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Arquitetos: Michel Architects
- Área: 1749 ft²
- Ano: 2025



Ao longo das últimas décadas, a madeira tem ampliado sua presença na arquitetura contemporânea — impulsionada tanto pelo avanço de novas tecnologias construtivas quanto pela redescoberta de técnicas tradicionais, sempre com foco em soluções de menor impacto ambiental. As escolas estão entre os projetos que melhor traduzem esse movimento: é ali que as qualidades ambientais, construtivas e sensoriais do material encontram um terreno particularmente fértil.


Com o encerramento do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026 em Barcelona, uma mensagem central ecoou em debates, exposições, palestras e conversas: o futuro da arquitetura dependerá menos de respostas definitivas do que da capacidade de aceitar transformações e questionar coletivamente os modelos estabelecidos. No Congresso deste ano, sob o tema "Devir. Arquiteturas para um Planeta em Transição", a arquitetura foi apresentada como uma prática em constante evolução, moldada pelo diálogo interdisciplinar, pela pesquisa e pela colaboração.

O encerramento da Copa do Mundo da FIFA 2026 marca o fim da maior edição do torneio até hoje. Sediada no Canadá, México e Estados Unidos, a competição foi expandida para 48 seleções nacionais e reuniu dezesseis cidades-sede distribuídas por três países. Há décadas, as Copas do Mundo da FIFA servem como catalisadoras para a produção arquitetônica. Cada edição gerou um conjunto singular de estádios, investimentos em transporte, espaços públicos e intervenções urbanas que frequentemente permanecem integrados às cidades-sede muito após o encerramento do torneio. Embora as competições recentes tenham sido associadas a projetos de estádios monumentais e programas nacionais de construção ambiciosos, a edição de 2026 seguiu uma trajetória diferente, apoiando-se principalmente em arenas existentes adaptadas aos requisitos técnicos e operacionais da FIFA.

O Clark Art Institute, uma importante instituição de arte localizada na região de Berkshires, no oeste de Massachusetts, nos Estados Unidos, revelou imagens do projeto de ampliação de suas instalações atuais. Inaugurada em 1955, a instituição funciona tanto como museu de arte quanto como centro de pesquisa, debate crítico e ensino superior em artes visuais. A nova ala, encomendada ao escritório Selldorf Architects em outubro de 2024, expandirá o espaço atual de galeria e armazenamento de arte, conectando o Edifício do Museu ao Manton Research Center, ambos reformados anteriormente pela mesma firma. O novo edifício será complementado pelo projeto paisagístico desenvolvido por Reed Hilderbrand, reforçando a experiência que integra arquitetura, arte e a paisagem circundante de Berkshires.

Em 2023, o edifício da Escola de Design da Universidade Shanghai Jiao Tong abriu suas portas após uma remodelação completa e adaptação de uma estrutura existente. Projetado por Xing Ruan, arquiteto/a e acadêmico/a que também atua como diretor/a da escola, o edifício recebeu dois reconhecimentos no Prix Versailles: o Título Mundial de Campus Mais Bonito e o Prêmio Especial para Interiores, uma das três principais honrarias da premiação. Prêmios desse tipo tendem a gerar uma dinâmica própria. Uma vez que uma obra é reconhecida, ela é rapidamente enquadrada em uma narrativa conveniente — atribuindo-se significados aos seus materiais, técnicas, forma e decisões espaciais que tornam o projeto legível, categorizável e fácil de referenciar.
No entanto, o que uma premiação confirma é, talvez, apenas o fato de que um edifício foi visto. O que ainda cabe perguntar é por que ele existe da maneira como existe — quais problemas foi projetado para enfrentar, quais crenças ele rejeita e o que propõe para a disciplina para além das circunstâncias de sua construção. Foi no próprio edifício da Escola de Design que a entrevista a seguir aconteceu, transitando entre arquitetura, pensamento acadêmico, frugalidade e os limites do que se pode — e deve — exigir de uma edificação.


Desde agosto de 2025, intensificou-se o debate em Dallas, nos Estados Unidos, sobre o futuro de um de seus marcos modernos: a Prefeitura de Dallas, projetada por I.M. Pei & Partners. Este mês, o Conselho Municipal de Dallas continuará avaliando se deve reformar, vender ou demolir o edifício de 47 anos, após crescentes preocupações com a manutenção postergada por anos e com a necessidade de grandes investimentos. No final de outubro, membros do conselho iniciaram audiências públicas e reuniões de comissões para colher a opinião de moradores/as. Preservacionistas e alguns/as integrantes do conselho defenderam um estudo completo sobre as opções de reparo e o tombamento histórico do edifício, ao passo que outros/as enfatizaram preocupações fiscais e operacionais.
Defensores/as da preservação destacam a relevância cívica e arquitetônica do edifício, ao passo que os/as defensores/as da demolição apontam os altos custos de manutenção e o potencial de redesenvolvimento do terreno central. Uma petição para "Salvar a Prefeitura de Dallas", que pede aos/às membros do conselho para interromper os planos de demolição e encomendar um estudo de renovação transparente, continua aberta para assinaturas. Enquanto isso, o prefeito declarou que deseja analisar todos os fatos antes de se posicionar sobre a transferência da sede municipal ou o investimento em reformas. O caso se soma à crescente lista de ícones modernistas em todo o mundo que enfrentam futuros incertos, desencadeando debates culturais mais amplos sobre patrimônio cívico e infraestrutura pública.

