Enrique Tovar

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Cidade do México: uma metrópole vibrante e em constante evolução construída sobre cinco lagos

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Há milhares de anos, uma cadeia de vulcões e colinas formou um vale que se tornou o lar de cinco lagos. Segundo a mitologia indígena, essa região serviu como ponto de referência fundamental para a fundação da antiga Tenochtitlán, marcada pelo sinal de uma águia pousada sobre um cacto, devorando uma serpente. No auge de seu esplendor, a cidade se estruturava a partir de um intrincado sistema de calçadas — muitas das quais ainda funcionam como principais vias de circulação —, além de canais que conectavam os cinco corpos d'água. Ao longo do tempo, eventos como a colonização, a independência, a revolução e a modernização transformaram sua estrutura e seu nome, resultando no que hoje é conhecida como Cidade do México.

Como os guarda-corpos elevam o projeto de paisagismo?

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Independentemente da região, os parques e espaços públicos oferecem um refúgio revigorante em meio aos ambientes urbanos agitados, proporcionando uma pausa momentânea no ritmo acelerado da vida diária. Projetados para o benefício coletivo, esses locais funcionam como ecossistemas dinâmicos onde o lazer e o relaxamento se integram harmoniosamente à experiência de quem os visita. Contudo, qual é o principal desafio ao projetar esses espaços? Ter a sensibilidade necessária para encontrar o equilíbrio que atenda a diversas demandas, garantindo, ao mesmo tempo, acessibilidade, conforto e segurança. Como o arquiteto austro-americano Richard Neutra disse certa vez: "Se você precisa projetar para as pessoas, deve observá-las, compreendê-las e simpatizar com elas."

Nesses ambientes, a dinâmica que se desenvolve em seu "interior" é particularmente intrigante. Diferentes atividades se desenrolam e as pessoas que os frequentam apresentam características diversas. Diante da escala ou da vegetação densa desses locais, caminhos sinuosos e declives são frequentemente utilizados para conectar diferentes áreas, criando trajetos complexos. Nesse contexto, os sistemas de guarda-corpos reforçam a continuidade e oferecem orientação e segurança ao longo de percursos intrincados. Essas estruturas direcionam o fluxo de movimento, garantindo que o público navegue pelo espaço de forma confortável e, consequentemente, enriquecendo de maneira significativa sua interação geral com o ambiente construído. Essa influência também molda a forma como esses elementos de design afetam a experiência ao ar livre de modo geral, algo que exploraremos mais a fundo.

Swissness emoldurada: micromecânica e janelas minimalistas na arquitetura moderna

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Cada região possui uma identidade arquitetônica distinta, servindo como uma "digital" cultural que a torna singularmente reconhecível. O design italiano, por exemplo, inspira-se no legado romano utilizando pedras e tons claros. A Turquia se destaca pelos azulejos esmaltados intrincados que adornam paredes e tetos, ao passo que o México adota cores e texturas vibrantes por meio de materiais locais e artesanato. Muitos desses elementos estão enraizados em práticas tradicionais, contudo, ao longo do tempo, foram reinventados e transformados por novos processos, dando origem a expressões arquitetônicas contemporâneas. Na Suíça, o conceito de "Swissness" enquadra essa identidade central—uma fusão de precisão relojoeira e funcionalidade. Com raízes na micromecânica, a engenharia e o artesanato suíços convergem no design de janelas minimalistas modernas, onde linhas limpas e transparência redefinem limites e moldam a linguagem arquitetônica.

Produção de alimentos voltada para o futuro: Integrando a agricultura de alta tecnologia às cidades

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Crise, crise, crise... e adivinha? Mais crises. Toda vez que ouvimos essa palavra, tudo parece mais desanimador. No entanto, a questão é a seguinte: a cada desafio surge uma oportunidade. Da escassez de moradia acessível à desaceleração econômica e à emergência climática, há sempre um novo desafio abrindo as portas para novas possibilidades. Contudo, a verdade é que nenhum desses eventos é isolado; eles estão todos interconectados de alguma forma, formando diferentes facetas de uma mesma história. Talvez uma das menos mencionadas, sobretudo no que diz respeito ao ambiente construído, seja a crise alimentar global, que cresce de forma (quase) silenciosa, prestes a assumir o protagonismo. Ela impõe vários desafios para a futura produção de alimentos, especialmente nas cidades.

Como emoldurar uma vista que vale a pena emoldurar? Princípios vitruvianos e a janela ideal

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As janelas são um elemento arquitetônico essencial cuja função básica, embora simples, continua vital. Projetadas primordialmente para permitir a entrada de luz natural e facilitar a circulação do ar, elas desempenham um papel constante no cotidiano, apresentando uma dualidade interessante. Sob a perspectiva artística, pintores como Johannes Vermeer e Henri Matisse as utilizaram como ferramentas expressivas, explorando sua capacidade de emoldurar vistas e contar histórias. Em contrapartida, em sua dimensão arquitetônica contemporânea e minimalista, as janelas transcenderam as escalas e os desenhos tradicionais, criando conexões espaciais fluidas entre o interior e o exterior. Para além da inovação formal e estilística, essa evolução encontra eco nos conceitos e tratados fundamentais que orientam a arquitetura desde o passado.

Esculpindo a Pietra Tiburtina: uma abordagem contemporânea ao travertino clássico

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O travertino —conhecido como lapis tiburtinus pelos antigos romanos— perdura há séculos como um dos materiais mais emblemáticos do patrimônio do design italiano. Esta rocha calcária deixou uma marca duradoura na história da arquitetura, desde os monumentos do Império Romano até obras contemporâneas como a Igreja do Ano 2000 (Church of 2000) e o Museu Ara Pacis. Ao longo do tempo, sua estética evoluiu ao lado da arte e do design, adaptando-se aos avanços técnicos e preservando sua essência e relevância na arquitetura moderna.

Interiores modernos com um toque histórico: revestimentos de parede figurativos para espaços cenográficos

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As culturas grega e romana lançaram as bases da civilização moderna, deixando um legado duradouro na filosofia, na literatura, na matemática e na arte. Ainda que suas contribuições nessas áreas sejam significativas, por vezes elas acabam sendo negligenciadas. No entanto, em disciplinas como a escultura e a arquitetura, sua influência permanece praticamente inalterada, profundamente enraizada nos ideais clássicos de beleza. Isso se exemplifica em obras canônicas como o Partenon, o Panteão Romano e o Discóbolo, que continuam a cativar por sua proporção, simetria e riqueza de detalhes. Assim, não surpreende que o classicismo greco-romano continue relevante graças à sua atemporalidade estética, revitalizado ao longo de diferentes épocas, do neoclassicismo a propostas contemporâneas.

Nesse contexto moderno, a mitologia greco-romana, os contos épicos e os conceitos arquitetônicos clássicos inspiram um novo olhar sobre a estética dos interiores. Adotando uma abordagem vanguardista do neoclassicismo, uma nova onda de design de interiores utiliza traços marcantes para definir figuras e detalhes, como pilastras e capitéis, ecoando as sinópias dos afrescos históricos. Esses projetos transformam a monumentalidade em atmosferas acolhedoras e elegantes. Ao mesclar referências históricas e contemporâneas, oferecem soluções figurativas inovadoras que criam espaços poeticamente cenográficos. A coleção Arcadia exemplifica essa abordagem, destacando-se como um tributo ao classicismo e apresentando uma narrativa visual única por meio de seus revestimentos de parede.

Patrimônio em barro, pedra e juncos: Redescobrindo técnicas construtivas ancestrais

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Refletir sobre o passado costuma ser visto como nostalgia ou, sob uma perspectiva mais crítica, como um sinal de retrocesso. No entanto, olhar para trás pode oferecer percepções valiosas sobre uma sociedade que por vezes parece excessivamente focada — quando não obcecada — no futuro e na tecnologia. Na arquitetura, essa reflexão nos permite reconectar com nossas raízes e valorizar o conhecimento acumulado ao longo de gerações. Ela nos convida a explorar como as gerações passadas projetavam estruturas duráveis e adaptadas ao seu ambiente. Refinados por séculos de observação, experimentação e, muito provavelmente, erros, esses sistemas demonstram uma compreensão profunda dos materiais locais e das técnicas construtivas.

Alcançando precisão no design flexível: O caminho para as 10.000 paredes dobráveis verticais Skyfold

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Hoje, o uso que fazemos do espaço — e, por extensão, o nosso espaço construído — abrange uma variedade de funções, dimensões e configurações. No entanto, uma característica fundamental se destaca: a flexibilidade e o design multiuso. Isso marca uma transição em relação ao modelo tradicional, no qual os ambientes eram rigidamente definidos por suas funções, com áreas distintas para trabalhar, descansar ou socializar, separadas por paredes fixas e sólidas. Um exemplo emblemático dessa mudança são as paredes retráteis de dobramento vertical da Skyfold. Com mais de 10.000 instalações, as paredes móveis da Skyfold redefinem os limites espaciais e aumentam a versatilidade, permitindo ajustes dinâmicos que respondem rapidamente às necessidades em constante evolução. Sua ampla adoção reforça sua eficácia em responder aos desafios dos interiores contemporâneos e do projeto de arquitetura.

Gerando energia através da fachada: Maximizando a energia com fotovoltaicos integrados a edifícios

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Frequentemente se afirma que encontrar soluções inteligentes para os problemas exige uma abordagem criativa que envolva "pensar fora da caixa". Essa premissa tornou-se uma ideia amplamente aceita no campo da tecnologia, onde inúmeros avanços históricos surgiram a partir de métodos inovadores. Exemplos notáveis na geração de energia incluem a descoberta do efeito fotovoltaico por Edmund Becquerel em 1839 e o desenvolvimento do primeiro painel solar comercial por Charles Fritts no final daquele século. Esses marcos viabilizaram a integração de painéis solares como componentes essenciais da geração de energia limpa na arquitetura, impulsionando uma transição significativa em direção às fontes renováveis.

Atualmente, essa mudança se manifesta como um ponto de virada na relação entre a geração de energia e o ambiente construído, impulsionada por uma transição que promove o pensamento criativo e estimula novas perspectivas. Hoje, a produção de energia sustentável vai muito além da mera instalação de painéis solares em coberturas, buscando integrar diversos elementos da edificação ao sistema energético. O BIPV (Sistema Fotovoltaico Integrado a Edifícios) da ClearVue exemplifica essa inovação ao aproveitar quase todos os componentes da fachada como fontes de geração de energia. Essa visão abre novas possibilidades para o projeto de estruturas urbanas, promovendo uma abordagem mais sustentável e alinhada às demandas contemporâneas.

Criando uma experiência de banho digital multissensorial para bem-estar, relaxamento e controle

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A incorporação da tecnologia na arquitetura transformou a maneira como projetamos e vivenciamos os ambientes em várias escalas, estendendo-se do desenvolvimento urbano aos espaços internos. Hoje, o conceito de "espaços inteligentes" materializa a fusão entre inovação e design para elevar o bem-estar e a qualidade de vida em nossas atividades cotidianas. Isso é alcançado por meio de uma integração tecnológica fluida, que abrange uma série de funções e sistemas controlados por softwares, ferramentas digitais e dispositivos de uso diário, como smartphones. Como resultado, atividades cotidianas como o banho vêm passando por avanços significativos, evoluindo para uma experiência multissensorial digital que oferece controle personalizado sobre os fatores ambientais, potencializando o relaxamento e o bem-estar. Essas inovações aprimoram a interação entre tecnologia, design e os/as usuários/as, fomentando novas maneiras de interagir com os espaços e enriquecendo sutilmente nossas rotinas diárias.

Guia de projeto: trabalhando com fachadas de fibrocimento

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A manipulação e a combinação de materiais são buscas constantes na arquitetura. Isso não apenas ampliou as possibilidades construtivas, mas também permitiu a criação de formas e estéticas singulares a partir de uma mesma materialidade. Um exemplo disso é o cimento Portland, elemento essencial na mistura de água e agregados que compõem o concreto, que viabiliza a criação tanto de elementos estruturais quanto decorativos. Paralelamente, como resultado da pesquisa por materiais inovadores, o fibrocimento surgiu (inventado por Ludwig Hatschek) no final do século XIX, combinando cimento Portland, materiais de origem mineral e fibras de celulose.

Atualmente, o fibrocimento — caracterizado por qualidades técnicas fundamentais como esbeltez, leveza, durabilidade e flexibilidade estética — destaca-se em diversas aplicações ligadas ao design, que vão do mobiliário a sistemas de fachadas. É nestas últimas que o material assume expressões notáveis, graças às suas texturas, incombustibilidade, resistência à chuva e maleabilidade. Por esse motivo, elaboramos um guia de projeto que aborda o uso do fibrocimento, explorando os princípios a serem considerados no detalhamento de fachadas, no que diz respeito à sua materialidade, dimensões, paginação, detalhes e aplicações especiais.

Veja como elevar o nível de piscinas cobertas com soluções de iluminação natural

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Água e iluminação natural? À primeira vista, parecem conceitos distantes: um é tangível, enquanto o outro — embora intangível — se manifesta através de seus efeitos e qualidades perceptíveis. Ambos são recursos potentes e recorrentes no projeto de arquitetura, muitas vezes empregados apenas com fins compositivos. No entanto, no contexto de piscinas cobertas, essa combinação costuma ser orientada de forma estritamente funcional, priorizando a "proteção" contra estímulos externos. Essa abordagem unidimensional pode limitar a interação dinâmica entre a água e a luz natural, resultando em desafios estéticos, funcionais e operacionais.

Como isolar acusticamente os elementos que compõem uma residência?

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Ao longo de nossas vidas, somos expostos a diversos estímulos e agentes poluentes que impactam diretamente o nosso bem-estar. Embora a poluição do ar e da água costumem atrair maior atenção devido aos efeitos visíveis e negativos que provocam, a poluição sonora às vezes é subestimada, mesmo representando um risco para a saúde física e mental, segundo a Agência Europeia do Ambiente.

Parte das estratégias para enfrentar esse desafio tem se concentrado em políticas que controlam o tráfego de veículos e estabelecem horários para atividades específicas. No âmbito da arquitetura, no contexto mexicano, as normas locais abordam cenários concretos relacionados ao ruído produzido por maquinários e usos específicos, como centros de entretenimento e serviços. Essa regulamentação estabelece como limite uma intensidade sonora de 65 dB (decibéis). No entanto, considerando que as residências representam possivelmente a manifestação mais arquetípica da arquitetura e que diversas fontes de ruído podem afetá-las, cabe a pergunta: Como posso isolar acusticamente uma residência? Em resposta a essa questão, a Soprema desenvolveu diversas soluções para criar um ambiente acusticamente isolado por meio dos diferentes elementos que compõem uma casa.

Moldando atmosferas com a iluminação: uma abordagem centrada no ser humano para o design emocional

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Ao projetar e iluminar um espaço, o objetivo é atender a uma exigência específica ou exercitar a criatividade? Ambas as perspectivas têm seu mérito; contudo, um princípio unificador deve sempre prevalecer: as pessoas precisam estar no centro de tudo o que fazemos. Hoje, compreende-se perfeitamente que o ambiente significativamente influencia nosso bem-estar, afetando o humor e o desempenho, mesmo em contextos desafiadores como o espaço sideral. Embora esse ponto de vista tradicionalmente englobe aspectos antropométricos e biológicos, novas abordagens estão expandindo o design para além do tangível. A iluminação passa a ser utilizada para moldar atmosferas que ecoam profundamente em nossas emoções.

Adesivos arquitetônicos: Uma trajetória de inovação rumo a um futuro sustentável

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A história dos materiais na construção é uma trajetória de inovação e adaptação às necessidades do entorno. Em suas formas mais rudimentares, por exemplo, os primeiros adesivos eram fabricados a partir de fontes naturais, como misturas de resinas de árvores, cal e água. Posteriormente, culturas como a egípcia refinaram esses métodos, utilizando amido e caseína (proteína do leite) para unir elementos em suas edificações. Essa evolução atingiu um marco com a Revolução Industrial, quando a industrialização e a introdução de compostos sintéticos lançaram as bases para os produtos avançados que conhecemos hoje. Os métodos de produção desses materiais transformaram a construção, otimizando processos e promovendo avanços significativos em prol da sustentabilidade.

Conceito, storytelling e visualização: o poder da comunicação gráfica na arquitetura

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Na arquitetura, a forma como comunicamos nossas ideias é tão importante quanto os espaços que projetamos. No entanto, como podemos transmitir esses pensamentos de maneira mais eficaz? Embora as palavras tenham sua força, os recursos visuais são indispensáveis. Assim como uma partitura musical dá forma a uma melodia, os desenhos transformam conceitos abstratos em formas tangíveis, funcionando como uma linguagem comum para arquitetos/as e designers. Eles facilitam a compreensão e o refinamento dos conceitos de projeto, especialmente em uma era digital em que a precisão da comunicação gráfica é essencial para traduzir a experiência do espaço. Sob essa perspectiva, o Architecture Candy explora a representação gráfica na arquitetura para otimizar e aprimorar a comunicação visual no dinâmico campo profissional da área, que depende cada vez mais de fluxos de trabalho e ferramentas digitais avançadas. O estúdio busca ser uma referência para elevar o nível das propostas com clareza, combinando design e storytelling para traduzir conceitos complexos por meio de uma linguagem minimalista.

Rumo à conclusão da Catedral de Málaga: o papel da madeira no projeto da nova cobertura de duas águas

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Assim como uma composição musical, existe uma categoria particular de edifícios cuja história se assemelha a uma sinfonia inacabada. Alternando entre notas altas e momentos de silêncio, essas estruturas constituem narrativas intermitentes que atravessam séculos. Um dos casos mais emblemáticos é a Sagrada Família, que está em construção há mais de um século e tem sua conclusão prevista para esta década. Se cem anos de obras não são pouca coisa, outro edifício desse grupo supera de longe essa marca: a Catedral de Málaga, no sul da Espanha, está em construção há mais de cinco séculos.

Impulsionada por influências renascentistas, a construção da catedral teve início em 1528. Desde então, o projeto passou por diversos períodos de interrupção ao longo de sua história, resultando em um marco inacabado. À catedral ainda falta uma de suas torres, há elementos incompletos na fachada e suas abóbadas estão expostas às intempéries devido à ausência de uma estrutura de cobertura. Ao longo dos anos, várias intervenções foram realizadas—incluindo a recente adaptação do acesso turístico às cúpulas—, mas resta uma grande tarefa: o telhado de duas águas. Proposto originalmente em 1764 por Ventura Rodríguez, seu desenho foi reimaginado e agora será executado utilizando técnicas contemporâneas de construção em madeira.