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Arquitetos: Jobim Carlevaro Arquitetos
- Área: 378 m²
- Ano: 2025
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Fabricantes: Cinex, Dekton by Consentino, Florense, Portobello


As casas-pátio representam uma das tipologias arquitetônicas mais perenes, sintetizando a dualidade entre abertura e reclusão ao mesmo tempo em que promovem uma profunda conexão com a natureza. Embora o termo também seja utilizado no mercado imobiliário norte-americano contemporâneo para descrever residências térreas de baixa manutenção em lotes pequenos, seu significado arquitetônico clássico refere-se a um projeto introvertido, organizado em torno de um pátio central privado. É essa forma tradicional, tema deste artigo, que remonta a milhares de anos. As casas-pátio surgiram de forma independente em várias regiões do mundo, respondendo universalmente a necessidades humanas fundamentais: privacidade, adaptabilidade climática e coerência espacial. Apesar das diversas expressões geográficas e culturais, os princípios fundamentais de introversão, abertura controlada e sensibilidade ambiental permanecem notavelmente consistentes ao longo da evolução dessa tipologia.


O reuso adaptativo tornou-se uma palavra de ordem na arquitetura. Apresentada como uma solução sustentável e econômica para a decadência urbana, a prática tem sido adotada por cidades que enfrentam as pressões das mudanças climáticas, restrições imobiliárias e a necessidade de preservação cultural. Profissionais de arquitetura são cada vez mais contratados/as para reabilitar o antigo em vez de construir o novo. No âmbito desse discurso, surge uma reflexão crescente sobre quem tem o direito de reutilizar e como.

Na busca por fomentar o sentido de pertencimento de seus habitantes, valorizar suas culturas ancestrais e preservar sua identidade, o território latino-americano reconhece uma arquitetura com amplas nuances e características regionais. O uso de técnicas construtivas e materiais locais, ou o diálogo entre o modular e o vernáculo, entre outras questões, revelam a intenção de promover a participação de comunidades nativas, estudantes e suas famílias, povos originários e construtores locais durante o processo de projeto e construção de uma grande variedade de escolas rurais ao longo de toda a América Latina.

Torres de concreto dominam a silhueta das cidades asiáticas e africanas — edifícios imponentes que personificam o desenvolvimento. Com acesso às ferramentas e materiais da modernidade industrial, o Sul Global entra no cenário mundial exibindo sua prosperidade. No entanto, no âmago de ambições crescentes, esse material construtivo evoca legados coloniais e economias extrativistas que geram desequilíbrios de poder na esfera geopolítica. A crise climática no horizonte apenas intensifica a complexa relação entre materiais de construção, demandas de sustentabilidade e a soberania de muitos países.

Globalmente, a arquitetura contemporânea continua investigando ferramentas e metodologias de projeto para integrar a natureza nos espaços habitáveis, dados os seus comprovados benefícios e contribuições para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Embora existam diferentes crenças religiosas ao redor do mundo, a arquitetura religiosa geralmente vai além de seus usos e funções para conectar-se com o sagrado. Sentidos, memórias e emoções são transmitidos nesses espaços a partir do uso de certos materiais, organizações espaciais e até sons e aromas que potencializam as experiências em atmosferas de espiritualidade, divindade e reflexão. No México, Chile, Equador, Brasil ou Uruguai, projetos de espaços de culto abertos para o exterior revelam uma arquitetura capaz de se adaptar a diferentes ambientes naturais, mantendo a premissa de que cada religião está ligada a uma identidade social e exige um vínculo particular com sua comunidade e a paisagem circundante.


O conceito de arquitetura inclusiva tem ganhado destaque à medida que o ambiente construído evolui para refletir e atender às diversas necessidades da humanidade. Essa abordagem prioriza a empatia, a acessibilidade e a equidade, buscando criar espaços que ressoem com indivíduos de diferentes perfis demográficos, habilidades e contextos culturais. O conceito vai além do mero cumprimento de normas de acessibilidade ou da incorporação de elementos de desenho universal; em vez disso, representa uma mudança de paradigma que humaniza a arquitetura e a alinha a valores sociais fundamentais. Sob essa ótica, a arquitetura inclusiva estimula conexões, acolhe a diversidade e garante que os espaços físicos contribuam para o bem-estar coletivo.
Este artigo explora quatro temas interligados — Empatia, Arquitetura Inclusiva, Equidade Espacial e Acessibilidade — por meio de artigos selecionados publicados em 2024. Juntos, esses temas revelam como a arquitetura pode responder aos desafios e aspirações da sociedade, ilustrando seu potencial como catalisadora de transformação social. Desde projetar para a conexão emocional até enfrentar as desigualdades espaciais, as lições de 2024 enfatizam a responsabilidade de profissionais de arquitetura em criar espaços que transcendam a funcionalidade, promovam a inclusão em todas as escalas e fomentem ambientes onde todas as pessoas se sintam vistas, valorizadas e integradas.

A cada ano, a equipe de Curadoria de Projetos do ArchDaily rememora a vasta gama de obras publicadas ao longo desse período, apresentando retrospectivas que permitem não apenas identificar tendências e variações na produção arquitetônica, mas também reconhecer de que forma impactam a nossa audiência. No ArchDaily Brasil, a seleção anual de melhores casas – que ano após ano, segue permanecendo como nossa categoria de projeto mais popular – representa uma amostra das variadas soluções, estratégias, técnicas e materiais encontrados na arquitetura residencial dos países de língua portuguesa.
Generative AI (Gemini / Google DeepMind). Concept: Eduardo Souza / ArchDaily
O termo "pré-fabricado" pode evocar imagens de construções padronizadas e sem variação, lembrando a arquitetura utilitária e repetitiva do período pós-guerra, onde a urgência por habitação rápida e econômica levou à criação de unidades uniformes e, muitas vezes, monótonas. No entanto, a realidade contemporânea é bem diferente. Com o avanço das tecnologias e métodos de construção, a pré-fabricação evoluiu para se tornar sinônimo de inovação, adaptabilidade e design personalizado. Hoje, essa técnica permite a criação de espaços multifuncionais e flexíveis, que respondem não apenas às necessidades práticas, mas também às demandas estéticas e sustentáveis da arquitetura moderna, com integração de materiais de ponta e com a inclusão de novas tecnologias, atendendo às demandas contemporâneas por personalização e adaptabilidade.

A identidade de uma região está profundamente vinculada aos seus espaços comunitários. Esses locais — sejam parques, praças públicas ou centros comunitários — refletem a cultura, a história e os valores das pessoas que os frequentam. Eles não apenas preservam a identidade regional, mas também moldam ativamente a interação das comunidades com o seu entorno, promovendo uma relação dinâmica entre as pessoas e o lugar. Mais do que simples localizações físicas, os espaços comunitários funcionam como polos sociais vitais que fomentam o engajamento, a expressão cultural e o sentimento de pertencimento. Esses ambientes simbolizam uma identidade e um propósito compartilhados.

