Punta Arenas, sob o olhar de poetas, artistas e escritores/as como Lina Meruane, Jorge Baradit, Marcelo Mellado e María José Navia.
"Quando se escreve sobre cidades, escreve-se sobre Londres, Berlim e Nova York. Essa é a crônica urbana. No entanto, as cidades não metropolitanas também são cidades", comenta Greene nesta entrevista.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140249/ricardo-greene-talvez-o-tedio-defina-as-cidades-nao-metropolitanasArchDaily Team
Como as sociedades apoiam e incentivam arquitetos/as em início de carreira? Jovens arquitetos/as são profundamente influenciados/as por sua educação formal e pelo contato inicial com o setor. Diferentes sistemas organizacionais em cada região — sejam passivos, por meio de fatores contextuais, ou ativos, mediante benefícios tangíveis — existem para ajudá-los/as a ingressar no mercado. No entanto, cabe questionar com que frequência refletimos sobre esses sistemas de apoio estabelecidos. Seriam eles eficazes em formar profissionais completos/as ou, sem querer, acabam reforçando certos vieses na prática da arquitetura?
Nicolás Valencia conversa com a arquiteta venezuelana Betina Rincón, coordenadora de pesquisa do re:arc institute, sobre o trabalho da organização filantrópica dinamarquesa no apoio e financiamento de soluções comunitárias para enfrentar a crise climática em todo o mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140284/betina-rincon-o-sul-global-nao-e-a-regiao-que-mais-polui-mas-sera-a-mais-afetadaArchDaily Team
Ao longo de sua história relativamente recente, os museus evoluíram para condensar aspectos específicos de uma cultura e apresentá-los de forma coerente e unificada. Desse modo, a relação entre a arquitetura e a exposição torna-se crucial, pois cabe ao/à arquiteto/a desenhar não apenas o suporte e o plano de fundo das obras de arte ou artefatos expostos, mas também se responsabilizar pelo percurso do/a visitante, aliando o enriquecimento cultural com a experiência espacial vivenciada ao percorrer as salas de exposição. Contudo, nem todos os museus foram originalmente construídos para essa finalidade.
Por toda a Europa, museus estão sendo instalados ou se expandindo a partir de monumentos históricos e edifícios que perderam sua função original. Frequentemente em estado de deterioração, a decisão de convertê-los em espaços culturais interrompe essa degradação e preserva a matéria histórica, agregando uma nova camada de complexidade às exposições planejadas. O papel do/a arquiteto/a passa a ser o de introduzir uma ordem e um sistema capazes de equilibrar o patrimônio do local com as demandas de funcionalidade modernas, garantindo a preservação da essência da estrutura original enquanto atende às necessidades das exposições contemporâneas e do engajamento do público.
"Pensamos que somos diversos e que temos igualdade, mas será que esse é realmente o caso?"
Destacando as histórias de mulheres na arquitetura que moldam o ambiente construído, o documentário "Women in Architecture", dirigido por Boris Noir, retorna para seu segundo capítulo. Iniciada pela Sky-Frame, em colaboração com o ArchDaily, esta nova edição da série documental aprofunda-se nas trajetórias de Dorte Mandrup e Tosin Oshinowo, traçando um paralelo entre suas vidas e focando em seus caminhos e desafios singulares. Fique atento/a para a exibição online em 12 de novembro, às 7h30 EST / 12h30 CET no ArchDaily.
Há muito tempo, os pátios constituem um aspecto fundamental da arquitetura tradicional chinesa, atuando como espaços centrais em torno dos quais a vida doméstica se organiza. Esses locais desempenham um papel vital na criação de um ambiente residencial harmonioso, oferecendo benefícios que vão desde a regulação da temperatura interna até o estímulo às interações sociais e a promoção de uma estreita conexão com a natureza.
A indústria da construção civil, tradicionalmente dependente do uso intensivo de materiais naturais não renováveis, encontra-se em um momento decisivo para reavaliar seus processos e mitigar seu significativo impacto ambiental. Como atender à crescente demanda por infraestrutura, habitação, saúde e educação sem esgotar os recursos naturais? Embora as iniciativas de reciclagem estejam ganhando força, elas ainda se mostram insuficientes. Nesse cenário, surgem soluções mais inovadoras, que propõem o aproveitamento de resíduos agrícolas, como o bagaço da cana-de-açúcar, para criar alternativas sustentáveis e disruptivas para o setor.
A tipologia dos edifícios de escritórios surgiu da necessidade de reunir milhares de pessoas em um ambiente de trabalho relativamente rígido. Nas grandes cidades, essas estruturas se concentraram em Distritos Centrais de Negócios (CBDs), que se tornaram bairros dedicados a abrigar o comércio e as empresas. No entanto, a pandemia de COVID-19 interrompeu esse modelo, impulsionando a ascensão do trabalho remoto e híbrido. Hoje, quase quatro anos depois, as taxas de ocupação nesses centros urbanos continuam abaixo dos níveis pré-pandemia, sinalizando uma mudança de longo prazo no ambiente de trabalho. Para enfrentar esse desafio, incorporadores/as têm buscado cada vez mais o "reposicionamento" de seus projetos, procurando redefinir sua imagem ao adaptá-los às demandas contemporâneas. Essa tipologia considera a malha urbana circundante, visando expandir o uso do edifício para além de seu propósito original e atrair as pessoas de volta aos CBDs.
Cortesia de BCT Design Group e Gensler | The Wildset
Planos diretores são estratégias abrangentes de projeto que orientam o desenvolvimento futuro de cidades, distritos ou empreendimentos de grande escala. Sob a perspectiva do projeto e da arquitetura, eles buscam equilibrar a necessidade de flexibilidade, a visão de longo prazo e a integração da infraestrutura com o espaço público. Os temas-chave no planejamento de planos diretores costumam incluir desenvolvimento sustentável, conectividade urbana e integração cultural. Os planos diretores moldam não apenas o ambiente físico, mas também o tecido social das comunidades, ao enfatizarem a caminhabilidade, os espaços de uso misto e a fusão entre os ambientes natural e construído. Essas diretrizes de grande escala demonstram o papel fundamental da arquitetura na modelagem do futuro da vida urbana.
Esta seleção com curadoria de projetos não construídos,enviados pela comunidade do ArchDaily, ilustra uma série de estratégias urbanas visionárias. Seja no renascimento da aldeia de Ad-Damun na Palestina, reconectando-se com um rico passado histórico, ou na ousada reconstrução do Complexo Al-Nouri no Iraque como um polo cultural e espiritual, alguns desses projetos dialogam com narrativas complexas de memória e restauração. Do projeto sustentável de Mokolo Green Scarf City em Camarões ao centro de pesquisa de vida marinha no Iêmen, tais propostas evidenciam diversas abordagens para desafios arquitetônicos, com foco na comunidade, no meio ambiente e na preservação do patrimônio cultural. Ao abordarem contextos regionais singulares, essas propostas refletem um compromisso amplo em repensar como a arquitetura pode promover resiliência e inclusão.
Nicolás Valencia conversa esta semana no podcast TERRAZA com o arquiteto chileno Rodrigo Tisi sobre seu livro Objetos e espaços performativos (Ediciones ARQ), uma pesquisa que examina momentos-chave para observar, explicar e estabelecer as possibilidades de certas práticas de performance na academia e em ambientes de disciplinas criativas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140258/o-que-sao-os-espacos-performativos-na-arquitetura-segundo-rodrigo-tisiArchDaily Team
Sumayya Vally, arquiteta, curadora e fundadora do escritório de arquitetura Counterspace, passa a integrar o júri do Obel Award 2024. Este prêmio internacional de arquitetura, organizado pela Henrik Frode Obel Foundation, homenageia projetos que causam um impacto significativo nas pessoas e no planeta. O tema de 2024, "Architecture WITH" (Arquitetura COM), propõe repensar a profissão, enfatizando processos colaborativos e de cocriação que integram saberes diversos no cerne do projeto. A perspectiva de Vally sobre a redefinição dos papéis na arquitetura se alinha ao foco do tema em abordagens não hierárquicas e cocriativas.