Detalhe - Pavilhão para Casa de Chá / Grau Architects
O desenho exerce um papel fundamental no projeto arquitetônico. Principal condutor para a materialização das ideias, é através dele que se explica o que foi pensado para o espaço. Nas arquiteturas de madeira, são diversos os tipos de encaixes, junções, modos de compor com as texturas e conectar o material com outras estruturas. Ao desenhar, mais do que expressar os detalhes com precisão, é possível criar manuais didáticos sobre a montagem e construção da obra, que facilitam a compreensão da mão-de-obra e sua execução. Por isso, reunimos diferentes projetos que em demonstram distintas formas de representar o uso do material e suas possibilidades.
Subúrbios de Mumbai, na Índia, com telhados de metal nas casas. Uma análise do WRI Índia mostra que, embora a vegetação possa amenizar as temperaturas de superfície nas cidades, uma ampla parcela das residências de Mumbai possui telhados de metal, contribuindo para uma temperatura de superfície mais alta. Foto: KishoreJ/Shutterstock
O atual verão no Hemisfério Norte tem sido tão quente, com as temperaturas atingindo recordes – inclusive no mar –, que as discussões já giram em torno dos limites da sobrevivência humana. Mesmo na Antártida, o gelo marinho não tem conseguido se reconstituir, um desvio drástico em relação aos padrões normais para o inverno. Não é apenas impressão que eventos de calor extremo têm acontecido cada vez mais. Como resultado das mudanças climáticas, o número desses eventos aumentou – e deve piorar.
De fato, na maioria dos anos, o calor é o fenômeno mais letal, matando em média 490 mil pessoas no mundo e causando problemas graves de saúde para muitas outras. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as mortes em decorrência do calor devem aumentar em 50% até 2050. Mas esse impacto não é distribuído de forma equilibrada, tanto ao redor do mundo quanto dentro das comunidades: populações que já vivem em condições mais vulneráveis são as que enfrentam os maiores riscos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1006087/como-resfriar-as-cidades-com-o-planeta-cada-vez-mais-quenteEric Mackres, Gorka Zubicaray e Bina Shetty
Stockholm Wood City. Courtesy of Atrium Ljungberg | White Arkitekter
Diante de estudos que estimam que até 2050 quase 70% da população mundial será urbana, pensar num desenvolvimento mais sustentável e equilibrado das cidades torna-se um imperativo para as próximas décadas. Essa discussão perpassa, invariavelmente, uma escolha mais assertiva de materiais de construção que tragam melhores benefícios urbanos e ambientais. Nesse cenário, um material que vem ressurgindo como uma escolha mais sustentável para a infraestrutura urbana é a madeira, sobretudo quando aliada a novos recursos tecnológicos, que vem se reintroduzido nas paisagens das cidades devido às suas características versáteis e à sua capacidade de se alinhar às construções do amanhã.
Todos os dias, governos, instituições financeiras e corporações têm uma decisão a tomar: investir em ativos físicos que emitem gases do efeito estufa e prejudicam a natureza ou priorizar o desenvolvimento de soluções verdes que fomentam uma economia estável, resiliente e equitativa. À medida que as comunidades enfrentam os impactos severos das mudanças climáticas, a decisão de construir um futuro sustentável fica mais evidente.
https://www.archdaily.com.br/pt/1006690/6-mudancas-necessarias-para-o-sistema-financeiro-ajudar-a-promover-um-futuro-sustentavelAnderson Lee
O escritório sediado na Cidade do México LOCUS, em colaboração com o Studio Météores e Philippe Rahm Architectes, conquistou o quarto lugar no concurso internacional de etapa única para a renovação do Museu Nacional de Cartago com o projeto intitulado “Birsa, Topografias de um ato de reparação”. O Ministério dos Assuntos Culturais da República da Tunísia anunciou os resultados do concurso organizado pela UIA, pela OAT, pela UNESCO, pela Expertise France e pela Patrimoine 3000.
Tomás Vodanovic, prefeito/a da comuna de Maipú, localizada em Santiago do Chile, anunciou a nova medida que proíbe as construções de grande altura nas vias principais, como Pajaritos, Américo Vespúcio e 5 de Abril, com foco no desenvolvimento estético e sustentável da comuna.
Não estou me referindo a jovens designers, cantores/as, atores/atrizes, poetas ou artistas em início de carreira que trabalham como baristas ou bartenders para pagar as contas e agarram as oportunidades profissionais que surgem. Assim como ocorre com médicos/as, advogados/as e engenheiros/as que não exercem a profissão, a docência sempre foi uma forma de garantir a credibilidade do estilo de vida de um/a “arquiteto/a” sem o desgaste diário de realmente projetar e construir. Há um paradoxo evidente na figura dos/as arquitetos/as que não praticam a arte de construir. As escolas de arquitetura multiplicaram o número de especializações que não têm como foco profissional o projeto de edifícios: gestão de obras, planejamento, sustentabilidade, entre outras. Por dois séculos, a profissão de arquiteto/a refletiu as melhores aspirações da nossa sociedade manifestadas nos edifícios. No entanto, há muitas pessoas que não querem construir — elas apenas amam a identidade do título.
No contexto da Primeira Guerra Mundial, e para fazer frente ao enorme déficit habitacional decorrente do conflito, a estrutura modular Dom-Ino — uma das contribuições mais significativas do funcionalismo, projetada pelos projetistas suíços Le Corbusier e Max Dubois — estabeleceu premissas concretas para uma nova visão de um modelo estrutural leve que otimiza o processo construtivo. Graças ao uso de um sistema de lajes e pilares de concreto armado, a estrutura Dom-Ino permitiu a organização flexível dos elementos em planta e libertou a fachada das limitações impostas pelas paredes estruturais.
Essa condição impulsionou a criação de projetos arquitetônicos que integravam as janelas não apenas como elementos funcionais, mas também compositivos. Graças às inovações tecnológicas, alcançaram-se janelas com esquadrias mais esbeltas e vãos mais amplos, como exemplificado em obras como a Villa Savoye e a Casa Farnsworth. Embora essas propostas tenham redefinido a estética da arquitetura, as limitações tecnológicas da época apresentavam desafios. Hoje em dia, o desenvolvimento contínuo de janelas com características técnicas aprimoradas levou ao conceito de janela minimalista, o qual inspirou três princípios fundamentais derivados dessa ideia, concebida pela Vitrocsa. Esses princípios — transparência, variações funcionais e mecanismos avançados — incorporam inovações tecnológicas e, simultaneamente, diluem as fronteiras espaciais. Cada um deles desempenha um papel fundamental no projeto dos espaços e, juntos, redefinem significativamente a estética de edifícios e interiores.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138337/redesenhando-limites-os-tres-principios-das-janelas-minimalistasEnrique Tovar
Durante cinco dias, adentramos o Rio Turbio de Barquisimeto, seu vale e suas margens, para vivenciar um trabalho de campo que culmina na construção de intervenções na paisagem. Éramos 70 estudantes e 30 professores/as, convidados/as e colaboradores/as, em uma Escola de Verão organizada pela Dislocal em conjunto com a Faculdade de Arquitectura y Urbanismo da Universidad Central de Venezuela e sua Unidad Docente Extramuros na cidade de Barquisimeto.
O planejamento urbanístico da cidade deve andar junto com a natureza. Foto: Daniel Costa, via Unsplash
A capacidade das árvores de climatizar naturalmente as cidades é um dos benefícios de promover os plantios em áreas urbanas. No Distrito Federal, a questão da arborização tem sido objeto de estudo para promover o uso sustentável dos recursos naturais como políticas públicas. Estudante de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Júlia Almeida mensurou as influências da microclimática da vegetação na escala residencial de Brasília, comprovando o poder da vegetação na qualidade de vida.
Arquitetura futurista do cove.tool projetada por inteligência artificial, aperfeiçoada pela criatividade humana. Imagem cortesia de cove.tool
A inteligência artificial (IA) está prestes a moldar o futuro da arquitetura. À medida que o setor de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção) evolui rapidamente, a IA acompanha esse ritmo. Diante dessas evoluções simultâneas, surge uma questão crucial: os/as arquitetos/as continuarão sendo os/as principais criadores/as de nosso ambiente construído ou a IA dominará?
A metodologia BIM (Building Information Modeling) está revolucionando o setor da construção e, com ela, o papel do/a BIM Manager. Este/a profissional é responsável por gerenciar o processo construtivo com BIM, desde os primeiros esboços até o fim da obra.
A trajetória de carreira de um/a BIM Manager pode variar em função de sua formação, experiência e objetivos. No entanto, de modo geral, esses/as profissionais costumam seguir um caminho profissional semelhante.
Imagem criada usando IA sob o prompt: Uma representação visual sóbria e cativante de um ambiente urbano que captura perfeitamente a essência do anime e da arquitetura. Imagem via DALL·E 2
A Segunda Guerra Mundial exerceu uma profunda influência na evolução da sociedade, introduzindo transformações significativas nos campos do planejamento urbano e da arquitetura. Durante a década de 1930, os Congrès Internationaux d'Architecture Moderne (CIAM) promoveram o modernismo em escala internacional. No pós-guerra, esse movimento arquitetônico consolidou-se como a corrente dominante, impulsionado pela urgência da reconstrução e pelos avanços tecnológicos. Figuras influentes como Le Corbusier e Alvar Aalto lideraram essa vertente.
Em 1959, no mesmo ano do último encontro do CIAM, arquitetos japoneses como Kenzō Tange, Kishō Kurokawa —responsável pelo projeto da Nakagin Capsule Tower— e Kiyonori Kikutake começaram a explorar novas abordagens para o desenho urbano e a arquitetura, no que ficou conhecido como Movimento Metabolista. Essa investigação foi particularmente significativa no contexto do rápido repovoamento de Tóquio no pós-guerra e da escassez de recursos para a reconstrução. Surgiram conceitos inovadores como a Marine City, The City in the Air e o plano de 1960 para Tóquio, que propunham a cidade como um organismo em constante evolução e enfatizavam a relação entre os seres humanos e seu ambiente construído. Essas ideias moldaram o conceito de "megacidades" e refletiram a resposta criativa do Japão diante de sua desafiadora situação pós-guerra.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138654/texturas-arranha-ceus-e-paisagens-urbanas-quando-o-anime-encontra-a-arquiteturaEnrique Tovar
São Paulo. Foto de D A V I D S O N L U N A , via Unsplash
Muitas cidades ao redor do mundo têm sérios problemas de acesso à moradia. Um dos motivos são regulações de zoneamento muito restritivas. O zoneamento — as regras que determinam o que pode ser construído em cada lote — foi inicialmente projetado para controlar problemas urbanos, como congestionamento, poluição e sombreamento.
Com o tempo, no entanto, os planejadores entraram em acordo com os proprietários de imóveis para endurecer as regras. Os planejadores não gostavam da densidade urbana e ficaram muito felizes em reduzi-la. Os proprietários perceberam que códigos mais rígidos poderiam preservar o valor de suas propriedades e excluir os pobres e as minorias de seus bairros.
Salão de Exposições da União dos Artistas, Tashkent, Uzbequistão, 2022. Cortesia de Armin Linke
Tashkent, a capital do Uzbequistão, é uma das cidades mais populosas da Ásia Central. Situada no nordeste do país, perto da fronteira com o Cazaquistão, a cidade foi profundamente moldada e influenciada por diversas culturas ao longo de sua história. A transformação mais significativa de sua paisagem urbana ocorreu durante a era soviética, quando a cidade foi reconstruída como um modelo de cidade soviética após o terremoto de 1966, que causou danos substanciais. Durante essa reconstrução, profissionais de arquitetura de várias regiões da União Soviética colaboraram com especialistas locais, resultando em uma forma única de modernismo arquitetônico que integrava de forma harmoniosa elementos da arquitetura islâmica, criatividade nativa e as mais avançadas conquistas da engenharia da época. Naquele período, Tashkent ostentava o prestigiado status de uma importante metrópole internacional no Oriente.
A madeira, extraída e preparada para a construção, é um material durável, conhecido por sua resistência e versatilidade. Funciona como elemento arquitetônico em sistemas estruturais, estruturas de suporte, revestimentos, decks e pisos. Embora possua um caráter caloroso e natural que lhe confere apelo estético, a umidade inerente à madeira pode causar deformações, levando ao empenamento, mofo e apodrecimento assim que o teor de umidade atinge 23%. No entanto, com o desenvolvimento de novos produtos e técnicas de produção, a Thermowood — também conhecida como madeira termomodificada — surgiu como um método para criar soluções naturais e livres de produtos químicos, feitas a partir de matérias-primas certificadas.
Ao reduzir o teor de umidade, o material não apodrece nem mofa, não sofre retração longitudinal e garante alta estabilidade dimensional, resultando em uma vida útil biológica mínima de 25 anos. A seguir, analisamos como aplicar essas soluções na arquitetura e no design, apresentando espaços internos e externos que contam com os produtos de Thermowood da Tantimber.
Um novo espaço abre suas portas em um antigo casarão dos anos 1930 localizado no bairro de San Miguel Chapultepec, na Cidade do México. Trata-se de uma iniciativa cultural chamada ARCO, que funde arte, design e arquitetura para criar um espaço colaborativo que abriga o escritório de arquitetura WORC e o estúdio especializado em mobiliário VETA.
No campo da arquitetura de mídia e seu papel no apoio às lutas por justiça social, a recente Media Architecture Biennale 2023 (MAB23) em Toronto, no Canadá, lançou luz sobre um aspecto fascinante: a rápida e ampla propagação da iluminação de solidariedade em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. As iluminações sincronizadas, repletas de ativismo e projetos de arte globais, tornaram-se um poderoso símbolo de apoio mundial à Ucrânia em seu momento de crise. Duas enfáticas lideranças políticas femininas na Europa deram início à mensagem luminosa de solidariedade. Surpreendentemente, a iluminação com as cores azul e amarela da bandeira ucraniana em edifícios emblemáticos ao redor do mundo definiu uma imagem de solidariedade na imprensa de forma ainda mais rápida do que as grandes multidões em protestos pacifistas no fim de semana seguinte ao início da guerra.
O Portal do Tempo, projetado por Longhi Architects, é um projeto arquitetônico encomendado pela empresa "Los Portales" para criar um símbolo de identidade na praça de um condomínio moderno na cidade de Juliaca, Peru.
O projeto se expressa como uma fusão entre as características fundamentais da cultura e do paisagismo inca e traços da globalização contemporânea, representada aqui pelo consagrado ícone do código QR.
VAIA - Brushed Durabrass (Ouro 23kt). Imagem cortesia de Dornbracht
Pode-se afirmar que as cozinhas são espaços onde a interação de elementos estabelece um delicado equilíbrio em sua composição; design, materiais e metais moldam coletivamente o ambiente interno. Não surpreende, portanto, que elas frequentemente se tornem o foco de discussões contínuas. O papel cultural e utilitário das cozinhas em nossas vidas é tão significativo que sua influência transcende a mera arquitetura, tornando-se objeto de exploração artística e histórica. Desse modo, tanto as cozinhas quanto os elementos que as compõem evoluíram e mudaram de estilo — desde as robustas cozinhas do século XIX até as inovações originadas na cozinha de Frankfurt no século XX.
O cenário doméstico se transforma diariamente, e os metais de cozinha não são exceção, adaptando-se às constantes mudanças de influências estilísticas e necessidades. Hoje, as cozinhas incorporam elementos tradicionais e contemporâneos no mesmo espaço, criando uma linguagem que conecta e transita perfeitamente entre essas referências, potencializando-as mutuamente. Nesse contexto, a Dornbracht concebeu a linha VAIA, uma série de metais desenvolvida pelo escritório Sieger Design que funde tradição e modernidade em cozinhas contemporâneas por meio de linhas finas, silhuetas estilizadas e transições fluidas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138399/classico-e-vanguarda-metais-para-cozinha-que-equilibram-tradicao-e-modernidadeEnrique Tovar
A sustentabilidade assumiu o papel de protagonista no vasto universo da arquitetura e do design, inspirando e direcionando a construção de novas estruturas em direção à harmonia ambiental. O uso da madeira — um material clássico com enorme potencial para reduzir nosso impacto ecológico, ao mesmo tempo que oferece possibilidades ilimitadas de projeto — é um exemplo notável da implementação desse movimento. Na busca pela sustentabilidade no campo da arquitetura, a madeira tornou-se uma grande aliada. Suas qualidades singulares, como a renovabilidade e a neutralidade de carbono, têm inspirado métodos criativos entre arquitetos e arquitetas em todo o mundo.
Uma ampla gama de projetos arquitetônicos — desde instalações de saúde essenciais até edifícios de uso misto dinâmicos, polos culturais e espaços residenciais acolhedores — beneficia-se da extraordinária versatilidade da madeira como material de construção. De fato, o calor natural e as qualidades biofílicas da madeira podem criar espaços que reduzem o estresse e promovem o bem-estar. Além disso, a neutralidade de carbono inerente à madeira alinha-se perfeitamente ao compromisso do setor de design com a responsabilidade ambiental.
Médio Tejo, por Guida Marques. Cortesia de Fertile Futures
Fertile Futures é o título da representação de Portugal na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia 2023. Com curadoria de Andreia Garcia e dos curadores adjuntos Ana Neiva e Diogo Aguiar. O projeto tem como objetivo abordar questões de recursos hídricos em sete hidrogeografias portuguesas e incentivar a reflexão sobre a construção de um futuro sustentável, equitativo e fértil. Para isso, convidou sete equipes de projeto — Corpo Atelier, Dulcineia Santos Studio, Guida Marques, Ilhéu Atelier, Pedrêz, Ponto Atelier e Space Transcribers — para reimaginar possibilidades distintas para esses territórios.
Num esforço para ampliar o acesso ao conteúdo exposto em Veneza, apresentamos aqui os textos e imagens da exposição portuguesa, bem como algumas fotografias do espaço expositivo. O ArchDaily agradece à equipe de curadoria e comunicação de Fertile Futures que generosamente cedeu o material para esta publicação.
https://www.archdaily.com.br/pt/1005846/fertile-futures-a-participacao-de-portugal-na-bienal-de-arquitetura-de-veneza-2023Andreia Garcia, Ana Neiva e Diogo Aguiar
A discriminação das mulheres dentro da profissão na arquitetura é um tema que vem sendo abordado com cada vez mais frequência. Inúmeras situações listadas e ilustradas vão desde a discrepância salarial em comparação com os homens, a falta de respeito no gerenciamento de obras e equipes por parte dos funcionários do sexo masculino, a histórica invisibilidade e consequente falta de reconhecimento das mulheres na carreira, entre muitas outras. Diferentes desmotivações as quais fazem com que, mesmo sendo maioria dentro dos cursos de arquitetura pelo mundo, muito poucas são as mulheres que conseguem se consolidar e ganhar destaque dentro da profissão.
Entretanto, o sexismo não para por aí. Além da discriminação sofrida em termos profissionais, é possível perceber a objetificação da mulher também na imagem e nos conceitos arquitetônicos.