TNC / Taller de Arquitectura de Ricardo Bofill. Image Cortesía de Ricardo Bofill Taller de Arquitectura
O Teatro Nacional da Catalunha, conhecido pela sigla TNC, é um teatro público localizado na Praça das Artes, perto da Praça de Glòries, em Barcelona. Trata-se de um dos edifícios mais prestigiados da cidade e, ao mesmo tempo, uma das instituições culturais mais importantes da Catalunha.
24 Viviendas de protección pública en Platja d’en Bossa / 08014 arquitectura. Adrià Guardiet Llotge, Sandra Torres Molina. Image Cortesía de BEAU
Sob o lema Me–dio Pra–zo, a XVI Bienal Espanhola de Arquitetura e Urbanismo (BEAU) inaugurou sua exposição na Real Fábrica de Artilharia de Sevilha, destacando a visão de futuro da arquitetura e do urbanismo. Na ocasião, também foram anunciados todos os projetos premiados nas diferentes categorias desta edição, que incluem Obras, Trabalhos de Pesquisa e Difusão, e Projetos de Fim de Curso. Até 20 de novembro de 2023, a mostra inspirada no conceito de “caixas do tempo” estará aberta à visitação, buscando explorar o presente, bem como as ambições a médio prazo de cada obra.
Nascido em 5 de dezembro de 1939, Ricardo Bofill formou-se na Escola de Arquitetura de Barcelona e na Universidade de Genebra. Fundador do Taller de Arquitectura, uma empresa de design composta por uma equipe interdisciplinar, Bofill tornou-se conhecido por sua vasta produção e por uma estética projetual em constante evolução. Com uma carreira de mais de 50 anos, suas obras abrangem mais de mil edifícios em cidades como Lisboa, Boston, Tóquio e São Petersburgo. Sua abordagem arquitetônica evoluiu ao longo de décadas e se espalhou por dezenas de países ao redor do mundo.
O ano que passou marcou um período de introspecção para a arquitetura. À medida que 2025 se desenrolava, a disciplina, confrontada com realidades ambientais e sociais em constante evolução, entrou em um ponto de virada mais amplo em relação a como compreende seu papel e a como as pessoas interagem com ela. Ao longo do ano, as exposições desviaram o foco dos edifícios como objetos isolados em direção a uma compreensão mais ampla das relações entre ecologia, equidade, vida cotidiana e imaginários coletivos. Em diferentes instituições e cidades, elas funcionaram menos como vitrines e mais como plataformas discursivas: espaços onde a arquitetura não era apenas apresentada, mas também imaginada, questionada e coletivamente redefinida.
Embora as exposições há muito tempo funcionem como locais de discurso, política e comunidade, esse papel tornou-se mais explícito em 2025. Como observou Carlo Ratti em uma entrevista ao ArchDaily durante a pré-abertura da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025, as exposições de hoje podem "hibridizar a maneira como as pessoas se reúnem", uma ambição que ecoou em cidades e instituições à medida que as mostras evoluíram para espaços de debate, experimentation e reflexão coletiva. As exposições são espaços onde profissionais da arquitetura e do design se encontram, onde as conversas se desenrolam abertamente com o público e onde as ideias emergem por meio de intercâmbios espontâneos entre os passantes. As exposições tornaram-se espaços nos quais o discurso arquitetônico se estendeu para além dos círculos profissionais, abrindo conversas para públicos mais amplos por meio de encontros cotidianos, experiências compartilhadas e trocas informais.
À medida que as cidades continuam a se desenvolver, observamos abordagens cada vez mais bem planejadas, meticulosamente executadas e rigidamente regulamentadas para moldar os centros urbanos e seus espaços adjacentes — para o bem e para o mal. Conforme os códigos, restrições e diretrizes se aprimoram e se tornam mais rigorosos, os ambientes urbanos tornam-se mais seguros, equilibrados e menos propensos a surpresas. No entanto, o outro lado dessa moeda é que distritos altamente controlados podem tender a uma ordem excessiva e à higienização, desfazendo-se do caráter informal e cumulativo que outrora gerava becos, espaços residuais e sequências inesperadas de movimento — condições muitas vezes nascidas da constante improvisação comunitária nas zonas cinzentas da regulamentação.
Em resposta a isso, um número crescente de iniciativas em todo o mundo propõe instalações urbanas temporárias que testam futuros alternativos para as cidades. Essas intervenções buscam provocar um diálogo entre o que a cidade é e o que ela poderia oferecer às suas comunidades por meio de práticas espaciais reflexivas e específicas de cada contexto. Um exemplo notável é o Concéntrico, festival internacional em Logroño, Espanha, concebido como um laboratório de inovação urbana. Comemorando sua décima edição, o festival está prestes a publicar Concéntrico: Urban Innovation Laboratory, um livro que traça um panorama de uma década de desenho urbano e transformação coletiva moldados ao longo de suas sucessivas edições. O lançamento é acompanhado por uma turnê internacional voltada a compartilhar uma década de aprendizados sobre transformação e design coletivos.
A especificidade ressurgiu como uma linguagem central no discurso arquitetônico. Em um campo cada vez mais globalizado, no qual os projetos muitas vezes seguem modelos conhecidos independentemente do contexto, arquitetos/as voltam-se agora para abordagens enraizadas nas particularidades de cada local. Essa atenção renovada ao contexto reflete pressões sociais, climáticas e políticas mais amplas: as cidades enfrentam calor extremo, desafios ecológicos, mudanças demográficas e novas formas de vida coletiva que exigem respostas fundamentadas em suas condições imediatas.
A arquitetura situada descreve essa mudança. Refere-se a abordagens projetuais nas quais a forma, o programa e a materialidade emergem do ambiente específico que os produz: seus microclimas, estruturas culturais e rituais cotidianos. Em vez de partirem de modelos universais, essas práticas começam com a observação, a prototipagem e o engajamento direto com as dinâmicas locais. Essa lógica é visível nos experimentos climáticos e materiais do TAKK na Espanha, como o Portable Garden e a 10k House, que funcionam como protótipos leves ajustados a gradientes térmicos e ecológicos; no Art Pavilion M do Studio Ossidiana, moldado por camadas de solo e ciclos ecológicos nos Países Baixos; nas reinterpretações de objetos vernaculares por Izaskun Chinchilla e em seus experimentos posteriores com 100 Sillas e 3 Salones Urbanos; nos espaços domésticos guiados por narrativas do Common Accounts; e nas intervenções urbanas do Raumlabor, que respondem diretamente às especificidades da Berlim pós-industrial.
O escritório de arquitetura de Barcelona Bofill Taller de Arquitectura foi contratado pela Comissão Real para a Cidade de Riade em 2019 para projetar o Royal Arts Complex (RAC). Atualmente em construção, o complexo de 320 mil metros quadrados é composto por treze estruturas, cada uma contribuindo para a promoção da expressão artística. O projeto está localizado no Parque King Salman, um parque de 13,3 quilômetros quadrados que está sendo desenvolvido no terreno do antigo aeroporto de Riade. O empreendimento mais amplo inclui projetos de uso misto para transformar a área em um importante distrito de lazer. O plano diretor geral também inclui um estádio projetado pelo escritório Populous, planejado para a Copa do Mundo da FIFA de 2034.
No turbilh&ilhão do dia a dia, a grande maioria dos centros urbanos se transforma para dar lugar a novas funções e/ou necessidades de suas populações, que buscam melhorar, renovar ou atualizar as infraestruturas, equipamentos, redes e espaços que viabilizam a vida em comunidade. Com o passar do tempo, diversas edificações que outrora cumpriam funções importantes de proteção ou abrigo começam a se tornar obsoletas. Contudo, o legado patrimonial que deixam testemunha a passagem do tempo e oferece um relato vivo de sua história, colaborando para a consolidação da identidade e para o reconhecimento de um sentimento de pertencimento.
Alguns arquitetos são apaixonados por cores, alguns são impassíveis a ela, outros a odeiam e tem aqueles que preferem descartá-la como algo desnecessário na arquitetura. Em um ensaio sobre o assunto, Timothy Brittain-Catlin menciona o "puritanismo inato entre os clientes de arquitetura", os arquitetos e seu "constrangimento em relação ao uso da cor", e como "o modernismo buscou contornar o uso das cores vibrantes na arquitetura". O debate sobre a cor na arquitetura está longe de ser algo novo, no entanto não há uma conclusão unânime, e provavelmente, nunca a teremos.
Atualmente, onde o estereótipo do arquiteto sobriamente vestido de preto ainda persiste, e enquanto meditamos silenciosamente sobre a estranha definição da Cosmic Latte, existem arquitetos que não têm medo de usar amplamente a cor em tudo o que fazem. Por isso, editamos uma lista com 7 importantes arquitetos que seguiram este caminho, tanto no passado como no presente.
https://www.archdaily.com.br/pt/881425/7-arquitetos-que-nao-tem-medo-de-usar-as-cores-em-seus-projetosZoya Gul Hasan
A arquitetura moderna do Marrocos, a qual tem se desenvolvido rapidamente ao longo das últimas décadas devido ao recente desenvolvimento econômico do país, encontra-se profundamente enraizada nas tradições construtivas locais. Tendo o vernacular como principal fonte de inspiração, a arquitetura moderna marroquina assume a origem de seu próprio nome árabe al-maġhrib, ou seja “lugar onde o sol se põe; o oeste”. O Marrocos é um estado soberano com uma rica cultura arquitetônica e uma vasta história, contando com inúmeros e excepcionais exemplos de arquitetura tradicional islâmica.
ArchDaily e Airbnb foram fundados no mesmo ano, 2008, porém com propósitos muito diferentes. Desde então, o ArchDaily acumulou uma vasta base de dados com milhares de projetos localizados em cidades e países de todo o mundo. O Airbnb, por outro lado, revolucionou a forma como exploramos os países e habitamos os edifícios, mesmo se for por uma única noite.
Esta semana, os projetos coloridos roubam a cena. São poucos os arquitetos que se atrevem a usar a cor em suas obras, no entanto, o resultado pode ser incrível. Veja, a seguir, uma seleção de 15 fotografias de renomados fotógrafos, como Gregori Civera, Julien Lanoo e Imagen Subliminal, que mostram o potencial das cores na arquitetura.