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Domesticidade: O mais recente de arquitetura e notícia

Pavilhão da Alemanha examina a coexistência e a democracia por meio de "CONVIVERE" na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027

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O Ministério Federal da Habitação, Desenvolvimento Urbano e Construção da Alemanha nomeou o escritório Kawahara Krause Architects, juntamente com Andres Lepik e Olga Cobuscean, para a curadoria do Pavilhão Alemão na 20ª Exposição Internacional de Arquitetura — La Biennale di Venezia 2027. A exposição, intitulada "CONVIVERE — A Repertoire of Living Together", direciona a atenção do público para os espaços intermediários da habitação: o limiar, a escadaria, o pátio e o espaço em frente à porta. O argumento curatorial parte de um diagnóstico sobre o crescente isolamento social, a polarização política e a crescente pressão para construir mais e mais rápido na atualidade. A partir disso, utiliza esses espaços — onde a coexistência cotidiana se inicia — para questionar de que maneira a arquitetura pode contribuir para as bases da democracia.

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Uma casa, muitos climas: quando o design de estufas entra no lar

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Uma estufa é uma edificação projetada para criar um clima dentro de outro. Ao controlar a luz solar, o calor e a ventilação por meio de sua envoltória, ela produz condições distintas daquelas do exterior. Tradicionalmente, esse ambiente controlado era projetado em função das plantas. Na habitação, esse mesmo princípio é cada vez mais empregado para conformar espaços para pessoas.

Trazer a construção de estufas para o âmbito residencial oferece muito mais do que um fechamento adicional. Essa estratégia permite criar espaços abrigados sem a necessidade de climatizá-los como os cômodos internos convencionais, capturar o calor solar quando oportuno, proporcionar ventilação quando as temperaturas se elevam e prolongar os períodos do ano em que determinadas áreas da casa permanecem confortáveis para o uso.

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O limite da cozinha: serviço, armazenamento e fronteiras domésticas em interiores compactos

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Em casas compactas, a cozinha raramente é apenas um espaço para cozinhar. Ela costuma funcionar como um limite: uma parede de serviços ou uma fronteira entre o trabalho doméstico e a vida social. Sua importância reside não apenas na preparação de alimentos, mas na maneira como organiza o restante da casa, sobretudo devido às limitações das instalações hidráulicas e às exigências de ventilação. Antes que uma sala de estar possa parecer aberta, a cozinha geralmente precisa absorver a intensidade prática do dia a dia: água, calor, odores, eletrodomésticos, mantimentos e armazenamento.

Isso é especialmente visível nos densos interiores do Leste Asiático, onde o espaço doméstico é frequentemente moldado por áreas limitadas, novas estruturas familiares, trabalho híbrido e pela especificidade cultural do ato de cozinhar. A cozinha aberta pode ser apresentada como um atrativo de estilo de vida, mas em muitos apartamentos ela representa, na verdade, um desafio de planejamento. Ela precisa conciliar o trabalho doméstico, apoiar encontros informais e, às vezes, como estratégia de otimização de espaço, substituir o hall de entrada ou o corredor. Mais do que um mero gesto de design, o limite da cozinha é, portanto, um acordo espacial entre o serviço e o convívio.

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A superfície feita à mão: imperfeição, textura e artesanato em interiores chineses contemporâneos

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O artesanato em interiores contemporâneos adquire um valor crescente na maneira como os materiais são unidos e postos em relação uns com os outros. À medida que cresce a demanda por reformas rápidas, baratas e lucrativas, surge também um desejo paralelo por interiores que transmitam uma resolução cuidadosa: espaços onde os detalhes são integrados, as composições de materiais são ponderadas, as transições de textura ocorrem com intencionalidade e as ferragens são tratadas como parte da própria linguagem arquitetônica, e não como um improviso de última hora. Em muitos interiores chineses contemporâneos, o fazer artesanal opera de forma sutil no tratamento de superfícies e estruturas: madeiras que preservam suas irregularidades, terrazzos que registram agregados e o trabalho manual, ou acabamentos que revelam o esmero de sua execução.

Isso assume particular relevância em uma era na qual as imagens digitais priorizam cada vez mais a homogeneidade das superfícies. Interiores renderizados frequentemente parecem contínuos, sem atritos e concluídos antes mesmo de a construção ter início. O fazer artesanal tensiona essa imagem. Ele introduz margens de tolerância, textura, resistência material e a percepção de que a superfície passou pelas mãos humanas antes de se converter em arquitetura. A imperfeição não se traduz necessariamente em falta de precisão. Para o olhar atento que sabe decifrá-la, ela se torna o próprio testemunho do processo de feitura.

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Antes da sala de estar: Limiares de entrada em residências urbanas compactas

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Em muitas casas, a entrada é tratada como um espaço residual ou uma faixa estreita de transição antes do início da sala de estar. No entanto, em interiores densos da região Ásia-Pacífico, por vezes apesar das dimensões reduzidas, a entrada frequentemente desempenha um papel muito mais complexo do que seu tamanho sugere. Trata-se do limiar que dita a transição: a rua é filtrada, o corpo se ajusta, os sapatos são retirados, as visitas são recebidas, a privacidade é negociada e a ordem doméstica se inicia. Antes que a sala de estar se tornasse reconhecível como interior, a sequência e o espaço de entrada já haviam encenado o primeiro ato do habitar.

O genkan japonês é talvez a versão mais familiar dessa condição, mas essa lógica se estende muito além do Japão. Em apartamentos, casas geminadas, unidades de habitação social e residências urbanas compactas, o limiar de entrada torna-se um dispositivo arquitetônico pequeno, porém potente. Ele gerencia tanto a higiene quanto o sequenciamento espacial por meio de vários elementos arquitetônicos deliberados. Pode ser um piso rebaixado, uma parede espessada, um corredor comprimido, um painel divisório ou um pequeno hall de entrada entre a circulação pública e a vida privada. Sua importância reside não em seu tamanho, mas na quantidade de transições que comporta.

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O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição

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Cada vez mais raramente o patrimônio em interiores resume-se a uma questão de mera preservação. Com mais frequência, ele se manifesta como fricção: o encontro entre o que um edifício já é — a lógica de sua planta, suas cicatrizes, suas inconsistências estruturais — e o que a vida contemporânea dele exige.

Alguns dos projetos mais potentes da atualidade não são aqueles que "restauram" um interior de volta a um momento específico, nem os que apagam o passado sob uma nova pele homogênea. São, antes, aqueles que encenam uma relação entre o antigo e o novo — permitindo que o contraste vá além do mero relato histórico, e fazendo do embate uma ferramenta pragmática de viabilidade construtiva, orçamentária e de execução.

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Ambientes como patrimônio: como as tipologias de interiores carregam a memória cultural

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Durante décadas, o patrimônio foi mais facilmente reconhecido a partir da rua. Protegemos fachadas, silhuetas urbanas e monumentos porque são visíveis, estáveis e legíveis como bens culturais. No entanto, a maior parte do que lembramos sobre o habitar diz respeito a como comemos juntos, nos recolhemos, discutimos, cuidamos uns dos outros e descansamos — ações que acontecem longe dos olhos do público. Acontecem dentro dos cômodos. À medida que as plantas livres dão lugar silenciosamente a limiares, corredores e fechamentos, surge uma questão mais profunda: e se a memória cultural sobreviver não naquilo que a arquitetura exibe, mas na forma como é vivida?

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Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar

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Pode a arquitetura ser construída a partir da comida? Entre o fogo que aquece, os cheiros que se espalham e os corpos que se reúnem em torno da mesa, a aparente banalidade dos atos de cozinhar e comer revela-se como uma dança coreografada de apropriação e pertencimento espacial. São gestos que organizam rotinas, produzem vínculos e transformam o ambiente construído em lugar vivido. A cozinha — doméstica, comunitária ou urbana — deixa, assim, de ser apenas um espaço funcional para afirmar-se como território de encontro.

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Rituais Matinais: Arquitetura dos Espaços de Café da Manhã

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Os cantos de café da manhã surgiram no início do século XX em resposta ao aumento da densidade doméstica e às mudanças nas concepções sobre a vida cotidiana. Com raízes no movimento Arts and Crafts americano e popularizados pelas casas tipo bangalô das décadas de 1910 e 1920, eles evoluíram da mais formal sala de café da manhã vitoriana para espaços compactos e integrados, embutidos na cozinha. À medida que as casas se tornavam menores e mais econômicas, arquitetos/as e marcenarias utilizaram bancos e mesas fixos para ocupar cantos, alcovas e janelas de bay window que, de outro modo, seriam ineficientes. Esses nichos iluminados ofereciam uma maneira acessível de concentrar as atividades diárias, preservando o conforto e a clareza espacial.

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Vencendo barreiras: 4 projetos residenciais com estratégias para acessibilidade na América Latina

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum tipo de deficiência, seja física ou intelectual, e 80% delas estão em países do Sul Global. Embora tenha havido avanços na garantia dos direitos dessas pessoas, elas continuam enfrentando diversas barreiras e estão entre os grupos mais excluídos dos serviços essenciais da sociedade, como saúde, educação e emprego. Nesse contexto, a arquitetura desempenha um papel crucial ao garantir a segurança e a autonomia espacial de todas as pessoas, assegurando sua participação plena e efetiva na sociedade.

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DOGMA recebe o RIBA Charles Jencks Award 2023

O Royal Institute of British Architects (RIBA) e a Jencks Foundation anunciaram o escritório Dogma como vencedor do Charles Jencks Award de 2023. Anteriormente concedido a Zaha Hadid, Níall McLaughlin, Herzog & de Meuron, e OMA, o prêmio celebra outras formas de pensamento e produção que podem impulsionar a arquitetura além do design. Vencedores deste ano, Dogma é um escritório de arquitetura sediado em Bruxelas que se concentra na interação entre arquitetura e ambientes urbanos.

SPACE10 e IKEA publicam diretrizes para criar casas saudáveis

O laboratório de pesquisa e design da IKEA, SPACE10, publicou o relatório The Healthy Home, a segunda edição da série Future Home. O relatório explora três temas principais relacionados aos ambientes domésticos: como nossas casas nos protegem de danos, restauram nossos corpos e mentes, e nos permitem evoluir ao longo das etapas da vida. A pesquisa tem como objetivo avaliar as formas pelas quais as casas podem contribuir positivamente e apoiar os ritmos e fluxos de vida das pessoas.

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Inteligência artificial na arquitetura: o que a tecnologia já nos permite automatizar em casa?

Não são poucas as histórias de ficção que nos fazem sonhar com a automatização em nossas vidas. Robôs e geringonças cheias de luzes e botões prometem facilitar e transformar nossas rotinas, além de influenciarem a estética com uma linguagem futurista. Na realidade, além de replicar essa estética na arquitetura, hoje em dia nos deparamos com tecnologias de inteligência artificial que avançaram o suficiente para serem incorporadas aos projetos de arquitetura mais simples, como as residências unifamiliares.

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Do quartinho de empregada à periferia: como a arquitetura responde às mudanças sociais do trabalho doméstico?

As dependências de empregada estão com “os dias contados”, apesar de ainda encontrarem lugar nos novos apartamentos de luxo. A informação é de uma reportagem publicada na Folha de S. Paulo em março deste ano que diz que em 2018 menos de 1% das trabalhadoras domésticas, em sua maioria mulheres negras, moravam nas dependências de seus empregadores — um número baixo quando comparado com os 12% de 1995. Com a diminuição das profissionais residentes na casa dos empregadores, o “quartinho de empregada” estaria aos poucos deixando de fazer parte das plantas de arquitetura dos edifícios habitacionais brasileiros.

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12 Casas de bonecas que traduzem 300 anos do lar britânico

Como parte de uma nova exposição no National Building Museum em Washington D.C., doze casas de bonecas que traçam a história da domesticidade britânica foram emprestadas pelo Museu da Infância Victoria & Albert de Londres. A exibição - Pequenas Histórias: Em Casa em uma Casa de Boneca - abrange 300 anos e apresenta uma visão próxima e pessoal em miniatura da evolução da arquitetura e do design - a partir de mansões luxuosas a um arranha-céu urbano.

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