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Culture Complex: O mais recente de arquitetura e notícia

As cidades mais habitáveis do mundo em 2026: Copenhague mantém o primeiro lugar com a ascensão da Ásia

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Rankings globais de cidades oferecem uma maneira de analisar como os ambientes urbanos apoiam a vida cotidiana. O Global Liveability Index da Economist Intelligence Unit (EIU) avalia 173 cidades em termos de estabilidade, saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura, destacando tanto padrões de longo prazo quanto mudanças de um ano para o outro. Na edição de 2026, Copenhague foi eleita a cidade mais habitável do mundo pelo segundo ano consecutivo, seguida por Viena e Melbourne. A capital dinamarquesa obteve uma pontuação geral de 98 de 100, alcançando a nota máxima em estabilidade, educação e infraestrutura. A média global permanece inalterada em 76,1, com melhorias em saúde, educação e infraestrutura compensando os declínios contínuos na estabilidade.

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Exibição do documentário "Amarar"

Aulets
O Arquitectura en Corto convida você para a exibição do curta-metragem Amarar, na quinta-feira, 17 de setembro, às 19h, no Espacio Arquia de Madri (c/ Tutor, 16). O termo refere-se a uma técnica tradicional de Mallorca de tratamento da madeira por meio de sua imersão em água para torná-la mais durável. O nome batiza um projeto de design sustentável que transforma pinheiros nativos em móveis contemporâneos de alto valor artesanal e investiga, em colaboração com a Universitat de les Illes Balears, o uso da madeira na construção civil. Seus idealizadores são Francisco Cifuentes e Sebastià Martorell, sócios-fundadores do escritório Aulets Arquitectes, sediado em Palma de Mallorca. "Nas ilhas, temos uma grande massa florestal", explica Cifuentes, "mas 95% das florestas estão abandonadas. Ao mesmo tempo, importamos 70 mil toneladas de madeira para a construção. Nós, arquitetos/as, devemos construir com materiais que possam regenerar os ecossistemas locais. É necessária uma mudança de modelo". O curta-metragem, dirigido por Marc Hierro, apresenta algumas das soluções propostas pelo Aulets Arquitectes e outros colaboradores do projeto para impulsionar a gestão florestal responsável e utilizar a madeira como material durável, reciclável e com rastreabilidade completa. Após a exibição, Francisco Cifuentes, Sebastià Martorell e Albert Cuchí participarão de um debate. Cuchí é autor do artigo "Construir el territorio", publicado recentemente no número monográfico da revista El Croquis sobre a obra arquitetônica do Aulets Arquitectes. "O que o Aulets busca", afirma Cuchí, "é a recuperação do território como o autêntico campo de ação da arquitetura, mantendo uma relação adequada com os recursos, assegurando a renovabilidade dos processos extrativos e tecendo a edificação com o restante das atividades sociais para construir uma sociedade ecológica".

Como a cerâmica espanhola conecta cultura, memória e identidade na Semana de Design de Milão 2026

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Como uma instalação arquitetônica expressa a identidade de uma região? Como um material de construção pode se conectar com a essência de uma nação? Ao longo de sua história, a Espanha foi moldada por uma ampla gama de culturas e civilizações, incluindo influências muçulmanas, fenícias, romanas, gregas, cartaginesas e visigóticas. Do flamenco aos azulejos cerâmicos que adornam fachadas e monumentos históricos, cada região da Espanha abraça seus próprios costumes e tradições, refletidos em sua arquitetura, história, arte e design. Durante a Milan Design Week 2026, a Tile of Spain apresenta Spanish Design as a Souvenir no Fuorisalone—uma instalação que transforma o revestimento cerâmico em um meio narrativo por meio de uma série de objetos escultóricos que reinterpretam ícones cotidianos da vida espanhola.

Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural

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A abertura da nova Fondation Cartier pour l'Art Contemporain em Paris, em outubro passado, despertou novas discussões sobre o papel, a forma e o futuro dos museus. Diante da contínua proliferação de instituições culturais pelo mundo nesta era digital, o próprio museu parece necessitar, cada vez mais, de uma redefinição. Em vez de propor um modelo ou solução única, Architecture for Culture: Rethinking Museums, escrito pela historiadora da arquitetura e curadora Béatrice Grenier, defende uma compreensão mais contextual e plural do que um museu pode ser: uma instituição moldada por seu entorno, por seu público e pelas questões culturais específicas que busca abordar.

O ArchDaily teve a oportunidade de discutir essas ideias com a autora no contexto da recém-inaugurada sede da Fondation Cartier na Rue de Rivoli. Instalado em um edifício haussmaniano restaurado que outrora abrigou os Grands Magasins du Louvre, o espaço foi radicalmente reinventado por Jean Nouvel como uma arquitetura dinâmica e transformável.

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“O material é onde a história começa”: Studio NEiDA sobre construir através do ofício e do contexto

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O Studio NEiDA atua na intersecção entre prática arquitetônica, pesquisa e trabalho curatorial, com um foco constante em como os edifícios emergem das condições materiais e culturais de um lugar. Em vez de tratar a materialidade como uma linguagem de acabamento, o estúdio a define como o início de uma narrativa arquitetônica — partindo do que está disponível localmente, a equipe analisa qual conhecimento artesanal existe no território e como esses recursos e habilidades situam um projeto dentro de uma linhagem arquitetônica. Essa abordagem coloca as limitações e possibilidades em primeiro plano como forças produtivas, posicionando o projeto como um processo iterativo de alinhamento da intenção espacial com as realidades da cultura construtiva e da inteligência vernacular.

Ao longo de seu trabalho, os interesses do NEiDA vão além da forma, voltando-se para os contextos sociopolíticos e climáticos que moldam a maneira como a arquitetura é feita e habitada. A equipe enfatiza o aprendizado a partir de práticas de construção sem autoria, vernaculares e informais, como forma de estabelecer uma gramática comum para a intervenção, e descreve a continuidade entre interior e exterior não como uma preferência estilística, mas como uma resposta à vida local e às lógicas de ventilação — onde os espaços externos podem ser tão definidos espacialmente e programaticamente centrais quanto os internos. Nesse contexto, a colaboração não é um elemento acessório: o estúdio destaca a troca no canteiro de obras com artesãos/ãs e construtores/as como uma metodologia fundamental, na qual os projetos evoluem por meio da inteligência coletiva e da comunicação adaptativa.

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Como as arquitetas latino-americanas estão enfrentando os desafios de seus países? Quatro entrevistas inspiradoras que mostram criatividade e resiliência

A arquitetura e o urbanismo na América Latina enfrentam desafios complexos e variados, resultantes de questões sociais, ambientais e econômicas profundamente enraizadas. A região, marcada por desigualdades históricas, crescimento populacional acelerado e urbanização desordenada, exige soluções inovadoras que conciliem as demandas habitacionais com a preservação ambiental e o respeito às identidades locais. Nesse cenário, algumas arquitetas têm se destacado ao trazer um olhar aguçado para enfrentar esses desafios.

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Complexo Cultural Fuyang de Wang Shu e Lu Wenyu, pelas lentes de Jazzy Li

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O Complexo Cultural de Fuyangtalvez seja o projeto mais famoso do escritório Amateur Architecture Studio, de Wang Shu e Lu Wenyu. Com suas fachadas de blocos e pedras recicladas e terra batida, o conjunto de edifícios é a materialização da visão de arquitetura da dupla chinesa.