1. ArchDaily
  2. Artigos

Artigos

Guia da seção "Cidade Ascendente" da UABB 2019

Acesso exclusivo | 

No dia 20 de dezembro de 2019, a coletiva de imprensa de abertura da oitava edição da Bienal de Urbanismo/Arquitetura de Duas Cidades de Shenzhen e Hong Kong (Shenzhen) (doravante denominada “UABB”) foi realizada no Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano de Shenzhen (MOCAUP), anunciando o início oficial do evento.

Com o tema “Interação Urbana”, esta edição da UABB tem como curadores-gerais o arquiteto e diretor do Senseable City Lab do MIT, Carlo Ratti, o acadêmico da Academia Chinesa de Engenharia, Meng Jianmin, e o renomado curador e crítico de arte, Fabio Cavallucci. O Laboratório Conjunto Sul da China-Turim (Politecnico di Torino e South China University of Technology) atua como curador acadêmico. A exposição foi inaugurada em 21 de dezembro de 2019 nos locais de exposição principais — a Estação de Trem de Alta Velocidade de Futian e o Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano de Shenzhen —, abrindo oficialmente ao público em 22 de dezembro. Paralelamente, nove sub-sedes distribuídas pelos distritos de Shenzhen funcionarão em sinergia com a exposição principal, estabelecendo uma rede orgânica de interação por toda a cidade.

A exposição compreende duas seções principais: “Olhos da Cidade” e “Ascensão da Cidade”, concebidas para explorar, sob diferentes perspectivas, a constante evolução da relação entre o espaço urbano e a inovação tecnológica. O espaço principal abrigará mais de 140 obras, reunindo mais de 280 participantes de 24 países e regiões, incluindo escritórios e figuras de renome nacional e internacional, como MVRDV, Liam Young, Stefano Boeri, Sou Fujimoto, Thomas Heatherwick, Ryoji Ikeda, além de Wang Shu, Yung Ho Chang (Zhang Yonghe), Dominique Perrault, Philip F. Yuan (Yuan Feng), Liu Cixin, e os acadêmicos Cui Kai e Wang Jianguo, entre outros/as arquitetos/as, artistas e instituições de prestígio.

Arne Emerson, da Morphosis, sobre a nova torre em Vals

Acesso exclusivo | 

O Design:ED Podcast revela os bastidores da arquitetura sob a perspectiva de profissionais que lideram o setor. Esta série inspiradora oferece uma visão única sobre a construção de uma carreira de sucesso no projeto, desde o início humilde até o reconhecimento internacional. A cada semana, convidados/as compartilham os altos e baixos de suas trajetórias rumo ao sucesso, servindo de inspiração para profissionais em qualquer estágio da carreira. Ouvir essas histórias proporciona um roteiro valioso para quem busca progredir profissionalmente e elevar seu trabalho a um novo patamar.

Neste episódio, Arne Emerson, sócio do Morphosis, participa do podcast para discutir a nova torre do 7132 Hotel em Vals, na Suíça, a recente expansão da liderança do escritório e como o Morphosis está impulsionando o campo da arquitetura.

Cho Min-suk, do Mass Studies, sobre arquitetura efêmera e a crise na Coreia

Acesso exclusivo | 

Seul é considerada uma das cidades mais densamente povoadas e caras do mundo, com o metro quadrado chegando a impressionantes US$ 80.000. As condições extremas da cidade têm obrigado profissionais da arquitetura local a atuar, projetar e construir a partir da contextualização das questões urbanas, tradições e história locais. Essa abordagem serviu de base teórica para “The Condition of Seoul Architecture”, publicação do escritório multidisciplinar TCA Think Tank que reúne a perspectiva de 18 inovadores nomes da arquitetura sul-coreana. Nesta entrevista, Pier Alessio Rizzardi, fundador do escritório, conversa com Chi Min-suk, do Mass Studies, que compartilha sua visão sobre a arquitetura efêmera e o que mais influencia o trabalho do estúdio.

Dando nova vida a uma evocativa mina de sal: uma jornada paisagística com o Snøhetta na YACademy

Diluindo os limites entre a superfície e o subsolo, The In-between Scape e Transitorre reimaginam de forma audaciosa a Mina de Sal de Petralia Soprana como um ponto de encontro de contrastes — onde a educação se funde com o lazer, a natureza com a arquitetura, e os/as visitantes tornam-se parte da história. Esses projetos visionários, nascidos do programa Architecture for Landscape da YACademy, utilizam formas ousadas e materiais inovadores para instaurar um diálogo entre as pessoas e o lugar, transformando a mina em uma experiência imersiva e profundamente conectada. Com base em uma década de experiência em intervenções de projeto em sítios naturais extraordinários, o programa oferece uma jornada educacional única voltada para uma arquitetura significativa e orientada pelo contexto.

Ao longo do curso, a Yacademy busca capacitar profissionais do design para intervir em contextos naturais surpreendentes e monumentais. Por meio de um programa abrangente de palestras ministradas por arquitetos/as de renome, visitas técnicas exclusivas, workshops práticos e revisões de projetos, os/as profissionais tornam-se cada vez mais capazes de reconectar a ação humana ao ambiente natural, inspirando-se na paisagem para conceber arquiteturas excepcionais, sustentáveis e impactantes. Além disso, o programa assegura um estágio em um escritório de arquitetura de grande prestígio.

Dando nova vida a uma evocativa mina de sal: uma jornada paisagística com o Snøhetta na YACademy - Imagen 7 de 4
Cortesia de Yacademy

Vozes do ArchDaily: Christele Harrouk

Acesso exclusivo | 

A trajetória de Christele Harrouk na arquitetura foi moldada pelo ambiente complexo e em constante mutação de sua criação no Líbano — um lugar marcado por contradições, transformações e resiliência. Embora seu ingresso na área não tenha sido planejado, a disciplina logo se tornou uma lente profunda pela qual ela compreende o mundo e suas complexidades. Ao aliar sua paixão pela escrita à sua experiência em arquitetura e desenho urbano, Christele descobriu uma voz única na interseção desses campos, adotando o trabalho editorial como uma plataforma poderosa para influenciar o discurso e amplificar narrativas diversas.

Como editora-chefe do ArchDaily, Christele está profundamente comprometida em moldar o discurso arquitetônico por meio de uma curadoria criteriosa. Ela busca projetos e histórias que dialoguem profundamente com o contexto, a cultura e as realidades sociais — priorizando aqueles que vão além de apresentar a arquitetura como mera forma ou função. Para ela, o real valor reside em conteúdos que desafiam as narrativas dominantes, amplificam vozes marginalizadas e fomentam debates críticos em comunidades globais. 

Design centrado no ser humano na Feira Internacional de Mobiliário Contemporâneo de 2025

Combinando talentos emergentes e marcas consagradas, a edição deste ano da International Contemporary Furniture Fair promoveu conexões significativas, dinamismo comercial e debates aprofundados em toda a comunidade global de design.

De volta ao Javits Center em maio deste ano, a edição de 2025 da International Contemporary Furniture Fair (ICFF) reuniu mais de 400 marcas de design de 35 países, consolidando seu papel como ponto de encontro central para o design contemporâneo na América do Norte. Abrangendo os setores residencial, comercial e hoteleiro, a feira atraiu mais de 13 mil visitantes e manteve um forte engajamento em todas as frentes — mesmo diante da contínua volatilidade do mercado e das pressões tarifárias.

Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China

Acesso exclusivo | 

O papel do/a arquiteto/a tradicionalmente tem sido relativamente bem definido: projetar um edifício, dirigir o projeto, coordenar a logística e orientar a construção até a sua conclusão. À medida que campos especializados proliferaram, em paralelo a uma economia social em rápida mutação, a prática da arquitetura se diversificou, abrindo múltiplos caminhos para que arquitetos e arquitetas contribuam com a sociedade.

Desde a década de 1980, uma das mudanças mais consistentes talvez tenha sido a separação entre o/a "arquiteto/a de concepção" e o/a "arquiteto/a técnico/a responsável". Onde antes um único escritório conduzia o projeto do conceito à conclusão, a internacionalização — somada ao trabalho transfronteiriço, regimes de licenciamento, modelos de contratação e estruturas de responsabilidade civil — incentivou essa divisão. As equipes de projeto definem cada vez mais a direção conceitual e esquemática, para então transferir o desenvolvimento do projeto a arquitetos/as técnicos/as locais para detalhamento técnico, aprovações e execução em canteiro. Esse modelo apresenta vantagens claras — especialização mais refinada, eficiência e, frequentemente, maior rentabilidade (ou serviços oferecidos a custos reduzidos) —, mas também segmenta a profissão e pode distanciar a autoria da execução física.

Qual seria, então, a próxima mudança e que novas sinergias poderiam redefinir o papel do/a arquiteto/a? De que maneira os/as arquitetos/as devem se adaptar ao clima profissional em transformação? Uma trajetória promissora é a transição de objetos singulares e permanentes para um processo contínuo de placemaking — programas iterativos e específicos para cada contexto que prototipam, testam e refinam ideias espaciais em espaço público. Em vez de produzir uma única obra icônica e de grande escala que define um local por décadas, esse modelo privilegia ciclos de criação, uso, avaliação e ajuste na escala comunitária.

Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China - Image 1 of 4Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China - Image 2 of 4Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China - Image 3 of 4Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China - Image 4 of 4Projeto Contínuo: Um Caso de Placemaking Iterativo em Long You, China - Mais Imagens+ 24

Para além do currículo: o ensino de arquitetura e a defesa da profissão

Acesso exclusivo | 

Discussões federais recentes nos Estados Unidos sobre a reclassificação da arquitetura como uma graduação que não confere mais habilitação profissional intensificaram a necessidade de articular o propósito e a estrutura dos programas credenciados. Esse cenário político gerou um momento no qual a coerência interna dos currículos de arquitetura se cruza com questões mais amplas de bem-estar público, responsabilidade técnica e os deveres éticos que definem a competência profissional. O ensino de arquitetura nos Estados Unidos exige uma análise que reconheça sua lógica pedagógica interna e as pressões externas que moldam sua recepção contemporânea.

Para além do currículo: o ensino de arquitetura e a defesa da profissão - Image 1 of 4Para além do currículo: o ensino de arquitetura e a defesa da profissão - Image 2 of 4Para além do currículo: o ensino de arquitetura e a defesa da profissão - Image 3 of 4Para além do currículo: o ensino de arquitetura e a defesa da profissão - Image 4 of 4Para além do currículo: o ensino de arquitetura e a defesa da profissão - Mais Imagens+ 17

Osaka: Ambiguidade arquitetônica no tecido urbano

Acesso exclusivo | 

"Se os edifícios pudessem falar", como certa vez ponderou um/a cineasta, então a paisagem urbana de Osaka poderia soar barulhenta, vibrante e com algumas arestas por aparar — e, ainda assim, de algum modo, harmoniosamente composta. Assim como a própria cidade, o cenário arquitetônico reflete o caráter singular de Osaka: estruturado em camadas, dinâmico e repleto de uma energia caótica. Com uma população de 2,7 milhões de habitantes e em constante crescimento, esse denso centro urbano continua a evoluir de maneira idiossincrática.

Arquitetura em Movimento: Enquadrando espaços que vivem e respiram

Acesso exclusivo | 

O espaço arquitetônico há muito é moldado pela permanência: cômodos com funções fixas, fachadas que definem claramente onde o exterior termina e o interior começa. No entanto, a vida contemporânea é definida pela sobreposição e pela transição: entre o trabalho e o morar, o interior e o exterior, a privacidade e a comunidade. As necessidades espaciais evoluem continuamente, exigindo uma arquitetura capaz de responder, adaptar-se e permanecer relevante ao longo do tempo. 

Nesse contexto, a adaptabilidade surge não apenas como uma ambição de projeto, mas como uma necessidade sustentável. Edifícios que se ajustam a usos dinâmicos, climas em transformação ou novas formas de habitar prolongam sua vida útil e reduzem a necessidade de demolições ou grandes reformas (retrofits). A flexibilidade torna-se uma medida de resiliência, permitindo que as estruturas mantenham sua vitalidade ao longo de décadas. Mas de que maneira a arquitetura pode responder às formas em constante evolução como habitamos e vivenciamos o espaço?

Playgrounds inclusivos: todos os corpos podem brincar por meio da arquitetura

Acesso exclusivo | 

O brincar vai além de sua dimensão recreativa, configurando-se como um ato social que estimula as crianças a aprender, interagir, criar e se relacionar com seu contexto espacial. Como aponta Johan Huizinga em Homo Ludens, o brincar é um elemento fundamental da cultura, no qual as crianças criam laços e exploram formas de coexistência. Quando a arquitetura dos espaços de lazer exclui determinados corpos ou modos de participação, a experiência coletiva fragmenta-se e perde parte de seu sentido. Projetar sob a perspectiva da inclusão significa, portanto, reconhecer que o verdadeiro valor do brincar reside em seu potencial de ser compartilhado por todas as pessoas.

Navegando pela Milan Design Week 2025: Principais locais, eventos e instalações arquitetônicas para vivenciar

Acesso exclusivo | 

A Milan Design Week 2025 é um dos eventos mais importantes do mundo do design, ocorrendo de 8 a 13 de abril. Seguindo a tradição dos anos anteriores, a cidade de Milão abrigará uma variedade de exposições, instalações e debates em seus diversos distritos, cada um oferecendo uma atmosfera única e um foco temático próprio. Paralelamente ao consagrado Salone del Mobile 2025, no amplo centro de exposições Rho Fiera, haverá inúmeras atividades e iniciativas coordenadas sob a agenda do Fuorisalone. Este artigo serve como um guia para navegar pelos diversos eventos, destacando os principais locais e instalações, desde a grande feira até os vibrantes distritos de design e espaços singulares, como pátios históricos e áreas industriais revitalizadas.

Navegando pela Milan Design Week 2025: Principais locais, eventos e instalações arquitetônicas para vivenciar - Image 1 of 4Navegando pela Milan Design Week 2025: Principais locais, eventos e instalações arquitetônicas para vivenciar - Image 2 of 4Navegando pela Milan Design Week 2025: Principais locais, eventos e instalações arquitetônicas para vivenciar - Image 3 of 4Navegando pela Milan Design Week 2025: Principais locais, eventos e instalações arquitetônicas para vivenciar - Image 4 of 4Navegando pela Milan Design Week 2025: Principais locais, eventos e instalações arquitetônicas para vivenciar - Mais Imagens+ 26

De fábricas a futuros: reuso adaptativo na cidade pós-industrial

Acesso exclusivo | 

Em cidades de todo o mundo, as relíquias da produção industrial tornaram-se laboratórios de uma nova condição urbana. Galpões, usinas e estaleiros, outrora símbolos do trabalho e do progresso, hoje se erguem como vastas cascas vazias, à espera de serem reimaginados. Em vez de apagar essas estruturas, arquitetos e arquitetas estão encontrando maneiras criativas de adaptá-las às necessidades contemporâneas, transformando espaços de manufatura em locais de cultura, educação e vida comunitária.

Essa mudança reflete uma transformação mais ampla nas prioridades arquitetônicas: construir menos e reutilizar mais. A prática do reuso adaptativo responde simultaneamente à urgência ambiental e à necessidade de continuidade cultural nos ambientes urbanos.

De fábricas a futuros: reuso adaptativo na cidade pós-industrial - Image 1 of 4De fábricas a futuros: reuso adaptativo na cidade pós-industrial - Image 2 of 4De fábricas a futuros: reuso adaptativo na cidade pós-industrial - Image 3 of 4De fábricas a futuros: reuso adaptativo na cidade pós-industrial - Image 4 of 4De fábricas a futuros: reuso adaptativo na cidade pós-industrial - Mais Imagens+ 17

O Jardim Secreto: Um refúgio sereno no coração da Casa Gessi Milano

Por ocasião da Design Week 2025, a Gessi transforma a Casa Gessi Milano em uma experiência de Haute Culture, colocando o bem-estar pessoal no centro das atenções. Com uma presença consolidada no cenário internacional do design, a Gessi continua a incorporar uma visão de inovação, bem-estar e sensibilidade estética refinada. Desde sua inauguração em 2012, este espaço icônico na Via Manzoni tornou-se um ponto de encontro singular onde criatividade, elegância e experimentação dialogam.

A praça do mercado como núcleo cívico: 5 projetos que exploram abordagens contemporâneas para o projeto de mercados no México

Acesso exclusivo | 

A arquitetura de mercados contemporânea no México frequentemente se inspira em seus precedentes pré-hispânicos. O Mercado de Tlatelolco na antiga Tenochtitlan, por exemplo, caracterizava-se por uma grande praça aberta pavimentada com pedras e "ruas" demarcadas, divididas em seções para mercadorias específicas, servindo como um importante ponto de encontro para o intercâmbio social e econômico. De modo semelhante, a tradição dos Tianguis, uma tipologia de mercado efêmero integrada à ampla tradição mesoamericana, também organizava barracas em corredores dentro de uma praça pública, refletindo os princípios de organização observados em Tlatelolco. Esses modelos históricos estabeleceram as bases para a tradição dos mercados públicos no México e em países da América Central, onde o espaço público se funde ao arranjo estruturado do comércio. Hoje, embora muitos dos espaços comerciais do México — com destaque para a Central de Abasto na Cidade do México e outros mercados tradicionais como Jamaica, Merced e San Juan — tenham adotado um caráter permanente no atendimento às suas comunidades, os tianguis mantêm sua forte presença na sociedade mexicana.

A praça do mercado como núcleo cívico: 5 projetos que exploram abordagens contemporâneas para o projeto de mercados no México - Imagen 1 de 4A praça do mercado como núcleo cívico: 5 projetos que exploram abordagens contemporâneas para o projeto de mercados no México - Imagen 2 de 4A praça do mercado como núcleo cívico: 5 projetos que exploram abordagens contemporâneas para o projeto de mercados no México - Imagen 3 de 4A praça do mercado como núcleo cívico: 5 projetos que exploram abordagens contemporâneas para o projeto de mercados no México - Imagen 4 de 4A praça do mercado como núcleo cívico: 5 projetos que exploram abordagens contemporâneas para o projeto de mercados no México - Mais Imagens+ 7

Rolar e passear: como as redes sociais estão reescrevendo o turismo cultural arquitetônico

Acesso exclusivo | 

Historicamente — a exemplo de outras formas culturais — a arquitetura tem sido documentada, compartilhada e promovida principalmente pela mídia impressa. Livros, periódicos e revistas veiculavam os argumentos e as imagens da disciplina e, como a prática arquitetônica depende fortemente da comunicação visual, os periódicos impressos criavam uma ponte entre as publicações acadêmicas e as revistas comerciais. Ao longo das décadas do pós-guerra, volumes belamente produzidos estabeleciam um ponto de vista coletivo, sinalizando o que o campo profissional amplamente considerava digno de discussão ou exemplar.

Nos principais centros culturais, um punhado de publicações moldava esse discurso: suas perspectivas eram tipicamente sofisticadas, profissionais e cuidadosamente editadas — sintetizando uma produção global difusa em uma pequena constelação de projetos notáveis. É indiscutível que o sistema privilegiava certas práticas e geografias, mas ele também ampliava o alcance da arquitetura para públicos mais amplos. Os edifícios começaram a se fixar no imaginário popular; o turismo cultural — viagens realizadas expressamente para vivenciar a arquitetura — deixou de ser uma raridade para se tornar um ritual.

Rolar e passear: como as redes sociais estão reescrevendo o turismo cultural arquitetônico - Imagen 1 de 4Rolar e passear: como as redes sociais estão reescrevendo o turismo cultural arquitetônico - Imagen 2 de 4Rolar e passear: como as redes sociais estão reescrevendo o turismo cultural arquitetônico - Imagen 3 de 4Rolar e passear: como as redes sociais estão reescrevendo o turismo cultural arquitetônico - Imagen 4 de 4Rolar e passear: como as redes sociais estão reescrevendo o turismo cultural arquitetônico - Mais Imagens+ 4

Fachada cerâmica sob medida da Faveker traz personalidade e eficiência à nova Escola Secundária de Muskiz

O novo edifício da Escola Secundária de Muskiz (Biscaia), projetado pelo escritório BAT Architecture, tornou-se um símbolo de referência em arquitetura sustentável para centros educacionais. Projetado de acordo com os critérios Passivhaus e construído com madeira laminada cruzada (CLT), o projeto alia inovação e conforto ao cuidado ambiental.

Nessa equação, a fachada ventilada cerâmica da Faveker, projetada sob medida tendo como base seu sistema GA16, desempenha um papel fundamental. Essa pele cerâmica precisa e luminosa melhora a eficiência energética do edifício e confere-lhe uma personalidade arquitetônica única que se harmoniza com o entorno natural.

Fachada cerâmica sob medida da Faveker traz personalidade e eficiência à nova Escola Secundária de Muskiz - 2 的图像 4
© Aitor Estévez
Fachada cerâmica sob medida da Faveker traz personalidade e eficiência à nova Escola Secundária de Muskiz - 3 的图像 4
© Aitor Estévez

Ponte entre passado e futuro: a paisagem cultural em expansão do Uzbequistão

Acesso exclusivo | 

O patrimônio arquitetônico e artístico do Uzbequistão reflete uma história multifacetada, moldada por séculos de intercâmbio cultural ao longo da Rota da Seda. Dos conjuntos monumentais de Samarcanda e Bucara às instituições científicas e educacionais da era timúrida, a arquitetura tem sido, há muito tempo, um vetor de identidade e conhecimento em toda a região. No século XX, Tashkent emergiu como um novo laboratório urbano, onde os ideais modernistas se encontraram com as tradições artesanais locais e o pragmatismo ambiental. A reconstrução da cidade após o terremoto de 1966 tornou-se um momento decisivo, fundindo o urbanismo soviético com a estética regional para produzir uma expressão de modernidade tipicamente central-asiática, que traduziu a continuidade cultural em concreto, vidro e luz.

Ponte entre passado e futuro: a paisagem cultural em expansão do Uzbequistão - 1 的图像 4Ponte entre passado e futuro: a paisagem cultural em expansão do Uzbequistão - 2 的图像 4Ponte entre passado e futuro: a paisagem cultural em expansão do Uzbequistão - 3 的图像 4Ponte entre passado e futuro: a paisagem cultural em expansão do Uzbequistão - 4 的图像 4Ponte entre passado e futuro: a paisagem cultural em expansão do Uzbequistão - Mais Imagens+ 4

Vozes do ArchDaily: Jonathan Yeung

Acesso exclusivo | 

A trajetória na arquitetura de Jonathan Yeung começou a partir de seu profundo apreço pela experiência física e corpórea de se mover por espaços minuciosamente detalhados. Tendo crescido e estudado em diferentes lugares—Hong Kong, Kyoto, Cambridge e Berkeley—, ele desenvolveu uma sensibilidade para a forma como a arquitetura reverbera culturalmente, muitas vezes de maneiras que transcendem explicações simples. Para Jonathan, a arquitetura evoluiu de uma experiência incorporada para uma poderosa forma de expressão, abrangendo projeto, construção e escrita. O trabalho editorial tornou-se, naturalmente, uma extensão dessa exploração, oferecendo-lhe uma plataforma para refletir sobre ideias arquitetônicas sob múltiplas perspectivas.

Ele aborda a curadoria editorial com foco em questões de relevância persistente—temas que convidam a discussões complexas e multifacetadas, fundamentadas em dilemas sociais, culturais ou arquitetônicos. Busca projetos marcados por intencionalidade e excelência: obras que desafiam limites, refinam o cotidiano em algo excepcional ou revelam nuances espaciais e materiais sutis que moldam nossa experiência do ambiente construído. Seu interesse pelo detalhamento arquitetônico destaca-se como um tema recorrente, evidenciando o ofício e a precisão que contribuem para espaços duradouros e atemporais, muitas vezes negligenciados no discurso mais amplo.

Tornando-se um/a cientista urbano/a: como desenhar espaços urbanos com dados

Acesso exclusivo | 

A Ciência das Cidades, uma profissão em rápida expansão, é o estudo científico e a engenharia dos sistemas urbanos. A área utiliza tecnologias avançadas, big data e a física de sistemas complexos para enfrentar desafios como descarbonização, mobilidade e habitabilidade. Em sua essência, a ciência das cidades baseia-se em soluções orientadas por dados. Ela emprega estatística, modelagem e inteligência artificial para revelar as dinâmicas ocultas das cidades, desde o consumo de energia até o movimento humano. Além disso, adota estratégias que reduzem as emissões de carbono, aumentam a eficiência e promovem ambientes urbanos mais sustentáveis e resilientes.

Tornando-se um/a cientista urbano/a: como desenhar espaços urbanos com dados - Image 1 of 4Tornando-se um/a cientista urbano/a: como desenhar espaços urbanos com dados - Image 2 of 4Tornando-se um/a cientista urbano/a: como desenhar espaços urbanos com dados - Image 3 of 4Tornando-se um/a cientista urbano/a: como desenhar espaços urbanos com dados - Image 4 of 4Tornando-se um/a cientista urbano/a: como desenhar espaços urbanos com dados - Mais Imagens+ 11

Circular por tradição: práticas construtivas vernaculares da Índia para um mundo em aquecimento

Acesso exclusivo | 

Nas variadas geografias da Índia, dos canais costeiros às cidades-fortaleza no deserto, a arquitetura evoluiu com uma conexão profunda e instintiva com o clima. Não se tratava de tradições artesanais isoladas, mas de sistemas ecológicos completos nos quais os ciclos de materiais, o conforto térmico e o conhecimento comunitário eram interdependentes. À medida que a COP30 direciona a atenção global para as conexões entre patrimônio e resiliência climática, as práticas vernáculas da Índia surgem menos como artefatos históricos e mais como tecnologias climáticas refinadas ao longo de séculos.

As tradições construtivas de madeira, cal, terra e bambu da Índia compartilham um fio condutor: baseavam-se em materiais locais, resfriamento passivo e sistemas de construção projetados para serem reparados, renovados e reutilizados. Em uma era dominada pelo cimento, pelo aço e pelo desenvolvimento urbano baseado em demolições, essas antigas culturas materiais demonstram uma circularidade silenciosa que volta a parecer radical.

Circular por tradição: práticas construtivas vernaculares da Índia para um mundo em aquecimento - 3 的图像 4Circular por tradição: práticas construtivas vernaculares da Índia para um mundo em aquecimento - 5 的图像 4Circular por tradição: práticas construtivas vernaculares da Índia para um mundo em aquecimento - 4 的图像 4Circular por tradição: práticas construtivas vernaculares da Índia para um mundo em aquecimento - 1 的图像 4Circular por tradição: práticas construtivas vernaculares da Índia para um mundo em aquecimento - Mais Imagens+ 4

Buildner e Dubai celebram visionários globais no concurso House of the Future de € 250 mil

A Buildner, em parceria com o Governo de Dubai, anunciou os resultados do concurso House of the Future 2024/25. Após o sucesso de sua edição inaugural em 2023, esta segunda edição convidou arquitetos/as e designers de todo o mundo a desenvolverem um protótipo de residência acessível, expansível e inovador, adaptado às necessidades em constante evolução das famílias dos Emirados Árabes Unidos.

Organizado em colaboração com o Mohammed bin Rashid Centre for Government Innovation e o Sheikh Zayed Housing Programme, o concurso ofereceu uma premiação total de €250.000 (1 milhão de AED). As propostas vencedoras estão agora em fase de avaliação para uma possível inclusão no catálogo nacional de projetos habitacionais dos Emirados Árabes Unidos, que oferece aos cidadãos uma seleção de modelos de residências inovadores e pré-aprovados.

De Acapulco a Copenhague: 8 projetos exibidos na Bienal de Veneza 2025 que reivindicam a arquitetura existente para cidades regenerativas

Acesso exclusivo | 

Esta seleção de projetos da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 explora a regeneração como um processo deliberado e inteligente, enraizado nas condições específicas de cada lugar. Há décadas a Bienal funciona como um campo de testes para as ideias mais urgentes da arquitetura, permitindo que designers, pesquisadores/as e instituições apresentem visões que respondem a desafios ambientais, culturais e sociais em constante evolução. Os projetos deste ano revelam que a regeneração — seja de uma cidade costeira inteira, de uma área industrial desativada ou de um espaço público negligenciado — exige mais do que simplesmente substituir o antigo pelo novo. Ela demanda uma leitura precisa dos contextos existentes, a preservação do conhecimento incorporado e a integração cuidadosa das necessidades contemporâneas.

As oito obras selecionadas mostram que a regeneração pode surgir de múltiplos pontos de partida: a reativação do patrimônio por meio do reuso adaptativo, a restauração de sistemas ecológicos como parte do planejamento urbano, o desenvolvimento de estratégias abertas e modulares para a renovação de habitações de interesse social ou a sobreposição de inovações tecnológicas a práticas historicamente enraizadas. Embora a escala da intervenção varie, cada projeto demonstra sensibilidade em relação ao que já existe no local — sejam recursos materiais, padrões urbanos ou a memória cultural — e a disposição de trabalhar com esses ativos como catalisadores de transformação. Juntos, eles sugerem que a regeneração precisa começar em algum lugar, e que seu sucesso reside no equilíbrio entre a inovação e a inteligência do que já existe.

De Acapulco a Copenhague: 8 projetos exibidos na Bienal de Veneza 2025 que reivindicam a arquitetura existente para cidades regenerativas - Imagem 1 de 4De Acapulco a Copenhague: 8 projetos exibidos na Bienal de Veneza 2025 que reivindicam a arquitetura existente para cidades regenerativas - Imagem 2 de 4De Acapulco a Copenhague: 8 projetos exibidos na Bienal de Veneza 2025 que reivindicam a arquitetura existente para cidades regenerativas - Imagem 3 de 4De Acapulco a Copenhague: 8 projetos exibidos na Bienal de Veneza 2025 que reivindicam a arquitetura existente para cidades regenerativas - Imagem 4 de 4De Acapulco a Copenhague: 8 projetos exibidos na Bienal de Veneza 2025 que reivindicam a arquitetura existente para cidades regenerativas - Mais Imagens+ 16

Barreiras ao BIM: Por que a cultura da construção na Índia retarda a adoção de tecnologia

Acesso exclusivo | 

Apontado como a nova era da construção, o Building Information Modeling (BIM) conquistou a atenção global com sua promessa de coordenação fluida, orçamentos reduzidos e novos patamares de eficiência. No entanto, no cenário da construção civil na Índia, a adoção dessa tecnologia revela uma história mais complexa, marcada por barreiras culturais e limitações técnicas.

"A maior barreira não é a tecnologia, mas sim a cultura de planejamento", explica Rahul Bahl, Diretor Executivo da Krishna Buildestates Pvt Ltd, destacando o que talvez seja o desafio mais fundamental do BIM na Índia. "O BIM exige que cada detalhe seja definido antes do início da construção, desde a localização dos interruptores elétricos até os acabamentos finais. Na Índia, costumamos iniciar as obras apenas com a estrutura bruta resolvida e passamos os meses seguintes aplicando engenharia de valor ao longo do processo."

Barreiras ao BIM: Por que a cultura da construção na Índia retarda a adoção de tecnologia - Image 1 of 4Barreiras ao BIM: Por que a cultura da construção na Índia retarda a adoção de tecnologia - Image 2 of 4Barreiras ao BIM: Por que a cultura da construção na Índia retarda a adoção de tecnologia - Image 3 of 4Barreiras ao BIM: Por que a cultura da construção na Índia retarda a adoção de tecnologia - Image 4 of 4Barreiras ao BIM: Por que a cultura da construção na Índia retarda a adoção de tecnologia - Mais Imagens+ 1

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.