Vista aérea de Veneza, Itália. Imagem de Lukas Kastner. Imagem via Shutterstock
A proposta “EM OPERA. Cenários futuros de uma jovem Lei Florestal” desenvolvida por INST/MAPA + Carlos Casacuberta foi selecionada para representar o Uruguai na 18ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, que acontecerá de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
Das construções ancestrais ao "concreto do futuro", termos não faltam para descrever a madeira. Presente na história e no horizonte da arquitetura mundial, o material demonstra uma possibilidade sustentável e está associado ao aconchego e calor que brinda na atmosfera espacial. No Brasil, não é diferente. Diversas obras contemporâneas exploram as qualidades e benefícios de seu uso, inclusive no viés estrutural.
Stefano Boeri recebeu o Prêmio pelo Conjunto da Obra (Lifetime Achievement Award) na sexta edição do Madrid Design Festival. De acordo com a organização, o reconhecimento homenageia uma “grande figura do design”. A premiação reconhece a importância de suas contribuições para as disciplinas de arquitetura e urbanismo, bem como para o mercado editorial e a academia. A cerimônia de premiação, realizada na Institución Libre de Enseñanza (ILE), foi conduzida pelo/a arquiteto/a Rafael Moneo, que entregou pessoalmente o prêmio a Stefano Boeri.
A co-fundadora do SANAA, Kazuyo Sejima, e a influente arquiteta canadense Phyllis Lambert receberam os prêmios Jane Drew e Ada Louise Huxtable, respectivamente, como reconhecimento por seu trabalho e compromisso com a excelência do projeto e por elevar o perfil das mulheres na arquitetura. O Prêmio Jane Drew de Arquitetura reconhece Kazuyo Sejima por suas realizações como arquiteta, enquanto o Prêmio Ada Louise Huxtable reconhece a contribuição de Phyllis Lamber na indústria arquitetônica em geral. Os dois prêmios são apresentados pelas publicações britânicas Architects’ Journal e The Architectural Review.
Quando os primeiros lockdowns começaram e o comércio varejista foi forçado a fechar as portas, muitos migraram para o ambiente digital. Aqueles que investiram de forma mais rápida e expressiva em sua presença online acabaram, invariavelmente, vencendo a batalha pelos nossos favoritos de navegação. À medida que o mundo reabria, algumas marcas mantiveram uma presença híbrida — física e digital —, enquanto outras optaram por abandonar de vez as lojas físicas.
À medida que nos habituamos a integrar os dois modelos, fica claro que os espaços físicos de varejo oferecem experiências sensoriais que o ambiente digital simplesmente ainda não é capaz de proporcionar. Estes quatro projetos contrariam a tendência do comércio puramente online e incentivam o público consumidor — e, consequentemente, outras marcas varejistas — a retornar ao espaço físico, transformando o ato de fazer compras em um passatempo luxuoso, emocionante, revigorante ou relaxante, e não em uma obrigação diária.
Rahul Mehrotra é um arquiteto atuante baseado em Boston e Mumbai, e leciona na GSD de Harvard, onde atualmente é chefe do Departamento de Planejamento e Desenho Urbano e diretor do programa de Mestrado em Arquitetura em Desenho Urbano. Nascido em 1959, Mehrotra cresceu em Lucknow, cidade no norte da Índia e um importante polo cultural e artístico. Seu pai era gerente em uma grande empresa de máquinas-ferramenta. A família se mudava muito devido às frequentes promoções do pai de Mehrotra, o que os levava a morar em diferentes residências de propriedade da empresa. Além de alguns anos em Lucknow e Délhi, eles viveram em diferentes bairros de Mumbai.
NOW HERE THERE - Acelerador de Ideias, 100 Pedagogias Laterais. Imagem Cortesia de UAR
O Pavilhão da Romênia na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia apresentará inovações tecnológicas do passado como fonte de inspiração para criar ambientes urbanos mais agradáveis e resilientes no futuro. Intitulado Now, Here, There, o projeto foi escolhido através de um concurso nacional. A equipe de curadoria composta por Emil Ivănescu, Simina Filat, Cătălin Berescu e Anca Păsărin sugere recorrer a invenções esquecidas do início do século XX para abrir o campo de possibilidades para projetos futuros. A equipe também colabora com diversas instituições e especialistas, incluindo o Museu Técnico Nacional de Bucareste, que disponibilizará uma série de artefatos originais que serão exibidos na mostra, de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
O campus universitário tem uma tipologia espacial distinta. Estabelecidos como microcidades, esses ambientes independentes estão sujeitos a suas próprias regras e sistemas. Eles são projetados como um desvio das cidades que o hospedam para permitir o crescimento e a proliferação do conhecimento fora do status quo. Centrados na troca de informações, os centros acadêmicos estão se tornando cada vez mais relevantes para o urbanismo. Os campi e suas cidades evoluem para imitar a estrutura uns dos outros, criando oportunidades para a renovação urbana.
No dia 13 de janeiro, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, publicou a minuta prévia do projeto de lei da revisão intermediária do Plano Diretor Estratégico (PDE), o principal instrumento de planejamento e orientação do desenvolvimento urbano da cidade. Na minuta, que está disponível para consulta pública e contribuições da sociedade civil, de forma online, até 17 de fevereiro, o aspecto que mais tem gerado controvérsia se refere à alteração dos parâmetros que definem a quantidade de vagas de garagem em novos empreendimentos habitacionais próximos às infraestruturas de transporte público, como estações de metrô e trem, e corredores de ônibus.
O Brick Award é um prêmio de prestígio internacional que destaca obras de arquitetura em tijolo de relevância excepcional em todo o mundo. Convida-se a comunidade de críticos/as de arquitetura independentes, especialistas, arquitetos/as e incorporadores/as a enviar propostas inovadoras e criativas de edifícios e outras construções que utilizem materiais cerâmicos. O espectro de aplicações abrange desde soluções construtivas com blocos cerâmicos clássicos, tijolos aparentes e telhas até o uso criativo de pisos de argila e painéis cerâmicos para fachadas.
Os conselhos de registro de arquitetura no Reino Unido e nos Estados Unidos chegaram a um acordo que permite a arquitetos e arquitetas se beneficiarem de um processo mais simplificado para obter o registro profissional em ambos os países. O Acordo de Reconhecimento Mútuo é fruto de uma negociação entre o National Council of Architectural Registration Boards (NCARB), nos Estados Unidos, e seu equivalente no Reino Unido, o Architects Registration Board (ARB). Esta semana, as duas organizações anunciaram a assinatura do acordo por ambas as partes. A medida entrará em vigor em 25 de abril de 2023, permitindo que profissionais de arquitetura solicitem o registro recíproco nos EUA e no Reino Unido.
O acordo é resultado de quase quatro anos de pesquisa e negociação entre o NCARB e o ARB. Em 2018, o NCARB iniciou um processo de avaliação dos requisitos de registro no Reino Unido, comparando-os com o processo de licenciamento nos EUA. A análise constatou uma equivalência substancial entre as normas de ambos os países. Essas semelhanças servem de base para o acordo mútuo, que oferecerá um caminho simplificado para arquitetos e arquitetas que buscam o registro recíproco nos dois países, além das consequentes oportunidades profissionais que a medida pode trazer.
Sir David Adjaye apresentou novos planos para a Bedford Stuyvesant Restoration Corporation, no centro do Brooklyn. Fundada em 1967, a organização é a primeira instituição de desenvolvimento comunitário do país. O projeto prevê um espaço voltado para acelerar a geração de riqueza e reduzir a desigualdade econômica racial que afeta os Estados Unidos.
Os tetos já foram um símbolo de grandeza e opulência, adornando edifícios imponentes, igrejas e palácios com seus desenhos intrincados e elaborados. Ainda hoje nos pegamos olhando para cima, maravilhados com essas fascinantes construções históricas, com nossos olhos atraídos por seus magníficos tetos abobadados, estruturas de tesouras impressionantes ou obras de arte singulares que retratam mitologias, eventos históricos e paisagens. O design contemporâneo, por outro lado, tendeu a uma estética elegante e minimalista, na qual os tetos brancos e lisos se tornaram a norma na maioria das edificações modernas. Como sugerem Rasmus Wærn e Gert Wingårdh em seu livro What is Architecture? And 100 Other Questions, “Os tetos regrediram de ponto focal de um ambiente para uma zona de instalações técnicas.” Ainda assim, eles possuem um potencial criativo extraordinário.
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB. Foto de Murilo Abreu, via Flickr. Licença CC-BY-2.0
O objetivo deste texto é ampliar o relevante debate proposto no artigo de Marília Matoso, com o título É preciso repensar os cursos de arquitetura, publicado no ArchDaily em janeiro de 2023. De fato, repensar os cursos de arquitetura é uma tarefa não só necessária como também urgente. Contudo, acredito que essa discussão é indissociável dos debates sobre a profissão e o modo como formamos. Para além de tentar construir respostas, considero importante trazer mais perguntas que contribuam com a reflexão coletiva.
Nas últimas duas décadas, o alcance do transporte público e a quantidade de passageiros em uma das maiores cidades do mundo, São Paulo, aumentaram, diminuindo a porcentagem de viagens realizadas por automóvel. Apesar disso, e apesar das restrições excepcionalmente rígidas a certos carros e caminhões durante o horário comercial, o congestionamento, conforme entendido convencionalmente, continua quase inabalável.
https://www.archdaily.com.br/pt/995702/sao-paulo-precisa-de-uma-taxa-de-congestionamentoStephen H. Graham
“Não sou arquiteto”, diz com brilho nos olhos, “sou apenas uma pessoa em busca de seu destino”. Para o falecido pioneiro do modernismo indiano, Balkrishna Vithaldas Doshi, a arquitetura é uma prática de autodescoberta. As obras brilhantes de funcionalidade poética do veterano resultaram de uma filosofia humanista com influência dos princípios modernistas, de Mahatma Gandhi e textos espirituais indianos. Doshi acreditava que arquitetura era sinônimo de vida — um veículo para celebração constante; um meio para experiências intensificadas. Sua maior contribuição para a comunidade arquitetônica foram suas poderosas palavras que ecoam a atemporalidade de suas estruturas.
No dia 24 de janeiro foi celebrada a quinta edição do Dia Internacional da Educação com o lema “Invista nas pessoas, priorize a educação”. Proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a celebração promove forte mobilização política buscando traçar o caminho e acelerar o progresso rumo ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4: Educação de Qualidade.
Museu Coreano de Urbanismo e Arquitetura | Coreia do Sul. Imagem cortesia de Atelier of spatial matters
A seleção desta semana de melhores propostas de Arquitetura Não Construída destaca centros culturais enviados pela comunidade ArchDaily. De uma galeria em espiral que simboliza a cultura de Jinju na Coreia do Sul e um edifício dedicado à cultura irlandesa a uma galeria que serve como incubadora cultural na Indonésia, esta seleção de projetos não construídos mostra como arquitetos/as, comunidades e instituições se unem para promover cultura, artes, história e reflexão.
Um tópico amplamente discutido, a economia circular abrange todo o sistema de produção e consumo que busca a reutilização dos materiais existentes o maior tempo possível. No entanto, como esse conceito abrange arquitetura, design e sua estética? Juntando-se à mudança em direção a um futuro circular, a arquitetura está descobrindo como as operações circulares e a reutilização de materiais podem resultar em novas estéticas, bem como em uma melhoria geral de seu impacto ambiental.
Aprendendo como a circularidade (e a reutilização dos materiais) cria uma estética distinta, o artigo a seguir analisa a maneira como os projetos estão reinterpretando seu processo de design ao longo de três estratégias: arquitetura destacável, rusticidade e maleabilidade.
Vista Geral da Intervenção. Cortesia de G. Allard - Cidade Matarazzo Urbanistico
Para o aniversário de 470 anos de sua fundação, em 2024, São Paulo receberá uma área verde de aproximadamente 10 mil metros quadrados com mais de 400 árvores plantadas e mobiliário urbano assinado pelo premiado Estúdio Campana, dos irmãos Humberto e Fernando Campana. O espaço de convivência será construído na região da avenida Paulista, em um trecho das alamedas Rio Claro e das Flores e da rua São Carlos do Pinhal. As obras terão início ainda no primeiro semestre de 2023.
https://www.archdaily.com.br/pt/995575/sao-paulo-ganhara-espaco-de-convivencia-com-mais-de-400-arvores-e-mobiliario-dos-irmaos-campanaArchDaily Team
Tecnólogos ambiciosos afirmam há décadas que os carros autônomos são o futuro. No entanto, nos últimos anos, a maior revolução veio dos veículos de duas rodas, não de quatro. Alimentados pela pandemia, aumento dos preços do petróleo, mudanças climáticas e o desejo de estilos de vida mais saudáveis, vivemos agora no meio de um renascimento da bicicleta. Mas para entender como chegamos até aqui, é fundamental olhar para trás. Quando o automóvel foi difundido no início dos anos 1900, rapidamente se tornou um símbolo de progresso com tudo o que ele implicava: velocidade, privatização e segregação. Adotando uma abordagem centrada no carro, os urbanistas tiveram que reorganizar cidades inteiras para separar o tráfego. Os carros ocuparam os espaços públicos que costumavam abrigar a vida dinâmica da cidade e estacionamentos, rodovias e postos de gasolina tornaram-se paisagens comuns. Os pedestres que antes dominavam as ruas foram conduzidos para as calçadas e as crianças relegadas a playgrounds cercados. Ironicamente, as cidades estavam sendo projetadas para carros em vez de seres humanos.
Laboratórios do ITA. Fonte Brasil Constrói: digitalizado pela Hemeroteca da Biblioteca Nacional (BN)
Embora pouco conhecido, o Centro Técnico de Aeronáutica (CTA, atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) em São José dos Campos, pode ser considerado uma das maiores e mais relevantes obras do arquiteto Oscar Niemeyer anteriores a Brasília. Notadamente, é seu primeiro projeto executado em solo paulista.
Embora o processo de moldar o vidro seja lento e árduo, a humanidade usa o material há milhares de anos. De acordo com evidências arqueológicas, as primeiras ferramentas e joias de vidro feitas pelo homem foram produzidas na Mesopotâmia oriental e no Egito por volta de 3.500 a.C. Além disso, após a invenção do tubo de sopro, na Síria, no século I a.C., e a Revolução Industrial ocidental, que facilitaram sua produção em massa, traços característicos de transparência e durabilidade puderam finalmente ser aplicados em larga escala na arquitetura e no design.
Avançando para os dias atuais, o uso de vidro para fachadas e janelas de edifícios está bem documentado. Mas e quando estamos do lado de dentro? Ao tratar o vidro para diferentes níveis de transparência, posicionando-o de forma inteligente dentro de uma sala ou utilizando sua superfície reflexiva, os interiores podem se beneficiar do material tanto quanto os exteriores.
Cerca de 50 anos atrás, o renomado arquiteto, educador e autor Charles Moore foi contratado por Frederick e Dorothy Rudolph para projetar uma casa de veraneio em Captiva Island, Flórida, e cerca de uma década depois, no final dos anos 1970, eles o contrataram novamente para projetar sua residência permanente em Williamstown, Massachusetts.
Moore era chamado de pai do pós-modernismo e foi um proponente prolífico em livros como The Place of Houses. No entanto, exceto por suas pequenas casas, nunca fui um grande fã de seu trabalho. Mas ainda tenho uma cópia surrada desse livro, porque quando o li, foi a primeira vez que alguém articulou o processo de projetar uma casa, incluindo uma lista de verificação do programa a ser seguida.
As casas que Moore projetou para os Rudolphs eram exemplos clássicos do pós-modernismo, com referências históricas, detalhes caprichosos, cores vivas, espaços altos com clarabóia e locais de conexão.