
Haptic e Ramboll conceitualizam uma nova estrutura que busca eliminar a necessidade de demolição. A construção do arranha-céu de madeira foi projetada para oferecer máxima flexibilidade e longevidade, sendo capaz de alterar sua configuração e, consequentemente, suas funções para se adaptar às demandas dinâmicas da cidade. O conceito de projeto baseia-se na ideia de maximizar o potencial de terrenos em bairros centrais. Para exemplificar o potencial regenerativo deste modelo, a equipe de arquitetura aplicou o conceito a uma área urbana adensada no centro de Oslo, na Noruega.
O Regenerative Highrise é construído a partir de uma lógica modular. Sua estrutura principal consiste em plataformas estruturais com altura correspondente a três pavimentos. Cada plataforma pode suportar três lajes intermediárias ou três níveis de cápsulas versáteis. Isso torna o sistema adaptável tanto no plano horizontal quanto no vertical, permitindo divisões de pé-direito simples, duplo ou triplo, de acordo com a função desejada — seja ela residencial, corporativa, hoteleira, de lazer ou de produção.

As "vilas suspensas" com pé-direito triplo, segundo a equipe de projeto, buscam levar aos centros urbanos parte da diversidade e do senso de comunidade tradicionalmente encontrados nos subúrbios. O conceito de projeto também responde à necessidade atual de retrofit em ambientes urbanos densos, um desafio que enfrenta grandes obstáculos no caso de edifícios altos, frequentemente projetados para uma única função específica.
Os materiais naturais trazem sensação de acolhimento ao arranha-céu, ao mesmo tempo em que contribuem para a gestão de carbono no ciclo de vida do empreendimento. O núcleo do edifício possui uma unidade de manutenção no topo, capaz de içar as cápsulas e os pisos intermediários. Prevê-se que esse recurso seja utilizado ao longo de toda a vida útil do edifício, e não apenas durante a sua construção. As cápsulas também foram projetadas para serem movidas e reutilizadas em diferentes partes da estrutura, permitindo que o edifício seja reprogramado ao longo do tempo, conforme as necessidades urbanas. O edifício incorpora medidas rigorosas de segurança contra incêndio e conta com sistemas elétricos e de manutenção centralizados e descentralizados.

Haptic e Ramboll exemplificam esse conceito ao aplicá-lo à região de Grønland, em Oslo. A proposta incorpora um viaduto rodoviário desativado em suas fundações, demonstrando como a infraestrutura viária pode ser reutilizada e reapropriada, contribuindo ativamente para a vida da cidade.
Por este projeto, Haptic Architects e Ramboll venceram a categoria de Edifícios Altos no AR Future Project Awards de 2022. Edições anteriores premiaram escritórios como Allies and Morrison, White Arkitekter e SOM.
O escritório Haptic Architecture, sediado em Oslo e Londres, colabora com Grimshaw, Nordic - Office of Architecture e STOP Consultants no projeto do Aeroporto Internacional de Delhi Noida, na Índia. Seus outros projetos recentes incluem o Aquário de Oslo, na Noruega, e a Sede do Governo, também em Oslo. A Ramboll, parceira neste projeto, é uma empresa de arquitetura, engenharia e consultoria fundada na Dinamarca. O escritório projetou o Aeroporto Internacional de Pulkovo em São Petersburgo, na Rússia, em colaboração com Grimshaw e Pascal+Watson, e a ponte Varvsbron Dockyard na Suécia.

Este artigo foi escrito por Maria-Cristina Florian. A tradução é gerada por IA.







