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Reabilitações: O mais recente de arquitetura e notícia

Reflexões da UIA 2026 Barcelona sobre o futuro do ambiente construído

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Com o encerramento do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026 em Barcelona, uma mensagem central ecoou em debates, exposições, palestras e conversas: o futuro da arquitetura dependerá menos de respostas definitivas do que da capacidade de aceitar transformações e questionar coletivamente os modelos estabelecidos. No Congresso deste ano, sob o tema "Devir. Arquiteturas para um Planeta em Transição", a arquitetura foi apresentada como uma prática em constante evolução, moldada pelo diálogo interdisciplinar, pela pesquisa e pela colaboração.

A arquitetura da Copa do Mundo da FIFA: uma retrospectiva de 2026 e as perspectivas para 2030

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O encerramento da Copa do Mundo da FIFA 2026 marca o fim da maior edição do torneio até hoje. Sediada no Canadá, México e Estados Unidos, a competição foi expandida para 48 seleções nacionais e reuniu dezesseis cidades-sede distribuídas por três países. Há décadas, as Copas do Mundo da FIFA servem como catalisadoras para a produção arquitetônica. Cada edição gerou um conjunto singular de estádios, investimentos em transporte, espaços públicos e intervenções urbanas que frequentemente permanecem integrados às cidades-sede muito após o encerramento do torneio. Embora as competições recentes tenham sido associadas a projetos de estádios monumentais e programas nacionais de construção ambiciosos, a edição de 2026 seguiu uma trajetória diferente, apoiando-se principalmente em arenas existentes adaptadas aos requisitos técnicos e operacionais da FIFA.

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De galpão a hub de inovação: renovação, reúso e design centrado no ser humano para menor impacto ambiental

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O que acontece quando se escolhe o reuso em vez da demolição? Em Østbirk, na Dinamarca, um antigo galpão de madeira de 30 anos foi transformado em um hub de inovação de referência internacional, com 14.000 metros quadrados, voltado para a equipe de quase 500 profissionais da VELUX. Este artigo explora como o projeto da LKR Innovation House desafia as práticas convencionais de construção, preserva o legado dos materiais e oferece lições práticas para profissionais de arquitetura que trabalham com estruturas existentes. Um novo livro documenta esse processo por meio de ensaios, entrevistas e fotografias.

Como modernizar um grand hotel sem apagar sua memória: lições do Brenners

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Em projetos de reforma, a substituição costuma ser preferida em relação à restauração. Componentes antigos são removidos, novos produtos são especificados e os prazos são garantidos. Especialmente em projetos de hotelaria, nos quais interrupções são dispendiosas e as operações seguem cronogramas rígidos, a instalação de novas peças parece ser a solução mais confiável. É mais rápida, fácil de coordenar e se alinha aos fluxos de trabalho estabelecidos. A restauração, por outro lado, funciona de maneira diferente. Ela exige uma desmontagem cuidadosa em vez do descarte, avaliação em vez de substituição e confiança na qualidade do que já está lá. Trata-se de uma abordagem que introduz complexidade em um processo concebido para ser eficiente.

A recente renovação do Brenners Park-Hotel & Spa, em Baden-Baden, demonstra que, sob as circunstâncias corretas, esse esforço adicional pode se tornar uma estratégia arquitetônica deliberada para projetos semelhantes, sobretudo quando os materiais originais nunca foram concebidos para serem temporários. 

“Durante décadas, valorizamos o novo mais do que o antigo”: Em diálogo com os/as vencedores/as do Prêmio OBEL 2025, HouseEurope!

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O potencial de edifícios existentes para moldar cidades e comunidades em constante transformação por meio do reuso e da adaptação é o foco central do HouseEurope! e de seu ativismo: enfrentar o desafio premente em grande parte da Europa, onde costuma ser mais fácil, barato e rápido demolir edifícios do que renová-los. Durante décadas, as políticas de construção, as práticas industriais e as dinâmicas de mercado favoreceram os novos empreendimentos, frequentemente subestimando a importância cultural, social e ambiental das estruturas existentes. Por seu trabalho em prol de uma mudança sistêmica na arquitetura, o HouseEurope! recebeu o Prêmio OBEL 2025 sob o tema "Ready Made". Em conversa com o ArchDaily, Alina Kolar e Olaf Grawert, integrantes do coletivo HouseEurope!, discutiram a abordagem da organização em relação à arquitetura, às políticas públicas e à ação coletiva. Operando como um laboratório de políticas públicas sem fins lucrativos, o HouseEurope! conecta a prática arquitetônica com a legislação, a pesquisa e a participação pública. Seu trabalho começa pela análise do que já existe, traduzindo essas reflexões em diretrizes práticas para legisladores/as e profissionais da área. Projetos de conversão como a renovação de 530 moradias pelo escritório Lacaton & Vassal exemplificam essa "pesquisa pela ação", mostrando como o reuso adaptativo pode ser viável e, ao mesmo tempo, um motor para mudanças sistêmicas com benefícios sociais e ecológicos. Como explica Grawert:

Reconsiderando a Casa Shotgun: Entre Preservação, Experimentação e Deslocamento

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Surgida em cidades portuárias e bairros operários ao longo do século XIX, a casa shotgun tornou-se uma resposta duradoura à densidade, ao clima e a lotes urbanos restritos, consolidando-se como uma das formas domésticas mais emblemáticas do sul dos Estados Unidos. Sua implantação estreita, planta sequencial e varandas profundamente sombreadas geraram uma lógica espacial econômica e ambientalmente responsável muito antes de qualquer um desses termos se tornar central no discurso arquitetônico. De Nova Orleans e Mobile a Houston e Louisville, as casas shotgun formaram o tecido físico de bairros moldados pela migração, pelo trabalho, pela comunidade e pela vida cultural. Embora muitas vezes desdenhada como uma construção vernacular comum, essa tipologia residencial há muito tempo corporifica ideias sofisticadas de adaptação climática, adjacência social e crescimento urbano incremental, o que a torna uma das formas domésticas mais influentes na história das cidades estadunidenses.

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A Embarcadero Freeway: infraestrutura elevada e regeneração urbana em São Francisco

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Nas últimas décadas, cidades de todo o mundo testemunharam um aumento na demolição de vias expressas elevadas de concreto. Taipé, Seul, Portland e Boston, por exemplo, vivenciaram a ascensão e a queda dessas infraestruturas para dar lugar a parques e a novas propostas de regeneração urbana. Em outros casos, como em Montreal, no Canadá, houve forte oposição popular às vias expressas antes mesmo de serem construídas, o que resultou no desvio de viadutos, na preservação do patrimônio e na liberação das vistas para a orla. Em São Francisco, nos Estados Unidos, a história da Embarcadero Freeway é uma dessas narrativas que servem como estudo de caso sobre a ambição infraestrutural de meados do século XX, a reação da comunidade ao projeto e sua eventual reversão em prol da conectividade urbana.

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A função segue a forma: projetando edifícios adaptáveis que sobrevivem ao seu uso original

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Com 48 leitos psicogeriatras e 68 apartamentos acessíveis para cadeirantes, acomodações para cuidadores/as informais e espaço para cuidados domiciliares, o edifício De Keyzer foi inaugurado em Amsterdã em 2011. Seu programa havia sido concebido inteiramente para pessoas idosas que necessitam de assistência, mas, logo após a conclusão da obra, o edifício foi vendido a um fundo de investimento e os apartamentos começaram a ser alugados para famílias jovens com crianças.

Para os/as arquitetos/as do projeto, Tom Frantzen e Karel van Eijken, o episódio poderia ter sido interpretado como uma falha de previsão. Em vez disso, tornou-se uma confirmação. "Isso mostrou, com muita clareza, que os edifícios podem acabar sendo usados de maneiras completamente diferentes das originalmente planejadas", lembra Frantzen. A transformação só foi possível porque os apartamentos eram generosos e porque a estrutura permitia usos mais diversos do que os previstos no programa original. Caso o edifício tivesse sido projetado exclusivamente para sua função inicial, a mudança de uso provavelmente exigiria uma reforma destrutiva ou, em caso extremo, a demolição.

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Cobe transformará antigo galpão da IKEA em nova sede para o Museu de Estudos do Mobiliário em Älmhult, Suécia

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O Museum of Furniture Studies foi fundado em 2017 em Estocolmo, apresentando um acervo de mais de 1.300 peças de mobiliário criadas por mais de 44 designers internacionais. A sede física do museu fechou em 2022, mas a instituição manteve sua visibilidade por meio de seu Arquivo Digital de Design de Mobiliário até ser adquirida pela IKEA em 2024. Nesta semana, o escritório dinamarquês de arquitetura Cobe anunciou a transformação de um antigo galpão da IKEA em Älmhult, na Suécia, na nova sede do museu. O projeto prevê a conversão de um depósito fechado em um espaço aberto e acessível voltado ao design, preservando sua estrutura industrial. A inauguração do edifício está prevista para o início de fevereiro de 2027.

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OMA / Shohei Shigematsu conclui seu primeiro projeto público no Japão no recém-renovado Museu Edo-Tokyo

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O Museu Edo-Tokyo reabriu ao público após uma renovação de vários anos, revelando uma série de intervenções cenográficas e instalações projetadas pelo OMA sob a direção de Shohei Shigematsu. Sendo o primeiro projeto público do escritório no Japão, a comissão faz parte da renovação mais ampla do icônico edifício do museu, projetado pelo/a arquiteto/a metabolista Kiyonori Kikutake. Inaugurada originalmente em 1993 como o primeiro museu dedicado à história de Tóquio, a instituição traça a evolução da cidade desde o período Edo até os dias atuais, e as novas intervenções visam fortalecer sua relação com o público contemporâneo, preservando a identidade da arquitetura de Kikutake.

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Ambientes como patrimônio: como as tipologias de interiores carregam a memória cultural

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Durante décadas, o patrimônio foi mais facilmente reconhecido a partir da rua. Protegemos fachadas, silhuetas urbanas e monumentos porque são visíveis, estáveis e legíveis como bens culturais. No entanto, a maior parte do que lembramos sobre o habitar diz respeito a como comemos juntos, nos recolhemos, discutimos, cuidamos uns dos outros e descansamos — ações que acontecem longe dos olhos do público. Acontecem dentro dos cômodos. À medida que as plantas livres dão lugar silenciosamente a limiares, corredores e fechamentos, surge uma questão mais profunda: e se a memória cultural sobreviver não naquilo que a arquitetura exibe, mas na forma como é vivida?

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Do objeto à cidade, em busca de poéticas possíveis: entrevista com [entre escalas]

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O escritório [entre escalas], fundado pela arquiteta Marina Canhadas em 2018, nasce da interseção entre prática profissional, pesquisa acadêmica e experiências internacionais. Com uma trajetória marcada por concursos, colaborações e passagens por escritórios no Brasil e no México, Marina consolidou uma abordagem que valoriza a atenção ao contexto e à história das edificações, especialmente em projetos que lidam com preexistências, uma das principais frentes do escritório.

A atuação do [entre escalas] se destaca pela sensibilidade com que lida com o tempo e a memória dos edifícios. Reformas em sobrados antigos, como a Casa Saracura e a Casa Apiacás, revelam uma espécie de arqueologia arquitetônica que busca resgatar técnicas, materiais e até mesmo fluxos naturais originais, reinterpretando tais elementos a partir de novas possibilidades de uso e conexão com o entorno. O gesto de remover camadas — físicas e simbólicas — é visto como uma forma de revelar histórias ocultas e conectar passado e futuro.

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Reuso adaptativo: remodelações, ampliações e reabilitações de casas e apartamentos no México

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Em razão dos diversos acontecimentos que testemunhamos ao longo dos últimos anos, nossos espaços habitados passam por uma completa transformação, não apenas em termos de como nos relacionamos com o ambiente doméstico mas, sobretudo, na maneira como passamos a observar mais atentamente as características de nossos espaços interiores. Se bem que este sempre tenha sido um elemento fundamental em nossas vidas, a pandemia nos vez ver com muita mais clareza a importância de um bom projeto de interiores, de uma boa organização espacial, da qualidade da iluminação e ventilação natural e especialmente, do nosso conforto.