Play Landscape be-MINE / Carve + OMGEVING. Imagem cortesia de Carve
Playgrounds são instrumentos espaciais por meio dos quais a sociedade projeta suas expectativas sobre a infância, testando os limites entre controle e autonomia, exposição e proteção. Eles regulam como as crianças se relacionam com o espaço, com as outras pessoas e com seus próprios corpos — codificando, muitas vezes de forma invisível, normas sociais, medos e aspirações. Nesse sentido, os playgrounds não são espaços periféricos de lazer; são construções políticas moldadas por ideologias específicas sobre o que é a infância e como ela deve se desenvolver. Desde 1989, o direito de brincar é formalmente reconhecido na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, afirmando que o brincar é uma parte fundamental do desenvolvimento humano. Projetar um playground não se resume a traçar linhas em uma planta ou instalar equipamentos em um parque; significa definir as condições sob as quais o brincar é permitido, imaginado ou restringido.
Transformar edifícios urbanos em usinas de energia limpa é uma estratégia ousada e poderosa para combater a crise climática, reduzir a dependência de redes centralizadas e promover cidades mais resilientes e sustentáveis. Desde 2010, as cidades têm sido responsáveis por mais de 75% do consumo global de eletricidade — uma demanda historicamente suprida por combustíveis fósseis à medida que a urbanização se intensificou a partir da Revolução Industrial. No final do século XIX, a energia hidrelétrica começou a ganhar relevância como alternativa renovável. No entanto, com os rápidos avanços na tecnologia solar, os edifícios urbanos agora têm um potencial sem precedentes para se tornarem hubs autossuficientes de geração de energia.
Fundado em Guangzhou em 2007 por He Jianxiang e Jiang Ying, o escritório O-office Architects (源计划建筑师事务所) busca, por meio de uma prática projetual baseada em pesquisa, construir um novo discurso espacial que conecte o crescimento acelerado e a cultura regional. Mantendo o rigor e a contenção profissional, o escritório persegue a essência do espaço interior e da vida urbana, amplamente perdidos na atualidade. O O-office compreende o projeto de arquitetura como uma construção e uma jornada dentro de uma urbanização difusa, buscando estabelecer um conjunto de estratégias integradas que transitam por diferentes escalas e disciplinas. A preservação da história e da memória urbana no Delta do Rio das Pérolas, aliada à investigação sobre novas formas de habitação urbana, constituem o foco recente de projeto e pesquisa do escritório. A prática regional singular do O-office tem atraído ampla atenção da mídia especializada nacional e internacional, com obras e ensaios publicados em periódicos acadêmicos de prestígio como The Architecture Review (Reino Unido), Architectural Record (EUA), L'Architecture d'Aujourd'hui (França), CASABELLA (Itália) e Architectural Journal (China), além de diversas publicações internacionais dedicadas ao estudo e a estudos de caso da arquitetura contemporânea chinesa.
Os projetos do O-office receberam inúmeros prêmios nacionais e internacionais de arquitetura e design, destacando-se a indicação do Museu de Fotografia de Lianzhou como um dos três finalistas do Prêmio Internacional RIBA (RIBA International Prize) de 2024, concedido pelo Royal Institute of British Architects. Além disso, o portfólio de reconhecimentos do escritório inclui a Medalha de Ouro da ARCASIA (Associação de Arquitetos da Ásia) em 2020 e 2022, o Prêmio Internacional de Excelência do RIBA em 2021 (RIBA International Award for Excellence), o Prêmio de Arquitetura de Cidade Humanista Sanlian em 2020, uma menção honrosa (Highly Recommended) no prêmio New into Old de 2017 da revista The Architecture Review, e a indicação ao Prêmio Suíço de Arquitetura BSI em 2016. Em 2015, o escritório foi nomeado pela revista norte-americana Architectural Record como uma das dez principais firmas de arquitetura de vanguarda do mundo (Design Vanguard) e, em 2020, foi eleito pela prestigiosa revista domus como um dos 50 melhores escritórios de arquitetura do mundo.
Entre as obras concluídas do O-office, destacam-se o Centro de Artes e Esportes da Escola Secundária Hongling em Shenzhen, a Escola Experimental Hongling, a Plantação de Chá de Duichuan em Gaoming (Foshan), a Comunidade Artística iD Town em Shenzhen, o Colégio Mingde em Shenzhen, o Museu de Fotografia de Lianzhou, além de uma série de projetos de pesquisa e prática em habitação coletiva desenvolvidos em parceria com a Vanke (como o complexo residencial Songshan Lake, os apartamentos Base Bo Yu em Guangzhou e a Comunidade Criativa de Tianhe). Destacam-se também os centros culturais desenvolvidos em colaboração com a Fundação Cultural e Artística EMGdotART em Guangzhou, Pequim e Xangai, bem como o Pavilhão Palazzo Zen em Veneza, Itália, concluído em 2014. Atualmente, os projetos em andamento incluem o complexo integrado do corpo de bombeiros e terminal de ônibus de Dongjiao em Liwan (Guangzhou), centros de arte rural em Linhai (Zhejiang) e Kaiping (Guangdong), e a renovação da Escola Primária de Langtou em Huadu (Guangzhou).
https://www.archdaily.com.br/pt/1143094/vagas-em-guangzhou-o-office-architects-arquiteto-a-de-projeto-arquiteto-a-arquiteto-a-assistente-especialista-em-midia-e-pesquisa-estagiario-a韩爽 - HAN Shuang
Por Jeanette Fich Jespersen, MA, Diretora do Instituto do Brincar KOMPAN, Presidenta do comitê diretivo do Instituto Mundial de Pesquisa sobre Parques Infantis, Universidade do Sul da Dinamarca, Vice-presidenta da Associação Internacional do Brincar, Dinamarca.
"Não, não quero ir àquele parquinho. É chato!". Isso pode parecer algo que nenhuma criança jamais diria. No entanto, as crianças têm opiniões claras sobre os parques infantis de que gostam desde muito cedo. A razão pela qual não apenas pais, mães e cuidadores/as, mas também urbanistas e arquitetos/as devem ouvir e se adaptar é mais importante do que nunca.
Portas estão entre os elementos arquitetônicos mais utilizados em qualquer edificação habitada, funcionando como limiares móveis que articulam a transição entre os espaços privados e públicos. Elas facilitam tanto a conexão quanto a separação entre coabitantes. Contudo, apesar de seu papel fundamental, as portas costumam ser um dos elementos de projeto mais negligenciados, especialmente pelos/as clientes. Em diálogos com profissionais do setor sobre diversos projetos de interiores, surge um consenso comum: os/as clientes geralmente prestam pouca atenção aos tipos e detalhes de portas, desde que o sentido de abertura corresponda às suas expectativas. No entanto, o universo do design de portas é complexo, oferecendo uma infinidade de possibilidades de acabamentos, métodos de instalação e modos de funcionamento — cada um deles capaz de moldar significativamente a experiência espacial, indo muito além da simples direção de abertura.
A escolha do tipo de porta e de seus detalhes pode definir ou redefinir completamente um espaço. Algumas portas oferecem um isolamento acústico superior, ao passo que outras permanecem abertas para conectar ambientes, potencializando a fluidez espacial de forma contínua. Certos modelos exigem uma instalação minuciosa e manutenção constante, enquanto outros são praticamente livres de manutenção. Além disso, o tipo de porta selecionado — especialmente o tipo de dobradiça — influencia não apenas a construção da parede, mas também as camadas de piso e as transições de acabamento, acrescentando uma camada extra de complexidade ao processo de projeto.
Pense em uma cadeira projetada para uma sala de reuniões. Sua altura, a postura ereta que proporciona e sua linguagem material são escolhas deliberadas — sinalizam presença, foco e certo grau de formalidade em um espaço onde decisões importantes são tomadas. Ao substituir essa cadeira por um sofá baixo e macio, toda a dinâmica espacial se transforma: o foco se dispersa, a postura relaxa e as hierarquias se dissolvem. Cada cadeira, banqueta ou sofá é mais do que uma simples maneira de preencher o espaço. Trata-se de um dispositivo projetado para um tipo específico de interação, uma postura definida, um ritmo particular de uso. Quando esses propósitos são ignorados, até mesmo os interiores com a curadoria mais cuidadosa podem parecer fragmentados ou incoerentes. O mobiliário desempenha um papel invisível, mas fundamental, na modelagem do comportamento das pessoas, de como se sentem e do tipo de trabalho que ali se realiza.
Por toda a América do Sul, a arquitetura é cada vez mais compreendida como um ato coletivo. Em vez de impor visões externas, muitos escritórios e designers constroem com e para as comunidades, aprendendo com suas práticas locais, materiais e modos de habitar. Esses projetos reposicionam o papel do/a arquiteto/a, que deixa de ser um/a autor/a para se tornar um/a facilitador/a, transformando o projeto em um processo participativo centrado na colaboração, no cuidado e no respeito mútuo.
O que une esses esforços não é o estilo ou a escala, mas uma convicção compartilhada: a arquitetura surge do diálogo coletivo, não da imposição. Do Equador rural às periferias urbanas do Brasil, da Colômbia e do Paraguai, esses projetos revelam como o engajamento social e o fazer local produzem espaços sustentáveis não apenas do ponto de vista ambiental, mas também social. Eles respondem à desigualdade não através de soluções verticais, mas por meio da coautoria, oferecendo espaços que refletem as necessidades, os saberes e a agência das pessoas que os utilizam.
A luz natural é uma das ferramentas mais eficazes na arquitetura. Ela cria atmosfera, melhora o conforto e reduz a demanda de energia. No entanto, integrar a iluminação natural com sucesso exige precisão em todas as etapas do projeto, desde os primeiros esboços até o detalhamento executivo. As ferramentas BIM da VELUX oferecem a arquitetos/as a flexibilidade e os dados validados necessários para tornar isso possível.
Coding Plants: An Artificial Reef and Living Kelp Archive. Cortesia de Terreform ONE
Esta seleção de projetos da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 explora como arquitetos/as e designers estão repensando a relação entre o ambiente construído e a água em resposta à crise climática global. Com o aumento do nível do mar e a intensificação de eventos climáticos extremos, a água deixou de ser uma ameaça distante para se tornar uma condição imediata de projeto. Em vez de resistir a ela, estes projetos investigam como a arquitetura pode coexistir, adaptar-se e até mesmo se regenerar por meio das forças da natureza. Coletivamente, as propostas sugerem uma mudança de perspectiva em direção ao trabalho em harmonia com os elementos, reconhecendo a água não como um limite para a construção, mas como participante ativa na configuração dos ambientes do futuro.
Os espaços públicos são mais do que meros vazios físicos no tecido urbano — constituem palcos para a interação social, a expressão cultural e a memória coletiva. Em tempos de fragmentação social e estresse ambiental, esses espaços podem atuar como catalisadores de cura, oferecendo ambientes seguros onde as comunidades podem se reconectar. Por meio de um desenho atento e de processos participativos, as intervenções no espaço público têm o potencial de reconstruir a confiança, promover o bem-estar mental e fomentar um sentimento renovado de pertencimento entre integrantes da comunidade.
Em distritos históricos de Praga a Paris, uma contagem regressiva começou: o tempo restante para que incontáveis tesouros arquitetônicos se tornem, literalmente, sem valor. Não pela erosão lenta do tempo ou pelas mudanças erráticas do gosto cultural, mas pela matemática inevitável da química atmosférica. Em UrbanDecarbonisation: Destranding Cities for a Post-fossil Future, Paolo Cresci, Francesca Galeazzi e Aurel von Richthofen introduzem o conceito de "carbon stranding" (desvalorização por emissões de carbono), um cenário no qual edifícios se tornam financeiramente inviáveis devido ao endurecimento das regulamentações de carbono. Isso ameaça tornar distritos históricos inteiros financeiramente obsoletos antes mesmo de completarem seus centenários.
Nicolás Valencia conversa no Centro Cultural FIESP de São Paulo com a artista brasileira Giselle Beiguelman sobre inteligência artificial, data centers e golpistas, a partir de seu livro Políticas da imagem, de sua exposição Venenosas, Nocivas e Suspeitas e de sua pesquisa Domingo no Golpe.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143117/giselle-beiguelman-brasilia-inteligencia-artificial-e-plantas-venenosasArchDaily Team
O termo abóbada na arquitetura refere-se a uma estrutura em arco autoportante que forma um teto ou cobertura, capaz de criar, de forma eficaz, um amplo espaço livre de pilares. Enquanto as abóbadas de alvenaria tradicionais transferem as cargas para paredes e contrafortes, as versões contemporâneas são definidas de forma mais ampla como qualquer teto que acompanha a linha da cobertura, criando um interior alto e curvo. Estes tetos modernos costumam ser estruturados com materiais como concreto, madeira ou aço, que oferecem a flexibilidade estrutural necessária para criar o efeito dramático de uma abóbada sem suas restrições históricas. A abóbada de arco pleno, em particular, parece ser uma das formas prediletas recentemente por sua geometria simples e elegante, bem como por sua capacidade de se adaptar a uma variedade de estilos residenciais contemporâneos.
No coração do Cairo, em meio a seus marcos históricos e a uma malha urbana em evolução, um movimento arquitetônico modernista singular tomou forma nas décadas de 1950 e 1960. Essa vertente refletia a resposta da cidade às rápidas transformações políticas, econômicas e sociais. Em sua chegada, o modernismo no Cairo não foi mero estilo importado, mas sim uma "resposta pragmática às necessidades de uma cidade em crescimento". Os/as arquitetos/as concentraram-se na funcionalidade, na eficiência e na adaptação dos projetos ao clima e ao contexto cultural local. Após a revolução de 1952, o Egito passou por transformações significativas sob a liderança do presidente Gamal Abdel Nasser. De fato, o governo buscava construir uma nova identidade nacional que refletisse o progresso e a autossuficiência do país. A arquitetura desempenhou um papel crucial nesse esforço, com forte ênfase na modernização e no desenvolvimento. O Estado investiu em projetos de grande escala para atender às demandas de uma população em rápido crescimento e de indústrias em expansão. Este período marcou uma transição das influências da era colonial em direção à busca por uma identidade arquitetônica própria, alinhada às aspirações políticas e sociais da época.
Na busca por fomentar o sentido de pertencimento de seus habitantes, valorizar suas culturas ancestrais e preservar sua identidade, o território latino-americano reconhece uma arquitetura com amplas nuances e características regionais. O uso de técnicas construtivas e materiais locais, ou o diálogo entre o modular e o vernáculo, entre outras questões, revelam a intenção de promover a participação de comunidades nativas, estudantes e suas famílias, povos originários e construtores locais durante o processo de projeto e construção de uma grande variedade de escolas rurais ao longo de toda a América Latina.
Na arquitetura de interiores contemporânea, as instalações prediais — sistemas mecânicos, elétricos, de climatização (HVAC) e hidráulicos — são quase sempre tratadas como elementos a serem ocultados. Cavidades de parede mais espessas, amplos forros rebaixados e, em regiões onde prevalece a construção maciça (como tijolo ou concreto), paredes falsas de gesso são rotineiramente empregadas para esconder esses sistemas. Essa abordagem tornou-se tão normalizada que frequentemente constitui a premissa inicial do planejamento espacial, limitando intrinsecamente a imaginação e reduzindo a gama de possibilidades espaciais. A prioridade passa a ser a ocultação, em vez de se explorar como esses sistemas poderiam coexistir de forma visível dentro de uma linguagem de projeto.
O espaço público há muito tempo ocupa o centro do pensamento arquitetônico, sendo frequentemente estruturado sob a ótica do planejamento, da infraestrutura e da regulamentação. De Paris de Haussmann aos masterplans contemporâneos, arquitetos e arquitetas têm trabalhado para definir e formalizar a vida coletiva por meio de ferramentas espaciais. No entanto, fora dessas estruturas, artistas têm oferecido continuamente formas alternativas de compreender e habitar o espaço público — abordagens que não dependem da construção ou da permanência, mas sim da presença, da percepção e da participação. Por meio de ações, objetos ou atmosferas, artistas abordam a cidade como um território de fricção e imaginação. Esses gestos desafiam as convenções arquitetônicas e convidam a reconsiderar o espaço público não como uma forma resolvida, mas como um processo contingente e aberto.
Quantas ferramentas e plataformas de software estão envolvidas hoje no desenvolvimento de um projeto contemporâneo? Desde o projeto de uma residência unifamiliar até o de uma biblioteca pública, depender de apenas um ou dois programas já não é comum. Em vez disso, múltiplas ferramentas se combinam, sobrepõem-se e interagem ao longo de várias etapas, incluindo análise, projeto, renderização, coordenação e construção. Esse uso generalizado de softwares no mundo virtual reflete não apenas a complexidade técnica da prática atual, mas também uma mudança mais sutil, porém igualmente significativa: o software deixou de ser apenas um instrumento específico e passou a ser um ambiente que acompanha e até desafia o processo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143132/arquitetura-na-era-das-plataformas-qual-o-papel-do-software-na-pratica-hojeEnrique Tovar
A arquitetura é uma disciplina que evolui por meio de etapas progressivas, em que cada fase se desenvolve a partir da anterior. O estudo preliminar, por exemplo, começa com conceitos amplos e explorações iniciais, seguidos por análise do terreno, croquis e modelos 3D, com ajustes realizados ao longo do processo. O verdadeiro desafio não reside apenas em seguir essa sequência, mas em equilibrar velocidade, qualidade e eficiência para gerenciar a relação entre tempo e qualidade. Nesse contexto, a integração da inteligência artificial generativa no ambiente construído remodela a dinâmica arquitetônica ao auxiliar profissionais de arquitetura, criando espaço para maior experimentação e exploração. Seu impacto é especialmente significativo na renderização, que antes representava um gargalo em diferentes etapas do projeto—em particular durante o desenvolvimento do conceito. Hoje, contudo, a renderização arquitetônica baseada em IA opera de forma fluida, permitindo maior foco na resolução criativa de problemas por meio de ferramentas e estratégias inovadoras.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143140/como-a-renderizacao-com-ia-elimina-gargalos-na-arquitetura-e-no-design-de-interioresEnrique Tovar
Nas regiões montanhosas do Vietnã, nas áreas de fronteira da Tailândia e nos relevos acidentados dos Gates Ocidentais da Índia, a construção de escolas continua sendo um desafio essencialmente logístico. Em áreas onde a infraestrutura e as cadeias de suprimentos industriais são escassas ou distantes, o transporte de cada quilograma de material pode inflacionar significativamente os custos e a complexidade logística. Ao longo de 2025, diversos projetos de escolas em contextos rurais na Ásia demonstraram como o papel do/a arquiteto/a frequentemente mudou de designer de formas para estrategista de suprimentos. O principal desafio não era meramente estético, mas sim uma questão de durabilidade: utilizar materiais disponíveis localmente e protegê-los das chuvas de monção, ventos de alta velocidade e, por vezes, da instabilidade sísmica.
Este ano marca o 20º aniversário do primeiro VELUX Daylight Symposium—duas décadas de compartilhamento de ideias, descobertas e exploração sobre o papel da luz natural em nosso ambiente construído. Desde seu início modesto em 2005, o simpósio cresceu e se tornou um dos principais fóruns internacionais para o diálogo interdisciplinar sobre a luz natural.
A 10ª edição, realizada no coração de Copenhague, reunirá mais uma vez pesquisadores/as, arquitetos/as, engenheiros/as e formuladores/as de políticas públicas para examinar a evolução do papel da luz natural na arquitetura e no design. Trata-se de um espaço onde a ciência e a prática se encontram para refletir sobre os aprendizados do passado e vislumbrar o futuro da iluminação natural em nossas cidades e espaços. Acompanhe a transmissão ao vivo no dia 18 de setembro de 2025, das 09:00 às 17:30 (CEST).