Crianças jogando futebol em rua de areia fora dos limites da monumentalidade. Imagem Cortesia do Pavilhão Nacional dos EAU - la Biennale di Venezia
Como parte de nossa cobertura da Bienal de Arquitetura de Veneza 2018, apresentamos a proposta para o Pavilhão dos Emirados Árabes Unidos. Abaixo, os/as participantes descrevem sua contribuição com suas próprias palavras.
O Pavilhão Nacional dos EAU apresentará “Lifescapes Beyond Bigness”, uma exposição que explora paisagens arquitetônicas em escala humana, na Bienal de Veneza de 2018. A exposição busca destacar o papel da arquitetura e do desenho urbano na elaboração da coreografia das rotinas diárias das pessoas. Investiga, particularmente, o papel das paisagens “cotidianas” em acolher, aprimorar e facilitar atividades sociais em diferentes locais dos EAU.
Como podemos planejar uma cidade melhor? A resposta tem desafiado arquitetos/as e urbanistas desde o surgimento da cidade industrial. Uma das primeiras tentativas de resposta veio na forma de uma espetacular proposta modernista nos arredores de Amsterdã chamada Bijlmermeer. E, como revela o novo episódio em duas partes do 99% Invisible, o projeto fracassou miseravelmente. Contudo, como em toda história, a realidade não é tão simples quanto parece à primeira vista.
Como parte de nossa cobertura da Bienal de Arquitetura de Veneza 2018, apresentamos a proposta para o Pavilhão da Arábia Saudita. Abaixo, os/as participantes descrevem sua contribuição com suas próprias palavras.
A primeira participação saudita na Exposição Internacional de Arquitetura de La Biennale di Venezia acontecerá no Arsenale e apresentará uma exposição comissionada pelo Misk Art Institute sob o tema “Un/Design”.
Recentemente, Christopher Hawthorne, crítico de arquitetura de longa data do LA Times, anunciou que está deixando o cargo para assumir a função de diretor de design (Chief Design Officer) de Los Angeles, na gestão do prefeito Eric Garcetti. Segundo Hawthorne, o cargo envolverá elevar "a qualidade da arquitetura pública e do desenho urbano em toda a cidade — bem como o nível do debate público sobre esses temas". Essa mudança drástica levanta uma questão: qual é o papel do/a crítico/a e da crítica de arquitetura na definição da arquitetura pública?
Da Galeria Nacional do Canadá e do Raffles City Chongqing ao icônico Habitat 67, Moshe Safdie é amplamente conhecido por seu estilo de design audacioso, que define a trajetória de seu portfólio. Ao mesmo tempo, Safdie considera seus projetos não construídos igualmente importantes, discutindo o papel dessas propostas nesta entrevista. O curta-metragem é a mais recente adição à série “Time-Space-Existence” (Tempo-Espaço-Existência), produzida pelo PLANE-SITE.
Todos nós já nos deparamos com eles: projetos vergonhosos e erros de construção absurdos. Para profissionais de arquitetura e design, é difícil não focar nos detalhes de cada espaço visitado. Além disso, é ainda mais difícil não rir de portas impossíveis de abrir, rebocos que parecem ter sido feitos por uma criança de quatro anos e o uso exagerado de calafetagem para tentar resolver qualquer imprevisto na obra.
Inspirada por esse "prazer culposo", a conta de Instagram do "Instalador de Calafetagem Certificado" Trevor Lahey, também conhecido como greaseball1987, reuniu o melhor dos piores desastres de reformas para o seu divertimento. Confira abaixo mais dessa seleção de tragédias hilárias.
O falecido arquiteto britânico Will Alsop era conhecido por sua atitude exuberante e irreverente, que se materializava em um portfólio expressivo e pictórico de obras educacionais, cívicas e residenciais. Com apenas 23 anos, conquistou o segundo lugar no concurso para o Centre Georges Pompidou em 1971. A partir de então, colaborou com o sempre bem-humorado Cedric Price antes de fundar seu próprio escritório com John Lyall e, posteriormente, com diversos outros parceiros no início dos anos 1980. Com uma carreira de quase cinquenta anos, apresentamos a seguir dez obras icônicas de um/a arquiteto/a que nunca perdia a oportunidade de brincar.
O termo "ice breaker" (quebra-gelo) é uma expressão coloquial usada para se referir a algo que alivia inibições ou rompe a tensão entre as pessoas. Em Toronto, Ice Breakers é um concurso internacional de design anual para obras públicas inovadoras que quebram a monotonia do inverno aparentemente interminável com instalações envolventes, coloridas e bem-humoradas ao longo da orla da cidade, incentivando a interação espontânea.
Agora em seu segundo ano, a exposição de 2018 é realizada em parceria entre a Ports Toronto e a Waterfront BIA para dar vida a cinco estruturas exclusivas sob o tema "Constelação". Propostas que vão desde ursos gigantes inspirados na constelação da Ursa Maior até sinos de vento gigantescos estiveram entre as selecionadas a partir de centenas de inscrições de todo o mundo, e agora estão em exibição até 25 de fevereiro.
Com a chegada contínua de centenas de refugiados a Paris, na França, a cidade enfrenta o desafio constante de encontrar moradia segura e adequada para esse fluxo migratório. Como consequência, muitos acabam dormindo em espaços urbanos subutilizados ou à beira de vias públicas, quase sem acesso a água, saneamento e alimentação.
Em resposta a essa realidade, o escritório 1week1project, com sedes em Paris e Santiago, em colaboração com Sophie Picoty, apresenta o projeto de um parque público conceitual intitulado “Illuminate Paris!”. Proposto para a área sob uma ponte ferroviária elevada, o objetivo é oferecer suporte adicional a organizações que acolhem o fluxo de refugiados. Este “campo de experiências” modular apresenta uma série de ambientes semelhantes a lanternas que formam uma cobertura sob a ponte, criando um espaço muito necessário para os migrantes que hoje são forçados a acampar sob estruturas semelhantes e em parques públicos.
Uma excelente fotografia costuma ser tão importante quanto uma boa obra de arquitetura — e, às vezes, até mais. Das páginas brilhantes de revistas às galerias de publicações digitais e portfólios online, a fotografia de alta qualidade é crucial para profissionais da arquitetura contemporânea. No entanto, escolher a combinação ideal de câmera, equipamentos, acessórios e decifrar jargões técnicos (como abertura, ISO, velocidade do obturador, entre outros) pode ser uma tarefa complexa e até mesmo intimidadora. O que fazer, então, quando a câmera do seu smartphone já não dá conta do recado?
Para ajudar tanto profissionais iniciantes quanto experientes a capturarem a imagem perfeita, Eric Reinholdt detalha os equipamentos que utiliza em seu próprio dia a dia profissional nestes dois vídeos gravados em 2016. O primeiro episódio, publicado no canal do YouTube 30X40 Workshop — voltado para profissionais de arquitetura, escrita e fotografia —, deixa clara a sua preferência pelas câmeras DSLR. Resoluções acima de 20 megapixels, uma ampla variedade de lentes luminosas (com grandes aberturas) e a versatilidade do equipamento são fundamentais tanto para impressões em grande formato quanto para publicações digitais. Canon e Nikon são as marcas recomendadas por ele devido ao vasto catálogo de produtos e à excelente compatibilidade que permite atualizar o corpo da câmera mantendo os mesmos acessórios ao longo do tempo.
A construção da ondulante e futurista Torre de TV Küçük Çamlıca (KCTV), com 365 metros de altura e localizada em Istambul, na Turquia, continua avançando. A nova torre de TV substituirá várias antenas menores atualmente em uso e abrigará cerca de 125 transmissores de radiodifusão, tornando-se a estrutura mais alta da cidade.
Continuam as obras da futurista e ondulada Torre de TV Küçük Çamlıca (KCTV), com 365 metros de altura, projetada pelo escritório MELIKE ALTINISIK ARCHITECTS em Istambul, Turquia. A nova torre de telecomunicações substituirá diversas estruturas obsoletas atualmente em uso e abrigará cerca de 125 transmissores de radiodifusão, tornando-se o edifício mais alto da cidade.
Os parquímetros do centro de Los Angeles serão semelhantes aos instalados em Pasadena. Imagem via Curbed LA
A situação de rua é um problema urgente enfrentado por muitas cidades em todo o mundo. No entanto, será que a logística de estacionamento poderia ajudar a aliviar essa epidemia ao apoiar iniciativas de base comunitária?
No condado de Los Angeles, onde se estima que 58.000 pessoas estejam em situação de rua, autoridades municipais e do condado lançaram recentemente seis parquímetros projetados em colaboração entre a organização de defesa comunitária Flintridge Centre e o gabinete do vereador Jose Huizar para coletar contribuições de caridade em vez de tarifas de estacionamento.
Este artigo foi publicado originalmente no ArchDaily em 13 de fevereiro de 2018.
A cidade de Toronto tem uma longa e tensa relação com o desenvolvimento imobiliário e os vazios urbanos. O mapa da Compra de Toronto de 1787, acordada entre os Mississaugas da Primeira Nação de New Credit e a Coroa Britânica — que mais tarde estabeleceria o território colonial que viria a ser Toronto —, concebe a paisagem como um único lote vago, claramente definido e ansioso por desenvolvimento. Ou, como o artista Luis Jacob melhor descreveu, “significando nada mais do que uma página em branco à espera de ser preenchida livremente”. Mais de duzentos anos depois, à medida que a disponibilidade de moradia, os preços e a escassez de aluguel impulsionam os empreendimentos residenciais verticais na cidade, a política do lote vago nunca pareceu tão palpável.
O High Museum of Art em Atlanta, Geórgia, anunciou que o premiado escritório nova-iorquino Selldorf Architects foi selecionado para desenvolver uma reorganização em grande escala das galerias da instituição, em colaboração com a equipe do museu. A renovação abrangerá todas as sete áreas do acervo—de Fotografia e Arte Europeia a Artes Decorativas e Design—, com foco na experiência do público visitante, em narrativas contemporâneas e nos pontos fortes da coleção, criando uma experiência coesa que aprofunde o engajamento dentro do complexo projetado por Richard Meier e Renzo Piano.
Como parte da nossa cobertura da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018, apresentamos a proposta para o Pavilhão da Finlândia. Abaixo, os/as participantes descrevem sua contribuição com suas próprias palavras.
A representação da Finlândia na 16ª Mostra Internacional de Arquitetura da La Biennale di Venezia responde ao tema "Freespace" transformando o Pavilhão Alvar Aalto da Finlândia em um espaço temporário de biblioteca.
Na década de 1920, o pintor holandês Piet Mondrian começou a produzir suas obras mais emblemáticas e estilizadas: telas estruturadas sobre uma malha preta irregular, pontuadas por planos dinâmicos nas três cores primárias (vermelho, amarelo e azul). Aparentemente desvinculado de elementos da realidade figurativa, o artista simplificou a linguagem de linhas e planos no que chamou de Neoplasticismo (Neo-Plasticism), explorando a dinâmica entre cor e forma. Embora suas pinturas de blocos de cores primárias tenham se tornado um marco do movimento De Stijl no início do século XX, os elementos abstratos de sua obra continuam, um século depois, a inspirar os/as arquitetos/as em todo o mundo.
Afinal, o que há na obra de Mondrian que tanto fascina pintores/as e designers, levando-os/as a transpor seus conceitos para a exploração do espaço?
Uma ótima fotografia costuma ser tão importante quanto uma grande obra — às vezes, até mais. Das páginas de revistas impressas às galerias de publicações digitais e portfólios online, a fotografia de alta qualidade é crucial para profissionais da arquitetura contemporânea. No entanto, a variedade de opções de câmeras, equipamentos, acessórios e jargões técnicos (abertura, ISO, velocidade do obturador, etc.) pode ser estonteante, quando não intimidadora. O que fazer, então, quando a câmera do seu iPhone já não é suficiente?
Para garantir que tanto novos profissionais quanto especialistas da área consigam o clique perfeito, Eric Reinholdt detalha minuciosamente o equipamento fotográfico utilizado em sua própria prática neste vídeo de duas partes de 2016. O primeiro episódio no canal do arquiteto, escritor e fotógrafo, o 30X40 Workshop, deixa claro que sua preferência é por uma câmera digital SLR. A qualidade de imagem de mais de 20 megapixels, bem como a variedade de lentes de maior abertura com versatilidade adicional, são recursos cruciais para a impressão em grande formato e para a publicação digital. Canon e Nikon estão entre as marcas sugeridas por serem consolidadas no mercado e oferecerem um amplo catálogo de produtos, além de garantirem compatibilidade para futuros upgrades à medida que novos equipamentos são lançados.