Fundada no século XII, Copenhague passou por inúmeras transformações até se consolidar como uma referência urbana do século XXI. Seu ambiente urbano dinâmico serve como exemplo da importância da arquitetura e de seu papel crucial na construção de um futuro sustentável para as cidades. Diante de desafios globais como mobilidade, desenvolvimento urbano e construção ecológica, a cidade se destaca como um modelo inspirador. Por esse motivo, em 2023, a capital dinamarquesa foi nomeada a Capital Mundial da Arquitetura pela UNESCO-UIA, posicionando-se como uma plataforma de debates sobre clima, soluções sustentáveis e habitabilidade.
Nesse contexto, nomes da arquitetura dinamarquesa, como Anders Lendager, foram convidados a compartilhar sua percepção e relação com seus locais favoritos na cidade, oferecendo uma perspectiva valiosa sobre o que torna Copenhague única. Lendager, CEO e fundador do Lendager Group, é a mente por trás de projetos de ecovilas, do Pavilhão Dinamarquês em Milão e de um arranha-céu construído com materiais reciclados. Juntos, esses projetos demonstram a capacidade de traduzir os princípios fundamentais das cidades sustentáveis em elementos concretos, priorizando o bem-estar humano e promovendo modelos de economia circular.
https://www.archdaily.com.br/pt/1137910/guia-do-a-arquiteto-a-para-copenhague-anders-lendager-e-a-essencia-da-cidade-sustentavelEnrique Tovar
Em agosto, o Colegio de Arquitectos de Chile comemorou seus 81 anos na Sede Nacional, em Santiago. Para celebrar este aniversário, foi realizada a cerimônia de entrega dos Prêmios CA 2023.
Cidade de Valparaíso, Quinta Região, Chile. 21 de maio de 2017. Imagem via Shutterstock / MARCELODLT
Este ano foram apresentados novos projetos que geram mudanças importantes nas opções de mobilidade para os habitantes do Chile. Entre eles estão a inclusão das novas Linhas do Metrô de Santiago e o novo anteprojeto de teleférico que pretende ligar Valparaíso a Placilla de Peñuelas.
O Castelo Wulff, em Viña del Mar, é uma edificação emblemática, reconhecida por sua aparência e estilo arquitetônico inspirado no Castelo de Liechtenstein, na Alemanha. A estrutura apresenta características do design alemão e francês, além de traços medievais, qualidades que atraem tanto o público local quanto os milhares de turistas que a visitam.
No universo do design de interiores e da arquitetura, a iluminação evoluiu de uma mera necessidade funcional para uma ferramenta poderosa na criação de ambientes agradáveis, no destaque de elementos de projeto e na definição da atmosfera para as pessoas que utilizam os espaços. Nesse sentido, os sistemas de iluminação embutida têm sido divisores de águas, especialmente quando combinados com a tecnologia LED, oferecendo inúmeras possibilidades de transformação dos espaços. As fitas de LED, em trabalho de destaque, revolucionaram a iluminação ao proporcionar eficiência energética, longevidade, versatilidade e uma personalização antes difícil de se alcançar com as lâmpadas tradicionais. Elas alteraram profundamente a forma como iluminamos residências, escritórios e estabelecimentos comerciais, inaugurando uma nova era na tecnologia luminotécnica.
Arquitetura futurista do cove.tool projetada por inteligência artificial, aperfeiçoada pela criatividade humana. Imagem cortesia de cove.tool
A inteligência artificial (IA) está prestes a moldar o futuro da arquitetura. À medida que o setor de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção) evolui rapidamente, a IA acompanha esse ritmo. Diante dessas evoluções simultâneas, surge uma questão crucial: os/as arquitetos/as continuarão sendo os/as principais criadores/as de nosso ambiente construído ou a IA dominará?
A cidade de Federación, situada no nordeste da província de Entre Ríos, era estruturada, como a maioria das cidades argentinas, sobre o “clássico traçado em quadras herdado das Leis das Índias” e foi se caracterizando de acordo com o desenvolvimento das diferentes funções econômicas. A evolução das funções econômicas e a atuação das diferentes forças sociais foram determinando uma organização particular do espaço urbano, no qual se distinguiam diferentes “bairros” ou distritos urbanos que materializavam claramente as desigualdades da estrutura socioeconômica local.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138684/a-origem-das-cidades-federacion-na-argentinaMaría Rosa Catullo
Salão de Exposições da União dos Artistas, Tashkent, Uzbequistão, 2022. Cortesia de Armin Linke
Tashkent, a capital do Uzbequistão, é uma das cidades mais populosas da Ásia Central. Situada no nordeste do país, perto da fronteira com o Cazaquistão, a cidade foi profundamente moldada e influenciada por diversas culturas ao longo de sua história. A transformação mais significativa de sua paisagem urbana ocorreu durante a era soviética, quando a cidade foi reconstruída como um modelo de cidade soviética após o terremoto de 1966, que causou danos substanciais. Durante essa reconstrução, profissionais de arquitetura de várias regiões da União Soviética colaboraram com especialistas locais, resultando em uma forma única de modernismo arquitetônico que integrava de forma harmoniosa elementos da arquitetura islâmica, criatividade nativa e as mais avançadas conquistas da engenharia da época. Naquele período, Tashkent ostentava o prestigiado status de uma importante metrópole internacional no Oriente.
Casas de leilão, lojas de móveis usados e corretores de imóveis faturam pequenas fortunas com uma nomenclatura que, apesar da imprecisão que cerca sua extensão indeterminada e do questionamento se tudo o que foi produzido ao longo dessa duração indefinida deveria receber o mesmo selo, continua a atrair as atenções. Daqui a muitos anos, colecionadores obstinados de revistas de arquitetura talvez procurem em vão por uma única edição da revista Dwell, do século XXI, que não traga uma grande reportagem sobre uma casa projetada ao estilo mid-century modern (MCM) ou a restauração de um edifício daquela época. O MCM é o próprio sangue que corre pelas artérias da publicação, promovendo uma visão de vidas impecavelmente limpas e bem iluminadas, vividas quase invariavelmente por casais ectomorfos (geralmente sem filhos), plenamente felizes sob uma cobertura plana com esquadrias de vidro do piso ao teto que proporcionam belas vistas de paisagens distantes — melhor apreciadas por trás de vidros duplos em uma temperatura ambiente de 22 °C. Mas o que devemos pensar desse termo, desse período — que alguns chegam a chamar de "movimento" — tão conhecido mundialmente que passou a ser tratado por suas iniciais?
Cortesia de Raymond Neutra e do Neutra Institute, Foto de Julius Shulman | VDL Research House
Foi, naturalmente, Frank Lloyd Wright quem preparou o terreno para a arquitetura moderna em Los Angeles. Depois dele vieram os vieneses: Rudolph Schindler, em 1920, e Richard Neutra, em 1925, a convite de Schindler. Ambos trabalharam com Wright, optando por absorver dele o que consideravam essencial — com foco na clareza espacial e formal, na flexibilidade, na materialidade contida e no ambiente habitável para alcançar a qualidade de vida desejada no interior. Neutra e Schindler colaboraram inicialmente e, em seguida, cada um construiu um portfólio rico, composto principalmente por casas e blocos de apartamentos. Universais em princípio, essas estruturas abstratas e robustas definiram e lideraram o desenvolvimento de um vernáculo construtivo local. Esses edifícios, que somam várias centenas, estão hoje fortemente associados à cidade adotiva de ambos.
Fotografia de Marlene González e Edgar Macías. Imagem via Tecnológico de Monterrey
Por meio de um comunicado do Tecnológico de Monterrey, no México, foi anunciado que o arquiteto chileno Alejandro Aravena construirá um novo espaço no campus Monterrey, batizado de "Aulas 10", que abrigará a Escola de Arquitetura, Arte e Design (EAAD) com o objetivo de se tornar um espaço de fomento à criatividade e ao conhecimento.
Durante cinco dias, adentramos o Rio Turbio de Barquisimeto, seu vale e suas margens, para vivenciar um trabalho de campo que culmina na construção de intervenções na paisagem. Éramos 70 estudantes e 30 professores/as, convidados/as e colaboradores/as, em uma Escola de Verão organizada pela Dislocal em conjunto com a Faculdade de Arquitectura y Urbanismo da Universidad Central de Venezuela e sua Unidad Docente Extramuros na cidade de Barquisimeto.
A inovação de materiais e sistemas construtivos foi um dos grandes temas de 2023, e o BASE studio decidiu surpreender com uma nova organização material que demonstra as capacidades mecânicas e estéticas do colihue. Junto a essa proposta, foram geradas ideias inovadoras de projetos habitáveis que se diferenciam por uma morfologia espacial específica, criada a partir de um perímetro rígido de arcos que inscrevem uma superfície paraboloidal.
O Portal do Tempo, projetado por Longhi Architects, é um projeto arquitetônico encomendado pela empresa "Los Portales" para criar um símbolo de identidade na praça de um condomínio moderno na cidade de Juliaca, Peru.
O projeto se expressa como uma fusão entre as características fundamentais da cultura e do paisagismo inca e traços da globalização contemporânea, representada aqui pelo consagrado ícone do código QR.
Como parte de um projeto liderado pelo artista holandês Thomas Kole, foi lançado o site intitulado "Retrato de Tenochtitlán: reconstrução 3D da capital mexica", que apresenta uma variedade de imagens do que foi Tenochtitlán. Essa reconstrução baseia-se em fontes históricas e arqueológicas, bem como no conhecimento coletivo que hoje gera essas imagens para continuarmos estudando nossa história. O site oferece a opção de navegação em três idiomas: Nahuatlahtolli, Espanhol e Inglês, revelando uma sobreposição de imagens atuais que permite comparar o antes e o depois apenas deslizando o cursor pela tela. O projeto foi realizado com softwares de código aberto, Blender, Gimp e Darktable.
Paola Jirón é a presidente nomeada do novo Conselho Nacional de Desenvolvimento Territorial do Chile (CNDT), uma nova entidade que funde o Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano (CNDU) e o Rural (CNDR), assumindo o desafio de promover um planejamento que leve em consideração as características específicas de cada região, além de facilitar diálogos para elaborar soluções que abordem problemas territoriais, como o aumento da população em acampamentos, o desenvolvimento urbano em áreas de risco de desastres e a crescente subdivisão de terras rurais.
No campo da arquitetura de mídia e seu papel no apoio às lutas por justiça social, a recente Media Architecture Biennale 2023 (MAB23) em Toronto, no Canadá, lançou luz sobre um aspecto fascinante: a rápida e ampla propagação da iluminação de solidariedade em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. As iluminações sincronizadas, repletas de ativismo e projetos de arte globais, tornaram-se um poderoso símbolo de apoio mundial à Ucrânia em seu momento de crise. Duas enfáticas lideranças políticas femininas na Europa deram início à mensagem luminosa de solidariedade. Surpreendentemente, a iluminação com as cores azul e amarela da bandeira ucraniana em edifícios emblemáticos ao redor do mundo definiu uma imagem de solidariedade na imprensa de forma ainda mais rápida do que as grandes multidões em protestos pacifistas no fim de semana seguinte ao início da guerra.
Boas-vindas a West Hollywood e ao episódio 9 de Opening Up. Denis Devin Donner, do escritório Rudin Donner Design, sediado em Los Angeles, nos apresenta este projeto pelo qual é apaixonado. A transformação começou com uma mansão que carecia de uma entrada definida e culminou em um portão que emoldura uma bela vista.
Quando um/a arquiteto/a se dedica de corpo e alma a um projeto, a última coisa com que deseja lidar é um/a cliente insatisfeito/a e, consequentemente, um possível litígio.
A mitigação de riscos continua sendo uma preocupação prioritária para arquitetos/as, independentemente de como o setor de Arquitetura, Engenharia, Construção e Operações (AECO) evolua. Novas e crescentes exigências para que os escritórios redobrem seus esforços na identificação de riscos potenciais e garantam o arquivamento da documentação adequada para evitar atribuição de culpa têm um limite de eficácia.
Como serão as cidades do futuro? Ou melhor, como as cidades do futuro deveriam ser? Os clássicos filmes de ficção científica inspirados em Star Trek, que muitos de nós crescemos assistindo, pintavam um cenário de carros voadores, arranha-céus de aço grotescos e malhas urbanas vastas e densas demais para a escala humana. No entanto, é seguro afirmar que o ideal para as cidades de hoje e de amanhã deu uma guinada de 180 graus. O novo e moderno urbanismo promove cidades diversas e de uso misto, com quadras caminháveis, transporte sustentável e espaços públicos acessíveis. Copenhagen, com suas ruas amigáveis para pedestres e ciclistas, canais de água idílicos, edifícios icônicos e moradores geralmente felizes, preenche muitos desses requisitos. Não é de admirar que a capital dinamarquesa tenha sido designada como a Capital Mundial da Arquitetura da UNESCO em 2023, mais um testemunho de sua posição como laboratório de arquitetura contemporânea inovadora e planejamento urbano centrado nas pessoas.