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Thailand: O mais recente de arquitetura e notícia

Agilidade Incorporada e a Arquitetura do Ciclo de Vida Infinito

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Embora a arquitetura frequentemente responda a um programa de necessidades específico, considerando áreas, contextos e diversas condicionantes econômicas e técnicas, os edifícios raramente permanecem os mesmos ao longo de sua vida útil. Programas, dinâmicas espaciais e as necessidades dos/as usuários/as se transformam, assim como as condições ambientais, econômicas e tecnológicas, exigindo intervenções que provavelmente não foram previstas no início do projeto. Estruturas de aço tornam possível conceber uma arquitetura capaz de crescer, se transformar, ser desmontada e remontada. Sua precisão dimensional, componentes industrializados e o potencial de conexões mecânicas viabilizam o projeto de sistemas abertos preparados para futuras intervenções.

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Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática

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Em muitas cidades asiáticas, o clima de verão pode, cada vez mais, ser vivenciado à distância. Em Hong Kong, é possível deslocar-se de uma torre de apartamentos por um shopping no embasamento, entrar no sistema de metrô (MTR), chegar sob outro complexo comercial e seguir por passarelas de pedestres fechadas ou passagens subterrâneas sem praticamente sentir a atmosfera exterior. O calor, a umidade, a chuva e a variação sazonal continuam presentes, mas podem ser amplamente contornados por meio de uma rede contínua de interiores climatizados.

Ao longo de várias décadas, o ar-condicionado deixou de ser uma tecnologia para resfriar cômodos individuais e se tornou uma infraestrutura capaz de produzir um ambiente urbano alternativo. Isso tem sido especialmente visível em partes do Leste e do Sudeste Asiático, onde o desenvolvimento orientado ao transporte (TOD) frequentemente combina estações ferroviárias, shopping centers, moradias, escritórios e outros serviços cotidianos em complexos interconectados. O modelo "Ferrovia mais Propriedade" (Railway plus Property) ajudou a institucionalizar essa relação entre transporte e desenvolvimento, criando distritos onde o deslocamento pela cidade é, muitas vezes, inseparável da circulação por espaços internos de gestão privada.

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Steel Architectural Awards ASEAN 2026 anuncia 12 finalistas, impulsionando a excelência do design regional

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O Steel Architectural Awards ASEAN 2026, promovido pela BlueScope, anunciou os 12 projetos finalistas selecionados para avançar à etapa de avaliação regional da ASEAN. Representando realizações notáveis na arquitetura da Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, os projetos finalistas foram escolhidos por meio de programas de premiação nacionais e agora seguem para a avaliação regional por um júri internacional.

Em sua segunda edição regional, a premiação celebra projetos arquitetônicos que demonstram excelência em design, inovação, sustentabilidade e aplicação criativa de soluções em aço revestido. Sob o tema de 2026, "Moldando Futuros Resilientes: Design Atemporal com Aço Revestido", o prêmio destaca projetos que respondem de forma significativa ao seu contexto, ao mesmo tempo em que geram valor duradouro para as futuras gerações.

Construindo em escala: Como o aço de grandes vãos amplia as possibilidades arquitetônicas

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O que acontece quando a arquitetura é desafiada a criar um espaço sem limites? Centros de convenções, estádios, fábricas e centros de logística partem do mesmo desafio arquitetônico: criar interiores amplos e contínuos que possam acomodar fluxos, visibilidade e usos dinâmicos. Quanto maior o vão, maiores são as exigências estruturais e, consequentemente, as possibilidades arquitetônicas.

A arquitetura de grandes vãos não é uma ambição recente. Há séculos, arquitetos e arquitetas buscam maneiras de cobrir grandes espaços públicos, desde a cúpula monumental do Panteão até as galerias de ferro e vidro do Palácio de Cristal de Londres. Cada avanço expandiu os horizontes da disciplina, substituindo paredes espessas e sistemas estruturais densos por métodos mais leves e eficientes para vencer grandes distâncias. Hoje, o aço dá continuidade a essa evolução, viabilizando vãos que seriam difíceis de alcançar com sistemas estruturais convencionais, ao mesmo tempo que mantém grandes espaços públicos integrados, flexíveis e adaptáveis. A alta relação resistência-peso do aço permite vencer vãos maiores com menos pilares e sistemas estruturais mais esbeltos, ao passo que componentes pré-fabricados simplificam a construção e reduzem os trabalhos no canteiro de obras.

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Infraestrutura climática em escala humana: da gestão da água ao resfriamento urbano

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A gestão da água, a qualidade do ar e a mitigação do calor costumam ser planejadas por meio de sistemas muito maiores do que os espaços onde as pessoas realmente as vivenciam. As redes de drenagem ficam sob as ruas. A poluição do ar é medida em cidades inteiras. No entanto, essas condições são sentidas muito mais perto do corpo: ao esperar um ônibus sob o sol, ao caminhar por uma rua alagada, ao atravessar uma praça exposta ou ao procurar um lugar para sentar quando o próprio ar parece difícil de respirar.

O calor torna essa questão especialmente urgente. À medida que as cidades esquentam, ruas, parques, áreas de circulação e outros espaços públicos tornam-se, cada vez mais, locais onde o design pode reduzir a exposição por meio de sombra, vegetação, fluxo de ar e água. Para a arquitetura, isso traz parte da adaptação climática para os espaços que as pessoas utilizam no dia a dia.

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Ambientes que surgem: divisórias deslizantes e o espaço doméstico condicional

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As portas de correr são frequentemente discutidas sob a ótica da eficiência. Elas poupam o raio de abertura de uma porta convencional, facilitam o funcionamento de cômodos compactos e ajudam pequenos apartamentos a ganhar alguns centímetros extras de espaço útil. Contudo, em muitos interiores, seu papel mais interessante não se limita à economia espacial. Divisórias deslizantes transformam a própria leitura do espaço. Um quarto, escritório, quarto de hóspedes, sala de jantar ou espaço de trabalho pode surgir quando um painel é fechado, desaparecer quando ele é aberto e permanecer ambíguo quando o limite é translúcido ou parcial.

Isso torna a divisória deslizante especialmente útil em contextos domésticos moldados pela densidade, por estruturas familiares em mutação, pelo trabalho híbrido e pelas negociações climáticas típicas de regiões como o Leste e o Sudeste Asiático. Ela permite privacidade sem permanência, fechamento sem separação total e abertura sem perda de controle. Ao contrário da parede fixa, ela não impõe uma identidade única ao cômodo. Em vez disso, permite que o espaço doméstico responda ao tempo: dia e noite, visitas e família, trabalho e descanso, exposição e recolhimento.

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Escolas na fronteira: como a arquitetura apoia o aprendizado em condições de deslocamento

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Para milhões de crianças e jovens em situação de deslocamento, a educação se desenvolve em meio a condições de mobilidade forçada, incerteza administrativa e precariedade prolongada. Desse modo, as escolas situadas em regiões de fronteira, assentamentos de pessoas refugiadas e locais de deslocamento por causas climáticas operam como mais do que simples instalações educacionais. Elas se tornam infraestruturas espaciais que negociam as demandas contraditórias de emergência e continuidade, oferecendo ambientes onde o aprendizado persiste apesar da instabilidade do status legal, das condições de vida e da própria sensação de estar em casa.

De acordo com o ACNUR, aproximadamente 45 milhões das 117,8 milhões de pessoas deslocadas à força no mundo eram crianças com menos de dezoito anos no final de 2025. À medida que o deslocamento decorre cada vez mais de conflitos armados, perseguição política, crises ambientais e instabilidade econômica, a arquitetura humanitária enfrenta um desafio crescente: não se trata apenas de construir mais escolas rapidamente, mas de criar ambientes educacionais capazes de assegurar continuidade, segurança e pertencimento em meio a futuros incertos.

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Das obras de Aalto ao modernismo de Tashkent: conheça os 19 novos sítios culturais incluídos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2026

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O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO anunciou 25 novas inclusões na Lista do Patrimônio Mundial durante sua 48ª sessão, expandindo o registro internacional com sítios que refletem uma ampla gama de patrimônio arquitetônico, cultural e natural. As adições de 2026 incluem 19 bens culturais, cinco sítios naturais e um bem misto, além da aprovação de duas modificações significativas de limites e uma revisão nos critérios de uma inscrição existente. Abrangendo todos os continentes habitados, os locais recém-reconhecidos vão de paisagens arqueológicas e centros urbanos históricos a arquitetura modernista e patrimônio industrial, destacando a diversidade do ambiente construído e a evolução do escopo da preservação do patrimônio.

Das obras de Aalto ao modernismo de Tashkent: conheça os 19 novos sítios culturais incluídos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2026 - Image 1 of 4Das obras de Aalto ao modernismo de Tashkent: conheça os 19 novos sítios culturais incluídos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2026 - Image 2 of 4Das obras de Aalto ao modernismo de Tashkent: conheça os 19 novos sítios culturais incluídos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2026 - Image 3 of 4Das obras de Aalto ao modernismo de Tashkent: conheça os 19 novos sítios culturais incluídos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2026 - Image 4 of 4Das obras de Aalto ao modernismo de Tashkent: conheça os 19 novos sítios culturais incluídos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2026 - Mais Imagens+ 15

Por dentro dos hostels: como os espaços compartilhados reconfiguram o ritmo da vida nômade

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Ao analisar a evolução do morar ao longo da história, percebe-se que os conceitos de espaço, tempo, identidade e lar vão muito além da arquitetura em si. Do início do século XX até os dias atuais, o desenvolvimento humano tem sido moldado por transformações econômicas, sociais, culturais e tecnológicas cada vez mais aceleradas. Os avanços nas tecnologias de informação e comunicação promoveram um mundo de conectividade constante — um fenômeno que, por vezes, acaba distanciando os indivíduos dos espaços físicos que habitam. Em meio a um fluxo crescente de estímulos, interações e plataformas digitais, a vida compartilhada em múltiplas escalas e programas arquitetônicos surge tanto como um desafio quanto como uma oportunidade para reconectar as pessoas com seu entorno, por meio de estratégias de projeto que favorecem a liberdade de movimento e a flexibilidade exigidas pela vida contemporânea.

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Nem fazenda, nem hotel: por que o agroturismo precisa de uma tipologia arquitetônica própria

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Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um formato de ensaios opinativos sobre questões críticas que moldam nosso campo.

O agroturismo é comumente compreendido como um modelo híbrido, composto pela sobreposição equilibrada entre as indústrias da agricultura e da hospitalidade. Sob essa perspectiva, o agroturismo é valorizado como uma variação de um tema existente, uma atividade complementar sobreposta à produção rural. Essa abordagem já não se sustenta no século XXI, uma vez que a escala e a independência do crescimento do agroturismo o transformaram em um setor econômico distinto — com consequências arquitetônicas que nem a agricultura nem a hospitalidade, de forma isolada, são capazes de abordar.

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Espetáculo de luzes marca a abertura do maior edifício da Tailândia, por Büro Ole Scheeren

O edifício mais alto da Tailândia, o MahaNakhon, foi aberto ao público em um evento que contou com espetáculo de luzes que destacou a forma "pixelada" da construção de 314 metros de altura. Projetado pelo Büro Ole Scheeren, o arranha-céu de 77 pavimentos contém um hotel, espaços comerciais, bares, restaurantes e um mirante, além de 200 unidades residenciais com vista para o skyline de Bangkok. A aparência distinta do edifício é resultado de uma escavação pixelada espiral ascendente, que cria "uma arquitetura que envolve e protege seus residentes ao passo que revela sua vida interna."

Veja, a seguir, algumas imagens do edifício concluído.

Residência Noi Phang Nga / Duangrit Bunnag Architects

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Expo Milão 2015: OBA divulga projeto do Pavilhão da Tailândia

A honra de projetar o pavilhão da Tailândia para a Expo Milão 2015 será do escritório The Office of Bangkok Architects (OBA). O projeto vencedor incorpora o tema da Expo "Feeding the Planet, Energy for Life" com as qualidades agrárias e religiosas características da Tailândia. Localizado no meio da principal avenida da Expo, o pavilhão ficará próximo a um canal que será usado como parte da exposição.