
Com a medicina moderna, pode ser difícil para muitos hoje imaginar a devastação causada pela tuberculose (TB) há cerca de 100 anos. Associada inicialmente a condições insalubres e de superlotação, apenas no Canadá a doença causava a morte de aproximadamente 8.000 pessoas anualmente no final do século XIX. Nessa época, antes da descoberta de tratamentos mais avançados, as prescrições médicas envolviam luz solar, ar puro e repouso. Como resposta, sanatórios foram criados. Eram locais onde os pacientes podiam ser isolados da comunidade para tratar a enfermidade. Um testemunho desse legado ergue-se no coração de Montreal: o antigo Royal Edward Laurentian Institute, mais tarde conhecido como Montreal Chest Institute. Nascido de uma crise, o local tornou-se desde então um símbolo de resiliência, transformação e inovação, deixando de ser um espaço de isolamento para se transformar em um polo próspero de pesquisa e empreendedorismo nas ciências da vida.































