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Trabalho: O mais recente de arquitetura e notícia

Como a escassez de mão de obra está remodelando a arquitetura

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Construir uma cidade do zero não é tarefa fácil. Nunca foi e nunca será. A própria ideia de criar de forma planejada o que de outro modo se desenvolveria e cresceria gradualmente exige recursos, organização e, acima de tudo, mão de obra. Foi o que aconteceu em 1958, quando o Planalto Central do Brasil se transformou em um dos maiores canteiros de obras do século XX para a construção de Brasília. Dezenas de milhares de candangos (migrantes vindos predominantemente do Nordeste, muitos sem formação técnica prévia) chegaram para erguer uma capital inteira em pouco mais de três anos, sob o lema do então presidente Juscelino Kubitschek de realizar "cinquenta anos de progresso em cinco". A arquitetura de Oscar Niemeyer e o plano de Lúcio Costa não teriam sido possíveis sem a premissa de que haveria mão de obra suficiente e disposta a suportar baixos salários e condições extremamente severas para transformar concreto e curvas em um símbolo nacional.

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Como o movimento Arts and Crafts ainda molda a arquitetura contemporânea

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O movimento Arts and Crafts costuma ser lembrado como um estilo arquitetônico definido por detalhes artesanais, escala íntima, materiais naturais e pela rejeição ao excesso e à indústria. Sua influência é frequentemente rastreada por meio de características visuais que continuam a aparecer na arquitetura e nos interiores contemporâneos — da madeira exposta e da marcenaria artesanal à ênfase na textura e na permanência —, contudo, reduzir o movimento a um vocabulário estético significa ignorar sua contribuição muito mais significativa. Para William Morris, Philip Webb, John Ruskin e seus contemporâneos, a arquitetura era uma questão de como as coisas eram feitas, quem as fazia e se o processo de feitura poderia cultivar dignidade, significado, cultura e beleza.

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Nem fazenda, nem hotel: por que o agroturismo precisa de uma tipologia arquitetônica própria

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Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um formato de ensaios opinativos sobre questões críticas que moldam nosso campo.

O agroturismo é comumente compreendido como um modelo híbrido, composto pela sobreposição equilibrada entre as indústrias da agricultura e da hospitalidade. Sob essa perspectiva, o agroturismo é valorizado como uma variação de um tema existente, uma atividade complementar sobreposta à produção rural. Essa abordagem já não se sustenta no século XXI, uma vez que a escala e a independência do crescimento do agroturismo o transformaram em um setor econômico distinto — com consequências arquitetônicas que nem a agricultura nem a hospitalidade, de forma isolada, são capazes de abordar.

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LANA: suporte ergonômico para notebooks e as novas dinâmicas do espaço de trabalho

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O trabalho já não acontece em um único lugar. Ele se desloca, se fragmenta e se adapta. Pode começar em um escritório, seguir para uma cabine acústica, passar por um espaço compartilhado e terminar em casa. Nesse percurso, o notebook se torna um elemento constante. À medida que o trabalho se torna mais móvel, as configurações espaciais também passam a acompanhar essa condição.

Combatendo a escravidão e o trabalho infantil na arquitetura: entrevista com Sharon Prince

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Desmantelar o sistema de trabalho escravo e infantil na indústria da arquitetura e construção não parece uma tarefa simples. Ainda mais em escala global. No entanto, é justamente esta a missão da iniciativa Design for Freedom (DFF), criada pela CEO e fundadora da Grace Farms Foundation, Sharon Prince, junto com Bill Menking, professor e editor-chefe do The Architect’s Newspaper.

Através de eventos e ferramentas disponibilizadas gratuitamente, Design for Freedom busca “aumentar a conscientização e inspirar respostas para interromper o trabalho forçado na cadeia de suprimentos de materiais de construção”, oferecendo caminhos para garantir a transparência e a ética no processo produtivo da arquitetura.

Supressão de direitos no canteiro de obra: paralelos entre Brasília e Qatar

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Sessenta e dois anos separam a inauguração de Brasília e a abertura da 22º edição da Copa do Mundo de futebol masculino da FIFA, sediada em 2022, no Qatar. Claro, não só o lugar no tempo e espaço diferenciam estas duas ocasiões históricas: acrescentemos o contexto geopolítico, o caráter, os atores e os interesses envoltos a cada uma. O que sobra, então, como conectivo entre ambas? Para além do fato de que o emirado agora possui a sua própria cidade-modelo (Lusail), erguida no ermo da península, sob a cartilha das últimas tendências urbanas e tecnológicas – à semelhança do vanguardismo do Distrito Federal do Brasil à época da sua construção, em certa medida –, o elo inextricável entre as duas cerimônias está nos canteiros que materializaram as arquiteturas a comportá-las.

Alienação e espaço narrativo na série “Ruptura” da Apple TV+

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Uma das produções televisivas mais bem avaliadas dos últimos tempos, “Severance” (“Ruptura”, no Brasil), série sci-fi da Apple TV+ lançada em 2022, estabelece instigante premissa: funcionários da misteriosa Lumon Industries se voluntariam a participar de um experimento que criará em seus cérebros a separação definitiva entre a vida pessoal e profissional, de modo que as memórias do trabalho e da rotina privada não mais se cruzam. O procedimento gera, dessa forma, um alter ego intermitente, alheio mutuamente ao ego e hiperfocado na sua respectiva dimensão. A hábil direção de Ben Stiller e Aoife McArdle, somada às atuações afinadas do elenco, faz jus ao ótimo plot de Dan Erickson, mas ponhamos em destaque aqui como a ambiência principal do show — a matriz da corporação, situada na fictícia cidade de Kier — acentua a angústia passada pela exígua equipe de empregados através da arquitetura que os abriga e aliena durante o expediente diário.

Quartinho dos fundos: a evolução dos espaços dos trabalhadores domésticos

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Nos deparamos diariamente com uma abundância de imagens de interiores de apartamentos e casas, frequentemente espaços amplos e bem iluminados, pés-direitos generosos e com grandes aberturas. Espaços integrados e semi-abertos, varandas e sacadas que dissimulam os limites entre espaços interiores e exteriores, cozinhas impecáveis e estantes de livros do piso ao teto. Entretanto, por trás das imaculadas paredes brancas destes elegantes espaços domésticos, escondem-se outros ambientes menos cândidos: espaços sem ventilação ou iluminação natural, os quais ainda hoje, são dedicados às pessoas responsáveis por manter a imagem da casa casta, pura e impoluta.

Neste país de muitas contradições, a organização espacial de nossos ambientes domésticos—estejam eles localizados em uma estrutura do século passado, em uma casa dos anos 50 ou em um apartamento cheirando a novo—reflete um legado “colonialista” enraizado em nossa cultura e que insiste em perseverar até os dias de hoje. Proprietários e patrões, ou pelo menos uma boa parte deles, nunca se deteve a refletir sobre as atuais condições dos espaços habitados por seus subordinados e trabalhadores domésticos, não apenas em relação ao espaço físico em si, mas principalmente em termos de salubridade, conforto e qualidade de vida.

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Meia Hora com BrCidades: entrevista com Paulo Galo

Dia 14 de julho, terça-feira, às 20h: Paulo Galo é o convidado do próximo programa Meia Hora com o BrCidades. Galo é líder da mobilização que reivindica melhores condições de trabalho para entregadores de aplicativos, que no período de pandemia estão entre os mais expostos aos riscos de contágio. Os debatedores são Paolo Colosso e Tainá de Paula. O programa será transmitido ao vivo e simultaneamente pelo Facebook, YouTube e pelo Twitter do BrCidades. Clique no link, ative o lembrete e vem com o BrCidades: https://www.youtube.com/watch?v=Lu653hXjTKs

Arquitetura pós COVID-19: a profissão, os escritórios e os autônomos

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À medida que alguns países estão pouco a pouco retomando as suas atividades, abrandando as medidas de contenção e isolamento que nos foram impostas ao longo dos últimos meses, arquitetos do mundo todo estão procurando entender melhor como será a sua vida na chamada ‘nova normalidade’. Como uma ruptura drástica e repentina em nossos modos de vida, o surto de coronavírus nos apresentou uma nova forma de encarar o mundo, redefinindo o próprio conceito de “normalidade”, provocando uma mudança na maneira como nos relacionamos com o mundo a nossa volta. Impulsionados por uma série de questões latentes, estamos lidando com um fenômeno ainda muito recente, antecipando um futuro relativamente desconhecido.

Durante um bate papo informal, dois dos nossos editores tiveram a ideia de escrever um artigo colaborativo onde procuram investigar as principais tendências do atual momento, debatendo questões relacionas às incertezas do futuro e oferecendo a sua visão sobre como a atual situação poderá afetar a disciplina da arquitetura daqui para frente. Abordando uma possível mudança de paradigma, no cenário profissional e principalmente no ensino da arquitetura, este artigo escrito à quatro mãos por Christele Harrouk e Eric Baldwin visa lançar uma luz sobre este nebuloso momento que estamos atravessando.

Pandemia de coronavírus e a automatização completa das cidades

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A medida que a pandemia de coronavírus continua a se espalhar rapidamente pelos quatro cantos do planeta, levantando uma série de questionamentos e perguntas ainda sem respostas, a única resolução possível para este momento para a maioria dos países afetados (e até agora a nossa mais eficaz arma para combater a disseminação do vírus), foi a implementação de medidas de quarentena à população. O isolamento social serve para evitar a circulação do inimigo invisível, minimizando as possibilidades de contágio. Como resultado de tais medidas restritivas, espaços públicos e privados foram fechados, muitas vezes, por tempo indeterminado. Tais medidas, recebidas inicialmente com certo ceticismo e depois com certa resignação, não apenas têm se mostrado bastante eficientes na diminuição de novos contágios e consequentemente das mortes, mas também provocaram um alvoroço no cenário econômico mundial, levantando uma pergunta com duas conotações bem diversas: e agora? o que vamos fazer? Enquanto alguns se perguntam como seguir trabalhando neste momento de contenção, milhões de pessoas se perguntam se terão o que comer no dia seguinte.

Home Office: 35 soluções para espaços de trabalho flexíveis

Há alguns anos a ideia de que residências e apartamentos são dedicados exclusivamente à moradia foi redefinida, isso porque a contemporaneidade trouxe uma série de mudanças sociais e na maneira como utilizamos os espaços. Com rotinas desafiadoras e empresas cada vez mais flexíveis no que diz respeito ao espaço de trabalho, é cada vez mais comum que o lar torne-se o escritório. No entanto, com plantas residenciais cada vez menores tem se tornado um desafio pensar espaços funcionais ou que possam ser remodelados em segundos para dar uso ao chamado Home Office. Pensando nisso, compilamos alguns projetos em pequenos espaços, cuja as soluções interiores podem te ajudar em seus próximos projetos. Confira a seguir:

Condições de trabalho e a "nova normalidade" nos espaços laborais

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O trabalho dá origem à arquitetura. Como agregado do esforço físico e mental usado na criação de bens e serviços, o trabalho está vinculado ao que criamos e ao nosso processo. Em um campo moldado pela produção, arquitetura e design dependem do trabalho de uma ampla gama de profissionais. Porém, à medida que os trabalhadores passam cada vez mais horas e as medidas tradicionais de segurança mudam, questões trabalhistas surgem em meio a condições mais amplas da cultura de trabalho contemporânea.

Como o "coworking" transformou nossos espaços de trabalho?

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Como o "coworking" transformou nossos espaços de trabalho? - Image 1 of 4Como o "coworking" transformou nossos espaços de trabalho? - Image 2 of 4Como o "coworking" transformou nossos espaços de trabalho? - Image 3 of 4Como o "coworking" transformou nossos espaços de trabalho? - Image 4 of 4Como o coworking transformou nossos espaços de trabalho? - Mais Imagens+ 11

Ao longo dos últimos anos, os espaços habitáveis de nosso planeta passaram por uma revolução sem precedentes que corresponde ao momento específico da história da humanidade, quando mais da metade da população mundial passou a viver em áreas urbanizadas. É por isso que, devido ao considerável aumento da população urbana de nosso planeta, a estrutura de nossas cidades estão mudando. Tanto as nossas casas quanto os espaços públicos e locais de trabalho estão se transformando para construir novas relações entre as pessoas e o espaço.

20 Espaços de trabalho de até 150m²

É importante que os espaços de escritórios, oficinas e ateliês sejam atrativos não só para os clientes, mas também para as pessoas empregadas, que passam em média um terço do seu dia nesses ambientes. Um espaço de trabalho mal planejado pode tornar essa jornada cansativa e desestimulante, e, para que isso não ocorra, podem ser tomadas decisões no projeto arquitetônico que dinamizem o espaço e promovam a integração da equipe, ainda que a área do ambiente não seja generosa.

Conselhos para exercer arquitetura como autônomo

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O pouco que conhecemos sobre a profissão de arquiteto ficou para trás. Não é aplicável ao segundo milênio e a prova disso é a insustentável realidade da grande maioria. O que viveram as gerações anteriores são experiências únicas ligadas a um momento histórico concreto. Agora precisamos aprender a ler nosso próprio momento histórico e reprogramar nossa visão para conseguir encontrar saídas para o atual contexto.

"Corpos para o capital": Ana Beatriz Ribeiro lança livro no IAB.pb

A questão da sinistralidade laboral e suas repercussões na relação capital/trabalho, intermediada pelo Estado, é o fio condutor que interliga as discussões abordadas neste livro, com enfoque especial nos casos ocorridos durante a ditadura militar e seus impactos sobre a classe trabalhadora brasileira.

Arquicast #73: 11 maneiras de se tornar um arquiteto melhor (sem fazer arquitetura)!

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O cast da quinzena traz um papo leve sobre um assunto de total interesse do arquiteto. Inspirados na matéria publicada no Archdaily, “11 maneiras de se tornar um arquiteto melhor (sem fazer arquitetura)”, convidamos a jornalista Ana Paula Capellano para divagarmos sobre formas não convencionais de adquirirmos habilidades gerais que podem ser aplicadas ao universo da arquitetura e urbanismo. Discorremos sobre os 11 tópicos propostos pelo texto compartilhando nossas experiências pessoais e, naturalmente, algumas divertidas discordâncias.