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A forma segue o bem-estar: projeto baseado em traumas e o futuro do design de interiores

Muitos arquitetos e arquitetas são conscientes da importância de se levar em conta todos os sentidos humanos quando projetam seus espaços e edifícios. Ao abordar a percepção espacial do usuário como o resultado de uma somatória de diferentes sensações, a qual não pode ser reduzida a mera experiência visual do espaço, arquitetas e arquitetos são capazes de projetar edifícios e espaços cada vez mais inclusivos e acessíveis. Felizmente, ao longo das últimas décadas testemunhamos na arquitetura um enorme salto em relação a construção de espaços e edifícios mais acessíveis e acolhedores, principalmente em se tratando de pessoas com algum nível de restrição motora, porém, ainda estamos devendo muito em relação aos usuários com limitações cognitivas ou que passaram por algum tipo de experiência traumática.

A cura de pessoas com traumas não é nada simples e tampouco há um tratamento específico que possa servir à todos os pacientes. Nestes casos, a recuperação é uma longa jornada e que exige muito esforço do indivíduo, de tudo e todos ao seu redor. Muitas vezes, as vítimas de trauma são aconselhadas a passar mais tempo ao ar livre, em contato direto com a natureza. Mas e os espaços interiores? Considerando que atualmente a maioria de nós costuma passar praticamente 90% do tempo em espaços fechados, é imprescindível que a arquitetura destes ambientes de cura também seja concebida para promover a eficácia dos processos terapêuticos. Embora a primeira imagem que nos vem à mente seja um espaço com iluminação e ventilação natural abundante, materiais naturais e cores neutras, será mesmo que estes espaços contribuem para os processos de cura?

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A versatilidade e a integridade estrutural do acabamento em tijolos extralongos

Na criação de uma atmosfera contemporânea para morar, diversos fatores entram em jogo. O entorno, o clima, a escolha dos materiais, a organização espacial e a atenção aos detalhes, tanto no design de interiores quanto no exterior, impactam diretamente a qualidade do projeto como um todo.

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Do vermelho ao verde: a estética contraditória das fachadas oxidadas

Para uma criança pequena, entender o conceito do tempo e a passagem dele é algo muito difícil. Isso justifica a impaciência por esperar algo ou a confusão para lembrar algo que ocorreu no passado. Elas vivem apenas o presente e essa noção do tempo é aprendida aos poucos. Mas aceitar a passagem do tempo e o envelhecer é algo que nos atormenta mesmo após adultos. As lucrativas indústrias de produtos cosméticos e cirurgias plásticas comprovam como a humanidade busca controlar ou negar a passagem do tempo, algo que nos corre pelas mãos e é implacável. 

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Oferecer inspiração e conhecimento para ajudar arquitetos/as a construírem cidades melhores
Inspiration and knowledge to help architects build better cities
Fundado em 2008, o ArchDaily assumiu a missão de se tornar uma plataforma online que fornece inspiração e conhecimento para arquitetos/as de todo o mundo — transcendendo barreiras regionais, étnicas e de gênero para trocar métodos, inspirar ideias, explorar teorias e expressar a prática profissional. Em 2020, diante do impacto global da pandemia e das transformações no campo da arquitetura, atualizamos a nossa missão:

Oferecer ferramentas, inspiração e conhecimento para criar cidades melhores
Tools, inspiration, and knowledge to help create better cities
A inclusão de “Tools” (Ferramentas): após 13 anos de dedicação, nossa base de dados reúne mais de 27 mil escritórios de design e arquitetura do mundo todo. Diante de uma vasta comunidade de profissionais, entendemos que não devemos compartilhar apenas projetos, mas também “ferramentas” que aumentem a eficiência do trabalho, produtos de construção com excelente custo-benefício, concursos de design de alto nível e comunidades de mentes afins. A remoção de “architects” e a mudança de “build” para “create” (criar): o ArchDaily conta atualmente com sites em 5 idiomas, 2 contas oficiais no WeChat e presença em 3 redes sociais principais, alcançando 480 mil acessos diários e liderando o ranking Alexa como o site de arquitetura mais visitado do mundo. Nossos leitores não são apenas arquitetos/as, mas também designers de outras áreas e entusiastas do design. Portanto, nosso conteúdo não deve se limitar à construção, mas sim apresentar propostas de planejamento urbano, abordagens interdisciplinares e design diversificado. O objetivo de “better cities” (cidades melhores) permanece inalterado. O ArchDaily recebe diariamente mais de 100 envios de projetos e mais de 15 propostas de anúncios. Mantemos sempre um rigoroso critério de seleção editorial guiado pelo propósito de “criar cidades melhores”, publicando artigos de excelência, oferecendo o melhor conteúdo aos leitores, uma plataforma verdadeiramente global para os criadores e uma vitrine abrangente para os incorporadores.

Em 2021, o ArchDaily China completou cinco anos. Nesse período, inúmeros/as arquitetos/as chineses/as alcançaram o cenário global e conquistaram reconhecimento internacional através da nossa plataforma. Ao mesmo tempo, o mercado dinâmico e diversificado da China tem atraído designers de todo o mundo, gerando um rico intercâmbio cultural em um setor que ruma em direção à maturidade. Assim, lançamos nossos serviços de divulgação de vagas de emprego e promoção de marcas, com o objetivo de oferecer soluções ainda mais completas que ajudem profissionais de arquitetura a atrair talentos e conquistar novos projetos.

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A forma segue a emoção: o design informado pelo trauma e o futuro dos espaços interiores

Muitos/as arquitetos/as e designers enfatizam a importância de considerar todos os cinco sentidos no processo de projeto para criar uma experiência de usuário bem-sucedida. Felizmente, diversas soluções de design já integram recursos que facilitam a experiência espacial de pessoas com deficiência física. No entanto, raramente se projeta para aqueles/as cujas capacidades de uso e percepção são limitadas por transtornos mentais ou traumas.

O processo de recuperação de pessoas que sofreram traumas exige um esforço significativo por parte das próprias vítimas, de seu entorno e da sociedade como um todo. Geralmente, recomenda-se que sobreviventes de traumas passem mais tempo ao ar livre para usufruir do poder de cura da natureza. Mas e o design de interiores? Dado que hoje passamos cerca de 90% do nosso tempo em espaços fechados, esses ambientes também deveriam, por direito, desempenhar um papel ativo na reabilitação psicológica. Embora espaços internos banhados por luz natural abundante e tons neutros pareçam esteticamente agradáveis, eles são realmente benéficos para a saúde mental dos/as usuários/as?

Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal recebem o Prêmio Pritzker 2021

O Prêmio Pritzker de Arquitetura, a maior honraria em nosso campo profissional, foi concedido a Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal, fundadores do escritório Lacaton & Vassal. A dupla francesa é famosa por seus projetos de habitação sustentável e pelo Palais de Tokyo, uma galeria de arte contemporânea em Paris. Em suas três décadas de atuação, a firma vem se dedicando ao “enriquecimento da vida humana”, beneficiando os indivíduos e apoiando a evolução da cidade.

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Para um futuro equitativo: Dia Internacional da Mulher 2021

Mais um ano e mais um Dia Internacional da Mulher. Embora recentemente o debate sobre gênero tenha recebido considerável atenção, a batalha pela equidade está longe de acabar. Mesmo no século XXI, a arquitetura ainda pode ser uma profissão desafiadora para as mulheres. No entanto, o progresso está acontecendo e, em 2020, Yvonne Farrell e Shelley McNamara se tornaram a 4ª e 5ª mulheres a receber o prêmio Pritzker desde a sua criação em 1979.

Sem limitar nossa cobertura do tema ao dia 8 de março, o ArchDaily reconhece todos os dias a força feminina que está moldando o ambiente construído em todo o mundo. Na verdade, Mulheres na Arquitetura é um dos principais pilares da nossa estratégia de conteúdo. Este ano, para o Dia Internacional da Mulher, o ArchDaily decidiu apresentar uma semana inteira de conteúdo dedicado, com entrevistas exclusivas e editoriais instigantes. Junte-se a nós e conheça mulheres que estão se destacando no universo da arquitetura, do design e do ambiente construído.

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Carbono incorporado nos materiais de construção: O que é e como calcular

Qualquer atividade humana impacta de alguma forma o meio ambiente. Algumas menos, outras muito mais. Segundo o United Nations Environment Programme (Unep), o setor da construção é responsável por até 30% de todas as emissões de gases que contribuem ao efeito estufa. Atividades como mineração, processamento, transporte, operação de indústria e combinação de produtos químicos resultam na liberação de gases como o CO2, CH4, N2O, O3, halocarbonos e vapor d' água. Estes, quando lançados na atmosfera, absorvem uma parte dos raios do sol e os redistribuem em forma de radiação na atmosfera, aquecendo o planeta. Com uma quantidade desenfreada de gases sendo lançados cotidianamente, essa camada é engrossada, fazendo com que a radiação solar entre e não consiga sair do planeta, acarretando em impactos quase incalculáveis para a humanidade, como desertificação, derretimento das geladeiras, escassez de água, tempestades, furacões, inundações, alterações de ecossistemas, redução da biodiversidade.

Como arquitetos, uma das nossas maiores preocupações deveria ser de que forma é possível diminuir as emissões de carbono incorporados nas construções. Conseguir mensurar, quantificar e qualificar os impactos é um primeiro caminho. 

Miguel Eyquem, membro fundador da Cidade Aberta de Ritoque, falece aos 98 anos

O arquiteto chileno Miguel Eyquem, cofundador do Instituto de Arquitetura da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso e membro fundador da Ciudad Abierta de Ritoque, faleceu na madrugada de hoje, segundo informou por meio das redes sociais a Corporación Cultural Amereida - Ciudad Abierta.

Conheça de perto os vencedores da Obra do Ano 2020

Em março do ano passado, anunciamos os vencedores do prêmio Obra do Ano 2020, que desde 2008 celebra o melhor da arquitetura construída na América Latina e na Espanha. Como de costume, convocamos nosso júri de especialistas — ou seja, vocês, nossos leitores — para escolher seus edifícios favoritos publicados durante o ano de 2019.

Nas próximas semanas, anunciaremos uma nova edição, o Prêmio Obra do Ano 2021. Como um prelúdio para este novo capítulo, organizamos uma série de encontros virtuais com cada um dos vencedores do ODA 2020 para conhecer em profundidade os três projetos escolhidos por nossos leitores. Dessa forma, realizaremos a premiação da Obra do Ano 2020 por meio de uma experiência completamente digital, que será possível graças à colaboração de nossos parceiros Crest e Fundermax.

Os melhores artigos de 2020

Apesar de todos os obstáculos e dores, 2020 não nos decepcionou em termos de conteúdo. Reagindo à situação global, a equipe de editores do ArchDaily abordou todas as questões urgentes que desencadearam o estado de turbulência mundial este ano. Enquanto todo o planeta estava em pausa, nossos redatores produziam editoriais exclusivos, explorando temas e preocupações da atualidade. Escrevendo artigos em 4 idiomas, inglês, espanhol, português e chinês, este grupo oferece perspectivas locais e globais, alcançando todos os interessados em arquitetura.

Buscando oferecer inspiração e conhecimento aplicados à área, os melhores artigos do ArchDaily exploraram assuntos distintos em formatos variados. Nossa plataforma concentrou seus esforços em cobrir uma vasta gama de temas, desde as consequências da pandemia sobre o ambiente construído, as cidades e suas transformações, conhecimentos técnicos e especificações materiais, até a inteligência artificial e o futuro.

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Entrevista com Alexis Dornier, fundador da Stilt Studios: um experimento arquitetônico empático

“Se você fosse construir uma casa para si mesmo, como ela seria?” Esta é uma pergunta clássica. Essa indagação fez com que Alexis Dornier percebesse que, ao prestar serviços de projeto de arquitetura, na maioria das vezes ele atuava com base no orçamento, nas preferências e nos gostos dos clientes, atendendo, filtrando e catalisando suas demandas. O planejamento e a organização da arquitetura partiam dele, sob sua inteira decisão. “Mas o que você faria sem o auxílio de outra pessoa (um/a designer)?”

Hana Abdel, curadora de projetos do ArchDaily, conversa com Alexis Dornier sobre a nova iniciativa do/a arquiteto/a: a cofundação da Stilt Studios. A empresa busca democratizar o acesso à arquitetura para aqueles que não podem pagar por serviços de um/a arquiteto/a ou que desejam evitar os desgastes comumente associados ao processo tradicional de contratação. “E se pudésssemos criar um produto, ou um edifício que funcionasse como um produto?”

Entrevista com Alexis Dornier, fundador da Stilt Studios: um experimento arquitetônico empático - SustentabilidadeEntrevista com Alexis Dornier, fundador da Stilt Studios: um experimento arquitetônico empático - SustentabilidadeEntrevista com Alexis Dornier, fundador da Stilt Studios: um experimento arquitetônico empático - SustentabilidadeEntrevista com Alexis Dornier, fundador da Stilt Studios: um experimento arquitetônico empático - SustentabilidadeEntrevista com Alexis Dornier, fundador da Stilt Studios: um experimento arquitetônico empático - Mais Imagens+ 29

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Alexis Dornier sobre experimentação arquitetônica e seu novo empreendimento, Stilt Studios

“Tudo começou com a pergunta: E se eu fosse construir minha própria casa?” Foi essa reflexão que levou Alexis Dornier a notar que, ao prestar serviços de projeto de arquitetura, ele está, na maior parte do tempo, atendendo, filtrando e catalisando as demandas de outras pessoas que têm orçamentos, preferências e gostos próprios, cabendo a ele direcionar ou organizar tudo isso e deixar que esse fluxo passe por ele. Usando seu ofício para colocar as coisas em ordem. “Mas e se você não contasse com esse auxílio [a ajuda de um/a designer]? O que faria?”

Hana Abdel, curadora de projetos do ArchDaily, conversou com Alexis Dornier sobre sua mais recente iniciativa como cofundador da Stilt Studios, uma empresa “focada em tornar o projeto de arquitetura acessível a um público maior. Pessoas que não teriam condições de contratar um/a arquiteto/a ou que não querem ter o trabalho de colaborar com um/a arquiteto/a. Sendo assim, e se pudéssemos criar um produto, ou uma arquitetura que funcione quase como um produto?”

Alexis Dornier sobre experimentação arquitetônica e seu novo empreendimento, Stilt Studios - SustentabilidadeAlexis Dornier sobre experimentação arquitetônica e seu novo empreendimento, Stilt Studios - SustentabilidadeAlexis Dornier sobre experimentação arquitetônica e seu novo empreendimento, Stilt Studios - SustentabilidadeAlexis Dornier sobre experimentação arquitetônica e seu novo empreendimento, Stilt Studios - SustentabilidadeAlexis Dornier sobre experimentação arquitetônica e seu novo empreendimento, Stilt Studios - Mais Imagens+ 28

“O corte é o momento em que interior e exterior se unem”: uma entrevista com Neri&Hu

Durante o último Festival do Design Indaba, tivemos a oportunidade de entrevistar Lyndon Neri e Rossana Hu, do Neri&Hu Design and Research Office, um escritório multidisciplinar de arquitetura com sede em Xangai. Leia a entrevista a seguir para saber mais sobre o trabalho da dupla.

Relatório: Como arquitetos e profissionais da construção especificam materiais e produtos?

Em junho deste ano, publicamos uma pesquisa chamada "Como arquitetos e profissionais da construção especificam materiais e produtos?". O objetivo era entender melhor os comportamentos e necessidades dos arquitetos durante a etapa de especificação no processo de projeto.

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Painéis de madeira: As diferenças entre MDF, MDP, Compensado e OSB

Temos visto uma maior atenção com a utilização da madeira na construção civil de alguns anos para cá. Com todas as preocupações em relação à sustentabilidade e a pegada de carbono nas edificações, novos métodos construtivos têm sido desenvolvidos junto a possibilidades inovadoras no uso deste material. De fato, a madeira pode ser considerada um material renovável, desde que a exploração seja sustentável, e se tomado alguns cuidados no seu manejo, permitindo que as florestas se regenerem naturalmente. Mas é a versatilidade da madeira é o que a torna tão onipresente nas edificações. De tábuas, vigas, assoalhos, até a telhas e isolantes térmicos e acústicos, a madeira pode estar presente em diversas etapas da obra e com distintos graus de processamento e acabamento.

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Chile: Por que validar objetos BIM com o Padrão da Biblioteca Nacional (LNB)?

No Chile, assim como em grande parte do mundo, a metodologia BIM (Building Information Modeling) está começando a ser adotada por órgãos públicos, tornando-se um requisito obrigatório para cada vez mais projetos de edificação e infraestrutura. Essa necessidade de trabalhar de forma padronizada levou à criação do Padrão BIM para Projetos Públicos e do Padrão da Librería Nacional BIM (LNB), iniciativas que permitem organizar e facilitar a transformação digital do setor em nível nacional.

O Padrão da LNB apresenta-se como um apoio para todas as empresas fornecedoras de materiais e insumos da construção, oferecendo um guia para desenvolver seus objetos sob um padrão validado pelos setores público e privado. De forma opcional, a Corporación de Desarrollo Tecnológico (CDT) desenvolveu um sistema de certificação de Objetos BIM sob o Padrão da LNB, garantindo confiabilidade ao seu cumprimento e gerando um índice comum — estruturado, detalhado e comparável — de produtos e materiais, o que permite unificar transversalmente os processos colaborativos propiciados por essa metodologia.

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Edifícios em avaliação: 12 certificações de construção sustentável para conhecer

O Relatório Brundtland, de 1987 -“Nosso Futuro comum”- trouxe a noção de que o uso sustentável dos recursos naturais deve "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas". Desde então, o termo sustentabilidade tem sido cada vez mais popularizado e, muitas vezes, banalizado nos nossos cotidianos. Na indústria da construção civil isso não é diferente. Por mais que saibamos que para construir, precisamos destruir, de que forma é possível mitigar os impactos na construção, durante a vida útil e na demolição das edificações? Um edifício sustentável, na sua concepção, construção ou operação, deve reduzir ou eliminar os impactos negativos e podendo até criar impactos positivos no clima e meio ambiente, preservando recursos e melhorando a qualidade de vida dos ocupantes. Dizer que um edifício é sustentável é algo fácil e até sedutor. Mas o que torna, exatamente, uma construção sustentável?

Responder isso pode não ser tão simples. É por isso que nos últimos 30 anos foram criadas diversas certificações de sustentabilidade de edificações, que através de avaliações terceirizadas e imparciais de diversas esferas, são verificados os aspectos sustentáveis de uma construção. Cada uma delas concentra-se em aspectos particulares e, muitas vezes, são mais focadas em determinadas regiões do mundo. Enquanto há certificações que atestam se a edificação atende ou não a critérios de eficiência ou impactos, outras criam distintas classificações, segundo a pontuação recebida pela edificação para os diferentes aspectos.  Abaixo, listamos algumas das principais certificações de sustentabilidade existentes no mundo, alfabeticamente, suas principais aplicações e uma breve explicação: