Comparados ao Ocidente e Oriente, a consciência e o conhecimento da arquitetura da África subsaariana - África ao sul do deserto do Saara - são escassos. Um novo livro pretende mitigar esse descuido, e é uma conquista significativa. Architectural Guide Sub-Saharan Africa (editora DOM, 2021), organizado por Philipp Meuser, Adil Dalbai e Livingstone Mukasa, levou mais de seis anos para ser elaborado. O guia de sete volumes apresenta a arquitetura nos 49 estados-nação subsaarianos do continente, inclui contribuições de cerca de 340 autores, 5.000 fotos, mais de 850 edifícios e 49 artigos expressamente dedicados a teorizar a arquitetura africana em seus aspectos sociais, econômicos, históricos e contexto cultural. Entrevistei dois dos editores — Adil Dalbai, pesquisador e arquiteto praticante especializado na África subsaariana, e Livingstone Mukasa, um arquiteto nativo de Uganda interessado nas interseções entre a história da arquitetura e a antropologia cultural — sobre os desafios de criar o guia, algumas de suas revelações sobre a arquitetura da África e seu impacto potencial.
https://www.archdaily.com.br/pt/979567/um-novo-guia-abrangente-sobre-a-arquitetura-da-africa-subsaarianaMichael J. Crosbie
Empresas de todos os portes, grandes ou pequenas, enfrentaram desafios sem precedentes nos últimos anos — no entanto, um dos desdobramentos positivos da pandemia global é a consolidação da ideia de que o trabalho pode ser realizado de qualquer lugar do mundo. Embora a dinâmica de trabalho tenha mudado, as expectativas continuam as mesmas. As equipes precisam atuar com a mesma rapidez, eficiência e segurança de quando compartilhavam o mesmo espaço físico. Cabe agora ao setor de TI responder a esse desafio com soluções adequadas para atender às novas demandas de uma força de trabalho híbrida. O trabalho remoto — e a colaboração remota — vieram para ficar.
Casa Estudio Refugio Urbano / Estudio Berzero Jaros. Imagem
Embora muitas das residências construídas durante o movimento moderno, como ensaios projetuais sobre os novos modos de morar, tenham fomentado o surgimento precoce de "híbridos programáticos", associando habitualmente as moradias de artistas, pintores/as ou arquitetos/as com seus espaços de trabalho – basta lembrar, por exemplo, o ateliê que Le Corbusier projetou para o pintor Amédée Ozenfant em 1922 –, atualmente, os novos modelos de trabalho e a hiperconectividade favoreceram ainda mais o desenvolvimento de uma nova tipologia que considera que os espaços de trabalho podem fazer parte da arquitetura de caráter residencial. Arquitetos/as, escritores/as, fotógrafos/as, designers e pintores/as escolhem, cada vez com maior frequência, integrar seus estúdios e ateliês às suas residências, fusionando em um único conjunto o habitar com o trabalhar .
À medida que a crise climática continua a se apresentar como uma ameaça significativa ao futuro do ecossistema e do ambiente construído, o relatório do IPCC deste ano, intitulado Mudanças climáticas 2022: Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade, descobriu que, embora os esforços de adaptação estejam sendo observados em todos os setores, o progresso que está sendo implementado até agora é muito desigual, pois há lacunas entre as ações realizadas e o que é necessário. No Dia da Terra deste ano, celebrado este mês de abril, exploramos o progresso feito por governos e arquitetos para alcançar operações neutras em carbono nas próximas décadas.
Pablo Jordán, o novo presidente da Associação de Escritórios de Arquitetura do Chile. Imagem via AOA
A Associação de Escritórios de Arquitetura (AOA) renovou parcialmente sua diretoria, órgão que elegeu o urbanista Pablo Jordán como seu novo presidente para um mandato que se estenderá durante o período de 2022 - 2023. Ao mesmo tempo, a arquiteta Marisol Rojas foi eleita vice-presidente.
Até esta terça-feira, 3 de maio, às 23:59 EST, você pode enviar seu trabalho para a segunda edição do ArchDaily Architectural Visualization Awards. Para nós, as visualizações se tornaram uma ferramenta poderosa que nos ajuda a pensar sem limites sobre o desenho de nossas futuras cidades, edifícios e estruturas. Essa é uma das razões pelas quais decidimos lançar este concurso: encontrar os melhores talentos de todo o mundo e descobrir quem está definindo tendências com seus trabalhos e estéticas, ajudando-nos a visualizar o futuro da arquitetura.
A seleção curada desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos educacionais e culturais enviados pela comunidade do ArchDaily. A partir de exemplos de diversas partes do mundo, o artigo explora como esses espaços de conhecimento e descoberta são projetados para inspirar e informar.
Com um museu monolítico em Portugal, um centro de patrimônio digital com fachada de mídia na Coreia e um centro de pesquisa em mobilidade na Turquia, esta seleção abrange vários tipos de espaços educacionais e culturais, bem como diferentes abordagens em relação ao ambiente construído ou natural. Os projetos a seguir revelam as ideias que moldam os espaços de conhecimento em diferentes contextos, ilustrando diversas abordagens sobre o que constitui uma instituição cultural.
Startup Lions Campus / Kéré Architecture. Cortesia de Kéré Architecture
O arquiteto africano Diébédo Francis Kéré, conhecido mundialmente pelo trabalho pautado na visão social da arquitetura e na prática do projeto como instrumento de inclusão e transformação, foi o vencedor do Prêmio Pritzker deste ano. Para debater a premiação, as escolhas do júri e sua implicação para a cultura arquitetônica em geral, o Arquicast convidou Caio Dias e Bruno Sarmento.
Thunderhead by Team Wreford. Image 由 Canadian Heritage
O Departamento do Patrimônio Canadense, juntamente com o Ministro do Patrimônio Canadense, Pablo Rodriguez, a Ministra das Mulheres, da Igualdade de Gênero e da Juventude, Marci Ien, e o LGBT Purge Fund, anunciaram "Thunderhead" como o conceito vencedor do concurso para o Monumento Nacional LGBTQ2+ em Ottawa. O projeto vencedor simboliza uma nuvem de tempestade, incorporando a força, o ativismo e a esperança da comunidade LGBTQ2+, e servirá como um testemunho permanente da coragem e humanidade de todas as pessoas afetadas pelo "Expurgo LGBT", bem como por leis e regulamentos homofóbicos e transfóbicos.
Embora o novo livro de Stephen Zacks, G.H. Hovagimyan: Situationist Funhouse, seja ostensivamente sobre a vida e a obra do artista, há um subtexto intrigante e aparentemente oportuno pairando ao fundo: o complexo papel da arte e da cultura no desenvolvimento e redesenvolvimento das cidades. Trata-se de uma questão complexa e por vezes tensa, propensa a um pensamento simplista, até mesmo binário. Zacks, amigo e ex-colega na revista Metropolis, sempre teve uma visão mais sutil do assunto. Na semana passada, entrei em contato com ele para conversar sobre a obra de Hovagimyan, as lições históricas da Nova York dos anos 1970 e os motivos pelos quais a "gentrificação" precisa de um novo nome.
Após os primeiros anos de atuação no mercado, Ben van Berkel e Caroline Bos rebatizaram seu escritório de arquitetura como UNStudio. Abreviação de United Network Studio, a mudança de nome é emblemática da natureza colaborativa e baseada em conhecimento da empresa, que hoje se expandiu para seis escritórios em todo o mundo.
Costuma-se dizer que só percebemos se o/a arquiteto/a considerou a acústica de um espaço quando isso não foi feito. Pense em interiores de restaurantes altamente instagramáveis, mas nos quais é impossível ouvir o que a pessoa do outro lado da mesa está dizendo.
Durante muito tempo, o tratamento acústico recebeu pouca ou nenhuma atenção na formação acadêmica em arquitetura. As coisas podem estar mudando, mas — para a sorte de empresas como a suíça Impact Acoustic — ainda há uma clara necessidade de provedores de soluções com sensibilidade arquitetônica que priorizam, acima de tudo, a redução de ruídos.
O Centro Europeu de arquitetura, arte, design e estudos urbanos e o Chicago Athenaeum: O Museu de Arquitetura e Design anunciou os vencedores do programa "Europe 40 under 40" para 2021-2022. A seleção reúne talentos emergentes de arquitetura e design espalhados por toda a Europa da Albânia, Áustria, França, Grécia, Irlanda, Itália, Polônia, Portugal, Rússia, Espanha, Holanda e Turquia.
"Durante estes tempos desafiadores, é crucial manter viva as visões perspicazes. Apresentar as personalidades mais esperançosas da Europa nos campos da arquitetura e do design é o que nos dá esperança de um amanhã melhor", explica o briefing oficial. Proporcionando uma visão do cenário arquitetônico na Europa, o programa iniciado pelo Centro Europeu destaca a próxima geração de jovens arquitetos, paisagistas, urbanistas e designers industriais com menos de 40 anos, que terão impacto nos futuros ambientes de vida e trabalho, nas cidades e áreas rurais.
Para quem você projeta uma cidade? Dificilmente sua resposta terá em mente um bebê ou uma criança de até seis anos de idade, período que define a primeira infância. No entanto, são diversas as diretrizes e ações que podem ser tomadas para incluir esse público no planejamento urbano. Afinal, é nesse momento que começam as primeiras relações de um cidadão com a urbanidade e é fundamental que haja o melhor acolhimento possível.
https://www.archdaily.com.br/pt/979805/como-desenvolver-bairros-amigaveis-a-primeira-infanciaArchDaily Team
As impressoras de grande formato HP DesignJet foram projetadas para simplificar as necessidades de impressão dos profissionais do ecossistema da construção (arquitetos/as, engenheiros/as, construtores/as e subcontratados/as), ao mesmo tempo que oferecem impressões rápidas e de alta qualidade a um baixo custo.
O Snøhetta foi fundado com base nos três pilares principais do desenvolvimento sustentável estabelecidos pela Comissão Brundtland da Organização das Nações Unidas em 1987: crescimento econômico, proteção ambiental e igualdade social. Suas operações, fortemente pautadas por valores e propósitos, expandiram-se desde então para 330 profissionais em sete escritórios pelo mundo — desde sua cidade natal, Oslo, até Adelaide, Hong Kong, Paris e Innsbruck, além de seus escritórios parceiros em Nova York e São Francisco.
Com uma extensão territorial de mais de 8,5 milhões de km², o Brasil é um país com enorme diversidade geográfica e climas que variam a cada região. Isso significa que as estratégias de ventilação natural na arquitetura devem ser analisadas a partir das especificidades locais, o que implica na análise do relevo, clima, entorno e das variações das condições de vento, além do estudo do projeto arquitetônico em si.
Uma equipe colaborativa de design liderada por Allies and Morrison e Asif Khan Studio foi selecionada para renovar o famoso Barbican Centre em Londres, Reino Unido. A proposta vencedora preserva a linguagem arquitetônica original do edifício e oferece novas oportunidades para a diversa comunidade de artistas, público e parceiros do centro, aumentando a acessibilidade e a qualidade do desempenho do edifício.
San Diego é uma cidade intrinsecamente ligada ao oceano. Desse modo, sua arquitetura responde a uma variedade de influências culturais e condições naturais. Lar de estilos arquitetônicos diversos e distintos, San Diego abriga desde residências vitorianas no estilo Queen Anne e bangalôs craftsman até estruturas de estilo neocolonial espanhol. Além de obras monumentais como o Salk Institute e a Geisel Library, San Diego também abriga uma série de projetos contemporâneos, tanto culturais quanto residenciais.
Desde o início da guerra, mais de 7,1 milhões de pessoas foram deslocadas internamente na Ucrânia. Em resposta a essa crescente crise humanitária, o escritório de Kiev Balbek Bureau desenvolveu um sistema modular de habitação temporária que visa proporcionar moradias dignas à população ucraniana deslocada internamente. O RE:Ukraine foi projetado para se adaptar a diferentes tipos de terreno e densidades de assentamento, podendo ser implantado em um curto período de tempo. Embora o projeto tenha sido pensado para áreas da Ucrânia que não estão sob ataque direto, a estrutura também pode acolher pessoas refugiadas no exterior.
Como o Desenho Universal pode superar as divisões que deixaram tantas pessoas nos Estados Unidos isoladas em suas próprias comunidades? Em sua mais recente exposição, o Center for Architecture de Manhattan propõe uma “reconfiguração”. Em cartaz até 3 de setembro, Reset: Towards a New Commons apresenta projetos que “incentivam novos modos de vida colaborativa” e “abordagens mais holísticas de inclusão”.
Às vezes, neste mercado chamado design, basta uma única ideia inteligente para dar o pontapé inicial. Um momento de inspiração — uma lâmpada que se acende, por assim dizer. Um produto que traz algo inovador e oportuno, oferecendo aos clientes algo que eles nem sabiam que precisavam, mas que agora certamente desejam. Isso, no entanto, é apenas o início de uma jornada. Depois que o burburinho inicial passa, como transformar esse produto de sucesso em um negócio robusto, sustentável e com impacto que vá além de sua revolução inicial?
Foster + Partners revelou o projeto de um novo arranha-céu na 270 Park Avenue que abrigará a sede do JPMorgan Chase em Nova York. A torre de 60 andares deve ser a maior totalmente movida a eletricidade da cidade, com emissões operacionais líquidas zero, alimentada por energia renovável proveniente de uma usina hidrelétrica do estado de Nova York e projetada em torno de altos padrões de bem-estar e hospitalidade. A morfologia do projeto cria um amplo espaço ao ar livre no nível do solo, com áreas verdes e uma praça pública, acompanhado por vários equipamentos destinados aos moradores do bairro. Em construção desde 2021, o projeto substitui o Union Carbide Building do SOM, que se tornou o mais alto edifício a ser voluntariamente demolido do mundo.
Você já parou para pensar que, praticamente todas as cidades do mundo, desde os primórdios da humanidade, foram e continuam sendo criadas e pensadas por homens? Do planejamento urbano ao desenho dos edifícios, dos transportes públicos às cadeiras – as mulheres pouco fizeram parte do processo de criação de tudo que nos rodeia.