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Pós-modernismo: O mais recente de arquitetura e notícia

O que é a arquitetura metamoderna? Entre a ironia pós-moderna e uma nova sinceridade

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Em um volume esguio de capa com bordas amarelas, publicado recentemente pela editora portuense Circo de Ideias, o arquiteto Paulo Martins Barata (sócio fundador do Promontório) faz uma afirmação cuja audácia se esconde sob uma aparente simplicidade: a de que a arquitetura produzida na Europa desde a Grande Recessão não pertence a nenhum dos dois campos que estruturaram o debate disciplinar mais acirrado do século XX.

The Language of Metamodern Architecture toma emprestado seu título, com evidente ironia, de The Language of Post-Modern Architecture (1977), de Charles Jencks — o livro que declarou celebremente a morte da arquitetura moderna às 15h32 de 15 de julho de 1972, com a demolição de Pruitt-Igoe. Sua aposta é de que outra morte, nunca oficialmente certificada, ocorreu por volta de 2008, e de que a arquitetura tem vivido, em grande parte sem perceber, naquilo que cresceu ao redor do túmulo.

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Um mundo intermediário: o papel das formas híbridas nos banheiros contemporâneos

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Quando uma forma ainda é considerada circular ou retangular? No modernismo do século XX, essa pergunta praticamente não existia. A arquitetura se apoiava na clareza, na redução e na pureza formal. Sob a influência de arquitetos/as como Le Corbusier e Ludwig Mies van der Rohe, o design modernista estabeleceu uma ordem visual baseada na geometria racional, em materiais industriais e na rejeição ao ornamento. Círculo e quadrado, função e expressão eram mantidos rigorosamente separados — uma lógica que ditou, por décadas, os layouts rígidos e modulares dos banheiros tradicionais.

"O Século de Gehry": Retrospectiva de Frank Gehry é inaugurada no Museu de Serralves, no Porto

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De 12 de junho a 20 de dezembro de 2026, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, Portugal, apresentará uma exposição retrospectiva dedicada à carreira de Frank Gehry (1929-2025). Intitulada O Século de Gehry, a mostra apresenta ao público maquetes originais em grande escala, esculturas, desenhos, mobiliário e outras obras que documentam a notável e, por vezes, controversa arquitetura pós-moderna do arquiteto. A exposição abrange desde suas primeiras experiências até edifícios icônicos, como a casa do próprio arquiteto em Santa Mônica, o Museu Guggenheim em Bilbao, a Fondation Louis Vuitton em Paris e o Walt Disney Concert Hall em Los Angeles. O Museu de Serralves ocupa um edifício projetado pelo/a arquiteto/a português/a Álvaro Siza Vieira em 1991. A exposição está instalada na nova ala que leva o seu nome.

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Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025

Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.

Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.

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60 Anos de arquitetura da Barbie: quando a cultura popular encontra o design

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Desde sua estreia em 1959 pela Mattel, a Barbie transformou a indústria de brinquedos e se tornou um ícone da cultura popular. Três anos depois, a primeira Casa de Boneca Barbie foi criada, um lar para Barbie representando sua vida doméstica. Ao longo dos últimos 60 anos, as Casas da Barbie mudaram e evoluíram, cada versão adotando as tendências arquitetônicas e de design da época em que foi produzida. De fato, cada uma é uma mistura única de história, política, cultura popular, tendências e estilos de design que definem a arquitetura como a conhecemos.

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Guia de arquitetura do século XX em Paris: das vilas modernas de Le Corbusier aos edifícios brutalistas

O século XX viu um período de experimentação e inovação em um ritmo sem precedentes, um rumo que também marcou as expressões e arquitetura da época. Paris, como um dos principais centros europeus de expressão artística e cultural, também foi o epicentro para a formação de novos estilos arquitetônicos, desde a revolução da arquitetura moderna de Le Corbusier até as expressões do estilo High-Tech, como visto no design do Centre Pompidou de Renzo Piano e Richard Rogers. A transformação social encontrou sua expressão através de instituições públicas ou conjuntos residenciais brutalistas, como os projetados por Renée Gailhoustet e Jean Renaudie em Irvy-Sur-Seine, enquanto movimentos políticos atraíam arquitetos de todo o mundo, incluindo Oscar Niemeyer, que projetou seu primeiro edifício europeu na capital francesa.

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O que é arquitetura kitsch?

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Alguns autores afirmam que o termo kitsch tem origem alemã e surgiu no vocabulário artístico por volta de 1860 a partir do verbo kitschen/verkitschen (trapacear, vender alguma coisa em lugar de outra). Outros, como Guimaraens & Cavalcanti (1979), afirmam que há também uma origem do termo na língua inglesa, provinda da palavra sketch, que significa esboço. Na segunda metade do século XIX, quando os turistas americanos queriam comprar uma obra de arte a preço barato eles pediam um sketch.

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Lições de Charles Moore, do pai do pós-modernismo

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Cerca de 50 anos atrás, o renomado arquiteto, educador e autor Charles Moore foi contratado por Frederick e Dorothy Rudolph para projetar uma casa de veraneio em Captiva Island, Flórida, e cerca de uma década depois, no final dos anos 1970, eles o contrataram novamente para projetar sua residência permanente em Williamstown, Massachusetts.

Moore era chamado de pai do pós-modernismo e foi um proponente prolífico em livros como The Place of Houses. No entanto, exceto por suas pequenas casas, nunca fui um grande fã de seu trabalho. Mas ainda tenho uma cópia surrada desse livro, porque quando o li, foi a primeira vez que alguém articulou o processo de projetar uma casa, incluindo uma lista de verificação do programa a ser seguida.

As casas que Moore projetou para os Rudolphs eram exemplos clássicos do pós-modernismo, com referências históricas, detalhes caprichosos, cores vivas, espaços altos com clarabóia e locais de conexão.

Rumo ao maximalismo: a geração Z diz que menos é um tédio

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Com o início da década de 2020, a Geração Z está visivelmente reivindicando seu lugar no mundo com perspectivas e estética ainda mais ousada. A Geração Z experimenta orgulhosamente diferentes identidades, tendo crescido em uma internet opinativa e confusos lockdowns. Eles estão em busca de uma mudança cultural com formas orgânicas, elementos coloridos e padrões conflitantes que dominam a arte, a mídia, a moda e o design de interiores. A tendência está afastando o minimalismo outrora reinante, gritando que menos é um tédio, como já dizia Venturi.

Libertário e antifuncionalista: o que foi o movimento de design Memphis

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Bem longe do estado norte-americano do Tennessee, o movimento Memphis surgiu em Milão na década de 1980 e revolucionou o design. Suas cores espalhafatosas, padrões exagerados e estampas conflitantes tinham o intuito de derrubar o status quo do minimalismo da época, contrariando também, com suas formas puramente estéticas e ornamentais, o design funcionalista postulado pela Bauhaus.

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Denise Scott Brown: arquitetura, urbanismo e fotografia

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Colagem realizada pela autora a partir de fotos de Denise Scott Brown

"Avó da arquitetura", como Denise Scott Brown se apelidou, por se comparar à uma guardiã de uma memória institucional que sabe todas as armadilhas do meio em que vive, torna-se impossível não relacionar tal definição com a importância que ela tem no campo da arquitetura e urbanismo, design e fotografia. Na tentativa de impedir seu apagamento, esse texto busca trazer notoriedade para a produção de Denise, uma arquiteta interdisciplinar, cruzando informações obtidas em entrevistas e artigos.

O legado arquitetônico dos 70 anos de reinado da rainha Elizabeth

Em 2022, Sua Majestade, a Rainha Elizabeth II, tornou-se a primeira monarca britânica a celebrar o Jubileu de Platina, marcando 70 anos desde sua ascensão ao trono. Durante sua coroação, a primeira cerimônia desse tipo a ser televisionada, jornais e emissoras de TV falaram sobre uma “Nova Era Elizabetana” que ressuscitaria a Grã-Bretanha da escuridão do pós-guerra. Agora, sete décadas depois, as comemorações deste aniversário sem precedentes são uma oportunidade para as pessoas se reunirem para homenagear a rainha e refletir sobre seu legado em termos de cultura, tecnologia e arquitetura.

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Denise Scott Brown e Robert Venturi, o casal por trás do pós-modernismo pop

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Através de suas teorias pioneira e obras provocadoras, o casal Robert Venturi (25 de junho de 1925 - 18 de setembro de 2018) e Denise Scott Brown (3 de outubro de 1931) ocuparam a vanguarda do movimento pós-moderno na arquitetura, liderando uma das mudanças mais significativas em nosso campo disciplinar no século XX, e publicando livros seminais como Complexidade e Contradição em Arquitetura (de autoria de Robert Venturi) e Aprendendo com Las Vegas (de Venturi, Scott Brown e Steven Izenour).

Desenhos de arquitetura: imaginando o futuro

O icônico desenho do Mausoléu para Newton, uma ilustração monocromática de Etienne-Louis Boullée; os desenhos experimentais de Lebbeus Woods, com cenas urbanas que evocam um futuro distante; ou os conhecidos desenhos da utópica Ville Radieuse de Le Corbusier. O desenho, assim como outras formas de representar arquitetura, sempre foram um meio útil para contemplar ideias arquitetônicas sobre o futuro. É fascinante olhar para esses desenhos futuristas feitos no passado.

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Nova série de fotografias mostra a paisagem noturna da Muralla Roja de Ricardo Bofill

‘La Muralla Roja’ When the sun goes down III, é uma evocativa nova série de fotografias de Andrés Gallardo. Cinco anos depois de visitar pela primeira vez a criação de Ricardo Bofill, Gallardo a revisitou com a intenção de criar uma série totalmente contrastante, capturando o complexo no pôr-do-sol, noite e no nascer da manhã. Considerando o fato de que não há muitas fotografias em circulação durante o período noturno, Gallardo saiu para capturar o complexo durante o crepúsculo, com o movimento plácido das ondas contra frente para o mar.

‘La Muralla Roja’ traduzida como "A Muralha Vermelha" é um projeto vibrante de moradia na região de Calpe, na Espanha. O termo Casbah é frequentemente mencionado em relação a esse projeto em especial, sugerindo que o próprio Bofill se inspirou em temas árabes norte-africanos. Casbah se refere a uma cidadela ou castelo, uma área central murada de uma cidade ou vila sobre o centro tradicional. O complexo no Mediterrâneo imita esse reino construído, com um entrelaçado de caminhos, escadarias, varandas e pontes interligadas em um efeito harmônico.

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Reavaliando o regionalismo crítico: uma arquitetura do lugar

Em seu ensaio clássico de 1983 Por um regionalismo crítico: seis pontos para uma arquitetura de resistência, Kenneth Frampton discutiu uma abordagem alternativa para a arquitetura definida pelo clima, topografia e tectônica como uma forma de resistência à placidez da arquitetura moderna e a ornamentação gratuita do pós-modernismo. Uma atitude arquitetônica, o Regionalismo Crítico propôs uma arquitetura que abraçasse as influências globais, embora firmemente enraizada em seu contexto. O seguinte artigo explora o valor e a contribuição das ideias de Frampton para a arquitetura contemporânea.

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Pós-modernismo mineiro: entrevista com Jô Vasconcellos

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O Arquicast compartilhou conosco uma recente entrevista com uma das arquitetas brasileiras mais importantes da sua geração e cujo trabalho exemplifica muito bem a diversidade de responsabilidades que os arquitetos e arquitetas podem assumir na sua contribuição para a sociedade. Maria Josefina de Vasconcellos, mais conhecida como Jô Vasconcellos, traz um pouco da sua história e seus planos para o futuro.

Pancho Guedes, esculpindo uma nova África

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Amancio d'Alpoim Miranda Guedes, mais conhecido como Pancho Guedes, foi um arquiteto, pintor, escultor e educador referenciado como um dos primeiros arquitetos pós-modernistas de todo o continente africano. Ao longo de sua carreira, o arquiteto nascido em Lisboa desenvolveu cerca de 500 diferentes projetos, frequentemente referidos como edifícios ecléticos, de influência africana lusófona e de um estilo artístico peculiarmente surrealista e experimental. Talvez pelo fato de que Pancho Guedes tenha escolhido trabalhar e viver em países da África como Moçambique, Angola e África do Sul, longe dos grandes centros de gravidade da arquitetura, sua obra nunca recebeu a devida atenção que fato merece. Ainda assim, Pancho Guedes foi — e ainda está para ser descoberto por muitos de nós — um dos mais importantes personagens da história da arquitetura moderna africana.

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