À medida que o setor da construção civil transita para um modelo mais sustentável, a transparência se torna cada vez mais indispensável. Com a crescente ênfase em práticas de menor impacto ecológico, profissionais de arquitetura, planejamento e outras áreas querem garantir que os materiais utilizados tenham o menor impacto possível no planeta. As Declarações Ambientais de Produto (EPDs, na sigla em inglês) são ferramentas fundamentais para mensurar esse impacto com precisão.
Em janeiro, a Holcim Alemanha tornou-se a primeira empresa na Europa a publicar EPDs para todo o seu portfólio de cimento. Além disso, é a primeira empresa alemã a disponibilizar a seus clientes EPDs específicas de produto para concreto usinado.
O Pavilhão Coreano, 2013. Imagem Cortesia de Arts Council Korea
Nesta edição da Bienal de Veneza de 2023, o Pavilhão Coreano, com curadoria dos diretores artísticos Soik Jung e Kyong Park, apresenta "2086: Together How?", reunindo arquitetos, líderes comunitários e artistas para explorar como as pessoas podem cooperar na resistência à crise ambiental até 2086, quando é esperado que a população global atinja seu número máximo. A exposição convida os visitantes a imaginar uma revolução eco-cultural, reavaliando criticamente a história capitalista, globalista e colonialista do mundo. Os espectadores serão incentivados a reconsiderar as condições atuais por meio de um videogame interativo e uma série de instalações multidisciplinares que incluem fotografias, desenhos, modelos, vídeos e instalações arquitetônicas.
Parque no Arroyo Xicoténcatl / Taller Capital. Fotografia: Rafael Gamo. Imagem via "Diseño ecológico: Estrategias para la ciudad vulnerable: Infraestructuras verdes y espacio público en América Latina y el Caribe". BID
O Art Déco é um estilo artístico e de design que surgiu na Europa no final do século XIX e início do século XX, atingindo seu auge nos anos 1920 e 1930. Embora seja difícil identificar uma única origem para o estilo, acredita-se que ele se desenvolveu como uma reação contra os movimentos Arts and Crafts e Art Nouveau, que enfatizavam o artesanato e a ornamentação naturalista. O estilo espalhou-se rapidamente pelo mundo e teve grande influência na arquitetura, no design de interiores, na moda e nas artes visuais durante a primeira metade do século XX.
Qual é o papel do paisagismo na habitação contemporânea? De que maneiras a arquitetura e a paisagem podem se integrar em um todo? Conceber a incorporação da paisagem desde o início do projeto arquitetônico tornou-se, para muitos arquitetos e arquitetas, um aspecto definidor e até mesmo um desafio para melhorar a qualidade de vida de seus habitantes, além de contribuir para a proteção e o cuidado com o meio ambiente.
Em repetidas ocasiões e no contexto latino-americano, a natureza se apresenta como protagonista ou princípio fundador do partido arquitetônico proposto, envolvendo razões ligadas ao estímulo da relação com o entorno, à incorporação de espécies nativas do local e ao fortalecimento da conexão entre interior e exterior, entre outras. Embora existam diversas maneiras de planejar, ordenar e organizar a disposição dos ambientes na habitação contemporânea, o diálogo entre a arquitetura e a paisagem pode colaborar com os usos, atividades e circulações determinados em função das necessidades a serem atendidas ou dos/as usuários/as a serem acolhidos/as.
A arquitetura vernacular é um conceito complexo, que pode ter diferentes entendimentos a depender de onde estamos situados, e está presente em tipologias arquitetônicas variadas. Ela é profundamente conectada às suas raízes e seu local de origem, elementos que são definidores de muitas de suas características, a partir de aspectos específicos como cultura, clima, topografia, vegetação e da disponibilidade de materiais e recursos em cada região. Suas construções também costumam estar atreladas às técnicas construtivas tradicionais de cada lugar, que foram elaboradas e desenvolvidas pelas populações, num panorama histórico mais amplo, a partir dos recursos que dispunham à mão.
O brutalismo é um estilo arquitetônico que surgiu na década de 1950 e se popularizou na década de 1960. Seu nome deriva do francês "béton brut", que significa "concreto bruto", já que esse material é um dos elementos mais característicos do estilo. Suas principais características incluem o uso do concreto aparente, proporcionando visuais em que a textura e a tonalidade natural são as protagonistas das edificações. Os edifícios brutalistas costumam apresentar uma estética austera e massiva, com formas geométricas simples e repetitivas. O uso de materiais industriais e técnicas construtivas inovadoras também é comum no brutalismo.
Pesados, imponentes e utilitários, os silos são estruturas duráveis, usadas para o armazenamento de produtos a granel. Eles são importantes elementos físicos da indústria agrícola, armazenando grãos, fermentados e outros alimentos. Os volumes altos e tipicamente cilíndricos continuam sendo objeto de fascínio arquitetônico — de símbolos do progresso tecnológico no modernismo do início do século XX, até os tempos contemporâneos, provocando abordagens criativas para a reutilização adaptativa.
O Museu Arqueológico Nacional. Cortesia da imagem de Kengo Kuma and Associates
A proposta de Kengo Kuma para o Museu Nacional de Arqueologia em Atenas, Grécia, visa chamar a atenção para a importância da ciência na arqueologia, o valor das suas coleções e o caráter fundamental do museu no presente e no futuro. À medida que a memória do museu é reconstituída, palavras como enterrar, ocultar e revelar ganham importância. Estas três palavras são momentos cruciais de transição que ajudam a moldar o museu no que ele é hoje e abrir caminho para sua aplicação futura.
O OTROCAFÉ está localizado no térreo do icônico edifício da YWCA, em pleno Centro Histórico da Cidade do México, um espaço que abriga mais de 100 anos de história. O projeto nasceu com a intenção de ser uma proposta integral de arquitetura e design, o que se reflete em sua estrutura criativa. A decoração do café combina diferentes elementos que desempenham um papel importante: o vermelho em alguns detalhes, a madeira no mobiliário e como elemento distintivo que envolve o espaço, as paredes brutas pigmentadas com uma massa à base de cal e a iluminação quente e suave que completa a atmosfera.
A construção de Brasília é um feito relevante em termos históricos e arquitetônicos. Para o movimento moderno brasileiro, consagrou definitivamente os nomes de Lucio Costa e Oscar Niemeyer como seus maiores representantes, e erigiu a cidade modernista para ser colocada à prova como a nova ordem urbana. Contudo, a cidade não surgiu sozinha, e nem completamente utópica, moderna e modernizante. Veio acompanhada de cidades vizinhas, entre planejadas e orgânicas, construídas simultaneamente à nova capital.
Projetar sistemas de controle predial para espaços inteligentes, flexíveis e sustentáveis está se tornando cada vez mais complexo diante das novas exigências das residências contemporâneas. No caminho rumo às casas inteligentes, a engenharia elétrica tem gerado inúmeros avanços que elevam o desempenho, ao mesmo tempo que enriquecem a estética e reduzem os impactos ambientais. Alinhados a essas tendências globais, os sistemas da JUNG para tecnologia predial moderna exploram continuamente novas possibilidades em todas as áreas das instalações elétricas contemporâneas, como comutação e controle. Como vitrine de uma sustentabilidade inteligente, a instalação temporária INVISIBLE é um espaço no qual a engenharia elétrica explora as vantagens ocultas das conexões.
MVRDV juntou-se à Van Gogh Homeland Foundation para desenvolver a primeira Bienal Van Gogh Homeland, com o objetivo de conscientizar sobre os desafios enfrentados pela região de Brabante. Por iniciativa da Midpoint Brabant, a experiência busca combinar conhecimentos de arquitetura, paisagismo e sustentabilidade para reacender o entusiasmo pela paisagem de Brabante, a província holandesa natal de Vincent van Gogh. De acordo com a organização, a região enfrenta diversas ameaças, como o aumento das inundações e a disponibilidade limitada de espaço. No entanto, por meio de um esforço coordenado, a paisagem que inspirou Van Gogh há 150 anos pode se tornar mais sustentável e verde no futuro.
Vista noturna do centro financeiro de Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. Imagem via Shutterstock | MDXB
Capital dos Emirados Árabes Unidos, a cidade de Abu Dhabi está localizada em uma ilha no Golfo Pérsico, conectada ao continente por uma curta ponte. Sede dos órgãos governamentais locais e federais, bem como da presidência dos EAU, Abu Dhabi, que no passado era uma cidade pouco desenvolvida e com importância apenas local, transformou-se em uma grande metrópole a um ritmo recorde de desenvolvimento e urbanização.
O arquiteto japonês Katsuhiko Takahashi criou o plano diretor da cidade em 1967, projetando uma população-alvo de 40.000 habitantes. Impulsionados pelo Plano Abu Dhabi 2030, imponentes arranha-céus simbolizam hoje a sua arquitetura icônica, juntamente com os novos empreendimentos na Ilha Al Maryah e a Mesquita Sheikh Zayed — cuja construção foi iniciada sob a gestão do falecido presidente Sheikh Zayed, figura fundamental no desenvolvimento dos EAU contemporâneos.
O espaço transparente de transição: como mostra esta renderização, o Proline T da Solarlux pode envolver completamente os edifícios com superfícies de vidro, com módulos que se dobram de forma variável para economizar espaço. Imagem cortesia de Solarlux
Para os moradores urbanos, as varandas podem ser uma verdadeira bênção. Elas fazem a mediação entre moradias compactas sobrepostas e a vastidão e vivacidade do bairro ao redor. Podem ser transformadas em pequenos oásis paisagísticos, e é possível até mesmo passar as férias na "varanda". Para arquitetos/as, elas oferecem um elemento muito bem-vindo para estruturar a fachada. No entanto, elas também representam um desafio, já que nem toda varanda está voltada para um jardim ou uma rua lateral tranquila.
A arquitetura é uma disciplina referencial. Desde os zigurates, máquinas para morar, até os projetos contemporâneos de arranha-céus biofílicos, é impossível saber se as ideias são genuinamente inovadoras ou se já foram conceituadas antes. A inteligência artificial tem acelerado a conversa sobre propriedade intelectual. Conforme milhões de pessoas geram trabalhos gráficos únicos digitando palavras-chave, controvérsias têm surgido, especialmente relacionadas à proteção do trabalho criativo e dos direitos autorais dos arquitetos em suas criações. Portanto, entender o escopo do que é protegido ajuda a determinar se licenças são suficientes, se o longo caminho para o registro de marcas comerciais é válido ou se uma peça gráfica não pode ser protegida e pertence ao domínio público.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto nº 11.456 que atualiza e expande o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (PADIS). Neste, está incluído o segmento de fotovoltaicos, voltado para a produção de energia solar.
https://www.archdaily.com.br/pt/998732/governo-zera-impostos-federais-para-paineis-solares-ate-2026ArchDaily Team
Muito se fala sobre os perigos que a humanidade como um todo irá enfrentar com os efeitos da crise climática. Enchentes mais intensas, secas prolongadas, verões mais quentes e invernos congelantes são algumas das consequências imediatas que já podemos sentir.
A causa para tais catástrofes locais é um problema global e histórico: a emissão crescente e sistemática de gases de efeito estufa (GEE) por atividades antrópicas desde a revolução industrial. Estes gases intensificam o efeito estufa de nossa atmosfera, um fenômeno natural que garante a existência de vida no planeta. O efeito estufa acentuado desequilibra ciclos naturais, colocando em risco agora não mais apenas nosso futuro, mas já o nosso presente.
https://www.archdaily.com.br/pt/998493/o-que-e-compensacao-de-carbonoGabriela Ribas e Fernando Paraíso
As cidades estão em constante evolução e as inovações tecnológicas têm desempenhado um papel importante nesse processo. As chamadas "cidades inteligentes" têm sido um tema bastante discutido nos últimos anos, mas afinal, o que isso significa? Como a tecnologia pode contribuir para uma melhor gestão urbana? E como podemos garantir que essas novas possibilidades não aprofundem ainda mais as desigualdades sociais?
Na Espanha, a implementação de cozinhas integradas em residências tem se tornado cada vez mais comum na arquitetura contemporânea. Embora existam várias configurações e desenhos que são aplicados de acordo com os costumes e culturas das sociedades, como vimos na Argentina ou no Uruguai, a essência de conceber o espaço da cozinha como um aglutinador de atividades e um lugar de encontro entre seus habitantes e visitantes é uma fator comum. Isso tem levado os arquitetos a buscarem layouts, tecnologias e materiais capazes de proporcionar funcionalidade, amplitude e flexibilidade às residências.
Todos estamos familiarizados com o enredo de um filme que se passa em uma cidade ainda em pé em uma era pós-apocalíptica. As ruas estão vazias, exceto por alguns sobreviventes que perambulam sem rumo, procurando sinais de vida. Os edifícios começam a desmoronar e as estruturas a enferrujar após anos de negligência, trens, ônibus e outros meios de transporte ficam abandonados e as ervas daninhas crescem nas rachaduras das calçadas e ruas. A cena parece assustadora porque não podemos imaginar nosso ambiente físico em estado de deterioração. Parece impossível que nossos ambientes construídos, onde vivemos e trabalhamos, de repente se tornem ruínas. A cidade para de vibrar.
Flexibilidade e espaços abertos são temas que surgem no projeto de casas contemporâneas. Em busca de ambientes facilmente adaptáveis, para atender às necessidades em constante mudança dos proprietários, espaços multifuncionais e soluções de armazenamento criativas são mais do que bem-vindas. Para apresentar novas inspirações, selecionamos dez projetos que apresentam bancadas que integram diferentes programas e podem cumprir mais de uma função na residência.
A Fundação Bienal de São Paulo acaba de anunciar detalhes do projeto Terra que ocupará o Pavilhão do Brasil na 18ª Mostra Internacional de Arquitetura, La Biennale di Venezia. Com curadoria conjunta de Gabriela de Matos e Paulo Tavares, a mostra brasileira contará com a participação de um grupo diversificado de colaboradores, composto por povos indígenas Mbya-Guarani; povos indígenas Tukano, Arawak e Maku; Tecelãs do Alaká (Ilê Axé Opô Afonjá); Ilê Axé Iyá Nassô Oká (Casa Branca do Engenho Velho); Ana Flávia Magalhães Pinto; Ayrson Heráclito; Day Rodrigues com colaboração de Vilma Patrícia Santana Silva (Grupo Etnicidades FAU-UFBA); coletivo Fissura; Juliana Vicente; Thierry Oussou e Vídeo nas Aldeias.
Acoustic Divider Vario / Création Baumann. Image Courtesy of Création Baumann
Além de seu destaque no mundo da moda, os tecidos também podem ser uma parte essencial das possibilidades criativas de um design de interiores. Ao melhorar o apelo estético de um espaço, esses materiais versáteis - feitos de fibras ou fios que foram entrelaçados, tricotados ou unidos - também fornecem funcionalidades ao espaço. Como parte de uma estratégia arquitetônica holística, esses elementos naturais e sintéticos são essenciais para projetar estofados para móveis, cortinas, divisórias e revestir paredes. As mais recentes inovações de design vêm explorando propriedades que levam o uso de tecidos um passo adiante. Mergulhando no catálogo de tecidos do Architonic, analisamos diferentes produtos com propriedades acústicas, à prova de fogo e repelentes.