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Craft: O mais recente de arquitetura e notícia

Buildner anuncia os projetos vencedores do Architect’s Chair #5 e lança a edição #6 - Stockholm Furniture Fair

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A Buildner tem a satisfação de anunciar os resultados da 5ª edição do Architect's Chair Competition, a quinta edição do concurso internacional anual que convida arquitetos/as e designers de todo o mundo a criarem uma cadeira autoral que reflita suas respectivas filosofias de projeto e visões de design.

O design de cadeiras exemplifica o caráter interdisciplinar da arquitetura, reunindo questões de proporção, estrutura, materialidade, ergonomia e artesanato na escala de um único objeto. Os projetos enviados este ano exploraram uma ampla gama de abordagens, desde soluções altamente minimalistas e estruturalmente eficientes até desenhos fundamentados em referências culturais, experimentação material e novos métodos de fabricação.

Um novo encontro em Valparaíso, no Chile, reúne mestres e mestras da construção para salvaguardar ofícios tradicionais

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De 9 a 11 de outubro, acontecerá no Parque Cultural de Valparaíso, no Chile, o evento "Oficios en obra" (Ofícios em Obra), um encontro de aprendizado e colaboração focado nos ofícios tradicionais de construção da cidade. Organizado pela Prefeitura, o encontro busca destacar e preservar técnicas de trabalho historicamente ligadas à construção de Valparaíso, promovendo seu reconhecimento e ajudando a garantir sua continuidade entre as novas gerações por meio de atividades abertas e gratuitas ao público. Outrora o porto mais importante do Pacífico Sul, a arquitetura de Valparaíso testemunha diversas aplicações de madeira estrutural, terra batida (taipa) e tecnologias industriais importadas durante o século XIX. Isso a torna um objeto de estudo para ofícios tradicionais e técnicas construtivas que vêm sendo revalorizadas diante dos contextos contemporâneos de crise climática e econômica, servindo como um caminho alternativo para o futuro.

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Construir como prática política: a USINA e o legado da construção coletiva no Brasil

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Filippo Brunelleschi e a cúpula de Santa Maria del Fiore, concluída em 1436 na cidade italiana de Florença, representam um capítulo importante na história da arquitetura, frequentemente associado ao crescente distanciamento entre o desenho e a construção. Essa separação, consolidada gradualmente ao longo do tempo, encontra um ponto de inflexão decisivo no Renascimento. O desenho torna-se um instrumento para antecipar e impor autoridade sobre a construção. O canteiro de obras, outrora um espaço de invenção e tomada de decisões, passa a ser compreendido primordialmente como um local de execução.

Nos séculos seguintes, esse distanciamento torna-se cada vez mais acentuado, sobretudo com a construção moderna. A industrialização, la especialização técnica e a organização corporativa fragmentam o processo construtivo em etapas progressivamente distintas. Quem projeta raramente constrói; quem constrói nem sempre participa das decisões; quem financia, gerencia e habita ocupa posições ainda mais distanciadas entre si. A eficiência desse modelo permitiu construir em escala, mas também concentrou o conhecimento e o poder de decisão nas mãos de determinados agentes.

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“Viver com contrastes é algo muito significativo”: Salwa e Selma Mikoü falam sobre arquitetura e ofício em entrevista ao Louisiana Channel

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As gêmeas e arquitetas franco-marroquinas Salwa e Selma Mikoü desenvolveram uma prática que une arquitetura, engenharia, artesanato e memória cultural. Fundadoras do escritório Mikoü Architecture, sediado em Paris, as irmãs se apoiam em suas diferentes abordagens de projeto, bem como na experiência de terem crescido entre o Marrocos e a França. Em uma entrevista recente ao Louisiana Channel, elas discutem a influência da arquitetura marroquina em seu trabalho, seu processo colaborativo e o interesse em colocar as tecnologias construtivas contemporâneas em diálogo com as tradições artesanais.

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Pensar através das mãos: Atelier CRAFT sobre projeto e fazer

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Que narrativas os materiais carregam e como os "rastros" visíveis dos/as artesãos/ãs podem dialogar com os processos de fabricação e com a industrialização? Entre a concepção e a construção, o ato de pensar através do fazer pode se tornar o princípio norteador de uma filosofia de projeto. Combinando madeira, materiais industriais e objetos reaproveitados, a abordagem do Atelier CRAFT está enraizada na arquitetura reversível, guiada por seu manifesto: "Transformar o projeto através do fazer". Sediado em Saint-Ouen, Paris, o escritório explora as relações entre o ser humano e a matéria, o ato de fazer e os processos de fabricação.

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A superfície feita à mão: imperfeição, textura e artesanato em interiores chineses contemporâneos

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O artesanato em interiores contemporâneos adquire um valor crescente na maneira como os materiais são unidos e postos em relação uns com os outros. À medida que cresce a demanda por reformas rápidas, baratas e lucrativas, surge também um desejo paralelo por interiores que transmitam uma resolução cuidadosa: espaços onde os detalhes são integrados, as composições de materiais são ponderadas, as transições de textura ocorrem com intencionalidade e as ferragens são tratadas como parte da própria linguagem arquitetônica, e não como um improviso de última hora. Em muitos interiores chineses contemporâneos, o fazer artesanal opera de forma sutil no tratamento de superfícies e estruturas: madeiras que preservam suas irregularidades, terrazzos que registram agregados e o trabalho manual, ou acabamentos que revelam o esmero de sua execução.

Isso assume particular relevância em uma era na qual as imagens digitais priorizam cada vez mais a homogeneidade das superfícies. Interiores renderizados frequentemente parecem contínuos, sem atritos e concluídos antes mesmo de a construção ter início. O fazer artesanal tensiona essa imagem. Ele introduz margens de tolerância, textura, resistência material e a percepção de que a superfície passou pelas mãos humanas antes de se converter em arquitetura. A imperfeição não se traduz necessariamente em falta de precisão. Para o olhar atento que sabe decifrá-la, ela se torna o próprio testemunho do processo de feitura.

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Reelaborando objetos cotidianos e a produção industrial: o trabalho do Amass

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O trabalho artesanal carrega os vestígios de quem o moldou, revelando como os materiais reagem a diferentes técnicas e oferecendo pistas sobre as ferramentas utilizadas em sua criação. Na experiência arquitetônica, contudo, esse fazer pode se expressar não apenas por meio de materiais e estruturas, mas também pelo próprio espaço. Buscando aprofundar e extrair aprendizados das conexões entre projeto e execução, o amass studio tem explorado a tradução de métodos construtivos informais e cotidianos em sistemas espaciais em diversos de seus projetos. Ao integrar mecanismos, materiais, estruturas e mobiliário, o estúdio cria novas narrativas espaciais nas quais o diálogo entre o artesanal e o industrial se fortalece mutuamente. Para além do fazer artesanal em si, por que não tornar visíveis também os processos que o trazem à existência?

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Como o movimento Arts and Crafts ainda molda a arquitetura contemporânea

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O movimento Arts and Crafts costuma ser lembrado como um estilo arquitetônico definido por detalhes artesanais, escala íntima, materiais naturais e pela rejeição ao excesso e à indústria. Sua influência é frequentemente rastreada por meio de características visuais que continuam a aparecer na arquitetura e nos interiores contemporâneos — da madeira exposta e da marcenaria artesanal à ênfase na textura e na permanência —, contudo, reduzir o movimento a um vocabulário estético significa ignorar sua contribuição muito mais significativa. Para William Morris, Philip Webb, John Ruskin e seus contemporâneos, a arquitetura era uma questão de como as coisas eram feitas, quem as fazia e se o processo de feitura poderia cultivar dignidade, significado, cultura e beleza.

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Refúgio Cápsula: Construção através do processo na paisagem montanhosa do Líbano

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Situado na paisagem montanhosa de Zabbougha, no Líbano, o Capsule Retreat, projetado pelo EAST Architecture Studio, é moldado pelo próprio processo de sua feitura. O projeto se desenrola por meio de decisões materiais, ajustes no canteiro de obras e condições em constante evolução, permitindo que a própria construção guie sua lógica espacial.

O processo de construção desempenhou um papel central na definição do projeto. Construída durante um período marcado pelo colapso econômico, pela escassez de materiais e pela instabilidade contínua no Líbano, a casa se desenvolveu por meio de uma adaptação constante. Sem uma empreiteira geral, a equipe de arquitetura assumiu um papel ampliado, coordenando artífices locais, testando ideias diretamente no canteiro e respondendo a condicionantes em constante mudança. Nesse contexto, as condições sociopolíticas tornaram-se não apenas um desafio, mas um catalisador para repensar o projeto. "Estávamos constantemente testando ideias no canteiro", afirmam os arquitetos e fundadores do EAST Architecture Studio, Charles Kettaneh e Nicolas Fayad, "adaptando essas decisões do ponto de vista econômico e, ao mesmo tempo, explorando o que o artesanato local poderia oferecer."

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Nova tecnologia permite criar superfícies mais texturizadas e expressivas em projetos de arquitetura

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Os avanços na tecnologia de impressão 3D estão progredindo num ritmo sem precedentes, acompanhados pelo aumento na capacidade computacional para manipular e criar geometrias complexas. Essa sinergia oferece aos arquitetos um alto grau de liberdade artística em relação às texturas que podem ser geradas, graças à alta resolução e à capacidade de fabricação rápida. Se as dificuldades técnicas inerentes à produção estivessem fora de questão e os arquitetos pudessem esculpir virtualmente qualquer coisa em uma fachada, o que eles fariam?

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Snøhetta traduz cultura norueguesa em projeto para centro cultural nos EUA

O escritório Snøhetta divulgou o projeto do novo campus Vesterheim em Decorah, EUA. A proposta, que também abrange o Museu Nacional Norueguês-Americano e a Escola de Arte Folclórica, explora a diversidade da imigração americana através das lentes da experiência norueguesa-americana. O novo edifício de 800 metros quadrados, conhecido como Commons, será o ponto de entrada e o principal espaço de encontro do campus. O edifício tem conclusão prevista para meados deste ano.

Técnicas artesanais contra as mudanças climáticas: materiais ecológicos da arquitetura indiana

Os indianos tradicionalmente viviam perto da terra, suas culturas eram moldadas por relações simbióticas com os ecossistemas. Com isso, as artes e ofícios indianos dependem fortemente da natureza para sua forma, filosofia e existência. As paisagens nativas despertaram a sensibilidade artística das comunidades, desenvolvendo práticas artesanais que atendiam a necessidades utilitárias e ritualísticas. A interseccionalidade da ecologia e da cultura é evidente através de formas ancestrais de artesanato.

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Materiais para construir a identidade da Índia

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© Andre J Fanthome

Ao se tornar um país soberano, livre do domínio britânico, o povo da Índia se viu diante de perguntas que nunca haviam respondido. Vindo de diferentes culturas e origens, os cidadãos começaram a se perguntar o que significaria a Índia pós-independência. Os habitantes agora tinham a opção de construir seu próprio futuro, com a responsabilidade de recuperar sua identidade — mas qual era a identidade da Índia? Eram os templos e as cabanas do povo indígena, os altos palácios da era Mughal ou os escombros do domínio britânico? Iniciou-se a busca por uma sensibilidade indiana contemporânea que levasse as histórias coletivas dos cidadãos em direção a um futuro de esperança.

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Desenho à mão, um ofício subestimado

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© Jim Keen

Fiz parte da última geração de estudantes de arquitetura que não usava computadores (estamos falando apenas do início dos anos 90 aqui; havia eletricidade, televisões coloridas, foguetes, só nada de renderizações.) No meu último ano na faculdade, calculei mal quanto demoraria para terminar meu projeto de graduação. À medida que o prazo se aproximava, percebi que era tarde demais para me comparar às apresentações de meus colegas. Na época, Zaha Hadid e suas pinturas desconstrutivistas definiam o estilo da ilustração arquitetônica. Isso significava que muitos projetos de estudantes eram renderizados em tintas a óleo em grandes telas.

O futuro da arquitetura: serviço de luxo?

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Este artigo foi originalmente publicado pela Common Edge como "Na Era da Inteligência Artificial, a Arquitetura se tornará Artesanal?"

Como comida e roupa, os edifícios são essenciais. Toda edificação, mesmo a mais rudimentar, precisa de um projeto para ser construído. A arquitetura é tão central para a construção quanto a agricultura é para a alimentação, e nesta época de rápido avanço nas mudanças tecnológicas, a agricultura pode nos oferecer lições valiosas.

De acordo com o último censo, havia 233.000 arquitetos nos Estados Unidos; e os 113.000 que estão atualmente licenciados representam um aumento de 3% em relação ao ano passado. Além disso, há um número recorde de arquitetos que se qualificam para o licenciamento: mais de 5.000 este ano, quase o mesmo número de graduados com títulos profissionais. Existe agora 1-arquiteto-para-cada-2.900 pessoas nos EUA. Uma colheita abundante, certo?