O papel do fogo no desenvolvimento da humanidade é inegável. Nossos ancestrais aproveitaram essa descoberta para enfrentar as baixas temperaturas, proteger-se de predadores e transformar os alimentos para torná-los mais digestíveis. Assim, ao longo do tempo, o ritual da cozinha evoluiu de uma simples fogueira em espaços abertos para o confinamento do fogo em câmaras, que se sofisticaram paulatinamente com o passar dos anos até se tornarem elementos complexos e modernos que marcaram o ponto de partida para o surgimento das cozinhas como espaços arquitetônicos sociais.
Independentemente de seu tamanho ou configuração, a cozinha como espaço de convivência mantém sua ritualidade até os dias de hoje. Na antiguidade, nos reuníamos ao redor do fogo para preparar alimentos e contar histórias; hoje, nos reunimos na cozinha de nossos lares para nos conectar com os outros. A relevância desse espaço na vida cotidiana é potencializada por linhas de mobiliário de cozinha como a Wasser, marca distribuída pela CHC que equilibra estética e funcionalidade para conceber as cozinhas como espaços utilitários e de convivência, com atenção especial ao seu design.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138656/5-estilos-de-cozinhas-modulares-e-como-combina-losEnrique Tovar
Com a proximidade do verão no Hemisfério Norte e a rápida resposta da natureza ao aumento da temperatura, o nosso desejo de passar tempo ao ar livre (seja individual ou coletivamente) cresce no mesmo ritmo. Embora os parques públicos sejam uma excelente opção para quem vive em centros urbanos, o privilégio de ter um acesso próprio e privado à natureza em casa é inestimável.
Em projetos residenciais, particularmente, os jardins são o meio mais comum de conexão com o mundo natural. No entanto, como demonstram estes quatro exemplos, os pátios internos podem proporcionar uma janela igualmente fascinante para a mudança das estações — e, quando avistados através do vidro por meio de portas de correr, claraboias ou janelas sem esquadria, podem nos oferecer vislumbres da vegetação a partir do conforto protegido de quase qualquer cômodo da casa.
Como criar o melhor ambiente possível para que as pessoas idosas vivam e desfrutem da maturidade? Esta parece ser a questão central por trás da casa de repouso Wentworth Grange, no norte da Inglaterra. Aqui, a palavra 'cuidado' assume uma grande variedade de significados. Aspectos essenciais como acomodação, nutrição e serviços de enfermagem receberam máxima atenção, combinando-se para oferecer uma experiência ideal para esse período da vida. A perspicaz interpretação do cuidado adotada pela Wentworth Grange é visível na arquitetura, no jardim, nos interiores e até nos uniformes da equipe, demonstrando sensibilidade e a compreensão de como o ambiente físico influencia o bem-estar diário.
Mar del Plata é uma referência obrigatória do movimento moderno argentino. Ao mesmo tempo, é cenário de muitos clássicos da arquitetura que foram vítimas de abandono durante anos.
Magalí Marazzo, diretora do Departamento de Obras e Urbanismo do município e integrante da Comissão de Monumentos Nacionais, encarregou-se da situação ao concluir o projeto de restauração de uma obra paradigmática da arquitetura do século XX: La Casa sobre el Arroyo.
A arquitetura tropical, um termo amplamente utilizado no discurso arquitetônico, carece de uma definição consistente. O adjetivo "tropical" refere-se à zona entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, que cobre mais de 40% da superfície da terra. O calor é possivelmente a única característica compartilhada desta faixa. A zona tropical possui uma variedade de climas, desde áridos até úmidos, bem como uma variedade de contextos geográficos, sociais e econômicos. Ao contrário das zonas temperadas ou árticas, um único termo abrangente é usado para descrever a arquitetura dos trópicos.
No âmbito da arquitetura comercial, o projeto de sua espacialidade pode adotar múltiplos enfoques, concebendo propostas que alcancem o equilíbrio entre estética e funcionalidade. Considerando que intervêm diversas variáveis culturais, tensões sociais e interesses econômicos, a construção desses espaços envolve diretamente a interação entre o público, as marcas e seus produtos, tornando as pessoas participantes ativas da experiência no local — desde as cores e a materialidade até a iluminação, climatização, sons, aromas, entre outros elementos.
Transescalar é uma palavra interessante. Ela pode significar a passagem de uma escala para outra, isto é, um deslocamento de grandezas, como também a negação da própria escala, a recusa em aceitar seus próprios limites físicos. É também o termo que Pedro Varella usa para descrever a prática do gru.a (grupo de arquitetos), escritório com sede no Rio de Janeiro do qual é sócio juntamente com Caio Calafate. Apoiado num tripé formado por projeto, ensino e pesquisa, o gru.a realizou um conjunto relevante de obras que lhe rendeu reconhecimento dentro e fora do Brasil em pouco mais de dez anos de trabalho.
Nomeado ao Mies Crown Hall Americas Prize (MCHAP) 2022 e ao DÉBUT da Trienal de Lisboa 2019, o gru.a também tem no portfólio dois troféus de primeiro lugar no Prêmio Arquitetura Tomie Ohtake AkzoNobel (2015 e 2019), além de premiações em concursos de projeto. Mais recentemente, em 2022, integrou a lista de melhores Novas Práticas do ArchDaily por um trabalho baseado na economia de recursos que tensiona os limites do campo convencional da arquitetura e reivindica a esta a possibilidade de ser lida como arte.
Situada no vilarejo de Kaltenbach, em meio às montanhas austríacas, fica a sede da Empl. Fabricante de caminhões de bombeiros e outros veículos de grande porte com funções especiais, seu portfólio inclui veículos off-road, hospitais de campanha móveis e caminhões frigoríficos para o transporte de alimentos. Independentemente de sua função, cada veículo é único e concebido com o máximo cuidado. Os produtos finais podem ser vistos no salão de entrega da Empl – um elegante pavilhão de produção onde os veículos são entregues pessoalmente aos clientes. O edifício possui um total de cinco portas pivotantes, com destaque especial para uma delas. No quarto episódio de Opening up, a FritsJurgens mostra os detalhes desse espaço singular.
Com curadoria do/a acadêmico/a de arquitetura e urbanismo Andong Lu, do/a jovem arquiteto/a Zigeng Wang e do/a curador/a de design Aric Chen, a 9ª Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Duas Cidades (Shenzhen) dá continuidade ao princípio de que "a cidade é o local da exposição, a exposição é a prática", trazendo a mostra principal da UABB ao distrito de Luohu pela primeira vez. Sediada no GDH City · Jinpi Fang (Patrimônio Industrial da Cervejaria Kingway), a exposição foi inaugurada em dezembro de 2022 e seguiu em cartaz até março de 2023, com mais de duzentos eventos realizados ao longo de seus três meses de duração.
Portas de correr embutidas economizam espaço e desaparecem dentro das paredes para criar conexões fluidas entre ambientes adjacentes. Imagem cortesia de Ermetika
Em um mundo ideal, as portas poderiam desaparecer e reaparecer de forma fluida, criando conexões e barreiras quando necessário para proporcionar a máxima flexibilidade. Os interiores residenciais combinam cada vez mais trabalho e lazer, exigindo tanto convivência quanto privacidade, e o mesmo se aplica aos espaços de trabalho, que adotam de forma crescente soluções adaptáveis para conectar diferentes zonas e atividades. Conceitos espaciais consagrados, como a planta livre ou a divisão em várias salas pequenas e compartimentadas, já não são suficientes, pois, por si só, não oferecem flexibilidade e adaptabilidade reais.
Children's Learning Center, Mas-in Village / Native Narrative. Image
Desde as primeiras civilizações, a natureza tem sido um pilar fundamental para servir a humanidade como um habitat natural, oferecendo abrigo, alimentos e outros recursos. Nos tempos modernos, as revoluções industriais e tecnológicas tomaram conta da paisagem, remodelando a forma como os humanos interagem com a natureza. No entanto, hoje, e devido aos eventos que experimentamos enquanto sociedade, é cada vez mais necessário focar na criação de cidades e espaços que integrem a natureza à vida cotidiana
É a primeira cidade da América Latina a implantar o sistema. Foto: Daniel Calvet | Prefeitura de Fortaleza
Fortaleza, capital do Ceará, acaba de implantar um modelo inteligente de iluminação para faixa de pedestre. Instalado na rotatória da Praça Portugal, ao meio do cruzamento de duas importantes vias da cidade, o sistema pode contribuir para a redução de acidentes de trânsito.
Composto por inteligência artificial, o sistema é capaz de identificar a presença humana a partir do movimento. Quando a iluminação dinâmica é ativada, feixes de luz pairam sobre quem caminha, do início ao fim da travessia na faixa de pedestre. A luz ajuda a visibilidade do motorista, sobretudo no local em que o sistema foi instalado: onde há a circulação de veículos em curva.
Dos painéis figurativos retratando cenas históricas às composições geométricas abstratas modernistas, os azulejos são frequentes em diferentes expressões e momentos da arquitetura brasileira ao longo dos séculos. Hoje, há muitas possibilidades de composições não apenas pela disposição - aleatória ou não - das peças entre si, mas também pela vasta gama de cores e padrões oferecidos pelos fabricantes.
Desde o icônico voo pioneiro de Yuri Gagarin em 1961, apenas 565 seres humanos tiveram o privilégio de viajar para o espaço. Essa atividade extrema exige um alto grau de devoção, um preparo físico e intelectual extraordinário, bem como enormes investimentos. A exploração do espaço tem o potencial de oferecer benefícios à humanidade, como o desenvolvimento de novas tecnologias e a geração de conhecimento científico. Muitas dessas tecnologias já estão disponíveis para o público, como GPS, filtros de água ou tecidos altamente resistentes. Mas apesar de frequentemente imaginarmos os astronautas flutuando no espaço e observando a Terra de um ponto de vista único, muitos deles enfrentam a dificuldade de dormir e descansar no espaço devido à falta de luz natural. Foi essa questão que motivou um grupo de jovens arquitetos dinamarqueses a desenvolverem uma solução para melhorar o cotidiano dos astronautas, mas também de muitas pessoas no Planeta Terra que sofrem com o mesmo problema.
Jardín Nativo Adriana Hoffmann, Museo Interactivo Mirador (MIM) en Santiago de Chile. Image Cortesía de Bosko
Durante o século XIX, os esforços para melhorar a qualidade da vida urbana se concentraram na criação de jardins e parques, iniciando assim a evolução do paisagismo como a disciplina moderna que conhecemos hoje. No entanto, embora existam exemplos notáveis em todo o mundo, estruturas excessivas e a artificialidade dos jardins urbanos foram contra as motivações que lhes deram origem. Em muitos casos, seu design resultou em espaços públicos descontextualizados e ineficientes, altamente exigentes em recursos e afastados da verdadeira sustentabilidade.
O uso estrito da geometria e a imposição de espécies difíceis de adaptar e cuidar estão gradualmente dando lugar a uma abordagem mais orgânica ao paisagismo, adaptada aos ecossistemas locais e mais eficiente em seu desenvolvimento e conservação. As florestas nativas incorporam todos esses aspectos positivos. Elas não apenas restauram ecologicamente as áreas degradadas, mas também melhoram a qualidade do ar e mantêm a água da chuva, criando espaços verdes com biodiversidade que conectam profundamente as pessoas à natureza. Conversamos com Magdalena Valdés, fundadora e diretora do Bosko, que explica por que as florestas nativas são o caminho certo para o paisagismo consciente e verdadeiramente ecológico.
O Grupo Chiesi, uma empresa farmacêutica focada em inovação baseada em pesquisa, prioriza a saúde de pacientes de todas as faixas etárias há mais de 85 anos. Em busca do desenvolvimento do próximo marco de inovação na saúde, o grupo lançou o Restore to Impact, um chamado internacional de propostas para redesenhar o histórico complexo industrial na Via Palermo, em Parma.
Aberto a duas categorias — Profissionais e Menores de 30 anos —, o concurso visa encontrar propostas inovadoras, evolutivas e transversais que servirão de base para as diretrizes do futuro projeto de arquitetura. As propostas vencedoras dos três conceitos elegíveis na categoria profissional receberão € 12.000 cada, enquanto as da categoria Menores de 30 anos receberão € 5.000 cada.
No País dos Arquitectosé um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da quinta temporada, Sara conversa com o arquiteto Tiago Rebelo de Andrade sobre o Edifício Náutico. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais criativos para conversas sem roteiro, abrindo espaço para reflexões aprofundadas e debates pessoais.
Diversos temas são abordados com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações descontraídas sobre a vida cotidiana e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, Cavin Costello, arquiteto principal do The Ranch Mine, junta-se a David e Marina, da FAME Architecture and Design, para conversar sobre sua trajetória; a faculdade de arquitetura; a fundação de um escritório ao lado de sua esposa, Claire Costello, e a relação de trabalho entre os dois; a abordagem deles para conquistar clientes; e muito mais!
Um levantamento da ONU, revelou que em 2018 cerca de 55% da população mundial vivia em cidades. Este número deve crescer e chegar a 60% até 2030. Se os centros urbanos vão ser a casa de tanta gente, é importante avaliar estes espaços e garantir a qualidade de vida das pessoas – um desafio quando consideramos a concentração de habitantes e o impacto que tanta gente causa.
Mas viver em uma cidade não precisa ser sinônimo de estar longe da natureza, cercado de cinza e concreto. As cidades verdes são um exemplo disso. Ao mesmo tempo que a vida em centros urbanos traz uma série de desafios, também existe a oportunidade de encontrar soluções que transformem estes espaços, promovendo mudanças importantes e necessárias na sociedade.
Situação em Rio Branco, capital do Acre. Foto: Pedro Devani | Secom
A última semana foi de caos e desespero para milhares de famílias brasileiras que vivem no Norte e Nordeste do país. Fortes chuvas atingiram cidades localizadas no Pará, Maranhão, Acre e Amazonas, centenas de residências foram alagadas enquanto outras foram totalmente destruídas pelas correntezas.
A arquitetura de lojas contemporâneas é influenciada por diversos fatores, como a evolução do varejo, as mudanças nas expectativas do consumidor e a ascensão do comércio eletrônico. Criar o espaço físico de uma marca é a chance de trazer uma experiência que passa os valores e a imagem que a marca deseja estar associada.
A luz do sol tem sido parte integrante da vida desde que o sol e a terra começaram sua dança. O bem-estar proporcionado pela luz natural é um tema recorrente na cultura humana, percorrendo a música popular, a moda, a fotografia e até os nossos ambientes mais luxuosos.
Mas o desejo de nossos corpos pela luz solar é mais do que apenas um sentimento. Pesquisas científicas provaram que ela ajuda nosso corpo a produzir mais melatonina, que ajuda a dormir e reduz o estresse, que a vitamina D melhora a imunidade e fortalece os ossos, e a serotonina combate a depressão. Além de nos ajudar a levar vidas mais saudáveis e felizes, as pesquisas sugerem que o sol também nos ajuda a viver durante mais tempo.
Decolonizing Suburbia. Image Courtesy of Centro de Arquitectura
Um dos desafios mais importantes da arquitetura, quando se trata de criar espaços que funcionam para todos, é a diversidade que existe nas pessoas, suas necessidades e como integrá-las a um design adequado. Deficiências abrangem mais do que apenas uma condição; Eles representam um modo de vida único dentro do espectro da diversidade humana e exigem uma ampla gama de soluções arquitetônicas para acomodar essa diversidade.
De acordo com dados do Banco Mundial, estima-se que 1 bilhão de pessoas - equivalente a 15% da população mundial - vivam com algum tipo de incapacidade. No futuro, essa porcentagem pode aumentar consideravelmente, dada a tendência global de envelhecimento das populações. Para enfrentar esse desafio crescente, a arquitetura terá que se adaptar rapidamente, devido ao papel que os ambientes construídos têm em constituir uma barreira ou um caminho para a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência, idosos, bem como diversos grupos que compõem a pluralidade humana.
https://www.archdaily.com.br/pt/998771/como-os-edificios-podem-funcionar-para-todos-o-futuro-da-inclusao-e-acessibilidade-na-arquiteturaEnrique Tovar
O sistema usa plantas aquáticas nativas para filtrar poluentes. Foto: Giselle Cahú | ARIES/CITinova
Será implementada em Recife, Pernambuco, uma solução baseada na natureza para despoluir um afluente do rio Capibaribe. Trata-se dos jardins filtrantes, que consistem em um grupo de plantas aquáticas nativas que filtrarão a foz do Riacho do Cavouco. Os jardins filtrantes são considerados uma tecnologia sustentável e de fácil manutenção, e serão instalados no trecho em que o riacho corta o Parque do Caiara, na zona oeste da capital pernambucana, onde cerca de 10% da vazão da água poluída será tratada.
https://www.archdaily.com.br/pt/999394/recife-construira-jardim-filtrante-de-7-mil-m2-para-despoluir-riachoArchDaily Team