1. ArchDaily
  2. Projeto Arquitetônico

Projeto Arquitetônico: O mais recente de arquitetura e notícia

De quanta informação um modelo BIM realmente precisa?

 | Em colaboração
Áudio disponível

O BIM (Building Information Modeling) tornou possível associar uma enorme quantidade de informações a cada elemento de um projeto. Uma parede pode conter sua classe de resistência ao fogo e seu grupo de custos e, mais tarde, até mesmo as informações de manutenção de que o/a gestor/a predial precisará. Essa possibilidade gera uma tentação: se o modelo pode conter mais dados, ele deve conter. Nesse processo, uma questão importante de eficiência pode se perder: o projeto realmente precisa dessas informações, e precisa delas agora?

Para arquitetos/as, o BIM é frequentemente descrito como uma "única fonte de verdade". No entanto, cada propriedade adicional gera mais trabalho, coordenação e manutenção, e as informações inseridas precocemente ou sem um propósito claro podem se tornar obsoletas rapidamente. O que importa é ter a informação certa para as decisões que estão sendo tomadas em cada etapa do projeto. O escritório KUBUS360, sediado em Stuttgart, colocou essa questão no centro de seu trabalho em um complexo administrativo em Baden-Württemberg (Alemanha).

Capturando a neblina: como a arquitetura coleta água do ar

Áudio disponível

Onde rios, reservatórios e o regime de chuvas já não oferecem um abastecimento confiável, a busca por água volta-se cada vez mais para a atmosfera. Neblina, umidade atmosférica e condensação oferecem caminhos distintos para essa captação. À medida que a arquitetura passa a extrair água do ar, superfícies, estruturas e espaços abertos integram-se ao sistema hídrico.

De acordo com o UNICEF, a Estratégia Nacional de Água da Jordânia estima que a disponibilidade anual de água renovável seja de apenas 61 metros cúbicos por habitante — patamar muito aquém dos 500 metros cúbicos usualmente adotados como limite para a escassez absoluta de água. Cerca de metade da população local recebe água encanada apenas uma vez por semana, ao passo que os aquíferos subterrâneos são explorados em um ritmo mais acelerado do que sua capacidade natural de recarga.

Capturando a neblina: como a arquitetura coleta água do ar - Image 1 of 4Capturando a neblina: como a arquitetura coleta água do ar - Image 2 of 4Capturando a neblina: como a arquitetura coleta água do ar - Image 3 of 4Capturando a neblina: como a arquitetura coleta água do ar - Image 4 of 4Capturando a neblina: como a arquitetura coleta água do ar - Mais Imagens+ 6

O que o isolamento externo deve oferecer além do desempenho térmico?

Áudio disponível

O setor de edifícios e construção é responsável por cerca de 39% das emissões globais de CO₂ e por quase 50% da extração global de materiais. As emissões operacionais de carbono, associadas à energia consumida para o funcionamento das edificações, também aumentaram 1%, atingindo 9,9 bilhões de toneladas de CO₂ em 2024, mesmo com a melhora na intensidade de uso de energia (EUI) dos edifícios. Esses números apontam para lacunas persistentes na forma como os edifícios são projetados, construídos e reformados. Uma área crucial para superar essas lacunas é o isolamento do envelope da edificação, que continua sendo fundamental para controlar a demanda de energia, aumentar a resiliência térmica e reduzir as emissões de carbono.

Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática

Áudio disponível

Em muitas cidades asiáticas, o clima de verão pode, cada vez mais, ser vivenciado à distância. Em Hong Kong, é possível deslocar-se de uma torre de apartamentos por um shopping no embasamento, entrar no sistema de metrô (MTR), chegar sob outro complexo comercial e seguir por passarelas de pedestres fechadas ou passagens subterrâneas sem praticamente sentir a atmosfera exterior. O calor, a umidade, a chuva e a variação sazonal continuam presentes, mas podem ser amplamente contornados por meio de uma rede contínua de interiores climatizados.

Ao longo de várias décadas, o ar-condicionado deixou de ser uma tecnologia para resfriar cômodos individuais e se tornou uma infraestrutura capaz de produzir um ambiente urbano alternativo. Isso tem sido especialmente visível em partes do Leste e do Sudeste Asiático, onde o desenvolvimento orientado ao transporte (TOD) frequentemente combina estações ferroviárias, shopping centers, moradias, escritórios e outros serviços cotidianos em complexos interconectados. O modelo "Ferrovia mais Propriedade" (Railway plus Property) ajudou a institucionalizar essa relação entre transporte e desenvolvimento, criando distritos onde o deslocamento pela cidade é, muitas vezes, inseparável da circulação por espaços internos de gestão privada.

Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática - Image 1 of 4Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática - Image 2 of 4Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática - Image 3 of 4Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática - Image 4 of 4Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática - Mais Imagens+ 8

Do Edifício à Construção de Mundos: Projetando as Narrativas do Espaço

Áudio disponível

Os projetos de design mais inovadores e impactantes surgem da interseção de diferentes áreas. A comunidade da arquitetura sempre se apropriou de outras formas de produção cultural — ou se inspirou nelas —, tais como o cinema, a fotografia, a literatura e o teatro. Na teatralidade das igrejas barrocas e nas sequências cinematográficas dos museus contemporâneos, profissionais da arquitetura olham para além do edifício em si para compreender como o espaço pode moldar uma história e construir uma experiência.

A construção de mundos (ou worldbuilding) dá um passo além. Em vez de projetar apenas a arquitetura de um lugar, essa prática exige que profissionais de arquitetura estabeleçam as regras sociais, narrativas, tecnologias, economias, atmosferas, comportamentos e relações que tornam esse lugar verossímil. Em vez de partir da pergunta "Como deve ser a aparência deste edifício?", a construção de mundos sugere começar por: "Em que tipo de mundo este edifício faria sentido?"

Do Edifício à Construção de Mundos: Projetando as Narrativas do Espaço - Image 1 of 4Do Edifício à Construção de Mundos: Projetando as Narrativas do Espaço - Image 2 of 4Do Edifício à Construção de Mundos: Projetando as Narrativas do Espaço - Image 3 of 4Do Edifício à Construção de Mundos: Projetando as Narrativas do Espaço - Image 4 of 4Do Edifício à Construção de Mundos: Projetando as Narrativas do Espaço - Mais Imagens+ 2

Acesso exclusivo

Subindo em espiral: 6 projetos que utilizam rampas helicoidais para circulação vertical

Áudio disponível

Na maioria dos projetos de arquitetura, a circulação vertical é expressa como um elemento puramente funcional, oculta atrás de portas corta-fogo ou de um poço de elevador. No entanto, por vezes as equipes de arquitetura também recorrem a espirais para resolver variações de cota no terreno. Na escala adequada, esses elementos permitem uma expressão formal mais artística que atende a propósitos utilitários e estéticos, sem a necessidade de elevadores ou caixas de escada. Sistemas estruturais como treliças metálicas em balanço e lajes de concreto armado permitem que esses elementos helicoidais se projetem para fora como coberturas de entrada abrigadas ou se desenvolvam em torno de átrios centrais abertos. Funcionalmente, esses caminhos de circulação podem se expressar de diversas maneiras: como escadas, a exemplo do Palácio do Itamaraty em Brasília, ou como rampas, que oferecem a possibilidade de mitigar barreiras de acessibilidade para as pessoas que visitam o local. Em ambos os casos, o desenho helicoidal proporciona transições suaves entre os diferentes níveis de piso, ao mesmo tempo que mantém linhas de visão desimpedidas em todo o programa.

Subindo em espiral: 6 projetos que utilizam rampas helicoidais para circulação vertical - 1 的图像 4Subindo em espiral: 6 projetos que utilizam rampas helicoidais para circulação vertical - 2 的图像 4Subindo em espiral: 6 projetos que utilizam rampas helicoidais para circulação vertical - 3 的图像 4Subindo em espiral: 6 projetos que utilizam rampas helicoidais para circulação vertical - 4 的图像 4Subindo em espiral: 6 projetos que utilizam rampas helicoidais para circulação vertical - Mais Imagens+ 9

Arquitetura sobre a água: o que viver no mar pode nos ensinar sobre espaço e materiais

 | Em colaboração
Áudio disponível

Diferentemente dos edifícios, que são ancorados a fundações e respondem ao clima a partir de uma posição fixa, os iates são projetados para o movimento e a mudança constantes. Os interiores balançam com a embarcação, a iluminação muda a cada minuto, a umidade é uma condição permanente de projeto e cada quilograma influencia no desempenho. Projetar para o mar, portanto, exige de arquitetos/as, arquitetos/as navais, engenheiros/as e designers de interiores a solução de questões que raramente existem na terra: como o espaço pode permanecer sereno enquanto tudo ao seu redor está em movimento?

Acelerando o projeto de arquitetura: lições da Bellway

Áudio disponível

À medida que os projetos de arquitetura se tornam mais complexos e as exigências evoluem, a capacidade de realizar iterações rápidas ganha cada vez mais importância no processo de desenvolvimento. Para a Bellway, uma das maiores incorporadoras residenciais do Reino Unido, a aceleração das etapas de visualização e iteração de projeto tornou-se fundamental para atender a essas demandas. Não se trata apenas de uma forma de apresentar projetos finalizados, mas também de uma ferramenta para testar ideias, comunicar alternativas e tomar decisões em etapas preliminares do processo de desenvolvimento.

RSHP e ERRE são selecionados para projetar a nova Estação Central de Valência, na Espanha

Áudio disponível

A equipe liderada pelo grupo de engenharia e tecnologia Sener, em colaboração com o escritório de arquitetura britânico RSHP e o escritório valenciano ERRE, foi selecionada para projetar a nova Estação Central de Valência, na Espanha. A proposta foi escolhida pelo Comitê de Avaliação da Adif Alta Velocidad após um concurso para um novo polo ferroviário intermodal que integrará trens de alta velocidade, trens metropolitanos, metrô, bonde, ônibus, táxis e conexões de mobilidade ativa. A nova infraestrutura será coordenada com o projeto planejado do Parque Central, o projeto do Canal de Acesso e o futuro túnel de passagem. O escopo também inclui a reforma da histórica Estação de Valência-Nord, tombada como Bem de Interesse Cultural, preservando seu patrimônio arquitetônico e urbano.

Mundos Digitais e os Limites do Espaço Sem Atrito: Repensando Escala e Materialidade

Áudio disponível

Historicamente, a forma como projetamos esteve intimamente ligada à maneira como construímos. A arquitetura avançava por meio de testes físicos, tentativa e erro, desenhos de projeção, maquetes em escala real e modelos físicos: cada um introduzindo uma nova camada de abstração, mas mantendo-se atrelado à materialidade, à escala e à construção. A introdução do CAD alterou significativamente essa dinâmica. No início, ele era compreendido sobretudo como a computadorização de geometrias precisas para a construção. Com o tempo, contudo, as ferramentas digitais passaram a ser incorporadas em etapas mais precoces do processo projetual, substituindo o croqui, a tentativa e erro física, a confecção de maquetes e outras formas de pensamento que outrora mantinham a escala e a matéria sempre próximas.

A linhagem do projeto de arquitetura pode, portanto, ser compreendida em parte como uma evolução de abstrações. Algumas delas revelaram-se extraordinariamente produtivas. Plantas e cortes, por exemplo, isolam dimensões específicas da arquitetura e, ao mesmo tempo, permitem que a mente reconstrua o todo. Elas planificam, cortam e reduzem, mas não abandonam o edifício. Pela combinação desses desenhos, é possível compreender ambientes, circulação, estrutura, aberturas e relações espaciais sem se perder na complexidade do projeto. Sua abstração é disciplinada porque permanece vinculada a uma realidade arquitetônica que, eventualmente, precisará ser medida, construída e habitada.

Mundos Digitais e os Limites do Espaço Sem Atrito: Repensando Escala e Materialidade - Imagen 1 de 4Mundos Digitais e os Limites do Espaço Sem Atrito: Repensando Escala e Materialidade - Imagen 2 de 4Mundos Digitais e os Limites do Espaço Sem Atrito: Repensando Escala e Materialidade - Imagen 3 de 4Mundos Digitais e os Limites do Espaço Sem Atrito: Repensando Escala e Materialidade - Imagen 4 de 4Mundos Digitais e os Limites do Espaço Sem Atrito: Repensando Escala e Materialidade - Mais Imagens+ 8

Como a inteligência de materiais resolve o que o BIM não consegue

 | Em colaboração
Áudio disponível

A promessa original do BIM (Modelagem de Informação da Construção) ia muito além da representação tridimensional de um edifício. Sua ambição era transformar o modelo em uma estrutura de informação coordenada, na qual geometria, componentes, sistemas e dados permanecessem conectados à medida que o projeto evoluía. Alterações em um elemento podiam se refletir nas plantas, cortes, elevações e quantitativos correspondentes; interferências entre diferentes disciplinas podiam ser identificadas antes da construção; e as informações associadas aos componentes do edifício podiam acompanhar o projeto ao longo das diferentes etapas de seu ciclo de vida.

Da seleção à criação: quando profissionais da arquitetura passam a produzir seus próprios materiais

Áudio disponível

Profissionais de arquitetura recebem treinamento para escolher materiais, comparar suas propriedades e decidir como devem ser usados. No entanto, alguns escritórios estão assumindo uma tarefa diferente: desenvolver o próprio material.

Para o Material Cultures, o BC architects e o Studio Ossidiana, esse processo pode começar com o cultivo de cânhamo para a construção civil, terra escavada de canteiros de obras ou misturas de concreto, pigmentos, pedras e conchas. Seu trabalho conecta a pesquisa de materiais com o processamento, a fabricação e a construção.

Da seleção à criação: quando profissionais da arquitetura passam a produzir seus próprios materiais - Imagen 1 de 4Da seleção à criação: quando profissionais da arquitetura passam a produzir seus próprios materiais - Imagen 2 de 4Da seleção à criação: quando profissionais da arquitetura passam a produzir seus próprios materiais - Imagen 3 de 4Da seleção à criação: quando profissionais da arquitetura passam a produzir seus próprios materiais - Imagen 4 de 4Da seleção à criação: quando profissionais da arquitetura passam a produzir seus próprios materiais - Mais Imagens+ 25

Reelaborando objetos cotidianos e a produção industrial: o trabalho do Amass

Áudio disponível

O trabalho artesanal carrega os vestígios de quem o moldou, revelando como os materiais reagem a diferentes técnicas e oferecendo pistas sobre as ferramentas utilizadas em sua criação. Na experiência arquitetônica, contudo, esse fazer pode se expressar não apenas por meio de materiais e estruturas, mas também pelo próprio espaço. Buscando aprofundar e extrair aprendizados das conexões entre projeto e execução, o amass studio tem explorado a tradução de métodos construtivos informais e cotidianos em sistemas espaciais em diversos de seus projetos. Ao integrar mecanismos, materiais, estruturas e mobiliário, o estúdio cria novas narrativas espaciais nas quais o diálogo entre o artesanal e o industrial se fortalece mutuamente. Para além do fazer artesanal em si, por que não tornar visíveis também os processos que o trazem à existência?

Reelaborando objetos cotidianos e a produção industrial: o trabalho do Amass - 1 的图像 4Reelaborando objetos cotidianos e a produção industrial: o trabalho do Amass - 2 的图像 4Reelaborando objetos cotidianos e a produção industrial: o trabalho do Amass - 3 的图像 4Reelaborando objetos cotidianos e a produção industrial: o trabalho do Amass - 4 的图像 4Reelaborando objetos cotidianos e a produção industrial: o trabalho do Amass - Mais Imagens+ 12

Artesania e imperfeição: 10 projetos entre a mão e a máquina

Áudio disponível

Em 1968, o designer de mobiliário e professor da RCA David Pye publicou The Nature and Art of Workmanship, livro estruturado em torno da distinção entre o "ofício do risco" (workmanship of risk) e o "ofício da certeza" (workmanship of certainty). Pye não estava escrevendo sobre arquitetura e, a despeito de como essa expressão é empregada hoje, tampouco tratava propriamente do embate entre mãos e máquinas. Ele destacava que uma prensa tipográfica, embora inteiramente mecânica, ainda depende de alguém que avalie a tinta e o registro, ao passo que um/a profissional do torno de madeira, trabalhando manualmente, pode seguir um modelo de forma tão rigorosa que quase nada é deixado ao acaso.

O ofício do risco, na definição de Pye, refere-se a qualquer processo em que o resultado final não é previamente determinado, mas depende do julgamento, da destreza e da atenção de quem o executa enquanto o trabalho está em andamento. O ofício da certeza representa a condição oposta, uma vez que o resultado é estabelecido antes mesmo de a produção começar — fixado em um gabarito, molde ou programa —, de modo que todas as etapas seguintes se limitam à execução. Pye teve o cuidado de observar que nenhum dos modos é intrinsecamente superior, e que uma máquina de controle numérico, calibrada para admitir desvios, pode estar mais próxima do risco do que uma ferramenta manual operada sob um modelo rígido.

Artesania e imperfeição: 10 projetos entre a mão e a máquina - Image 1 of 4Artesania e imperfeição: 10 projetos entre a mão e a máquina - Image 2 of 4Artesania e imperfeição: 10 projetos entre a mão e a máquina - Image 3 of 4Artesania e imperfeição: 10 projetos entre a mão e a máquina - Image 4 of 4Artesania e imperfeição: 10 projetos entre a mão e a máquina - Mais Imagens+ 6

Acesso exclusivo

O centro como estratégia: 8 projetos construídos em torno de um vazio

Áudio disponível

O centro de uma planta nunca é simplesmente um espaço vazio. A partir do momento em que ambientes e fluxos passam a se organizar ao seu redor, o centro começa a estruturar todo o projeto. Ele pode conter um pátio, uma escada, um jardim ou um espaço de uso comum. Pode também preservar algo preexistente no terreno ou abrigar um processo que a arquitetura não controla totalmente. O que ocupa essa posição determina como os espaços circundantes são organizados, conectados e utilizados.

Em Uma Linguagem de Padrões, Christopher Alexander, Sara Ishikawa e Murray Silverstein descrevem os espaços compartilhados como mais eficazes quando se situam no centro de gravidade da vida cotidiana e permanecem conectados às rotas mais utilizadas pelas pessoas. O argumento dos autores sugere que um centro é importante não por ocupar o meio geométrico, mas porque os ambientes, caminhos e atividades ao redor lhe conferem peso espacial. Os projetos selecionados aqui estendem essa ideia para além do espaço comunitário, mostrando como o centro pode organizar a circulação, o uso coletivo, os sistemas ambientais e a relação entre a arquitetura e o que já existe no local.

O centro como estratégia: 8 projetos construídos em torno de um vazio - 1 的图像 4O centro como estratégia: 8 projetos construídos em torno de um vazio - 2 的图像 4O centro como estratégia: 8 projetos construídos em torno de um vazio - 3 的图像 4O centro como estratégia: 8 projetos construídos em torno de um vazio - 4 的图像 4O centro como estratégia: 8 projetos construídos em torno de um vazio - Mais Imagens+ 31

Museu de História Natural de Shenzhen, projetado por 3XN, B+H Architects e Zhubo, é inaugurado na China

Áudio disponível

Projetado pelo consórcio formado pelos escritórios 3XN, B+H Architects e Zhubo Design, o Museu de História Natural de Shenzhen foi inaugurado e aberto ao público em Shenzhen, na China. Com mais de 100 mil metros quadrados, a instituição é o maior museu de história natural do sul da China e está entre os maiores museus do gênero concluídos recentemente em todo o mundo. Desenvolvido como parte da expansão da infraestrutura cultural de Shenzhen, o projeto reúne áreas de exposição, pesquisa, educação e espaço público em um único destino cívico. O escritório 3XN liderou o projeto de arquitetura, a B+H Architects atuou como consultoria principal, arquitetura executiva e paisagismo, e a Zhubo Design forneceu suporte técnico local e coordenação regulatória ao longo de todo o desenvolvimento do projeto.

Museu de História Natural de Shenzhen, projetado por 3XN, B+H Architects e Zhubo, é inaugurado na China - Image 1 of 4Museu de História Natural de Shenzhen, projetado por 3XN, B+H Architects e Zhubo, é inaugurado na China - Image 2 of 4Museu de História Natural de Shenzhen, projetado por 3XN, B+H Architects e Zhubo, é inaugurado na China - Image 3 of 4Museu de História Natural de Shenzhen, projetado por 3XN, B+H Architects e Zhubo, é inaugurado na China - Image 4 of 4Museu de História Natural de Shenzhen, projetado por 3XN, B+H Architects e Zhubo, é inaugurado na China - Mais Imagens+ 3

Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede

Áudio disponível

A arquitetura é tradicionalmente registrada pela persistência do sólido. Definimos a disciplina pelo peso da verga, pela massa do pilar e pela resistência da parede. Mesmo quando a leveza é invocada, ela costuma ser compreendida como um ato subtrativo — o afilamento de uma seção ou a redução precária de uma carga. No entanto, existe uma história paralela, menos visível e mais difícil de isolar, na qual o principal material de construção não é o que ocupa o espaço, mas o que se move através dele.

Tratar o ar como um meio significa ir além do binarismo do envelope. A fronteira entre o interior e o mundo deixa de ser uma linha de separação absoluta e se transforma, em contrapartida, em um campo de filtragem e pressão. Começamos a ver o edifício como uma válvula térmica, uma série de gradientes nos quais a umidade, a velocidade e o calor não são meras "condições" de fundo a serem mitigadas por sistemas mecânicos, mas as próprias substâncias que estão sendo moldadas.

Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Image 1 of 4Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Image 2 of 4Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Image 3 of 4Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Image 4 of 4Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Mais Imagens+ 6

Jaali, Muxarabi, Cobogó: As peles mais leves da arquitetura

Áudio disponível

Uma tela perfurada frequentemente é tratada como um elemento secundário, algo aplicado para suavizar a luz, decorar uma fachada ou adicionar textura onde, de outro modo, a parede pareceria plana. É fotografada como superfície, desenhada como padrão e discutida como trabalho artesanal. No entanto, em muitos edifícios pelo subcontinente indiano e pelo mundo islâmico, essa tela nunca foi um mero acréscimo. Era a própria parede. Ao removê-la, o edifício não muda apenas de aparência; ele perde a capacidade de regular o calor, circular o ar e mediar a relação entre o interior e o exterior.

Essa leitura equivocada revela mais sobre os hábitos contemporâneos do que sobre a tela em si. O pensamento arquitetônico há muito separa a estrutura da envoltória, o desempenho da expressão. Sob essa perspectiva, elementos como o jaali ou o muxarabi são facilmente categorizados como ornamentais, visualmente ricos, mas tecnicamente secundários. Contudo, essas telas foram concebidas como sistemas integrados, nos quais geometria, material e clima operam em conjunto. Sua inteligência reside naquilo que realizam.

Jaali, Muxarabi, Cobogó: As peles mais leves da arquitetura - Image 1 of 4Jaali, Muxarabi, Cobogó: As peles mais leves da arquitetura - Image 2 of 4Jaali, Muxarabi, Cobogó: As peles mais leves da arquitetura - Image 3 of 4Jaali, Muxarabi, Cobogó: As peles mais leves da arquitetura - Image 4 of 4Jaali, Muxarabi, Cobogó: As peles mais leves da arquitetura - Mais Imagens+ 11