O aguardado marco urbano de Miami, o Elysee Edgewater, teve finalmente suas obras concluídas. Projetada pelo escritório Arquitectonica, a torre de vidro de 198 metros de altura conta com 57 pavimentos de residências de luxo, além de áreas de lazer e bem-estar distribuídas em seus pavimentos escalonados. O fotógrafo de arquitetura Paul Clemence divulgou imagens do edifício recém-concluído, que passa a ser a torre residencial mais alta do bairro de Edgewater.
The Second Studio (anteriormente The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e a vida cotidiana. Apresentado pelos arquitetos David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço para reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios são entrevistas, enquanto outros trazem dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem os integrantes do Architecture Workers United (AWU) Andrew Daley, organizador associado no IAMAW, e Jennifer Siqueira, arquiteta de projetos na Bernheimer Architecture, para discutir sua atuação com o AWU; os fundamentos dos sindicatos e como iniciar um; o cenário da sindicalização na profissão; os prós e contras de formar um sindicato; e muito mais.
Quais são os seus planos para este verão? Se você quer testar sua paixão pelo design ambiental, um dos principais programas de verão pode mudar a sua vida.
A Faculdade de Design Ambiental da UC Berkeley tem a satisfação de anunciar que seus Programas de Verão estão de volta ao campus este ano. O corpo docente da UC Berkeley e os/as principais inovadores/as da Área da Baía de São Francisco aguardam ansiosamente pelas aulas presenciais e práticas.
Como parte da programação cultural do LIGA, Espacio para arquitectura na Cidade do México, é apresentado, pela primeira vez, o trabalho de um escritório de arquitetura cubano: Infraestudio. O estúdio, formado por Anadis González e Fernando Martirena, aborda diversos conflitos e desafios em sua prática cotidiana, entre eles a precariedade laboral em um contexto no qual a arquitetura privada é ilegal. Apesar desse obstáculo, o escritório conseguiu desenvolver uma obra construída provocativa que se entrelaça com propostas vinculadas a práticas artísticas.
O Snøhetta, o Departamento de Design e Construção de Nova York (DDC) e a Biblioteca Pública de Nova York (NYPL) revelaram os projetos para uma nova filial de cerca de 1.115 metros quadrados no bairro de Westchester Square, no Bronx, em Nova York. Inspirado pela vegetação circundante, o edifício energeticamente eficiente será revestido por vidros serigrafados com estampas pastorais, definindo a nova estrutura como um importante polo econômico e educacional no bairro. A previsão é que a construção da nova biblioteca comece entre meados e o fim de 2023.
Desde o início dos anos 2000, é amplamente divulgado que a indústria da construção civil responde por quase 40% das emissões de CO2 do planeta. O papel dos interiores nessa porcentagem tem sido historicamente subestimado, com estatísticas comuns sugerindo que o mobiliário, os componentes e os equipamentos de um projeto são responsáveis por apenas cerca de 7% a 10% de sua pegada de carbono total. No entanto, novas pesquisas indicam justamente o contrário: na vida útil média de um edifício, a pegada de carbono de seus interiores se igualará — se não superar — a da estrutura e da envoltória. O design de interiores, para a surpresa de muitos, tem, na verdade, causado grandes danos ambientais.
O Snøhetta e a Dartmouth revelaram as imagens do projeto de ampliação e reformulação do Hopkins Center for the Arts (conhecido como "the Hop") em Hanover, New Hampshire. O projeto visa modernizar o centro cultural existente e criar um novo portal de acesso para o Distrito de Artes do campus. A nova proposta contará com espaços inéditos de ensaio e apresentação, maior conectividade com os edifícios de artes do entorno, além de melhorias de acessibilidade e mobilidade em todo o plano diretor.
O escritório de arquitetura PLP Architecture revelou os planos para o Tokyo Cross Park, um projeto de redesenvolvimento de um distrito inteiro destinado a se tornar a maior área de desenvolvimento urbano da região metropolitana de Tóquio. O novo "coração verde da cidade", com 230 hectares, incluirá quatro torres — duas delas projetadas pelo PLP —, um pódio de 31 metros de altura com um espaço público verde elevado e uma praça pública de 2 hectares.
A arquitetura modernista surgiu no início do século XX como uma resposta a transformações em grande escala na tecnologia, na construção e na sociedade, impulsionada principalmente pelo uso de vidro, aço e concreto armado. O estilo esteve tradicionalmente associado à função dos edifícios sob uma perspectiva analítica, ao uso racional dos materiais, à eliminação da ornamentação e à abertura para inovações estruturais.
Paul Tunge é um roteirista, diretor e diretor de fotografia norueguês especializado em cinema de arte, com atuação na produção cinematográfica desde o início dos anos 2000. Tendo escrito, dirigido, filmado e produzido quatro longas-metragens independentes e três documentários, seus projetos foram exibidos em importantes festivais de cinema em todos os continentes, além de galerias, salas de cinema e cinematecas nacionais.
Nottingham City Hub. Imagem cortesia de Ares Landscape Architects Ltd.
A transição evidente do CAD 2D na arquitetura da paisagem deve-se, em parte, a pressões externas, como a exigência do Reino Unido pela estrutura do BIM Nível 2 em projetos de contratação pública. Mesmo onde não há obrigatoriedade do BIM, existe uma pressão inerente para entregar arquivos nesse formato ao trabalhar com consultorias que já amadureceram seus fluxos de trabalho com a metodologia.
Não é incomum ver conjuntos habitacionais que integram espaços comerciais no térreo. No entanto, o desafio de mediar as esferas pública e privada em uma escala menor, sobretudo com a ascensão do *home office*, tem forçado arquitetos e arquitetas a explorar todos os aspectos da estrutura — desde a topografia em que se insere até a orientação da luz e dos ventos, passando pelo desenho e pela organização do espaço doméstico. Este foco em interiores explora diferentes soluções projetuais que mostram como profissionais de arquitetura e design de interiores transformaram seus projetos de simples moradias em tipologias de uso misto, levando em consideração privacidade, flexibilidade, funcionalidade e requisitos espaciais predefinidos.
O escritório de arquitetura HKS e o estúdio de paisagismo Hood Design Studio foram selecionados pela empresa global de entretenimento e mídia CMNTY Culture para projetar um novo campus criativo no coração de Hollywood. Batizado de CMNTY Culture Campus, o projeto contará com espaços de produção, escritórios e locais de apresentação, reunindo indústrias criativas em um empreendimento de 500.000 pés quadrados (aproximadamente 46.450 metros quadrados).
As janelas costumam ser um dos elementos mais marcantes de uma edificação, podendo ser completamente transformadas a depender de como são detalhadas e instaladas. No entanto, com a crescente conscientização sobre o isolamento térmico, o detalhamento das janelas e sua instalação tornaram-se progressivamente mais complexos.
A seguir, analisaremos uma parede de alvenaria com câmara de ar típica, os diferentes elementos necessários para instalar uma janela moderna e como tudo isso se articula no canteiro de obras.
Não perca a oportunidade de baixar o Guia Completo de Detalhamento de Janelas em PDF, com detalhes completos em CAD, na Detail Library.
Liderado por Ma Yansong, MAD Architects e a China Academy of Building Research (CASR) venceram um concurso internacional para projetar o Cuntan International Cruise Center em Chongqing, na China. Atualmente um terminal de cargas, o local se tornará um terminal internacional de cruzeiros e complexo urbano de 65.000 m², contando com um porto de cruzeiros de 15.000 m² e mais de 50.000 m² de espaços comerciais.
O escritório de arquitetura ODA, com sede em Nova York, revelou o projeto de seu mais novo edifício em Fort Lauderdale, Flórida. A torre de 47 andares está localizada ao sul do New River, no bairro de Rio Vista. O programa compreende 830 unidades residenciais, que vão de estúdios a apartamentos de dois dormitórios, além de oferecer um amplo espaço para áreas de lazer e comércio com aproximadamente 1.200 metros quadrados (13.000 pés quadrados). No térreo, o projeto incorpora uma grande praça de esquina. Ao posicionar as funções públicas nos pavimentos inferiores, a proposta busca ativar os calçadões e espaços públicos, dinamizando a vida do bairro.
O Ennead Architects revelou o projeto para o Museu de Arte de Wuxi, na histórica cidade portuária de Wuxi, na China. O projeto vencedor do concurso propõe um novo centro de arte e cultura que se baseia na tradição dos jardins chineses, uma prática com um longo legado na região. O complexo está localizado no Shangxianhe Wetland Park, um ambiente natural que molda e influencia a experiência do museu. Segundo a equipe de projeto, a arquitetura do Museu de Arte de Wuxi é concebida como uma Pedra de Erudito de Taihu (Taihu Scholar Stone), uma estrutura espacial contemplativa que se insere serenamente no contexto natural mais amplo, convidando os/as visitantes a uma pausa.
A primeira edição presencial e em escala total do London Design Festival (LDF) em três anos, marcando também o 20º aniversário do evento, deveria ser uma celebração. Contudo, como diz o ditado, a vida tinha outros planos. Impactados pela notícia do falecimento de Sua Majestade, a Rainha Elizabeth II, o país — e, na verdade, o mundo — iniciou o festival em um período de luto. Tendo reinado durante a era de maior efervescência e inovação no design na história humana, a monarca, no entanto, não era alheia às transformações.
Com temas de longa data como a sustentabilidade, novos materiais, crises econômicas e futuros digitais mais presentes do que nunca na consciência pública, o LDF '22 não se limitou a ser um ponto de encontro corporativo. O festival representou, acima de tudo, uma oportunidade de compartilhar uma dose necessária de positividade com entusiastas do design e com o público local de passagem. A seguir, apresentamos as instalações e debates mais instigantes e comentados de nove dias de reflexão sobre o passado e otimismo em relação ao futuro.
Pavilhão dos Estados Unidos. Imagem cortesia de reSITE
Neste episódio em duas partes de Design and the City — um podcast sobre como tornar as cidades mais habitáveis —, o reSITE aborda a 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza, explorando a questão "Como viveremos juntos?". A primeira parte analisa o trabalho das curadorias dos pavilhões dos EUA, dos Países Nórdicos e de Luxemburgo, focando no uso da construção em madeira como resposta ao tema da exposição. A segunda parte traz o curador Hashim Sarkis e Greg Lindsay, ao lado das curadorias dos pavilhões britânico e austríaco, explorando o tema da acessibilidade.
Após uma ampla restauração de cinco anos realizada pelo escritório David Chipperfield Architects e pela Generali, as icônicas Procuratie Vecchiena Praça de São Marcos reabriram para a cidade, com uma instalação do artista italiano Edoardo Tresoldi. Intitulada "Monumento", a obra responde às novas funções de caráter social apresentadas pelo vasto espaço, "renovando a linguagem da coluna monumental e os valores aos quais a sociedade aspira para refletir sua própria época".
Tsz Yan Ng é diretora de escritório, professora, acadêmica e artista sediada em Michigan, cujo trabalho interdisciplinar e colaborativo busca desafiar e aprimorar a manufatura e as práticas de fabricação contemporâneas. “Faz muito tempo que não mudamos nossa forma de construir”, afirma Ng. “Precisamos fazer com que a construção seja melhor, e não apenas mais barata, buscando inspiração em diferentes áreas. A arquitetura é um ecossistema global de pessoas, e o todo deve ser maior do que a soma das partes.”
O piso é um elemento capaz de consagrar ou arruinar um espaço. Com o design adequado, ele valoriza o projeto do ambiente, causa uma excelente primeira impressão e impacta positivamente a experiência de uso. No entanto, como os pisos precisam resistir a condições adversas — como exposição à umidade e ao calor, tráfego constante de pessoas e movimentação de móveis pesados —, é natural que se desgastem com o tempo. Por isso, a renovação dos pisos é crucial para manter os interiores em bom estado, especialmente aqueles com alto fluxo de uso.
Ao selecionar um novo material para substituir a superfície antiga, proprietários/as, arquitetos/as e designers devem considerar diversos fatores-chave, como conforto, durabilidade e estética. Contudo, em edifícios de uso cotidiano contínuo que não podem fechar por longos períodos — como supermercados, escritórios e restaurantes —, a rapidez na instalação costuma se tornar a prioridade máxima. Afinal, como diz o ditado, "tempo é dinheiro".
Apesar de ser um dos projetos arquitetônicos mais ambiciosos do oeste do México, o incomum Museu de Ciências Ambientais (MCA) da Universidade de Guadalajara (UdeG) vem se revelando gradualmente, deixando para trás o anonimato em que se encontrava até recentemente. O projeto não se destaca apenas por sua arquitetura singular, mas também por buscar transmitir uma missão que dificilmente poderíamos classificar como tradicional para um museu de história natural.
Ferdinand Heide Architekt foi selecionado para desenvolver um complexo de arranha-céus em Frankfurt, na Alemanha, após um concurso internacional de projetos. Intitulada “Millennium Areal”, a proposta vencedora apresenta duas torres de vidro torcidas com um grande espaço público no térreo, respondendo às particularidades do lote denso, que incluem a maximização de áreas verdes e vistas desimpedidas para os apartamentos e escritórios. A previsão é que o projeto seja concluído em 2030, tornando-se, então, a estrutura mais alta de Frankfurt.
À altura do marco de dois anos do início da pandemia de COVID-19, quase nada parece igual a março de 2020 — seja o modo como trabalhamos, como estudamos ou mesmo como nos movimentamos em nossas próprias casas. Muitos títulos nesta seleção de lançamentos de livros de arquitetura e design de primavera evidenciam como autores/as e profissionais de design estão lidando com as grandes transformações do nosso tempo. Volumes como Why Design Matters, de Debbie Millman, e Design Emergency, de Paola Antonelli, compartilham os diversos pontos de vista e soluções de design de algumas das principais vozes criativas do mundo; Making Trouble, de Otto von Busch, e Yes to the City, de Max Holleran, avaliam formas de ativismo habitacional e do conceito "faça você mesmo" (DIY); enquanto Queerness of Home, de Stephen Vider, e Form Follows Feeling, de Suchi Reddy, exploram uma abordagem do espaço mais empática e centrada no ser humano. Todos eles, de alguma forma, voltam-se para o passado como um caminho para enxergar com clareza o futuro do ambiente construído.