Evan Pavka

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A política da vacância: a história e o futuro da euforia dos condomínios em Toronto

Este artigo foi publicado originalmente no ArchDaily em 13 de fevereiro de 2018. 

A cidade de Toronto tem uma longa e tensa relação com o desenvolvimento imobiliário e os vazios urbanos. O mapa da Compra de Toronto de 1787, acordada entre os Mississaugas da Primeira Nação de New Credit e a Coroa Britânica — que mais tarde estabeleceria o território colonial que viria a ser Toronto —, concebe a paisagem como um único lote vago, claramente definido e ansioso por desenvolvimento. Ou, como o artista Luis Jacob melhor descreveu, “significando nada mais do que uma página em branco à espera de ser preenchida livremente”. Mais de duzentos anos depois, à medida que a disponibilidade de moradia, os preços e a escassez de aluguel impulsionam os empreendimentos residenciais verticais na cidade, a política do lote vago nunca pareceu tão palpável.

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Como o surrealismo influenciou a produção contemporânea de arquitetura

Como o surrealismo influenciou a produção contemporânea de arquitetura - Image 1 of 4
1974 installation of Mae West’s Face which May be Used as a Surrealist Apartment by Salvador Dali. Imagem © Flickr user Torrenega licensed under CC BY 2.0

Em 1924, André Breton redigiu o Manifesto Surrealista, convidando a comunidade artística a questionar os limites entre a realidade e o mundo dos sonhos, entre objetividade e subjetividade. Naquele momento, muitos arquitetos estavam interessados - e não são poucos aqueles que ainda se interessam - na potência imaginativa do espaço construído. Para estes profissionais, o pensamento surrealista de Breton foi, e ainda é, um recurso valioso para discutir o papel que a arquitetura desempenha na definição da realidade. Desde então, partindo de Salvador Dali, passando por Frederick Kiesler até Frank Gehry, o surrealismo tem influenciado profundamente a produção arquitetônica deste o início do século XX.

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10 obras exuberantes de Will Alsop

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Cortesia de aLL Design

O falecido arquiteto britânico Will Alsop era conhecido por sua atitude exuberante e irreverente, que se materializava em um portfólio expressivo e pictórico de obras educacionais, cívicas e residenciais. Com apenas 23 anos, conquistou o segundo lugar no concurso para o Centre Georges Pompidou em 1971. A partir de então, colaborou com o sempre bem-humorado Cedric Price antes de fundar seu próprio escritório com John Lyall e, posteriormente, com diversos outros parceiros no início dos anos 1980. Com uma carreira de quase cinquenta anos, apresentamos a seguir dez obras icônicas de um/a arquiteto/a que nunca perdia a oportunidade de brincar.

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Amor em Las Vegas: 99% Invisible revisita o romance pós-moderno de Denise Scott Brown e Robert Venturi

Qual edifício é melhor, o pato ou o galpão decorado? Mais importante, que tipo de arquitetura o americano prefere? Em seu seminal livro de 1972, Aprendendo com Las Vegas, Denise Scott Brown e Robert Venturi investigaram essas questões, voltando as costas para o modernismo paternalista em favor da brilhante, ostensivamente kitsch e simbólica Meca do urbanismo espraiado, Las Vegas. De um encontro casual na Biblioteca de Belas Artes da Universidade da Pensilvânia a algumas viagens de estudo em conjunto para Las Vegas - descobrir os detalhes ocultos do romance e da cidade que definiram o pós-modernismo é o tema do mais recente episódio do podcast 99% Invisible.

Paperboyo cria montagens que transformam arquiteturas em cenas lúdicas e inusitadas

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Quem nunca pensou que tal edifício se parece com um tanque de guerra, ou que determinado elemento arquitetônico lembra um palito de fósforo? Você não está sozinho. Rich McCor, também conhecido como paperboyo, viaja pelo mundo e desde 2015 publica em seu Instagram montagens fotográficas com recortes de papel preto que transformam obras de arquitetura em cenas lúdicas e inusitadas.

Inspirando-se no trabalho de Christoph Niemann, McCor busca romper as normas da arquitetura e embelezar o cotidiano. Embora o projeto tenha começado originalmente enquanto explorava o Reino Unido, “isso me levou muito além de Londres para cantos do mundo que nunca pensei que veria”, diz o fotógrafo. É fácil entender por que suas montagens atraíram mais de 350 mil seguidores em seu Instagram.

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Estudantes de arquitetura da Somália preservam digitalmente o patrimônio construído de seu país - antes que seja tarde demais

Estudantes de arquitetura da Somália preservam digitalmente o patrimônio construído de seu país - antes que seja tarde demais - Imagem de Destaque
via Somali Architecture

Desde o início da guerra civil em 1991, as paisagens política e arquitetônica da Somália, no Leste da África, têm sido instáveis. Enquanto os centros urbanos do país, como a capital Mogadíscio, ostentam um tecido diversificado de mesquitas históricas, cidadelas e monumentos ao lado de estruturas cívicas modernistas, as décadas de conflito resultaram na destruição de muitas estruturas importantes. E, embora a luta tenha diminuído substancialmente nos últimos anos, o futuro do patrimônio arquitetônico do país ainda está longe de alguma segurança.

Em resposta a isso, estudantes de arquitetura somali residentes no Reino Unido, Itália e Estados Unidos se uniram para criar o Somali Architecture, um projeto de pesquisa que arquiva e "reconstrói" digitalmente estruturas icônicas por meio de modelos 3D. O objetivo é “preservar a identidade e a autenticidade” da Somália por meio de sua arquitetura - existente e destruída. “Queremos que cada construção icônica do passado seja reinterpretada para um futuro mais coerente”, dizem os estudantes.

Veja a seguir uma seleção das estruturas que a Somali Architecture descobriu e reconstruiu até agora.

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Por que os/as arquitetos/as são tão obcecados/as por Piet Mondrian?

Na década de 1920, o pintor holandês Piet Mondrian começou a produzir suas obras mais emblemáticas e estilizadas: telas estruturadas sobre uma malha preta irregular, pontuadas por planos dinâmicos nas três cores primárias (vermelho, amarelo e azul). Aparentemente desvinculado de elementos da realidade figurativa, o artista simplificou a linguagem de linhas e planos no que chamou de Neoplasticismo (Neo-Plasticism), explorando a dinâmica entre cor e forma. Embora suas pinturas de blocos de cores primárias tenham se tornado um marco do movimento De Stijl no início do século XX, os elementos abstratos de sua obra continuam, um século depois, a inspirar os/as arquitetos/as em todo o mundo.

Afinal, o que há na obra de Mondrian que tanto fascina pintores/as e designers, levando-os/as a transpor seus conceitos para a exploração do espaço?

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Por que arquitetos são tão obcecados pela obra de Mondrian?

Na década de 1920, o artista holandês Piet Mondrian começou a pintar seus icônicos quadros com grids pretos e cores primárias. Extrapolando os limites das referências recorrentes no mundo da arte, propôs uma linguagem simples composta de linhas e retângulos coloridos que tornou-se conhecida como Neo Plasticismo, o qual explorava a dinâmica do movimento através da cor e das formas. Este conjunto de telas pintadas em vermelho, amarelo e azul, configuram um dos principais elementos do movimento De Stijl do início do Século XX. Quase um século depois, as abstrações de Mondrian seguem inspirando arquitetos ao redor do mundo.

O que há por trás desta simplicidade que seque cativando artistas, designers e arquitetos depois de tanto tempo?

Entrevista com Safdie: Em busca da eternidade da arquitetura em obras inacabadas

Da Galeria Nacional do Canadá e do Raffles City Chongqing ao icônico Habitat 67, Moshe Safdie é amplamente conhecido por seu estilo de design audacioso, que define a trajetória de seu portfólio. Ao mesmo tempo, Safdie considera seus projetos não construídos igualmente importantes, discutindo o papel dessas propostas nesta entrevista. O curta-metragem é a mais recente adição à série “Time-Space-Existence” (Tempo-Espaço-Existência), produzida pelo PLANE-SITE.

Cidade de Los Angeles nomeia seu/sua primeiro/a Diretor/a de Design

Cidade de Los Angeles nomeia seu/sua primeiro/a Diretor/a de Design - Imagem 1 de 4
© Usuário do Wikimedia KennethHan licenciado sob CC BY-NC-ND 2.0

Recentemente, Christopher Hawthorne, crítico de arquitetura de longa data do LA Times, anunciou que está deixando o cargo para assumir a função de diretor de design (Chief Design Officer) de Los Angeles, na gestão do prefeito Eric Garcetti. Segundo Hawthorne, o cargo envolverá elevar "a qualidade da arquitetura pública e do desenho urbano em toda a cidade — bem como o nível do debate público sobre esses temas". Essa mudança drástica levanta uma questão: qual é o papel do/a crítico/a e da crítica de arquitetura na definição da arquitetura pública?

Moshe Safdie discute sua obra não construída e o significado da atemporalidade na arquitetura

Embora Moshe Safdie possa ser mais conhecido por ousados projetos que compõe seu portfólio de obras construídas, o arquiteto considera sua obra não construída tão, se não mais, importante. Safdie reflete sobre o papel desses projetos no mais recente vídeo da série Time-Space-Existence da PLANE-SITE.

Instalação modular oferece habitação temporária para pessoas refugiadas sob ponte em Paris

Instalação modular oferece habitação temporária para pessoas refugiadas sob ponte em Paris - 7 的图像 4
Cortesia de 1week1project

Com a chegada contínua de centenas de refugiados a Paris, na França, a cidade enfrenta o desafio constante de encontrar moradia segura e adequada para esse fluxo migratório. Como consequência, muitos acabam dormindo em espaços urbanos subutilizados ou à beira de vias públicas, quase sem acesso a água, saneamento e alimentação.

Em resposta a essa realidade, o escritório 1week1project, com sedes em Paris e Santiago, em colaboração com Sophie Picoty, apresenta o projeto de um parque público conceitual intitulado “Illuminate Paris!”. Proposto para a área sob uma ponte ferroviária elevada, o objetivo é oferecer suporte adicional a organizações que acolhem o fluxo de refugiados. Este “campo de experiências” modular apresenta uma série de ambientes semelhantes a lanternas que formam uma cobertura sob a ponte, criando um espaço muito necessário para os migrantes que hoje são forçados a acampar sob estruturas semelhantes e em parques públicos.

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Esta conta no Instagram reúne erros hilários de construção e desastres de reformas

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Todos nós já nos deparamos com eles: projetos vergonhosos e erros de construção absurdos. Para profissionais de arquitetura e design, é difícil não focar nos detalhes de cada espaço visitado. Além disso, é ainda mais difícil não rir de portas impossíveis de abrir, rebocos que parecem ter sido feitos por uma criança de quatro anos e o uso exagerado de calafetagem para tentar resolver qualquer imprevisto na obra. 

Inspirada por esse "prazer culposo", a conta de Instagram do "Instalador de Calafetagem Certificado" Trevor Lahey, também conhecido como greaseball1987, reuniu o melhor dos piores desastres de reformas para o seu divertimento. Confira abaixo mais dessa seleção de tragédias hilárias.

Amanda Levete Architects projeta expansão da Universidade de Oxford

O escritório londrino AL_A, liderado pela arquiteta Amanda Levete, divulgou seu projeto para os dois novos edifícios no Wadham College da histórica Universidade de Oxford, na Inglaterra. O Edifício Dr Lee Shau Kee e o William Doo Undergraduate Centre irão proporcionar mais espaço para os serviços de graduação da Universidade, além de novos espaços de convívio para os estudantes. Os arquitetos estão desenvolvendo essa expansão desde 2016, quando venceram um concurso de projeto.

99% Invisible investiga as histórias utópicas e distópicas do Bijlmermeer

Como podemos planejar uma cidade melhor? A resposta tem desafiado arquitetos/as e urbanistas desde o surgimento da cidade industrial. Uma das primeiras tentativas de resposta veio na forma de uma espetacular proposta modernista nos arredores de Amsterdã chamada Bijlmermeer. E, como revela o novo episódio em duas partes do 99% Invisible, o projeto fracassou miseravelmente. Contudo, como em toda história, a realidade não é tão simples quanto parece à primeira vista.

Sou Fujimoto e Coldefy & Associés propõem cobertura translúcida para a Suprema Corte de Lille

A proposta de Sou Fujimoto e Coldefy & Associés Architects Urban Planners para uma cobertura diáfana sobre uma série de volumes de vidro empilhados estava entre as quatro finalistas do concurso para o novo Palácio da Justiça de Lille, França. O concurso recebeu 139 propostas e selecionou o projeto do OMA como vencedor.

Veja a proposta de Fujimoto e Coldefy & Associés, a seguir:

Sou Fujimoto e Coldefy & Associés propõem cobertura translúcida para a Suprema Corte de Lille - Image 8 of 4Sou Fujimoto e Coldefy & Associés propõem cobertura translúcida para a Suprema Corte de Lille - Image 9 of 4Sou Fujimoto e Coldefy & Associés propõem cobertura translúcida para a Suprema Corte de Lille - Image 13 of 4Sou Fujimoto e Coldefy & Associés propõem cobertura translúcida para a Suprema Corte de Lille - Image 14 of 4Sou Fujimoto e Coldefy & Associés propõem cobertura translúcida para a Suprema Corte de Lille - Mais Imagens+ 12

Participação inaugural da Arábia Saudita na Bienal de Veneza de 2018 terá como foco o processo de projeto

Como parte de nossa cobertura da Bienal de Arquitetura de Veneza 2018, apresentamos a proposta para o Pavilhão da Arábia Saudita. Abaixo, os/as participantes descrevem sua contribuição com suas próprias palavras.

A primeira participação saudita na Exposição Internacional de Arquitetura de La Biennale di Venezia acontecerá no Arsenale e apresentará uma exposição comissionada pelo Misk Art Institute sob o tema “Un/Design”.

Pavilhão da Finlândia na Bienal de Veneza de 2018 examinará o futuro das bibliotecas

Como parte da nossa cobertura da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018, apresentamos a proposta para o Pavilhão da Finlândia. Abaixo, os/as participantes descrevem sua contribuição com suas próprias palavras.

A representação da Finlândia na 16ª Mostra Internacional de Arquitetura da La Biennale di Venezia responde ao tema "Freespace" transformando o Pavilhão Alvar Aalto da Finlândia em um espaço temporário de biblioteca.