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Conheça os depoimentos dos palestrantes do Festival de Arquitetura e Cidade Provincia

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Durante o mês de abril de 2018, foi realizada a primeira edição do Festival Provincia, com o objetivo de criar um espaço aberto ao diálogo e à exposição de temas de interesse público, enfatizando a participação responsável para o desenvolvimento arquitetônico nas províncias.

O festival ocorreu na cidade de Tuxtla Gutiérrez, em Chiapas, no México — uma região que carece de qualidade no espaço urbano, bem como de planejamento e visão sobre o impacto de seus projetos. Apesar disso, a fuga de talentos locais é constante, impulsionada por uma série de fatores que levam a crer que o sucesso só é alcançado nas grandes metrópoles e por meio de projetos de grande escala. Queremos reafirmar a ideia de que a arquitetura está em toda parte e que o êxito da profissão reside em trabalhar para qualquer pessoa, independentemente de gênero, condição social ou nível econômico.

Como você financiou os custos com maquetes e impressões durante a faculdade de arquitetura?

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A arquitetura é amplamente conhecida como uma das carreiras mais caras de se estudar, devido aos altos custos dos materiais. O ritmo acelerado das disciplinas tradicionais de projeto exige que estudantes apresentem suas ideias por meio de desenhos, diagramas, renderizações e colagens — geralmente plotados em papel —, o que se soma ao custo já elevado de criação de maquetes físicas. O preço de se estudar e praticar arquitetura é um custo que toda a profissão assumiu, para o bem ou para o mal.

Para quem não faz parte do restrito grupo de pessoas afortunadas que vivem em um país ou estado com ensino gratuito, ou onde existem sistemas robustos de assistência financeira, o custo extra constante com a confecção de maquetes e a impressão de materiais de apresentação gera um grande impacto. No melhor dos cenários (e apenas quando a família tem condições financeiras para isso), os pais ou responsáveis complementam o valor necessário; contudo, em muitos casos, estudantes precisam trabalhar durante a graduação. O que mais se pode fazer quando a expectativa é entregar um trabalho final ou tese cujo custo de produção pode chegar a centenas ou até milhares de dólares?

As 4 melhores hashtags do Instagram para seguir se você quer ver grande arquitetura

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A hashtag entrou oficialmente para o Oxford English Dictionary em 2014 e, quer você costume usá-la ou não, trata-se de uma ferramenta digital praticamente incontornável que ajuda usuários e usuárias a conectar conteúdos correlatos na internet. Talvez você use hashtags em fotos para ganhar destaque em alguma conta específica ou apenas para se divertir (como no vídeo de Justin Timberlake e Jimmy Fallon)? No entanto, leitores e leitoras assíduos do ArchDaily vêm utilizando o símbolo “#” para agrupar belas fotografias de arquitetura há quase uma década. Quando o Instagram anunciou que seria possível seguir hashtags, entusiastas dessas marcações ganharam um novo meio de descobrir e curtir novos conteúdos sem precisar procurá-los ativamente.

As 4 melhores hashtags do Instagram para seguir se você quer ver grande arquitetura - Mais Imagens+ 3

No que os/as arquitetos/as devem ser bons?

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Há uma sensação curiosa e compartilhada por quase todos os profissionais de arquitetura logo após saírem da faculdade: a de não saberem exatamente o que sabem. Projetar? Não exatamente. Detalhes técnicos? Você precisará de especialistas para isso. Consegue construir isso do zero? Ainda preciso de prática. Afinal, o que você realmente sabe?

Neste artigo, compartilhamos seis habilidades que você desenvolveu durante a formação em arquitetura e das quais provavelmente nem sequer tem consciência.

Chamada aberta global: Excelentes projetos de design-build de estudantes

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Com a chegada de mais uma temporada de formaturas universitárias ao redor do mundo, sabemos que, dentre os diversos métodos de aprendizado da arquitetura, poucos são tão diretos quanto a experiência prática de construir um projeto. Trata-se de uma oportunidade ímpar para ver de perto como diferentes materiais compõem estruturas variadas, como estas respondem às forças de tração e compressão, e como o método de montagem influencia o resultado final. Nos últimos anos, um número crescente de escolas de arquitetura tem criado ativamente oportunidades para que os/as estudantes participem de projetos práticos de construção (design-build), que variam de intervenções temporárias de pequena escala e pavilhões a edifícios permanentes, cada um com suas particularidades.

Para demonstrar que a excelência na arquitetura também pode florescer em um ambiente educacional, o ArchDaily realiza, pelo quarto ano consecutivo, uma chamada aberta global para trabalhos de estudantes e docentes de faculdades de arquitetura, convidando à submissão de projetos práticos construídos no último ano. Os quatro sites em diferentes idiomas do ArchDaily — incluindo as versões em inglês, chinês, espanhol e português — convidam você a participar. Selecionaremos os melhores trabalhos para a quarta edição dos "Melhores Projetos Construídos por Estudantes do Mundo", promovendo-os em escala global.

Conheça a lista completa de sítios declarados Patrimônio Mundial no México

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Conheça a lista completa de sítios declarados Patrimônio Mundial no México - Mais Imagens+ 32

De acordo com um comunicado publicado no site da UNESCO, a Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO é um legado de monumentos e sítios de grande riqueza natural e cultural que pertence a toda a humanidade. Os sítios inscritos na Lista do Patrimônio Mundial funcionam como marcos no planeta, símbolos da conscientização dos Estados e dos povos sobre o significado desses lugares e emblemas de seu apego à propriedade coletiva, bem como da transmissão desse patrimônio às gerações futuras.

Argentina: candidate-se aos estágios editoriais do ArchDaily em Espanhol

No ArchDaily em Espanhol, estamos cientes da necessidade de manter contato permanente com estudantes de arquitetura, que serão os responsáveis por projetar e construir as cidades do futuro. Por esse motivo, abrimos periodicamente uma convocatória para integrar nossa equipe editorial por meio do programa de estágio.

Se você reside atualmente na Argentina, esta pode ser sua oportunidade de contribuir com conteúdo local para a plataforma mais visitada do mundo, que inspira e informa centenas de milhares de arquitetos/as ao redor do globo. Se tiver interesse, continue lendo abaixo.

A ilusão de leveza: projetando vazios cívicos para a vida pública

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Nas cidades contemporâneas, a densidade urbana e a valorização do solo frequentemente impõem uma escolha entre edifícios cívicos de grande escala e espaços públicos abertos. Tradicionalmente, as praças eram tratadas como áreas remanescentes no entorno da projeção de um edifício, mas essa estratégia se transformou com a introdução dos pilotis pelo movimento modernista no início do século XX. Embora a intenção original fosse criar uma sensação de leveza que permitisse a livre circulação e a passagem de luz sob a estrutura, as exigências contemporâneas de cargas sísmicas, rotas de fuga contra incêndio e alta ocupação tornam os pilares delgados insuficientes para as demandas dos grandes projetos cívicos atuais.

Contudo, a busca pela leveza arquitetônica não é um fenômeno estritamente contemporâneo. Após a introdução dos pilotis pelo modernismo, diversos projetos de meados do século passado começaram a experimentar com a ilusão de suspensão para alcançar uma transparência cívica. Em 1953, o Congresso Nacional de Honduras em Tegucigalpa, projetado por Mario Valenzuela, aplicou esses princípios a um contexto legislativo. O edifício consiste em uma sólida câmara de assembleia elevada sobre uma série de pilares delgados. Como o terreno se situa em um terraço ao final de uma rua em declive, o vazio resultante faz mais do que apenas permitir a circulação; ele emmoldura vistas da cidade, criando a impressão de que o pesado volume legislativo flutua delicadamente sobre o tecido urbano.

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Últimos dias para escolher os finalistas do Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily Brasil

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Com apenas cinco dias até o anúncio dos finalistas, ainda há tempo para escolher seus projetos favoritos ao Prêmio Obra do Ano 2026. Maior premiação arquitetônica do mundo lusófono, decidida por voto popular, o Obra do Ano existe para reconhecer os melhores projetos arquitetônicos publicados todo ano no ArchDaily Brasil.

No dia 8 de abril, serão revelados os 15 finalistas, escolhidos pela comunidade ArchDaily ao longo dessas duas semanas de nomeações. Ao nomear projetos, cada leitor passa a fazer parte de uma rede imparcial de jurados, dando visibilidade ao que há de melhor na arquitetura dos países de língua portuguesa.

Prêmio Obra do Ano 2026: nomeações abertas

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Dez anos atrás, o ArchDaily Brasil lançou a primeira edição do Prêmio Obra do Ano. Durante esta última década, centenas de projetos arquitetônicos têm sido reconhecidos como os melhores do mundo lusófono, graças à inteligência coletiva dos leitores do ArchDaily Brasil.

Hoje começa o Prêmio Obra do Ano 2026, e mais uma vez contamos com a comunidade do ArchDaily Brasil para escolher as melhores obras construídas em território de língua portuguesa. Durante as próximas três semanas, vocês serão os responsáveis por escolher os 15 finalistas e os 3 vencedores desta edição.

Participam todas as obras publicadas durante 2025, dos seguintes países: Brasil, Portugal, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Guiné Equatorial, Macau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Nesta primeira fase, os leitores podem nomear uma obra por día para passar à etapa dos finalistas, que serão anunciados no dia 8 de abril.

Retrospectiva da 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza, a primeira voltada para a África

A 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza encerrou em 26 de novembro. No total, mais de 285 mil pessoas visitaram a exposição, fazendo desta a segunda edição mais visitada da história. Com o nome de "O Laboratório do Futuro", esta bienal foi liderada pela curadora Lesley Lokko e foi a primeira a focar na África e sua diáspora, explorando a "cultura fluida e entrelaçada das pessoas de ascendência africana que agora atravessa o globo", relacionando temas como decolonização e descarbonização.

Esta edição atraiu uma ampla variedade de visitantes, sendo que 38% deles foram representados por estudantes e jovens. Os visitantes organizados em grupos representaram 23% do público em geral, sendo que a grande maioria dos grupos era de escolas e universidades. Os números indicam um evento centrado na transmissão de conhecimento e circulação de ideias.

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“Não existe um centro”: entrevista com Tosin Oshinowo, curadora da Trienal de Arquitetura de Sharjah 2023

A Trienal de Arquitetura de Sharjah 2023 abriu suas portas em 11 de novembro, apresentando um amplo programa centrado no tema principal A beleza da impermanência: uma arquitetura de adaptabilidade. Enquanto estava em Sharjah, a equipe da ArchDaily teve a oportunidade de conversar com a curadora Tosin Oshinowo sobre sua visão curatorial, o desenvolvimento dos temas do programa e os objetivos mais amplos por trás do evento. Influenciada por suas experiências em Lagos, Oshinowo concentrou a Trienal na celebração de lugares que prosperam mesmo em condições de escassez, destacando modelos alternativos do Sul Global para construir um futuro mais justo e habitável.

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"Nossa profissão abdicou de sua responsabilidade para com o planeta:" uma conversa com Yasmeen Lari

Durante a participação no Congresso Mundial de Arquitetura UIA 2023 em Copenhague, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Yasmeen Lari, a primeira arquiteta do Paquistão e vencedora da RIBA Royal Gold Medal de Arquitetura em 2023. Yasmeen Lari ganhou reconhecimento internacional por seus esforços na preservação do patrimônio e no ativismo humanitário, destacando as possibilidades de praticar arquitetura em comunidades desfavorecidas. Sua abordagem inovadora e socialmente consciente tem tido um impacto significativo tanto em seu país de origem quanto internacionalmente. Ao projetar para comunidades resilientes, seu trabalho também está alinhado com os objetivos do Congresso Mundial de Arquitetos UIA e com a forma como a arquitetura pode contribuir para os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

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"Arquitetura como suporte para a vida que queremos viver": Bjarke Ingels explica a sustentabilidade hedonista

Durante a palestra de abertura do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023, Bjarke Ingels, líder e fundador do BIG, compartilhou insights sobre desafios globais urgentes, juntamente com a abordagem distinta do escritório para enfrentá-los. Após a conferência, o ArchDaily teve a chance de conversar com Bjarke Ingels para expandir ainda mais esses tópicos. A discussão levantou diversos assuntos, incluindo a abordagem projetual do BIG, com base no princípio de "Sustentabilidade Hedonista", o significado e as oportunidades por trás dessa mudança de mentalidade, a aplicabilidade de inovações tecnológicas em diferentes campos e até mesmo em outros planetas, e a urgência de desenvolver uma Nova Bauhaus Europeia como resposta às emergentes necessidades ambientais.

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Ecologias em movimento: o futuro não será apenas construído, será semeado e plantado

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A 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, inaugurada em 20 de maio, está sendo uma verdadeira materialização do tema O laboratório do futuro, definido por Lesley Lokko. A curadora convidou "arquitetos e profissionais de um campo ampliado de disciplinas criativas a buscarem exemplos nas práticas contemporâneas que apresentem um caminho para que o público avance, imaginando eles mesmos o que o futuro pode trazer".

O Pavilhão do Chile, com a curadoria de Gonzalo Carrasco, Alejandro Beals e Loreto Lyon (Beals Lyon Arquitectos), explorou o tema Ecologias em Movimento. A exposição apresenta os desafios atuais acerca da reparação e restauração ecológica com o estudo dos processos de recuperação do solo com sementes endêmicas.

Os fractais no coração da arquitetura indígena africana

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Os fractais são formas geométricas complexas com propriedades dimensionais fracionárias. Eles surgiram como padrões turbilhonantes dentro das fronteiras da matemática, tecnologia da informação e gráficos de computador. Nos últimos 30 anos, esses padrões também se tornaram importantes ferramentas de modelagem em outros campos, incluindo biologia, geologia e outras ciências naturais. No entanto, os fractais existem muito além do surgimento dos computadores e foram observados por antropólogos em sociedades africanas indígenas. Um deles é Ron Eglash; um cientista americano que apresenta a evidência de fractais na arquitetura, arte, escultura têxtil e religião de sociedades africanas indígenas. Em seu livro, "Fractais africanos: computação moderna e design indígena", os fractais nas sociedades africanas não são simplesmente acidentais ou intuitivos, mas sim temas de design que evoluem a partir de práticas culturais e estruturas sociais. Embora a África seja um continente com grande diversidade de culturas, exemplos de arquitetura e padrões urbanos fractais podem ser encontrados em muitas sociedades indígenas. Essas formas de padrões urbanos e espaciais podem ser identificadas por características básicas, incluindo recursão, escala, auto-similaridade, infinito e dimensão fractal. Elas formam a base do caráter de looping contínuo desses padrões em diferentes escalas que podem se projetar ao infinito. Enquanto os termos usados para descrever o caráter fractal muitas vezes se encontram em matemática e semiótica da natureza, os padrões urbanos nas sociedades africanas indígenas, que são precursoras dessas terminologias, são originárias de práticas culturais e normas sociais. Um exemplo de design urbano fractal é a cidade indígena de Logone-Birni, em Camarões, fundada pelo povo Kotoko. As visões aéreas da cidade mostram iterações contínuas de edifícios retangulares formando um padrão fractal como design urbano. Esses complexos de construções são casas de barro locais construídas pelo povo Kotoko e, como descrito por Eglash em seu livro, "uma arquitetura de acreção", onde novos recintos retangulares crescem adotando e projetando-se a partir das paredes preexistentes de edifícios antigos. O padrão urbano resultante nasce de uma cultura de casa patrilocal e da necessidade de defesa coletiva da cidade. "Um homem gostaria que seus filhos morassem ao lado dele, então construímos adicionando paredes à casa do pai" era a história da arquitetura contada pelos descendentes dessa comunidade. Conforme a montagem de famílias cresce, os padrões fractais emergem, os edifícios coletivos formam um recinto defensivo e a escala de um edifício na paisagem é um testemunho da hierarquia familiar. Os assentamentos Ba-ila do sul da Zâmbia fornecem outro exemplo. As visões aéreas revelam uma série de cercados circulares dispostos dentro de um anel maior que abriga a comunidade, suas casas e cercados para animais. Cada cercado circular contém uma habitação familiar, cercada por um cercado para animais à frente e um altar sagrado atrás. Os cercados diminuem gradualmente de tamanho do topo para a base do anel, revelando a hierarquia de cada família na sociedade. Esse design urbano fractal único reflete a estrutura social do povo Ila, com o chefe da comunidade no ápice e novos membros na base do anel. Designs semelhantes são encontrados em outras comunidades indígenas, como Mokoulek em Camarões e Labbenzanga no Mali. Os fractais estão presentes não apenas no planejamento urbano da arquitetura indígena africana, mas também em seus planos de construção, arte, tecidos, penteados, ritos religiosos, jogos infantis e outros elementos culturais. Em sua palestra TED, Ron Eglash destacou a Insígnia Real, que é o palácio do rei de Logone-Birni. O palácio implica uma recursão de retângulos como padrão espacial. O padrão espacial revela saguões como espirais retangulares onde, à medida que alguém se move mais para o interior do recinto, é necessário se tornar mais educado. Esses planos espaciais fractais essencialmente mapeiam uma escala social para o comportamento das pessoas. A recursão desses fractais também continua em escalas menores, como a forma como os utensílios são empilhados dentro da casa e os padrões que adornam o design de objetos domésticos. Consequentemente, a presença de fractais em vários aspectos da cultura dentro de sociedades indígenas sugere a existência de algoritmos culturais dentro de sua ética. Por exemplo, ritos religiosos, como a Adivinhação de Areia Bamana, são algoritmos fractais importantes em sociedades da África Ocidental. Essa adivinhação, que é nativa dos moradores de Dakar, Senegal, usa um código simbólico de linhas com palavras binárias de 4 bits como modos de busca de conhecimento do sobrenatural. Eglash observa em sua palestra que essa adivinhação não apenas influenciou padrões fractais na África Ocidental, mas também códigos binários e álgebra booleana nos anos 1800, que foram usados para criar o computador digital. Outro algoritmo cultural em sociedades africanas pré-coloniais foi a ausência de hierarquia política e a presença de grupos sociais descentralizados. Essas sociedades apresentavam uma abordagem ascendente para a organização comunitária, que não impunha um plano urbano fixo, mas sim ideais sociais para interpretações arquitetônicas. Essas interpretações foram exploradas com diferentes iterações de famílias individuais e, coletivamente, projetaram um padrão que era fractal. Esses padrões não apenas auxiliaram no design, mas também foram celebrados e adotados como estéticas de práticas culturais dentro dessas comunidades. Essencialmente, os fractais no coração do design indígena africano não eram uma dinâmica social inconsciente, mas sim uma representação abstrata e técnica prática para definir suas estruturas socioculturais. Bibliografia Chétima, Melchisedek. "Além das fronteiras étnicas: práticas arquitetônicas e identidade social nas Terras Altas de Mandara, Camarões". Revista Arqueológica de Cambridge 29, nº 1 (2019): 45-63. Eglash, Ron. "Fractais na arquitetura de assentamentos africanos." Complexidade 4, nº 2 (1998): 21-29. Eglash, Ron. "Fractais africanos: computação moderna e design indígena." (1999). Eglash, Ron, e Toluwalogo B. Odumosu. "Fractais, complexidade e conectividade na África." O que as matemáticas da África 4 (2005): 101-9. Kitchley, Jinu Louishidha. "Fractais na arquitetura." ARQUITETURA E DESIGN-NOVA DELHI- 20, nº 3 (2003): 42-51. Lorenz, Wolfgang E. Fractais e arquitetura fractal. na, 2002.

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Mulheres na Arquitetura: Gabriela Carrillo

A arquiteta mexicana Gabriela Carrillo construiu uma carreira exemplar e apaixonada pela cidade, pelo território e pela diversidade. Suas obras amplamente premiadas, primeiro em parceria com Mauricio Rocha e agora dirigindo seu próprio escritório, tornaram-se a imagem de referência quando se trata de arquitetura contemporânea no México. Seus projetos traduzem as necessidades do mundo, desenvolvendo um trabalho constante para reconhecer os valores do território, a fim de proporcionar espaços que dignifiquem seus habitantes. Situada entre a práxis, a teoria e a pesquisa, seus interesses estão focados no cotidiano, desenvolvendo uma prática flexível e dinâmica que permite manter um equilíbrio entre o trabalho e a vida.

Ao lado de Toshiko Mori e Johanna Meyer-Grohbrügge, Gabriela Carrillo faz parte do novo documentário Women in Architecture, que será lançado em 3 de novembro de 2022. A filmagem promovida pela Sky-Frame, em colaboração exclusiva com o ArchDaily e sob a direção de Boris Noir, é um impulso para inspiração, debate e reflexão em torno de uma das questões mais prementes da arquitetura.

6 Dicas para planejar o encanamento e o layout de um banheiro

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Embora o design e o layout dos banheiros que usamos atualmente seja milenar, ainda assim eles são considerados um dos cômodos mais difíceis de projetar e reformar. Existem muitas regras a serem seguidas durante os primeiros estágios do planejamento de um banheiro, especialmente porque envolve “pré-planejamento” e associação de encanamento, circuitos elétricos, conexões em cantos e áreas pequenas de piso. Vamos explorar os fundamentos do encanamento e onde alocar cada acessório para otimizar o layout do banheiro, facilitando seu projeto “faça você mesmo” de reforma ou criando o espaço do zero.

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