O projeto de reforma do Complexo Pacaembu ficou entre os vencedores do prêmio AR Future Projects, promovido pela revista britânica The Architectural Review. O anúncio foi feito no dia 14 de março e a premiação oficial acontecerá em Londres no início de junho. Destaque na categoria “Novo e antigo”, o projeto ficou entre os três “mais enaltecidos” dentre os premiados do ano.
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Escondidos à vista de todos, os tetos costumam ser a última superfície em que designers de interiores e arquitetos/as pensam. No entanto, esse plano amplo e desobstruído de gesso ou concreto oferece muito mais liberdade criativa do que imaginamos. As regras do design moderno exigem que o teto seja mantido limpo — não com o uso de um esfregão telescópico, mas eliminando o acabamento chapiscado, os papéis de parede texturizados ou os ornamentos de gesso que assombram as memórias dos tetos do passado.
Se, por um lado, muitos clientes aceitam essa necessidade contemporânea de linhas limpas com resignação — optando por acabamentos de gesso liso com spots embutidos discretos, porém esquecíveis —, por outro, clientes mais ousados reconhecem o potencial do teto como um canal de expressão criativa.
Cortesia de Play-Time, Art Gallery of Ontario, Diamond Schmitt, Selldorf Architects e Two Row Architect.
A Art Gallery of Ontario (AGO) anunciou um projeto de expansão projetado pelos escritórios Diamond Schmitt, Selldorf Architects e Two Row Architect. O projeto da Dani Reiss Modern and Contemporary Gallery aumentará a área expositiva do museu em 40.000 pés quadrados, com 13 novas galerias distribuídas em cinco pavimentos.
A fachada externa da extensão complementará de forma sutil o ambiente construído existente da AGO, respeitando a escala do bairro no entorno. Localizada um pavimento acima da atual doca de carga da AGO, a Dani Reiss Modern and Contemporary Gallery ficará inserida entre a AGO e a OCAD University. O novo volume conectará as galerias existentes a partir de quatro pontos, melhorando significativamente a circulação de visitantes dentro e fora do museu.
Lake House, Hudson Valley, Nova York. Imagem cortesia de RS Mannino
A seleção com curadoria desta semana das Melhores Obras não Construídas destaca villas visionárias enviadas pela comunidade do ArchDaily. De um moderno refúgio de fim de semana à beira de um lago em Nova York, passando por uma villa mediterrânea em Portugal que mescla o interior e o exterior, até um complexo residencial de taipa de pilão com cinco villas que se dobram sobre a paisagem de Bali, esta seleção de projetos não construídos demonstra como os/as arquitetos/as estão indo além da arquitetura residencial convencional, expandindo os limites do luxo.
Cada projeto traz uma visão distinta, gerada pelas condições únicas do local, e foi desenhado especificamente para os/as futuros/as usuários/as da villa. Além disso, escritórios como Bittoni Architects, Lipman Architects e RS Mannino Architects apresentaram propostas que brincam com a materialidade, conferindo características singulares às casas.
“Como garantir que os novos parques não causem uma ‘gentrificação verde’, o que pode levar à exclusão e ao deslocamento de comunidades vulneráveis? Como assegurar que não desalojemos as próprias comunidades que os novos parques deveriam atender?”, perguntou Dede Petri, CEO da Olmsted Network (anteriormente National Association of Olmsted Parks), durante um evento da Olmsted 200.
Novos parques deveriam ser acessíveis a todos, mas, em muitas áreas urbanas, parques viabilizados pelo setor imobiliário atraem principalmente a parcela mais rica da população. Embora as cidades se beneficiem do aumento do desenvolvimento imobiliário no entorno dessas novas áreas verdes — o que gera maior arrecadação de impostos —, isso levanta questionamentos sobre se tais espaços podem, na prática, resultar no deslocamento de comunidades locais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138255/novas-estrategias-para-prevenir-a-gentrificacao-verdeJared Green
A tolerância das pessoas ao som no local de trabalho varia em diferentes momentos. Curar a acústica exige uma abordagem híbrida, combinando áreas para trabalho focado e condições confortáveis para reuniões. Imagem cortesia de Haworth
Seriam as habilidades dignas de prêmio do/a barista no café do terceiro andar que tornam seus dias no escritório toleráveis? Ou será a possibilidade de reservar uma mesa e uma cadeira com ajuste de altura para chamar de suas, enquanto o resto do mundo adota estações de trabalho rotativas? Talvez seja saber que o aquecimento de suas mãos e pés é pago por outra pessoa, ou que, neste espaço, você é simplesmente você, e não mãe, pai, filha/o ou parceiro/a. Ou talvez você atribua isso simplesmente à camaradagem da equipe e ao senso de propósito comum. Uma coisa, contudo, é inquestionável: desde a recente reestruturação de nossas práticas de trabalho, tornou-se mais importante do que nunca equilibrar produtividade e bem-estar no escritório, sendo a satisfação e o conforto fundamentais para ambos.
Tadao Ando. Imagem Cortesia do Tadao Ando Architect & Associates
A Naomi Milgrom Foundation anunciou a escolha de Tadao Ando para projetar o MPavilion 10, no Queen Victoria Gardens, em Melbourne. Este será o primeiro projeto de Ando na Austrália. Em sua 10ª edição, o MPavilion garante total liberdade aos designers para elaborar suas propostas e concretizar suas visões. Os detalhes do projeto de Tadao Ando serão divulgados em maio e o pavilhão está programado para abrir ao público em 16 de novembro de 2023.
Em 1950, Le Corbusier foi convidado a projetar a nova capital do estado indiano de Punjab, a cidade de Chandigarh, após sua separação e recente independência. A oportunidade de criar uma nova utopia foi inigualável e agora é vista como uma das maiores experiências urbanas da história do planejamento e da arquitetura. A cidade foi formada por padrões viários em retícula ortogonal, de estilo europeu, e edifícios em concreto aparente — o auge dos ideais de Corbusier ao longo de sua carreira. Mas o que é menos conhecido sobre a concepção e realização de Chandigarh foi a mulher que trouxe para o projeto sua experiência em projetar habitações sociais em toda a África. Por três anos, trabalhando ao lado de Corbusier e ajudando-o a projetar alguns dos edifícios mais conhecidos de Chandigarh, esteve Jane Drew.
Com o objetivo de dar visibilidade à valiosa produção das universidades latino-americanas e espanholas, no início deste ano lançamos uma chamada aberta convidando estudantes de arquitetura a enviarem seus projetos de conclusão de curso realizados em 2022. Após agradecer e avaliar detalhadamente as 157 propostas recebidas, nossa equipe editorial pré-selecionou 30 projetos e, finalmente, escolheu os 10 que apresentam um elevado pensamento crítico diante dos desafios propostos.
Atualmente, a cozinha tornou-se um espaço arquitetônico onde se desenvolve a maior parte das atividades de encontro e convívio, substituindo a sala de estar ou de jantar como o centro social no programa arquitetônico. Além disso, na concepção dos projetos, o banheiro assumiu um papel primordial, com propostas de design que refletem a personalidade do/a usuário/a, seja em espaços compactos ou amplos, combinando revestimentos, materiais e elementos decorativos.
A reforma de banheiros e cozinhas tornou-se um segmento da arquitetura em ascensão, graças à ampla variedade de opções de produtos arquitetônicos disponíveis e a projetos cada vez mais fáceis de executar. Estes espaços já não cumprem apenas uma função utilitária, mas também podem ser projetados para refletir o caráter da residência como um todo.
Atualmente, a cozinha se transformou em um espaço arquitetônico onde se desenvolve a maior parte das atividades de reunião e convívio, desbancando a sala de estar ou de jantar como o centro social do programa arquitetônico. Além disso, na concepção do projeto, o banheiro adquiriu um papel primordial, com propostas de design que refletem a personalidade do/a usuário/a, seja em espaços compactos ou amplos, combinando revestimentos, materiais e elementos decorativos.
A reforma de banheiros e cozinhas tornou-se um nicho da arquitetura em franca expansão graças à ampla variedade de opções de produtos arquitetônicos disponíveis e a projetos cada vez mais viáveis de serem executados. Estes espaços já não cumprem apenas uma função utilitária, mas também podem ser projetados para refletir o caráter da residência como um todo.
Como um dos principais eventos de destaque realizados em celebração a Copenhague como Capital Mundial da Arquitetura da UNESCO em 2023, o Open House Copenhagen revelou os mais de 50 locais que integram sua programação. O evento é um convite para o público conhecer o interior de edifícios icônicos que normalmente só podem ser vistos por fora. A lista inclui exemplos de arquitetura flutuante em Refshaleøen, uma das obras-primas de Arne Jacobsen, além de espaços incomuns, como o interior de uma usina de energia ou um túnel subaquático. O Open House Copenhagen acontece no fim de semana de 25 e 26 de março de 2023. O evento é gratuito e aberto a todos, mas exige inscrição prévia.
West Village, Nova Iorque. Foto de Nathalia Segato, via Unsplash
Um artigo recente do professor de Direito Richard Schragger invoca o livro Morte e Vida das Grandes Cidades, de Jane Jacobs, em defesa do zoneamento. Schragger escreve que, de acordo com Jacobs, os bairros da cidade florescem por causa da “diversidade dos usos do solo no espaço” e o zoneamento deve proteger as qualidades desses bairros por meio do “zoneamento para a diversidade”, o que requer “limitar o desenvolvimento, controlar a densidade e preservar estruturas históricas”.
Quando elementos transparentes de fachada se transformam deliberadamente a partir do curso do sol, podemos explorar um fascinante movimento lento em forte contraste com a agitação da vida urbana ao nível da rua. O designer francês Pierre Brault, em particular, responde ao ritmo acelerado de nossa sociedade com instalações de fachada que combinam o princípio do relógio de sol com um design pop colorido. Suas obras tridimensionais, feitas de acrílico colorido reciclado, hipnotizam por meio de movimentos simples, porém dramáticos, de sombras coloridas. Na entrevista, Brault explica sua inspiração, sua abordagem experimental e seu interesse em trabalhar de forma responsável com os materiais.
El Cosmico Hotel impresso em 3D - exterior. Cortesia de imagem de ICON, BIG para El Cosmico
A especialista em arquitetura hoteleira Liz Lambert anunciou uma colaboração com a ICON, o escritório pioneiro na impressão 3D em larga escala, e o BIG para reconstruir o El Cosmico, um hotel de acampamento em Marfa, Texas. O empreendimento contará com acomodações para hóspedes e um programa que inclui piscina, spa e instalações compartilhadas. O projeto tem início previsto para 2024.
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Jenny Holzer, installation at Guggenheim New York. Foto: fluido & franz, CC BY-NC-SA 2.0 via Flickr
A luz está presente na arte há séculos. Pensar o barroco ou o gótico sem este elemento seria impossível. No entanto, foi no século XX que artistas começaram a explorar qualidades lumínicas e as transformaram num meio próprio para materializar a arte. Esculturas, instalações imersivas e formas de moldar o ambiente através da luz, suas cores e intensidades, trouxeram novas percepções espaciais ao traçar uma relação única com a arquitetura.
A sustentabilidade é muito mais do que simplesmente decidir a favor ou contra um produto específico. É um conceito que deve ser integrado à maneira como construímos e projetamos a arquitetura, bem como ao uso inteligente de edifícios existentes e suas potenciais reformas. Sob a perspectiva da sustentabilidade, demolir um edifício antigo é tão insustentável quanto construir um novo. Ambos consomem grandes volumes de energia incorporada que poderiam ser evitados se todas as partes envolvidas no planejamento considerassem novas formas de trabalhar e colaborassem de maneira mais estreita.
Nesse sentido, o uso eficiente de matérias-primas e a redução de resíduos para reutilização são fundamentais. O policarbonato em fachadas, por exemplo, tem um ciclo de vida médio de pelo menos 20 anos e pode ser reciclado e reutilizado de várias maneiras, duplicando assim sua vida útil até que não possa mais ser reciclado de forma viável.
O Danish Architecture Center (DAC) anunciou que a primeira exposição permanente sobre arquitetura dinamarquesa será inaugurada em 24 de março de 2023, em Copenhague. A mostra, intitulada “So Danish!”, conta a história da evolução da arquitetura no país, desde a Era Viking até os dias atuais. Ao apresentar essa trajetória, o objetivo é ajudar o público a compreender o papel e a influência da arquitetura na sociedade democrática dinamarquesa.
O novo Centro Museológico Aalto2, projetado pelo escritório A-Konsultit Architects, apresentará o legado cultural da arquitetura e do design do renomado arquiteto Alvar Aalto. O museu abrirá as portas ao público em 27 de maio de 2023, realizando o desejo do arquiteto de estabelecer um espaço para a fusão de diferentes mídias e formas de arte no parque Ruusupuisto, em Jyväskylä, na Finlândia Central.
O Centro Museológico Aalto2 é composto por três edifícios: o renovado Museu Alvar Aalto, o Museu da Finlândia Central e o novo anexo do centro Aalto2 que se une a eles este ano. O Museu Alvar Aalto original abrirá suas portas após passar por reparos estruturais e adaptações em suas instalações para atender ao novo conceito do Aalto2. O projeto do Aalto2 conecta ambos os museus e baseia-se em um concurso internacional realizado em 2015, que atraiu quase 700 propostas de todo o mundo, demonstrando o apelo internacional do estilo arquitetônico de Aalto.
Muito além de ser apenas um fenômeno físico perceptível pelo olho humano, a luz natural é um recurso arquitetônico inesgotável que, por vezes, não recebe o devido valor. Assim como o ar que respiramos, todos temos consciência da existência da luz, mas raramente buscamos ir além em seu aproveitamento. É fundamental reconhecer sua presença como um agente viabilizador de experiências no espaço, dada a sua relação intrínseca com a arquitetura e o ser humano.
A incidência de luz na arquitetura influencia diretamente a nossa percepção da passagem do tempo. Desde a antiguidade, construções como os zigurates já integravam estratégias para capturar as variações da luz do dia através de suas coberturas — uma abordagem que evoluiu e se manteve presente em obras modernas, como a Villa Savoye. Mais recentemente, a horizontalidade das coberturas planas na arquitetura contemporânea consolidou-se como um excelente recurso para incorporar elementos de projeto que também viabilizam seu uso habitável, como as escotilhas de acesso à cobertura, que funcionam como um elo entre a luz natural e os terraços.
A seguir, apresentamos algumas das tecnologias mais recentes em claraboias e escotilhas de acesso, como as desenvolvidas pela LAMILUX.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138490/o-limiar-entre-a-luz-natural-e-a-arquitetura-alcapoes-de-acesso-a-coberturas-planasEnrique Tovar
Quase duas décadas atrás, no corredor do centro de Columbus, Ohio, o centenário edifício Lazarus passou por uma extensa reforma para salvar a loja de departamentos e restaurá-la à sua antiga glória. Sessenta milhões de dólares foram investidos em sua restauração e transformação em um complexo comercial e de escritórios. Durante a construção, os trabalhadores reciclaram quase 2.300 kg de aço, 900 kg de concreto e quantidades significativas de carpetes, forros e vários tipos de madeira, evitando que 10.000 kg de detritos fossem para os aterros sanitários de Ohio. Eles também economizaram mais de US$ 25 milhões implementando esse rigoroso processo de reciclagem.
A rampa é um dos elementos arquitetônicos que, além de viabilizar a circulação entre diferentes alturas e pavimentos, proporciona uma maior acessibilidade aos espaços. No Brasil, uma série de decretos e regulamentações, como as dispostas na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, de 2015, buscam assegurar os direitos de cidadania e promover a igualdade e inclusão social da pessoa com deficiência, o que perpassa questões relativas à sua mobilidade e liberdade de ir e vir. A arquitetura tem um papel fundamental nessa inclusão, ao elaborar estratégias para garantir que essas pessoas possam transitar, participar e interagir em qualquer ambiente, seja ele público ou privado.
Esta semana, o Museu de Arte Moderna lança oficialmente uma nova série de exposições intitulada Architecture Now. De acordo com o MoMA, “a primeira iteração da série, New York, New Publics, irá explorar as maneiras pelas quais os escritórios com sede na cidade de Nova York têm expandido a relação da arquitetura metropolitana com diferentes públicos através de 12 projetos concluídos recentemente.”
A exposição mostrará trabalhos voltados para o público, como parques, jardins e piscinas comunitárias, feitos por Adjaye Associates, Agency—Agency e Chris Woebken, CO Adaptive, James Corner Field Operations, Kinfolk Foundation, nArchitects, New Affiliates e Samuel Stewart-Halevy, Olalekan Jeyifous, Only If, PetersonRich Office, SO – IL e SWA/Balsley e Weiss/Manfredi.